Notícias

Trabalho mais com a harmonia diz Rodrigo Maia

22/05/2017 20:02
Brasil, Política   Maia indica que não irá aceitar pedidos de impeachment de Temer Presidente da Câmara afirma que a Casa ‘não será instrumento de desestabilização do governo’ e que a prioridade dos deputados é focar a agenda econômica   Por Da Redação - Site...
Leia mais

Perito diz: não garanto a autenticidade da gravação

22/05/2017 19:54
Brasil, Política   Perito de Temer diz: ‘não garanto a autenticidade da gravação’   Ricardo Molina foi contratado pela defesa do presidente Michel Temer Por Felipe Frazão - Site da Revista Veja   Contratado pela defesa do presidente Michel Temer, o perito Ricardo...
Leia mais

Agência reduz notas da JBS no Brasil e nos EUA

22/05/2017 18:55
Agência de classificação de risco reduz notas da JBS no Brasil e nos EUA   Ricardo Senra   Da BBC Brasil em Washington A agência de classificação de risco americana Moody's rebaixou as notas de crédito da JBS no Brasil e nos Estados Unidos e anunciou possíveis novas...
Leia mais

Ex-presidente Lula é denunciado na Lava Jato

22/05/2017 18:37
Ex-presidente Lula é denunciado na Lava Jato por caso envolvendo sítio em Atibaia Esta é a terceira denúncia contra o ex-presidente que parte da força-tarefa, em Curitiba.   Por Samuel Nunes, José Vianna, Erick Gimenes e Bibiana Dionisio, G1 PR, Curitiba   O ex-presidente...
Leia mais

Temer desiste de pedir suspensão do inquérito

22/05/2017 17:06
Brasil, Política   Temer desiste de pedir suspensão do inquérito no STF No sábado, os advogados do presidente entraram com um pedido no STF para que a investigação fosse paralisada   Por Eduardo Gonçalves - Site da Revista Veja   A defesa do presidente Michel Temer...
Leia mais

STF só agendará julgamento após perícia

22/05/2017 15:46
STF só agendará julgamento sobre inquérito de Temer após conclusão de perícia, diz Cármen Lúcia Por G1, Brasília   A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, determinou nesta segunda-feira (22) que o julgamento sobre o pedido de suspensão do inquérito...
Leia mais

O novo Brasil e a Lava Jato | Cláudio de Oliveira

22/05/2017 14:18
O novo Brasil e a Lava Jato | Cláudio de Oliveira Há quem diga que a Operação Lava Jato traz um novo Brasil, pois estaria passando o país a limpo e fazendo prevalecer o império da lei, essência do regime democrático.   Sabemos que a Lava Jato é de iniciativa do Ministério Público...
Leia mais

A hora suprema | Vinicius Mota

22/05/2017 13:45
A hora suprema | Vinicius Mota - Folha de S. Paulo   Armou-se um bote para nocautear o presidente da República. Uma acusação grave foi veiculada como se verdade fosse, sem que os meios para avaliá-la estivessem disponíveis. Michel Temer foi à lona, mas ergueu-se, sequelado, pouco...
Leia mais

O crime da calúnia | Aécio Neves

22/05/2017 13:26
O crime da calúnia | Aécio Neves - Folha de S. Paulo   Nos últimos dias, minha vida foi virada pelo avesso. Tornei-me alvo de um turbilhão de acusações, fui afastado do cargo para o qual fui eleito por mais de 7 milhões de mineiros e vi minha irmã ser detida pela polícia sem...
Leia mais

Os novos cenários | Míriam Leitão - O Globo

21/05/2017 18:27
Os novos cenários | Míriam Leitão - O Globo   Temer acerta os defeitos de Joesley, mas não se explica. O que o presidente Michel Temer falou do empresário Joesley Batista é verdade. E sempre foi. Curioso é que só agora ele viu os defeitos da pessoa. O caminho escolhido por Temer é o...
Leia mais

Estouro da boiada | Eliane Cantanhêde

21/05/2017 18:22
Estouro da boiada | Eliane Cantanhêde - O Estado de S.Paulo   O colapso das lideranças dificulta saídas, e pode vir o 'se não tem tu, vai tu mesmo'   Com todo respeito, o grande Brasil está parecendo a pequena Bolívia, que teve 17 presidentes em 28 anos, três apenas em 1979...
Leia mais

