Notícias

Papa: trabalhar na lógica da gratuidade e serviço

25/09/2017 21:46
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Encontros e Eventos Papa: trabalhar na lógica da gratuidade e serviço   Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu em audiência, na Sala do Consistório, nesta...
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Militares em alta |Jose Roberto de Toledo

25/09/2017 21:26
Militares em alta  Por Jose Roberto de Toledo   “Intervenção” e “militar” estão em alta. Não só em Brasília e no noticiário político, mas na curiosidade dos brasileiros. Buscas no Google pela palavra “intervenção” bateram recorde na semana passada no Brasil. Não resta...
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Oposição continua reuniões buscando nomes

25/09/2017 17:27
Eleição   Oposição continua reuniões buscando nome para 2018   Wilson Martins e Robert Rios conversam com várias lideranças   Por MARCELO ROCHA - Repórter de Política   A oposição ao governador Wellington Dias está realizando várias reuniões com políticos de...
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Peemedebistas apoiam João Henrique Sousa

25/09/2017 17:11
POLÍTICA  Presidente Michel Temer e João Henrique Sousa - são amigos de longa data Foto: Portal O Dia   ELEIÇÕES 2018   Peemedebistas do interior apoiam João Henrique Sousa para o governo   Lideranças da siga defendem candidatura própria   MARCELO...
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Conflito de interesses - Unimed Teresina

25/09/2017 16:42
Conflito de interesses seria a causa da suspensão de serviços da Unimed Teresina   Plano de saúde aponta um conflito de interesses pessoais; já a Iaspi fala em irregularidades na execução de serviços realizados por hospitais não credenciados   Publicado Nataniel Lima...
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Firmino anuncia Erick Amorim no Planejamento

25/09/2017 16:38
Firmino Filho anuncia Erick Amorim para lugar de Bonfim no Planejamento Prefeito de Teresina, Firmino Filho (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)   Bonfim vai trabalhar em Ong em São Paulo   Da Redação do Portal AZ   O Prefeito Firmino Filho anunciou, nesta segunda-feira...
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Papa Francisco \ Missa Santa Marta

25/09/2017 13:53
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Missa Santa Marta Papa na Santa Marta: consolo não é diversão, mas paz do Senhor   Cidade do Vaticano (RV) – O Papa começou a semana celebrando a missa na capela da Casa...
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AfD conquista quase 90 cadeiras na Alemanha

25/09/2017 13:39
ALEMANHA   Socialistas saem de cena e extrema-direita alça voo na Alemanha   Partido Alternativa para a Alemanha (AfD) conquista quase 90 cadeiras no parlamento. Pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, movimento de inspiração nacionalista terá voz no...
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Única alternativa – Editorial | O Globo

25/09/2017 13:35
Única alternativa – Editorial | O Globo Combalida, a Eletrobras não consegue arcar com os investimentos em energia de que o país precisa   O sufoco fiscal em que se encontra o governo — o déficit primário continua acima dos 2% do PIB, desde a saída de Dilma Rousseff, responsável...
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Trocas partidárias batem recorde e geram atrito

25/09/2017 13:31
Trocas partidárias batem recorde e geram atrito na base Atual legislatura é a mais 'infiel' dos últimos dez anos   Um de cada quatro deputados federais mudou de partido desde a eleição de 2014; migrações provocam brigas na base do governo   Elisa Clavery, Marianna Holanda e...
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Papa Francisco: Deus sempre nos procura primeiro

25/09/2017 05:28
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Celebrações Papa Francisco: Deus sempre nos procura por primeiro   Cidade do Vaticano (RV) - Procurar o Senhor e mudar de vida, converter-se. Partiu da exortação do profeta...
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Coluna do Cláudio Humberto - Diário do Poder

25/09/2017 05:22
25 DE SETEMBRO DE 2017 NUNCA O GOVERNO EMPREGOU TANTO: 635 MIL PESSOAS No quesito contingente de funcionários, o governo Michel Temer ainda é o maior da História. Segundo o Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do Ministério do Planejamento, que calcula em tempo real o tamanho e os gastos...
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Alemanha: O País dos poetas e pensadores

24/09/2017 17:43
A Alemanha em resumo Os principais fatos reunidos de forma compacta   Forma de governo: A República Federativa Alemã é, desde 1949, uma federação parlamentarista e democrática. Desde a reunificação em 1990, o total de estados federados é 16. O chefe de estado é o...
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Deus chama todos a trabalhar pelo seu Reino

24/09/2017 17:27
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Discursos Deus chama todos a trabalhar pelo seu Reino - Papa no Ângelus   Domingo, 24 de Setembro de 2017. Ao meio dia, o Papa Francisco assomou, como habitualmente, à...
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Artigo do Jornalista Guilherme Fiuza - ÉPOCA

24/09/2017 17:21
Os coxinhas LGBT - GUILHERME FIUZA REVISTA ÉPOCA   O mercado de causas sociais, sexuais e raciais virou uma praga, lucrativa nos balcões eleitorais   O Brasil tinha 200 milhões de técnicos de futebol, mas eles mudaram de emprego. Agora são 200 milhões de fiscais...
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Os delatores entregaram registros dos pagamentos

