Notícias

Olavo afirma que é papel do TCE auxiliar os deputados

19/11/2017 08:48
DESVIOS DE EMPRÉSTIMOS - TCE CONFIRMA TEOR DE DOCUMENTOS SOBRE DESVIOS Olavo Rebelo afirma que é papel do TCE auxiliar os deputados na fiscalização das contas do Governo do Estado e revelou que antes dos parlamentares, o Ministério Público de Contas já havia pedido auditoria sobre...
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Piauí terá que procurar um novo Freitas Neto

19/11/2017 08:38
‘Piauí terá que procurar um novo Freitas Neto’, diz Rubem sobre crise Deputado Rubem Martins: crise financeira do Estado do Piauí vai exigir muito do próximo governador   Uma das vozes mais ouvidas na pequena mas barulhenta oposição ao governo do Estado, o deputado Rubem Martins...
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Brasil - metas para reduzir o efeito estufa

19/11/2017 07:56
Brasil promete na COP23 cumprir metas ambientais para reduzir o efeito estufa Rio de Janeiro, 17 nov (Xinhua) -- O ministro brasileiro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, assegurou na quinta-feira que o país cumprirá suas metas relacionadas à agenda de diminuição da temperatura do planeta...
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O Brasil voltou aos trilhos - Por Michel Temer

19/11/2017 07:45
O Brasil voltou aos trilhos - Por Michel Temer Há pouco mais de um ano e meio, assumi o Governo com a tarefa de enfrentar a mais grave crise econômica da história e seus profundos impactos sociais para o País. Em face desse desafio, propus uma agenda de transformação sem recorrer a...
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The Trump Administration Is Making War

18/11/2017 22:57
The Trump Administration Is Making War on Diplomacy American diplomats in recent decades have helped bring about an Israel-Egypt peace treaty, the peaceful fall of the Soviet Union, the unification of Germany, the end of the Bosnia war and a deal to curb Iran’s nuclear program. That record...
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O Zimbabwe não é a república da fantasia ocidental

18/11/2017 22:44
Zimbabwe is not the banana republic of western fancy. After Mugabe, it can thrive Portraits of Robert Mugabe have been ubiquitous, as in this armed forces day parade in 2003. Photograph: Howard Burditt/Reuters   Most of us have known no other leader, and now hope that this young...
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Domingo - dia 19 de novembro de 2017 - Liturgia

18/11/2017 19:32
Através da atenção aos empregados, através da caridade para com os pobres, com os doentes e com os necessitados, através da atenção para com os vizinhos e colegas, deve-se saber multiplicar todos os dons que o Senhor dar a todos».   - COR LITÚRGICA: VERDE - 33º Domingo do Tempo...
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A Origem é a Volta a Espanha de Dan Brown

18/11/2017 18:50
A “Origem” é a Volta a Espanha de Dan Brown Por José Carlos Fernandes - Jornal Observador - Portugal   O quinto volume da série protagonizada pelo perito em simbologia Robert Langdon contém postais ilustrados de uma Espanha postiça, futurologia de pacotilha e nem sombras de...
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Editorial: Viver a essência do Evangelho - RV

18/11/2017 16:47
Artigos \ Editorial Editorial: Viver a essência do Evangelho   Cidade do Vaticano (RV) – Neste domingo, 19 de novembro, a Igreja Católica em todo o mundo celebra o Dia Mundial dos Pobres, convocado pelo Papa Francisco para chamar a atenção sobre as pessoas socialmente excluídas....
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Associação de juízes contra decisão que livrou deputados

18/11/2017 16:32
Associação de juízes vai ao STF contra decisão que livrou deputados da prisão Assembleia do RJ: decisão do STF abriu brecha para livrar políticos da prisão (foto: Rafael Wallace/Alerj)   Após a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) revogar a prisão e restituir os mandatos...
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Vera Magalhães: Prerrogativas para proteger