Temer quer votações e discute retaliar JBS

21/05/2017 15:27
Por Andréia Sadi - G1 Antes do STF, Temer quer votações na Câmara e discute retaliar JBS   O presidente Michel Temer organiza uma reunião nesta noite no Palácio da Alvorada com os principais aliados, presidentes de partidos e líderes, para pedir que o Congresso vote na terça-feira...
Leia mais

PSDB suspende reunião que discutiria desembarque

21/05/2017 14:38
Brasil, Política   PSDB suspende reunião que discutiria desembarque do governo Temer Adiamento da reunião que discutiria a saída da legenda do governo dá fôlego, ainda que temporário, ao presidente   Por Laryssa Borges - Site da Revista Veja   Um dos principais...
Leia mais

Vítima de bandidos que saquearam o País diz Temer

21/05/2017 13:41
'Fui vítima de bandidos que saquearam o País', diz Temer Temer: ‘Fui vítima de armação de bandidos que saquearam o País e querem sair impunes’   Em entrevista exclusiva à colunista do Estadão Vera Magalhães, o presidente afirmou estranhar que delação da JBS tenha sido selada 'no...
Leia mais

Lula não é especial - Por Rodrigo Constantino

21/05/2017 13:35
Lula não é especial Por Rodrigo Constantino   Sergio Cabral é réu pela oitava vez na Lava Jato. As evidências apontam para desvios milionários, de quem realmente se sentia acima das leis, com a impunidade garantida pelos deuses – ou pela morosa Justiça brasileira. Mas claro que...
Leia mais

Campeões da delação | Vera Magalhães

21/05/2017 10:52
Campeões da delação | Vera Magalhães - O Estado de S. Paulo   Os irmãos Batista foram para lá de generosos: financiaram de tucanos a petistas   Michel Temer vai cair? É provável que sim, dada a rápida sucessão de acontecimentos e a deterioração de suas condições políticas...
Leia mais

PSDB, DEM e PPS optam: ou governo ou suicídio

21/05/2017 10:36
PSDB, DEM e PPS optam: ou governo ou suicídio com apoio da Globo | Reinaldo Azevedo - Veja   Líderes dessas legendas se reúnem hoje para deliberar se continuam ou não na base de apoio a Temer. Se caírem fora, eis um sinal de que não merecem existir   Representantes do PSDB,...
Leia mais

A língua do poder | José de Souza Martins

21/05/2017 10:04
A língua do poder | José de Souza Martins - Valor Econômico | Eu & Fim de Semana   Há 13 anos uma nova língua passou a ser ouvida no Brasil com frequência cada vez maior, a língua das ocultações do poder. Desde o mensalão, os fatos relativos aos meandros do Estado e da política...
Leia mais

Difícil mudar a Constituição | Merval Pereira

20/05/2017 17:40
Difícil mudar a Constituição | Merval Pereira - O Globo   Não há a menor possibilidade de se convocar uma eleição direta para o caso de substituição do presidente Michel Temer, a não ser que se quebrem todos os prazos regimentais de tramitação de uma proposta de emenda à...
Leia mais

Campeão da corrupção | Miriam Leitão

20/05/2017 17:35
Campeão da corrupção | Miriam Leitão - O Globo   A delação do JBS jogou o país num turbilhão ainda maior do que ele já viveu nos últimos tempos. O Planalto sustenta que “a tempestade passou”, mas não consegue explicar os diálogos comprometedores entre o presidente e o empresário....
Leia mais

Cantando no escuro | Fernando Gabeira

19/05/2017 20:43
Cantando no escuro | Fernando Gabeira - O Estado de S.Paulo   A redemocratização caiu num pântano. A chegada da polícia renova as esperanças   No momento em que escrevo está tudo muito confuso. Concordo com a ideia de que o Brasil entrou numa rota de incerteza. Mas existem...
Leia mais

O preço cobrado pelas lambanças e pela . . .

19/05/2017 20:36
O preço cobrado pelas lambanças e pela incerteza | Celso Ming - O Estado de S.Paulo   Toda incerteza na política e na economia cobra um preço da sociedade. E ele será tanto mais alto quanto maior a incerteza.   Alguns desses preços começaram a ser cobrados tão logo ficou...
Leia mais

Vidas paralelas | Hélio Schwartsman

19/05/2017 13:57
Vidas paralelas | Hélio Schwartsman  Folha de S. Paulo   Com um intervalo de poucas horas, brasileiros e norte-americanos viram seus presidentes envolvidos em denúncias documentadas de obstrução de Justiça.   No caso de Michel Temer, há a gravação em que ele teria...
Leia mais