24/09/2017 17:12
ENCURRALADO - OPERAÇÃO LAVA JATO AMPLIA CERCO A LULA COM MAIS SEIS APURAÇÕES ELE É SUSPEITO DE CORRUPÇÃO, LAVAGEM, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA ETC   Redação - Diário do Poder   A Operação Lava Jato e seus desdobramentos ampliam o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio...
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O cerco à Rocinha | Luiz Carlos Azedo

24/09/2017 13:48
O cerco à Rocinha | Luiz Carlos Azedo  Correio Braziliense   Os traficantes cariocas dispõem de uma topografia favorável, enraizamento social e fonte permanente de financiamento: a venda de drogas   Quem leu Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, e Abusado (2003), de...
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Presídios do Piauí - Mídia Nacional

24/09/2017 13:24
Superlotação nos presídios do Piauí vira manchete até na mídia nacional Os quartos individuais, que ficam em volta da quadra do ginásio, têm cama de casal, ventilador e televisão (Imagem: Divulgação/Sinpoljuspi)   O UOL cita privilégio de preso em cela individual   Cama de...
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Francisco \ Audiencias, Catequesis y Ángelus

24/09/2017 10:09
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Francisco \ Audiencias, Catequesis y Ángelus Ángelus del Papa: Jesús quiere abrir nuestro corazón al plan de Dios que quiere llamar y salvar a todos   La Virgen María nos ayude a acoger la...
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Papa Francisco: Deus não exclui ninguém

24/09/2017 10:01
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Angelus Papa Angelus: Deus não exclui ninguém, no Reino há lugar para todos   Cidade do Vaticano (RV) – “Deus não exclui ninguém e quer que cada um chegue...
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PSDB alimenta Bolsonaro | Vera Magalhães

24/09/2017 09:56
PSDB alimenta Bolsonaro | Vera Magalhães - O Estado de S.Paulo   PSDB agoniza em praça pública e não consegue se apresentar como opção viável de poder   Imerso em sua eterna crise existencial, sem conseguir decidir o que pensa sobre o governo Michel Temer, sem ser capaz de...
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Esquerda já traça cenário para 2018 sem Lula

24/09/2017 09:46
Esquerda já traça cenário para 2018 sem Lula Partidos de centro esquerda, inclusive tradicionais aliados do PT, devem lançar candidatos próprios à Presidência em disputa ‘pulverizada’   Ricardo Galhardo e Vera Rosa | O Estado de S.Paulo   A incerteza em relação ao futuro...
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A 2ª denúncia como a 1ª deve ser rejeitada.

24/09/2017 09:38
Presidente Michel Fora Temer | Fernando Gabeira - O Globo   A segunda denúncia contra Temer vai à Câmara e, como a primeira, deve ser rejeitada. É possível, portanto, prever uma situação bizarra: Temer, que só tem 3,4% de aprovação, segundo as pesquisas, ruma para um desgaste ainda...
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Um moderado radical | Helio Schwartsman

24/09/2017 09:35
Um moderado radical | Helio Schwartsman - Folha de S. Paulo   Em tempos de Donald Trump, Nicolás Maduro, Rodrigo Duterte, Viktor Orbán, é legítimo perguntar onde foi parar a moderação. Hoje ela parece uma virtude esquecida ou, pelo menos, relegada a um centro político cada vez menos...
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NA MIRA: Lava Jato aperta o cerco a Lula

24/09/2017 08:21
NA MIRA   Lava Jato aperta o cerco a Lula Já condenado e réu em seis ações, petista agora é alvo de outros seis procedimentos investigatórios   SÃO PAULO. A operação Lava Jato e seus desdobramentos ampliam o cerco ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)...
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Petista fraudou eleições do PT com dinheiro desviado

24/09/2017 08:07
Política   Deputado petista fraudou eleições do PT com dinheiro desviado VENDETA - Odair Cunha: depois do serviço sujo, ascensão dentro do PT (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)   Delator mostra como R$ 150.000 desviados da Confederação Nacional do Transporte beneficiaram Odair...
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Muitos os chamados, mas poucos os escolhidos

24/09/2017 04:08
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   XXV Domingo do Tempo Comum: "Muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos" - RV   Artigos \ Reflexão Reflexão dominical: "Muitos os chamados, mas poucos os escolhidos"   Cidade...
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Coluna do Cláudio Humberto - Diário do Poder

24/09/2017 04:02
24 DE SETEMBRO DE 2017 NO NORTE, 71% DOS JUÍZES GANHAM ACIMA DO TETO A população do Acre e de Roraima, tem baixíssimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas seus 172 juízes e desembargadores (inclusive aposentados) não têm do que se queixar. Do total, 122 (70,9%) receberam em julho...
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Papa Francisco: preocupa-me a intolerância

23/09/2017 21:49
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Atividades Papa Francisco com os Diretores Nacionais das Migrações, na Sala Clementina   Papa: preocupa-me a intolerância, Igrejas acolham os migrantes   O Papa...
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A bondade tarja preta - Guilherme Fiuza