O dia do fico | Luiz Carlos Azedo

19/05/2017 13:16
O dia do fico | Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense   Os áudios revelam que Eduardo Cunha era o assunto que mais interessava a Temer, mas deixam evidente que a conversa foi conduzida para incriminar o presidente da República   O presidente Michel Temer, em...
Leia mais

O tempo fechou | Luiz Carlos Azedo

18/05/2017 16:56
O tempo fechou | Luiz Carlos Azedo Correio Braziliense   Há algumas semanas, num jantar com militares, Janot havia revelado que algo muito grave ainda estava por acontecer na Operação Lava-Jato   Enquanto um temporal atípico desabava de nuvens negras sobre Brasília, os...
Leia mais

Michel Temer diz na TV que não vai renunciar

18/05/2017 16:44
Brasil, Política   ‘Não renunciarei’, diz Michel Temer em pronunciamento na TV   Segundo ele, investigação pelo STF vai tirar todas as dúvidas sobre o episódio   Por Da Redação - Site da Revista Veja Presidente Michel Temer faz pronunciamento após delação da JBS...
Leia mais

Artigo de Opinião: Renunciar é a melhor saída!

18/05/2017 16:21
Renunciar é a melhor saída! Por Josenildo Melo   O mundo da Razão significa verificar luz em algum lugar. A renúncia é uma saída de reconhecimento de tudo que aconteceu? É simplesmente a saída viável. E o que é o melhor de tudo isso? A possibilidade de um acordão geral caiu por...
Leia mais

Temer decidiu renunciar - Por Ricardo Noblat

18/05/2017 15:55
Temer decidiu renunciar Presidente Michel Temer (Foto: AFP)   Por Ricardo Noblat   O presidente Michel Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje, no início da noite. Já conversou a respeito com alguns ministros de Estado e,...
Leia mais

E ainda pode piorar muito... | Eliane Cantanhêde

18/05/2017 14:07
E ainda pode piorar muito... | Eliane Cantanhêde O presidente Temer despenca no escuro, deixando o País sem presente e sem futuro   - O Estado de S. Paulo   O Brasil, pobre Brasil, acaba de dar mais uma cambalhota mortal. Após uma semana de boas notícias na economia, com as...
Leia mais

O começo do fim | Merval Pereira

18/05/2017 14:02
O começo do fim | Merval Pereira - O Globo   A delação mais completa de todas as da Operação Lava-Jato, e por isso mesmo mais bombástica, terá conseqüências formidáveis para a vida do país, embora à primeira vista elas sejam negativas. A médio prazo, porém, poderão provocar uma...
Leia mais
1 | 2 | 3 | 4 | 5 >>

Página inicial

STF libera candidatura de Maia à reeleição

02/02/2017 11:25
STF libera candidatura de Maia à reeleição Supremo nega quatro pedidos para barrar candidatura de Maia   • Celso de Mello, decano da Corte, rejeita pedidos de liminares para barrar a candidatura do presidente da Casa; deputado do DEM é favorito e tem apoio do...
Leia mais

Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia

02/02/2017 11:07
Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa e companheira do ex-presidente, durante o Encontro das mulheres e militantes com Lula, na Casa de Portugal do Grande ABC em Santo André (SP) (Leonardo Benassatto/Futura...
Leia mais

Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado

01/02/2017 20:15
Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado   Peemedebista recebeu 61 votos, contra 10 do seu único adversário, José Medeiros. Novo presidente foi citado em delação da Odebrecht   Por Da redação - Site da Revista Veja O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira...
Leia mais

Eunício deve ser eleito hoje no Senado - Estadão

01/02/2017 13:29
Eunício deve ser eleito hoje no Senado • Com apoio da base e da oposição, senador do PMDB é defensor da agenda de reformas do governo Michel Temer, de quem se diz amigo   Ricardo Brito | O Estado de S.Paulo   BRASÍLIA - Num contraponto à tensa disputa ao comando da Câmara,...
Leia mais

Artigo: A grande jogada de mestre ?