23/09/2017 21:26
A bondade tarja preta - GUILHERME FIUZA O GLOBO    Dartagnol Foratemer resolveu ser político se aliando aos simpatizantes da quadrilha que ele ajudou a desmascarar   O mosqueteiro Dartagnol Foratemer segue firme em sua turnê contra os políticos para virar político. Ele...
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STF libera candidatura de Maia à reeleição

02/02/2017 11:25
STF libera candidatura de Maia à reeleição Supremo nega quatro pedidos para barrar candidatura de Maia   • Celso de Mello, decano da Corte, rejeita pedidos de liminares para barrar a candidatura do presidente da Casa; deputado do DEM é favorito e tem apoio do...
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Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia

02/02/2017 11:07
Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa e companheira do ex-presidente, durante o Encontro das mulheres e militantes com Lula, na Casa de Portugal do Grande ABC em Santo André (SP) (Leonardo Benassatto/Futura...
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Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado

01/02/2017 20:15
Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado   Peemedebista recebeu 61 votos, contra 10 do seu único adversário, José Medeiros. Novo presidente foi citado em delação da Odebrecht   Por Da redação - Site da Revista Veja O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira...
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Eunício deve ser eleito hoje no Senado - Estadão

01/02/2017 13:29
Eunício deve ser eleito hoje no Senado • Com apoio da base e da oposição, senador do PMDB é defensor da agenda de reformas do governo Michel Temer, de quem se diz amigo   Ricardo Brito | O Estado de S.Paulo   BRASÍLIA - Num contraponto à tensa disputa ao comando da Câmara,...
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Artigo: A grande jogada de mestre ?

01/02/2017 11:40
A grande jogada de mestre ? Por Josenildo Melo   Em se concretizando hoje a filiação de um grande nome da política piauiense; o grande mestre coloca no tabuleiro do xadrez político a concretização de um sonho em prol do Estado do Piauí. E não está errado? Afinal quem é o grande...
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Resposta ao desemprego - Míriam Leitão

01/02/2017 11:22
Resposta ao desemprego - Míriam Leitão - O Globo   O principal problema da economia brasileira hoje é o desemprego. Ele é o fruto mais amargo da grave crise na qual o país entrou por má condução da política econômica. Foi o governo Dilma que jogou o emprego nesta queda livre, mas o...
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Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato

31/01/2017 11:57
Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato entre cinco Novo relator decidirá sobre sigilo de delação da Odebrecht   • Nome deve ser escolhido entre os integrantes da 2ª Turma do tribunal   Letícia Casado, Valdo Cruz | Folha de S. Paulo   BRASÍLIA - Após a...
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Supremo homologa delação da Odebrecht - Estadão

31/01/2017 11:47
Supremo homologa delação da Odebrecht, mas mantém sigilo Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht   • Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa   Breno Pires e Rafael Moraes Moura | O...
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Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões

30/01/2017 12:14
Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões Por Rodrigo Carro | Valor Econômico   RIO - Se privatizarem todas as suas estatais, os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul conseguirão abater quase 50% de sua dívida com a União. Levantamento feito pela agência de...
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Sinais para a sociedade - Merval Pereira

29/01/2017 13:24
Sinais para a sociedade - Merval Pereira - O Globo   Homologar delações da Odebrecht será bom sinal. Caso a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a “lucidade senhora” nas palavras do músico Tom Zé, homologue as delações dos 77 executivos da Odebrecht, ou pelo...
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Consumo puxa economia e faz disparar ações do varejo
Por Juliana Machado | Valor Econômico
 
SÃO PAULO - No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo de eletrodomésticos, vestuário e alimentação proporcionam ganhos extraordinários a seus acionistas. Em movimento coerente com a dinâmica de recuperação da economia, puxada pelo consumo, os papéis dessas empresas tiveram neste ano alta muito superior aos 23,76% do Ibovespa. Magazine Luiza, por exemplo, subiu 423%, Guararapes, 130% e Arezzo, 125%. Outros bons exemplos são Hering, Via Varejo, B2W, Renner e Pão de Açúcar.
 
A queda dos juros e a retomada gradual do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para essas ações. Para analistas ouvidos pelo Valor, a retomada beneficia primeiramente empresas que atendem o consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que muitos consumidores só vão conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começam a adquirir eletrodomésticos e roupas.
 
Especialistas consideram que muitos desses papéis de empresas de varejo ainda têm espaço para ganhos. Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas com cotações ainda relativamente baratas, como Americanas, Hering e Carrefour, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior.
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita dessas empresas teve uma clara recuperação nos últimos trimestres, desempenho que contrasta com companhias que reagem mais diretamente a investimentos, como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
Ações ligadas a varejo disparam em meio à retomada do consumo
No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo discricionário - eletrodomésticos, vestuário e alimentação - ganham destaque. O movimento é coerente com a dinâmica de recuperação da economia, que vem sendo puxada pelo consumo, e não pelo investimento, o que faz com que essas empresas continuem no foco dos gestores, mesmo depois de valorizações expressivas nos últimos meses.
 
A queda da taxa de juros e a retomada, ainda que gradual, do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para as ações. Mas, para analistas ouvidos pelo Valor, essa retomada beneficia primeiramente empresas que atendem ao consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que o consumidor só vai conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começa a gastar com eletrodomésticos ou roupas. Comportamento esse que beneficia empresas como Lojas Americanas, Lojas Renner, Natura e Pão de Açúcar, que fazem parte do Ibovespa. Mas também Marisa, Carrefour, Hering, Arezzo, Magazine Luiza e Guararapes, dona da Riachuelo.
 
Todas essas ações acumulam forte alta este ano, superando, inclusive, o Ibovespa, com valorização de 23,76% no período. O caso mais impressionante é o de Magazine Luiza, cuja ação avançou 422,6%. Entre outros exemplos emblemáticos, estão Guararapes, com alta de 130%, e Arezzo, cujo papel já subiu 124,6%.
 
Ainda assim, para especialistas, muitas dessas ações ainda têm espaço para ganhos adicionais. Em relatório de julho deste ano, o Bradesco BBI apontava trajetória crescente para a Magazine Luiza diante da perspectiva de resultados ainda fortes, ganho de participação de mercado e de rentabilidade.
 
Já Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas relativamente mais atrasadas, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior. Ele destaca Lojas Americanas, que acumula alta de 24,3% no ano - pouco acima do Ibovespa -, Hering (+98%) e Carrefour, que desde a estreia na bolsa, em 20 de julho, sobe 11,41%, abaixo do índice (14,78%).
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita líquida somada de 13 empresas ligadas ao varejo teve uma clara recuperação ao longos dos últimos trimestres, desempenho que contrasta com o de companhias que reagem mais diretamente a investimentos, de setores como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
O bom desempenho está refletido nos dados divulgados ontem pelo IBGE, que confirmam que a recuperação do varejo observada no segundo trimestre tem continuidade. Em julho, as vendas ficaram 1,7% acima da média do segundo trimestre. Isso reforça que o setor continua sendo a principal força motriz para a retomada da atividade brasileira na segunda metade do ano, assim como aconteceu no semestre passado.
 
"Companhias e setores mais conectados com a economia, como consumo discricionário e bens de capital, podem contar com revisões para cima das estimativas de lucro por ação conforme o crescimento econômico seja incorporado aos preços", dizem os analistas do Bank of America Merrill Lynch (BofA) Felipe Hirai e Nicole Inui, em relatório. Eles explicam que a expectativa é que haja crescimento das receitas para o setor de varejo em 2017 e 2018, enquanto as vendas no conceito mesmas lojas, isto é, unidades abertas há pelo menos um ano, também devem registrar expansão de 6,2% este ano e 6,4% em 2018, ante 2,3% registrados em 2016.
 
Peretti, da Santander, confirma que o cenário macroeconômico - inflação baixa, juros em queda, crescimento do salário médio e redução do endividamento das famílias - dá suporte à perspectiva positiva para o consumo e para a própria atividade. "Varejistas são as primeiras a responder", afirma o analista. "Essa dinâmica é importante para todos os segmentos da economia, mas o tíquete médio é um pouco menor nas empresas de varejo, o que significa que a necessidade de crédito do setor é menor do que para os demais."
 
Para Ivo Chermont, economista-chefe da gestora Quantitas, o menor endividamento das famílias deve colaborar ainda mais para a renda disponível para gastos básicos e discricionários. "E isso vai melhorando à medida que os juros forem caindo", diz.
 
A ata do Copom confirmou que a Selic vai continuar em queda, ainda que em um ritmo mais lento. E a maior parte dos economistas acredita que a taxa possa fechar o ano em 7%, abaixo da mínima histórica, de 7,25%.
 
Analistas têm citado as incertezas políticas, que ganham intensidade com a aproximação da eleição presidencial, como um elemento de risco para a continuidade desse cenário favorável para atividade e, consequentemente, para o mercado de ações. Somente com a confirmação da continuidade da agenda de reformas depois de 2018 é que o investimento deve ganhar tração. "Para o crescimento [da economia e das empresas] ser sustentável, vale frisar que precisamos que os investimentos aumentem também. Para isso, além da menor taxa de juros, é fundamental a reorganização fiscal do Brasil. Se não conseguirmos isso, podemos voltar a andar para trás", pondera Chermont.
‘O pior problema que temos hoje é o AfD’
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Para deputado federal, a coalizão de seu partido com o da chanceler possibilitou o crescimento de extremistas
 
Graça Magalhães | Ruether / O Globo
 
BERLIM - Filho de um finlandês e uma alemã, na antiga Alemanha Oriental, Helge Lindth estava em suspense na noite de ontem para saber se o resultado magro do SPD, de 21%, um dos piores da sua História, custaria seu mandato de deputado federal na lista da cidade de Wuppertal. Para ele, os anos de coalizão dos dois grandes partidos causaram letargia política e tornaram a extrema-direita possível.
 
Qual foi o erro dos partidos da “grande coalizão”?
 