01/02/2017 11:40
A grande jogada de mestre ? Por Josenildo Melo   Em se concretizando hoje a filiação de um grande nome da política piauiense; o grande mestre coloca no tabuleiro do xadrez político a concretização de um sonho em prol do Estado do Piauí. E não está errado? Afinal quem é o grande...
Leia mais

Resposta ao desemprego - Míriam Leitão

01/02/2017 11:22
Resposta ao desemprego - Míriam Leitão - O Globo   O principal problema da economia brasileira hoje é o desemprego. Ele é o fruto mais amargo da grave crise na qual o país entrou por má condução da política econômica. Foi o governo Dilma que jogou o emprego nesta queda livre, mas o...
Leia mais

Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato

31/01/2017 11:57
Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato entre cinco Novo relator decidirá sobre sigilo de delação da Odebrecht   • Nome deve ser escolhido entre os integrantes da 2ª Turma do tribunal   Letícia Casado, Valdo Cruz | Folha de S. Paulo   BRASÍLIA - Após a...
Leia mais

Supremo homologa delação da Odebrecht - Estadão

31/01/2017 11:47
Supremo homologa delação da Odebrecht, mas mantém sigilo Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht   • Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa   Breno Pires e Rafael Moraes Moura | O...
Leia mais

Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões

30/01/2017 12:14
Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões Por Rodrigo Carro | Valor Econômico   RIO - Se privatizarem todas as suas estatais, os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul conseguirão abater quase 50% de sua dívida com a União. Levantamento feito pela agência de...
Leia mais

Sinais para a sociedade - Merval Pereira

29/01/2017 13:24
Sinais para a sociedade - Merval Pereira - O Globo   Homologar delações da Odebrecht será bom sinal. Caso a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a “lucidade senhora” nas palavras do músico Tom Zé, homologue as delações dos 77 executivos da Odebrecht, ou pelo...
Leia mais
1 | 2 | 3 | 4 | 5 >>

Economia é resistente à crise entre poderes | Angela Bittencourt

- Valor Econômico
 
Em parceria, BC e Tesouro atuam como seguro ao mercado
 
Dinheiro não tem pátria, nem carimbo. Essa definição corriqueira do capital financeiro foi consolidada no Brasil de crises cambiais, fiscais e políticas. As crises cambiais - hit dos anos 80 e 90 - minaram a confiança de investidores estrangeiros no Brasil; as fiscais desacreditaram o governo Dilma Rousseff em praça pública e as políticas testam as convicções dos governantes e o apoio de seus aliados desde a instalação da Lava-Jato. Há alguns meses, uma crise moral se instalou no país, fragiliza todas as instâncias de poder da República e testa a resistência de grandes empresas nacionais - algumas multinacionais por obter benesses do governo.
 
Revelações que atestam a geração de uma base monetária de propinas em troca de facilidades empresariais, profissionais e pessoais ainda surpreendem e multiplicam obstáculos que desviam a economia da rota do crescimento. Com o brasileiro enredado pelo constrangimento, faz-se atual e oportuno o discurso de posse de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, em março de 2015.
 
Prestigiado pelo mercado financeiro, embora não fosse o candidato preferencial do setor ao posto, Levy alertou contra o "patrimonialismo". Recordou que a presidente da República declarou, quando diplomada, seu compromisso de dar um basta ao sistema patrimonialista e, em suas palavras, à sua "herança nefasta". A presidente era Dilma Rousseff, afastada definitivamente do cargo em agosto do ano passado por crime de responsabilidade.
 
Ministro de Estado, Joaquim Levy afirmou que o patrimonialismo é a pior privatização da coisa pública. "O patrimonialismo se desenvolve em um ambiente onde a burocracia se organiza mais por mecanismos de lealdade do que especialização ou capacidade técnica, e os limites do Estado são imprecisos. É um mecanismo excludente, ainda que o Estado centralizador possa gerar novos grupos para operá-lo (...) A antítese do sistema patrimonialista é a impessoalidade nos negócios do Estado, nas relações econômicas e na provisão de bens públicos, inclusive os sociais."
 
Essa impessoalidade, diz o ex-titular da Fazenda e ex-secretário do Tesouro Nacional, fixa parâmetros para a economia, protegendo o bem comum e a Fazenda Nacional. A iniciativa privada e livre tem condições de se desenvolver melhor. A impessoalidade dá confiança ao empreendedor de que vale a pena trabalhar sem depender, em tudo, do Estado.
 
O Brasil vive hoje o oposto desse ideário. A economia voltará a crescer porque nem todas as forças vêm de um governo e poucas são garantidas por esse ou aquele presidente. "A produtividade do nosso trabalhador permitirá que os ganhos dos salários obtidos até aqui se consolidem e que a inclusão social prossiga. Junto com o reequilíbrio fiscal, esse avanço será a chave não mais contingente, do novo ciclo de crescimento", disse Levy na posse em 2015. O discurso, contundente e atemporal, não evitou a derrota do ex-ministro nas tentativas de avançar nas reformas. Em menos de um ano, após o discurso, ele deixou o governo.
 