O principal foi reunir os dois grandes partidos em um governo, dando às pessoas a impressão de que não havia opção. O SPD sofreu ainda mais porque não conseguiu “vender” bem tudo de positivo que conseguiu impor no governo Merkel. A chanceler agia como se tudo de bom no governo fosse seu mérito. Foi o SPD, e não Merkel, que atuou para a redução dramática do desemprego. Foram as reformas durante o governo (do ex-chanceler Gerhard) Schröder que ajudaram na queda do desemprego.
 
Se a coalizão com o FDP e os verdes não for possível, o SPD aceitaria uma nova aliança ou apoio passivo a Merkel?
 
O SPD vai se sentar no banco da oposição. O partido está em crise e precisa desses anos na oposição para se regenerar e revitalizar sua luta pelo interesse dos trabalhadores, como era na sua origem.
 
O SPD não difere muito da CDU. Foi o SPD que adotou o programa da CDU ou o contrário?
 
Foi Merkel quem transformou seu partido em uma CDU social-democratizada. Ela assimilou características do SPD e dos verdes, na tentativa de tornar os dois partidos desnecessários. O pior é o problema que temos hoje, o AfD. Os eleitores querem partidos com características próprias para ter a opção de escolher um ou outro. Se todos são iguais, elas buscam a opção nos extremos, da direita ou da esquerda.
 
Qual é o principal desafio do próximo governo?
 
No plano da Europa, é preciso continuar a integração, o que pode ser feito com o presidente francês, (Emmanuel) Macron. No plano interno, é preciso acabar com o setor de salários baixos, tornar a moradia financiável, para que as pessoas não gastem quase tudo que ganham pagando o aluguel. Outro desafio é na educação. A Alemanha, que no passado liderava o setor de tecnologia, ocupa hoje um segundo ou terceiro lugar nas inovações. E há ainda a crise dos refugiados. Embora cheguem menos refugiados, há crise ainda no Mediterrâneo, onde os fugitivos continuam morrendo afogados. E alguns países, como a Itália, precisam arcar mais do que outros com o problema. O ideal seria conseguir dividir os fugitivos entre todos os países do bloco.
Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega
Extrema-direita ofusca vitória de Merkel
 
Assis Moreira | Valor Econômico
 
GENEBRA - No início da tarde de ontem, o popular jornal alemão "Bild" alertava para um "Wahlbeben" (terremoto eleitoral) no rastro da campanha eleitoral mais tediosa da história recente da Alemanha. Horas depois, Angela Merkel tinha a confirmação de seu quarto mandato como primeira-ministra da Alemanha, mas com algumas advertências.
 
Seu partido, a conservadora União Democrata Cristã (CDU), obteve o pior resultado desde 1949, com cerca de 33% comparado a 41,5% em 2013, por exemplo. Foi pior para o Partido Social Democrata (SPD), parceiro menor na coalizão com Merkel, que fez campanha centrado em justiça social e amarga o pior resultado de todos os tempos com cerca de 20% dos votos ante 25% há quatro anos.
 
Já a extrema-direta, com o Alternativa para a Alemanha (AfD), entra no Parlamento (Bundestag) pela primeira vez em 50 anos com uma campanha anti-imigração e antieuro. O descontentamento dos menos beneficiados pelo sucesso econômico alemão e temerosos da globalização jogou 22% de votos para os extremos (13% para o AfD e quase 9% para A Esquerda).
 
A maioria dos alemães votou como previsto, pela estabilidade e uma certa segurança de uma continuidade que tem dado bons resultados. Mas o novo cenário político antecipa tanto uma dificuldade para Merkel montar a coalizão para governar a maior economia da Europa nos próximos quatro anos, e uma contestação muito mais dura no Parlamento.
 
O sentimento entre analistas é de que a grande coalizão dos dois grandes partidos (CDU e SPD) não deve sequer se repetir. A política centrista dos anos Merkel acabou estimulando e jogando mais opositores para extrema-direita.
 
Dirigentes do próprio SPD, previsivelmente chocados com o resultado, nem querem ouvir falar no momento em nova grande coalizão, e preferem voltar a ser o grande partido da oposição.
 
 
"Não podemos ter um partido de extrema-direita liderando a oposição na Alemanha, portanto... vamos para a oposição", disse ontem o líder social-democrata Martin Schulz, referindo-se a possibilidade de o extremista AfD se tornar a maior força de oposição no país, podendo até mesmo ter a presidência da Comissão do Orçamento. "Nosso papel é bastante claro: somos o partido de oposição."
 
Com o grande número de assentos que obteve no Bundestag, obtendo a terceira maior bancada, o AfD vai poder contratar uma equipe de quase 400 pessoas, dispor de cerca de € 30 milhões de fundos públicos e de uma visibilidade sem precedentes na mídia. Um de seus líderes, Alexander Gaulard, deflagrou imediatamente a guerra contra Merkel: "Vamos caçar Merkel, vamos retomar nosso país e nosso povo".
 
Criado há quatro anos como oposição econômica ao socorro a países do sul da Europa, o AfD progressivamente se tornou mais extremista, nacionalista e xenófoxo, mesmo com instinto neozanista, como diz o "Handelsblatt", jornal de economia alemão. Além de antieuro e anti-imigração, o AfD contesta mesmo o fundamento da democracia, tenta reavivar uma certa identidade da Alemanha, questiona a economia social de mercado e a abertura para o mundo. Cerca de 70% de seus apoiadores são homens, com pouca instrução ou qualificação profissional.
 