É ilusório supor que um presidente da República ou um ministro de Estado consiga mudar radicalmente e a toque de caixa as práticas de uma sociedade mesmo sob chancela de um Legislativo exemplar. Como outras nações espoliadas, dia sim e no outro também, por maus governos e empresários duvidosos, o Brasil seguirá adiante - mais por tentativa e erro que por convicção. Até por isso, o pânico é péssimo conselheiro.
 
Até que a sociedade se convença de que pode escolher governantes melhores e tenha a quem escolher, o país não cairá em um abismo. A história recente mostra que há de se fazer um esforço para que a economia tenha mais eficiência e que isso independa de fulano ou beltrano, mas de competência técnica de decisões, parâmetros e regulações. Não é simples nem rápido, mas o Brasil teve avanços institucionais não desprezíveis.
 
Após fortíssimo reposicionamento dos investidores na quinta-feira, na sexta preços e taxas reagiram, o que não quer dizer que o Brasil saiu de uma zona de risco ou que não se repetirão outras sessões turbulentas no mercado financeiro. Vão se repetir, inclusive, por pressão de eventos externos. É no mercado financeiro que se administram os riscos para evitar perdas. Portanto, virão dias melhores e outros muito piores. Mas a reação dos preços dos ativos, na sexta, mais uma vez mostrou que o bom senso tende a prevalecer quando investidores e instituições bancárias não se sentem abandonados. Isto é, quando há certeza de que terão uma contraparte para negociar os mesmos ativos, se necessário.
 
A garantia de contraparte foi dada pelo Banco Central e o Tesouro Nacional. Na sexta-feira, ambos promoveram operações que vão se repetir nesta segunda e terça-feira. O BC se comprometeu a 'vender' dólares ao mercado financeiro. Essa venda não é de moeda física, mas de um contrato denominado 'swap cambial'.
 
Ao vender essa modalidade de contrato, o BC assume um trato com os compradores: caso a variação do preço do dólar em determinado período for maior que a variação da taxa de juro de curto prazo, ele, BC, paga determinada quantia de reais aos compradores dos swaps. Caso ocorra o contrário, a taxa de juro tenha uma variação maior que a do dólar, o mercado paga determinada quantia de reais ao Banco Central. Fica estabelecido, portanto, um equilíbrio de riscos.
 
Esse contrato já foi utilizado pelo BC no passado recente, em momentos que se mostraram mais críticos que o atual, ao menos até agora. O montante desses contratos de 'swap cambial' disponível ao mercado já alcançou US$ 114 bilhões, ainda na administração anterior do BC, presidida por Alexandre Tombini. A sua diretoria e a comandada por Ilan Goldfajn, desde meados do ano passado, reduziram expressivamente esse estoque de contratos que estavam no mercado, ação que pode ser interpretada como determinação da autoridade monetária de diminuir e conter sua exposição às variações da taxa de câmbio.
 
Na sexta-feira, o montante de contratos que estava em mercado rondava US$ 19 bilhões e as operações do BC elevaram a mais de US$ 30 bilhões - ainda baixo se comparado aos US$ 114 bilhões do passado.
 
Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega
Cenários voláteis | Cida Damasco
- O Estado de S.Paulo
 
Incerteza é o nome do jogo. E pode se arrastar, ampliando os estragos na economia
 
Temer fica, pelo menos por enquanto. A equipe econômica também. Temer sai logo. A equipe econômica fica. Temer e equipe econômica vão embora. Especialistas de plantão iniciam a semana debruçados sobre esses cenários básicos e suas implicações no comportamento da economia daqui para a frente. Afinal, o mundo da economia tem sua própria lógica.
 
Mercados, agências de risco e setores empresariais olham para os indicadores econômicos com lentes que nem sempre coincidem com as dos cidadãos comuns. Enquanto as atenções e especulações da maioria da população dirigem-se para novas revelações da delação dos irmãos Batista, para as palavras e o silêncio de Temer na tal conversa com o empresário, para a suposta manipulação das gravações e para a arbitragem do Supremo na contenda Planalto versus PGR, no universo da economia o sonho de consumo é, antes de tudo, uma solução rápida, que preserve a equipe econômica e a sua política. Principalmente, as reformas constitucionais.
 