A Alemanha, locomotiva da Europa, crescerá no próximo ano acima da média da zona do euro. O índice de confiança das empresas atingiu o maior nível em seis anos e meio, recentemente. A indústria manufatureira vai bem, as exportações continuam fortes.
 
Merkel sabe que poderá ter acelerar a promessa de devolver parte dos € 24 bilhões de superávit do orçamento, na forma de cortes nos impostos nos próximos quatro anos, e também com mais gastos públicos em infraestrutura - como na economia digital.
 
Além disso, a crise dos refugiados continuará no centro da agenda política alemã e europeia. Merkel falou pouco sobre o tema, durante a campanha. Mas o AfD fez do tema o seu cavalo de batalha e isso vai pesar igualmente na eleição do Parlamento Europeu de maio de 2018.
 
Recentemente, Merkel deixou claro que os países que não respeitam as quotas de atribuição do direito de asilo na União Europeia (UE) poderão ver cortes na ajuda europeia em outros setores. Ou seja, se não há solidariedade em torno da migração, não deve haver em outras áreas, numa advertência a países como Polônia, Hungria e República Checa, que recebem bilhões de euros como membros da UE mas se recusam receber o número determinado de migrantes. A Hungria tem sido particularmente dura na oposição à política migratória europeia, recusando aplicar o plano de Bruxelas de partilha dos requerentes de asilo que chegam pela Itália e Grécia.
Depois da eleição de Emmanuel Macrom na França, cresceu o otimismo sobre o futuro da Europa. Iniciativas franco-alemã são consideradas centrais para dar um novo ritmo nas reformas na Europa.
 
Mas antes é preciso saber qual coalizão Angela Merkel vai poder formar para governar. Está claro que a defesa por reformas seria mais forte sob uma coalizão CDU/SPD, enquanto um governo entre a CDU e o Partido Democrático Liberal (FDP) deve focar mais em disciplina fiscal.
 
Certo é que os rumos da integração europeia dependerão crucialmente de Berlim e Paris. Macron defende uma forte convergência fiscal e social na zona do euro e apresentará amanhã suas propostas de reforma. De seu lado, Merkel apoia a ideia de um ministro de Finanças da zona do euro, mas seu papel na visão alemã difere daquela dos franceses.
 
A Alemanha e a França vão pesar também sobre o projeto da Comissão Europeia em torno de uma Europa com várias velocidades, na qual alguns países poderiam avançar mais rapidamente na integração do que outros mais céticos.
 
A expectativa é de que o novo governo alemão seja confirmado antes da cúpula de dezembro dos líderes da UE. Isso daria tempo para os outros países europeus aprofundarem o debate sobre as negociações do Brexit (saída do Reino Unido da UE), incluindo questões direitos dos cidadãos europeus e o custo da fatura do divórcio.
 
Outra negociação na Europa na qual Angela Merkel, como a mais poderosa dirigente do continente, terá muito peso, é sobre a integração da defesa do mercado comum. O presidente americano Donald Trump não cessa de criticar os europeus por gastar menos de 2% do PIB na defesa e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a aliança militar do ocidente). Líderes europeus dizem que a integração da defesa continuará, incluindo um fundo de € 5,5 bilhões.
Interesses cruzados | Leandro Colon
- Folha de S. Paulo
 
A linha de corte criada por Michel Temer para definir a vida de ministros implicados pela Odebrecht deu certo fôlego ao Planalto, mas entregou à Procuradoria-Geral da República responsabilidade sobre o futuro do governo.
 
A regra tem preservado os ministros investigados, mesmo que, para abertura dos inquéritos, o Supremo tenha considerado a existência de indícios de que cometeram crimes.
 
Pelos critérios do presidente, o ministro que for denunciado pela PGR será afastado temporariamente. A demissão deve ocorrer no caso de o Supremo transformá-lo em réu.
 
Oito ministros estão na lista de inquéritos. É improvável que o tribunal julgue até o fim de 2018 possíveis denúncias contra todos eles.
 
A regra de Temer é frágil porque, uma vez fora do governo, dificilmente um ministro retorna. O presidente sabe que uma denúncia da PGR, e não uma decisão do STF, pode estabelecer quem sai da Esplanada.
 
Reportagem da Folha deste domingo (23) mostrou que Temer pretende indicar um aliado do procurador-geral, Rodrigo Janot, à sucessão do próprio, marcada para setembro.
 
Janot poupou o presidente dos inquéritos da Odebrecht por considerar que ele tem "imunidade temporária" no cargo. O peemedebista é citado como personagem de reunião vinculada a acerto de propina.
 
O procurador tem feito circular a versão de que não quer um terceiro mandato. Seus aliados agem nos bastidores para garantir o substituto, enquanto os adversários de Janot na procuradoria articulam nomes.
 
Temer vai escolher um dos indicados da listra tríplice da associação de procuradores, sem precisar optar pelo mais votado pela classe.
 