Daí, a pergunta que se faz nesta segunda-feira, quatro dias após o início do terremoto JBS, é se dá para garantir essas premissas. E a resposta é não. Renúncia, ou cassação de mandato, ou processo de impeachment ou permanência de Temer – balançando sob o impacto das investigações e das ameaças de esfarelamento da base partidária –, tudo continua em pauta. De certo, agora, só uma coisa: incerteza. E incerteza que pode se arrastar ainda por um bom tempo. Um ciclo nada virtuoso, em que a volatilidade dos cenários políticos se reflete em volatilidade dos mercados e, por tabela, da economia real. Em outros momentos de tensão política, mesmo de menor voltagem , o efeito principal sobre a economia foi exatamente de volatilidade. Fortes oscilações nos mercados, até se atingir uma certa acomodação – ainda que em níveis bem inferiores aos do início da crise. Mais ou menos como um jogo de tabuleiro, em que um dos participantes é obrigado a voltar várias casas e recomeçar a disputa, em situação bem mais frágil.
 
Na quinta-feira, a Bovespa sacudiu e fechou com baixa de 8,8% – seguida por alta de 1,7% no dia seguinte – e o valor de mercado das empresas sangrou em algo como R$ 220 bilhões. O dólar deu um salto de quase 8% na quinta-feira, o maior em 18 anos, e um mergulho de quase 4% na sexta. Os riscos são ainda maiores, quando se leva em conta que, não bastasse o efeito Temer, há o efeito Trump – ele também sob risco de impeachment – conspirando contra os mercados internacionais.
 
Em relação à atividade econômica, os temores são parecidos. No meio dessa turbulência, espera-se que o Banco Central substitua agressividade por cautela – o que significa no mínimo queda mais modesta dos juros. E, como se sabe, é na derrubada dos juros que os empresários fazem fé para manter o processo de reativação da economia.
 
Investimento, quem vai pensar nisso agora? Nem os consumidores, que já relutavam em assumir dívidas, com medo principalmente do desemprego. Nem os empresários, muitos deles superendividados, que hesitavam em expandir seus negócios e muito menos os investidores estrangeiros, que mal começavam a examinar a conveniência de participar de leilões de concessão e/ou parcerias em obras de infraestrutura. Aqui também vale esclarecer que não se trata de uma virada de tendência.
 
Apesar de todo o esforço do governo para “encorpar” a retomada, a verdade é que a atividade econômica apontava mais para o fim da recessão do que para um crescimento firme e consistente. A trava política, portanto, viria para reforçar essas limitações.
 
Fechando o quadro, há a questão das reformas constitucionais, especialmente da Previdência e trabalhista – às quais se agarra o governo Temer, numa tentativa de se apresentar como fiador da agenda de modernização da economia. Estas, é claro, já estão paradas até segunda ordem e, para seguirem em frente, exigiriam muito mais. Mais tempo de negociação e, inevitável, mais verbas.
 
Temer vai se empenhar para que o Congresso comece a semana com a votação de medidas da pauta econômica, o que emitiria um sinal de que o País volta a funcionar mesmo antes de o STF se posicionar sobre a continuidade do inquérito contra ele. Pode ser até que consiga, mas o cancelamento do jantar de ontem com aliados, por risco de baixa adesão, mostra que o terremoto JBS ainda pode produzir muitos tremores secundários nas bases do governo.

 

Interesses cruzados | Leandro Colon
- Folha de S. Paulo
 
A linha de corte criada por Michel Temer para definir a vida de ministros implicados pela Odebrecht deu certo fôlego ao Planalto, mas entregou à Procuradoria-Geral da República responsabilidade sobre o futuro do governo.
 
A regra tem preservado os ministros investigados, mesmo que, para abertura dos inquéritos, o Supremo tenha considerado a existência de indícios de que cometeram crimes.
 
Pelos critérios do presidente, o ministro que for denunciado pela PGR será afastado temporariamente. A demissão deve ocorrer no caso de o Supremo transformá-lo em réu.
 
Oito ministros estão na lista de inquéritos. É improvável que o tribunal julgue até o fim de 2018 possíveis denúncias contra todos eles.
 
A regra de Temer é frágil porque, uma vez fora do governo, dificilmente um ministro retorna. O presidente sabe que uma denúncia da PGR, e não uma decisão do STF, pode estabelecer quem sai da Esplanada.
 
Reportagem da Folha deste domingo (23) mostrou que Temer pretende indicar um aliado do procurador-geral, Rodrigo Janot, à sucessão do próprio, marcada para setembro.
 
Janot poupou o presidente dos inquéritos da Odebrecht por considerar que ele tem "imunidade temporária" no cargo. O peemedebista é citado como personagem de reunião vinculada a acerto de propina.
 
O procurador tem feito circular a versão de que não quer um terceiro mandato. Seus aliados agem nos bastidores para garantir o substituto, enquanto os adversários de Janot na procuradoria articulam nomes.
 
Temer vai escolher um dos indicados da listra tríplice da associação de procuradores, sem precisar optar pelo mais votado pela classe.
 
Em meio a reformas importantes no Congresso, o presidente quer segurar até quando for possível ministros de peso e sob investigação, como Eliseu Padilha e Moreira Franco.
 
E não interessa ao grupo de Janot dentro da PGR perder a condução da Lava Jato a partir de setembro.
O preço | Fernando Limongi
Por enquanto, os Batista são os grandes vencedores
 
- Valor Econômico
 
Fez-se o caos. Um novo personagem entrou em cena e o enredo sofreu verdadeira revolução. Aturdidos, os leitores, digo eleitores, perderam o fio da meada com a mudança do eixo narrativo. Difícil redefinir quem é o mocinho e quem é o bandido. Sobretudo, difícil definir aliados e inimigos.
 
No calor da hora, anunciadas as gravações das conversas entre Temer e Joesley, ouviu-se um só grito: basta! Direita e esquerda chamaram seus militantes de volta às ruas. Não juntos, cada um de um lado da avenida, mas todos irmanados na mesma corrente: Fora Temer!
 
O governo entrou em decomposição. Ministros escreveram cartas entregando seus cargos. O PSDB e o PPS arrumaram suas malas. O PT vislumbrou a chance de ouro para se reerguer: eleições diretas já.
 
Na tarde de quinta, o presidente recuperou o fôlego e desmentiu rumores de que entregara os pontos, trazendo alento aos que o apoiavam. Na manhã seguinte, reações impulsivas deram lugar a reflexões ponderadas. A grande imprensa, em editoriais, exceção feita ao Globo, pedia cautela e levantava dúvidas sobre veracidade das gravações. Ministros e partidos reavaliaram suas posições e cerraram fileiras com o governo. Somente o velho comunista não entrou na operação resgate. Olhando seu passado, deve ter pensado que para tudo há limite!
 
Movimentos sociais de direita, como o MBL e o Vem pra Rua, paladinos da ética e da moralidade, "desconvocaram" as manifestações de domingo, sob as alegações mais esfarrapadas. Parece que não obtiveram a autorização para manifestar sua indignação.
 
Lideranças mais atiladas já vinham sinalizando que era hora de redefinir a pauta. O real inimigo estaria em Curitiba, nas "prisões alongadas" e no "verdadeiro tribunal de exceção" do Juiz Sergio Moro. Sem medir consequências ou cores partidárias, a Força Tarefa passara a ameaçar os responsáveis por tirar o país das mãos dos "petralhas". A reversão do discurso pede malabarismo, mas nada que não se consiga com alguma erudição de salão.
 
Na sexta feira, o furacão Joesley recuperou suas forças e acabou seu trabalho destruidor. Os depoimentos são avassaladores. Temer recebeu mesadas por anos a fio e, segundo um dos delatores, caso único, chegou a se apropriar de um dos pagamentos. Lula e Dilma eram abastecidos por contas correntes cujos saques eram feitos pelo titular da pasta da economia.
 
Como a direita, a esquerda começou a repensar o foco e os motivos da sua revolta. Arautos da intelectualidade petista pedem atenção: estaríamos diante de uma grande conspiração. A manobra pede imaginação e malabarismos comparáveis aos feitos à direita. O infortúnio a todos une e forja alianças insuspeitas.
 
Porque não tem qualquer compromisso com a verdade e com a lógica, o ex-deputado Roberto Jefferson propôs a explicação redentora: "uma trapaça que tem, a meu ver, o objetivo de lucrar no mercado financeiro. Foi um ataque especulativo ao Tesouro nacional, à moeda nacional." Para servir à esquerda, o discurso pede pequena modificação, bastando dizer que se trata de uma conspiração do capital financeiro internacional para barrar o desenvolvimento nacional. Temer, no sábado, embarcou na tese da conspiração e se disse vítima de um pilantra.
 
Sejamos claros. Não há conspiração urdida por forças secretas contra Temer ou Lula. O ataque foi organizado a céu aberto, à frente de todos, de forma pública. O programa está disponível na internet. O juiz Sergio Moro e seus fiéis escudeiros nunca esconderam sua estratégia e seu modo de ação. Resta saber se ainda contam com o apoio da opinião pública para garantir suas investidas contra a classe política. Gravação presidencial anterior foi mais bem recebida que a atual.
 