Em meio a reformas importantes no Congresso, o presidente quer segurar até quando for possível ministros de peso e sob investigação, como Eliseu Padilha e Moreira Franco.
 
E não interessa ao grupo de Janot dentro da PGR perder a condução da Lava Jato a partir de setembro.

Trocas partidárias batem recorde e geram atrito na base

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Atual legislatura é a mais 'infiel' dos últimos dez anos
 
Um de cada quatro deputados federais mudou de partido desde a eleição de 2014; migrações provocam brigas na base do governo
 
Elisa Clavery, Marianna Holanda e Daniel Bramatti | O Estado de S. Paulo
 
O plenário que discute a reforma política na Câmara é o que vivenciou o maior número de trocas partidárias nos últimos dez anos. Desde janeiro de 2015, quando iniciou esta legislatura (2015-2019), até agora, um de cada quatro parlamentar mudou de partido. No total, foram 124 deputados “infiéis” e, destes, 31 mudaram mais de uma vez.
 
O “mercado de vagas” dos partidos escancarou nesta semana uma briga entre DEM e PMDB, com críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), às iniciativas do partido do presidente Michel Temer em arrematar deputados que já estavam em negociação com a sua sigla
 
Segundo dados da Câmara, foram quase 400 trocas desde 2007, quando o Supremo Tribunal Federal determinou que os mandatos pertencem aos partidos, não a deputados e vereadores. Desde então, só dois deputados perderam o mandato por infidelidade partidária, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ambos eram do DEM. Walter Brito Neto (PB), em 2006, e Robson Rodovalho (DF) dois anos depois. Do total de trocas, 160 foram feitas desde o começo de 2015. E as mudanças devem se intensificar em março, quando está prevista a janela partidária, brecha para a troca sem o risco de perda do mandato.
 
Apesar de criticadas pelos próprios parlamentares, as propostas relativas à troca de siglas não avançaram nas discussões da reforma política. A supressão dos artigos que tratam de fidelidade partidária será, segundo a deputada Shéridan (PSDB-RR), um dos poucos consensos na votação do segundo turno de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) da qual é relatora, prevista para ocorrer amanhã na Casa.
 
O relatório da deputada propõe estender a regra da fidelidade partidária para cargos majoritários e seus vices e prevê que o candidato eleito por um partido que não atingir a cláusula de barreira pode mudar de sigla. A cláusula de barreira impõe restrições à legenda que não alcançar determinado porcentual de votos. “Eu acho que não ficou como queríamos, mas podia ser pior. Foi a construção política que conseguimos”, afirmou Shéridan.
 
Para o cientista político da Arko Advice Murillo Aragão, o levantamento feito pelo Estado com base em informações da Câmara indica uma “indústria de partidos”. “Troca de partido não é necessariamente um problema, mas não pode ser abusivo. O mundo político desmoraliza os partidos ao permitir a criação de legendas sem orientação programática.”
 
Por outro lado, a professora de Ciência Política da Unicamp Andréia Freitas disse ver com naturalidade o aumento das mudanças. “Em momentos de crise, é normal que haja uma maior movimentação entre os partidos. Neste momento, a que estamos vivendo é a (Operação) Lava Jato. Os políticos estão calculando qual o melhor lugar para disputar reeleição, estão se reposicionando.”
 
Janela. Em março de 2016, quando ocorreu a primeira janela partidária, houve 94 trocas de partido. Por meio dela, o parlamentar não tem direito à “portabilidade” – levar tempo de TV e recursos do Fundo Partidário para a nova legenda. Pela regra, a troca durante o mandato, fora da janela, só é permitida se houver “justa causa” – discriminação política pessoal, mudança no programa partidário ou se o parlamentar quiser migrar para um partido recém-criado.
 
Inicialmente, o relatório de outra PEC sobre reforma política, de autoria do deputado Vicente Cândido (PT-SP), previa antecipar a janela para dezembro, mas, sem consenso, a data foi mantida em março.
 
Na avaliação do professor de Direito do Mackenzie Diogo Rais, a janela partidária “desrespeita o laço com a sociedade”. “É uma janela casuística. Não é isonômico, pois quem mudou de partido uma semana depois tem de responder por isso”, afirmou o professor.
 
Campeões. Com quatro trocas de legendas no currículo - três nos últimos dois anos-, o deputado Valtenir Pereira (MT) voltou para o PSB, em julho, legenda que estava em 2013. O parlamentar alega “ânsia em fazer o melhor para o povo” e “dificuldade de entrosamento político” em legendas antigas. "(Em 2013) Tinha um grupo no PSB que queria me detonar", justificou.
 
Duas das trocas de Pereira foram para partidos recém-criados, o PROS, que o elegeu em 2014, e o PMB, em 2015. Em seguida, aproveitou a janela em março do ano passado para migrar para o PMDB, mas a volta para o PSB teve outra motivação. "Eu voltei para ser presidente estadual, isso me motivou a voltar para ‘casa’”, explica o parlamentar, que não está em exercício e alega “interesses pessoais”.
 