Todas as forças políticas, em um momento ou outro, se achavam fora de risco e acreditavam que seriam os grandes beneficiários da Lava-Jato. Dilma, ouvindo os conselhos de Mercadante e Delcídio, achava que a operação a livraria de seus inimigos no PT. O PSDB, liderada por Aécio Neves, juntou-se à direita estridente para salvar o país do 'bolivarismo petista'. Para este fim maior, valia tudo, até gravações ilegais da presidente. Como diz a propaganda: há coisas que não têm preço.
 
O cipó, diz o ditado, volta no lombo de quem mandou dar. Como dizem os liberais: não há almoço grátis. Pois é, paga-se um preço por fornecer alimento a manifestantes. O pato muda de cor, assim como os critérios para julgar a legalidade das gravações de presidentes...
 
A elite política reavalia suas estratégias. Depois dos excessos, em clima de fim de festa, busca desesperadamente a tábua da salvação. Nesta história, engana-se quem acredita em heróis e procura entendê-la como um conflito entre o bem e o mal.
 
O dono da JBS mostrou porque se tornou um dos maiores empresários do mundo. Explicou didaticamente como tirou vantagens da Lava-Jato, produzindo a mercadoria pela qual os promotores já haviam demonstrado disposição de pagar sobrepreço. Além disso, deu-se conta, como as conversas entre Aécio, Temer e membros do Judiciário revelam, que se armava o bote para enterrar as investigações. Chegara a hora de vender a documentação que vinha produzindo e trocar de ramo e endereço.
 
A JBS não recorreu a provas que inicialmente pensou em destruir e não agiu para tentar salvar sua empresa. Por isso mesmo, sua delação é mais comprometedora e, mesmo, democrática do que a da Odebrecht: traz provas contra todos, sem distinção.
 
Por enquanto, os irmãos Batista são os grandes vencedores. Entregaram os velhos comparsas e foram continuar a vida nos EUA. Entregaram não é bem o termo. Negociaram e venderam. Mais uma vez, exploraram as falhas da área de compras no setor público, ditando o preço. Obcecados por provas contra políticos, os austeros homens da lei não se deram conta do engodo. Para eles, não importa, uma boa delação não tem preço...
 
-------------
Fernando Limongi é professor do DCP/USP e pesquisador do Cebrap.
 
 

A batalha de Waterloo | Ranier Bragon

- Folha de S. Paulo
 
As próximas 72 horas demonstrarão a real consistência da liga que ainda mantém de pé a cada vez mais cambaleante pinguela comandada por Michel Temer.
 
Se até quarta o peemedebista não conseguir imprimir um mínimo de normalidade e controle sobre o Congresso, a vaca pode ir para o brejo.
 
Temer não tem militância que o defenda e sua popularidade é similar à de corda em casa de enforcado. É o conjunto de deputados e senadores que liderou o impeachment de Dilma Rousseff que o sustenta no cargo.
 
Entenda-se por "normalidade" e "controle" a votação por Câmara e Senado de oito medidas provisórias até a semana que vem -caso contrário, perdem a validade- e a retomada da tramitação das reformas.
 
A oposição vinha conseguindo travar votações apesar de ter pouco mais de 100 dos 513 deputados. Revigorada pelo clima de ebulição política e reforçada pelas primeiras siglas que debandaram -PTN, PPS e PSB-, promete parar o Legislativo.
 
Os primeiros sinais não são animadores para o Planalto. Tentou-se realizar um grande jantar com congressistas na noite deste domingo (21), mas a falta de quorum levou ao cancelamento daquilo que, a depender do desenrolar dos fatos, poderia entrar para a história como o último baile da Ilha Fiscal de Temer.
 
Principal aliado, o PSDB mantém um apoio de tal nível acanhado que parece pronto a ser revogado ao primeiro grito de "pega ladrão".
 
Além do teste no Congresso, a quarta-feira também será crucial por outros dois motivos. As centrais sindicais prometem levar 80 mil manifestantes a Brasília. E os 11 ministros do Supremo decidem se o inquérito contra Temer segue ou é suspenso.
 
A posição da mais alta corte do país tem potencial para influenciar o julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer, de 6 a 8 de junho.
 
A despeito da afirmação de que continuará chefiando a nação, Temer certamente sabe que pode estar às portas do seu Waterloo particular.
 
 


Contato

Jornalista Josenildo Melo

Teresina - Piauí - Brazil

WhatsApp : 86 99513 2539


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!