Além de Pereira, dois deputados já mudaram quatro vezes nas últimas três legislaturas. Segundo dados da Câmara, Sérgio Brito (PSD-BA) passou pelo PDT, pelo PMDB e pelo PSC e, hoje, está no PSD. Brito alega que os partidos têm ideologias muito parecidas. "Se existisse uma grande discrepância do estatuto partidário, aí sim seria um problema", justificou. O parlamentar disse, ainda, que trocou de siglas por "questões regionais" e para ter maior chance de eleição. "Se você escolher o partido correto, você já tem 50% de chance de se eleger", explicou.
 
O deputado, entretanto, nega ter sido do PMDB e diz que "deve ter havido um equívoco da Câmara". O Diário da Casa guarda os registros de 2007: primeiro, quando ele notificou a mudança de sigla, em setembro, e um mês depois, quando pediu para atualizar seus dados partidários para o PDT. Apesar de apresentar documentos das “trocas” nas duas ocasiões, as legendas não chegaram a notificar o TSE, portanto, a mudança não foi oficializada.
 
Ele acredita que a janela partidária prevista para março "teria a maior troca partidária do Congresso" caso o fim das coligações fosse aprovado para 2018. "De 513 deputados, uns 300 iam mudar. Não tem outra saída, as pessoas querem se reeleger".
 
Já Silas Câmara (PRB-AM), vice-líder do partido na Casa, já foi do PTB, do PAN, do PSC e do PSD. No extinto PAN ficou cerca de um mês, porque o partido foi incorporado à sua legenda anterior. Silas foi um dos 40 anistiados pelo plenário da Câmara, quando o TSE fez a resolução que previa a punição por perda de mandato a “infieis partidários” - meses depois o STF chancelou a decisão do TSE.
 
Procurado pelo Estado, o deputado não respondeu até a publicação desta reportagem.
 
A mudança de partido pode levar à perda do cargo se houver algum conflito, explica Rais. “Por exemplo, o partido originário pedir na Justiça o mandato do parlamentar. Isso gera um conflito e se discute se é caso de exceção”, explica.
 
Segundo o professor, o processo de infidelidade pode ser repressivo ou preventivo. No primeiro caso, o parlamentar sai do partido, que tem até 30 dias para pedir à Justiça Eleitoral sua vaga. "Se o partido não pedir, outras pessoas poderiam pedir, como o primeiro suplente ou o Ministério Público Eleitoral", explica Rais. Já numa situação preventiva, o deputado pode consultar seu partido antes da troca, para não ser surpreendido com a perda de mandato.

Reforma política será mínima, avaliam especialistas

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A reforma política ora em gestação no Congresso será mínima, acreditam os especialistas que participaram de debate sobre representatividade e reforma política, promovido na sexta-feira (22) pela Folha e a Faculdade de Direito da FGV-SP.
 
"Vai garantir dinheiro para campanha, que é o mais importante, e gerar uma barreira de entrada para partidos mais novos. Ela tem um objetivo: quem está dentro [do sistema] fica, quem está fora não entra", resumiu Fernando Abrucio, professor de administração pública da FGV-SP.
 
Abrucio dividiu a mesa com Marcelo Issa, coordenador do movimento Transparência Partidária, e os professores de direito Eloísa Machado (FGV) e Diogo Rais (Universidade Mackenzie).
 
Na avaliação de Abrucio, o distritão enfraquece os partidos e fortalece quem tem acesso a recursos públicos individualmente. O modelo, que substituiria o sistema proporcional nas eleições legislativas, foi rejeitado em votação na Câmara no último dia 20.
 
Além disso, o tempo de que o Brasil dispõe para realizar reformas políticas é muito curto, já que, para valer em 2018, as mudanças devem ser votadas no Congresso até 7 de outubro.
 
"Fazer a regra em cima da hora do jogo é impossível. É necessário tempo, participação e um encaixe que preveja [o papel do eleitor]", afirmou Rais.
 
As eleições acontecem em anos pares, e os ímpares são normalmente marcados por reformas políticas, o que leva a mudanças eleitorais raramente bem planejadas, porque realizadas em períodos de um ano.
 
TRANSPARÊNCIA
Marcelo Issa citou também outros dois temas fundamentais para garantir maior controle e representação na discussão das reformas, governança e transparência dos partidos políticos.
 
"O foco tem sido sempre a questão do sistema eleitoral, do financiamento de campanha, e pouco se discutem os mecanismos de permeabilidade dos partidos na sociedade", disse.
 
Para Eloísa Machado, é provável que o Supremo Tribunal Federal intervenha nas medidas. A instituição tem adotado uma agenda de moralização ¬–a seu ver, preocupante– da política.
 
Ela citou exemplos como a decisão da corte em 2015 que proibiu o financiamento de campanha por empresas e o afastamento do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em 2016, quando ele ainda era presidente da Câmara dos Deputados.
 
"Foram casos em que essa agenda permitiu ao tribunal adotar decisões de extrema ingerência no Legislativo. Esse histórico indica como o Supremo pode votar uma emenda constitucional sobre o fim das coligações e a cláusula de barreira", afirmou.

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