18/11/2017 15:36
Vera Magalhães: Prerrogativas para proteger mandato servem de blindagem - O Estado de S.Paulo   A decisão da Assembleia Legislativa do Rio de revogar a prisão de Jorge Picciani e outros dois deputados estaduais levou a uma interpretação, corroborada inclusive por alguns juristas e...
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PAPA: O progresso científico e tecnológico é para o bem

18/11/2017 15:30
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Encontros e Eventos Papa: o progresso científico e tecnológico é para o bem da humanidade   Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado, na Sala...
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O retrato da desigualdade - Editorial do Jornal

18/11/2017 14:09
O retrato da desigualdade - Editorial Jornal Hoje em Dia - Belo Horizonte - Minas Gerais   O desemprego é cruel e atinge quase 13 milhões de brasileiros. Mas ele não é igual para todos. Pelo contrário. A taxa de desocupação entre as mulheres é muito maior do que entre os...
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Papa nomeia o Cardeal Sérgio da Rocha Relator Geral

18/11/2017 13:52
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Atualidade \ Geral Papa nomeia o Cardeal Sérgio da Rocha Relator Geral do Sínodo de 2018   Cidade do Vaticano (RV) - O Conselho da Secretaria do Sínodo dos Bispos reuniu-se esta quinta e...
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O papel da Justiça – Jornal O Estado de S. Paulo

18/11/2017 13:19
O papel da Justiça – Editorial: O Estado de S. Paulo Aplicar o Direito exige conhecer a lei e os fatos. Não basta uma apreciação genérica da situação fática, pois a correção da decisão depende da aplicação adequada da norma jurídica, que é sempre geral, ao caso concreto. É justamente essa a...
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Oposição vai ao TCU pedir investigação de empréstimos

18/11/2017 13:09
DENÚNCIA - OPOSIÇÃO VAI AO TCU PEDIR INVESTIGAÇÃO PARA DESVIO DE DINHEIRO DOS EMPRÉSTIMOS DE ACORDO COM DENÚNCIA, DO TOTAL DESVIADO CERCA DE R$ 300 MILHÕES TERIAM SIDO ENCAMINHADOS PARA O FUNDO DE PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ   Política Dinâmica - Coluna da Lídia Brito   Os...
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Dora Kramer: Para pior nos atender - Veja

18/11/2017 10:25
Dora Kramer: Para pior nos atender - Revista Veja   Reforma não segue critério das obras de melhoria para o público   O governo anuncia uma reforma de ministério para dezembro, iniciada com a troca de guarda nas pastas das Cidades, dos Direitos Humanos e da Secretaria de...
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Governo do Piauí quer negociar com instituição privada

18/11/2017 10:07
POLÍTICA - OPERAÇÃO DE CRÉDITO Governo quer negociar a folha de pagamento com instituição privada   Pode se endividar, mas não pode pagar - Luciano Coelho - Editor de Política   A Assembleia Legislativa do Piauí vota na terça-feira (21) o pedido de empréstimo do Governo do...
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Se for candidato, Firmino Filho é favorito, diz Átila

18/11/2017 08:53
‘Se for candidato, Firmino é favorito’, diz Átila Bem diferente de boa parte da oposição, o deputado Átila Lira (PSB) mostra muita confiança no prefeito Firmino Filho (PSDB) como candidato ao governo do Estado nas próximas eleições. “Se ele [Firmino] resolver marchar, é favorito”, diz o...
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Bolsonaro tenta conquistar mercado, gays e mulheres

18/11/2017 08:48
Bolsonaro agora tenta conquistar mercado, gays e mulheres Coluna do Jornalista Drº Fenelon Rocha - Portal Cidade Verde   Jair Bolsonaro (PSC-RJ) começou quase como uma piada. Ou como uma figura folclórica, esbravejando contra grupos LGBT, atacando mulheres e defendendo torturador....
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Eu, iPhone - Por Rodrigo Constantino

18/11/2017 07:35
Eu, iPhone - Por Rodrigo Constantino Site da Revista IstoÉ   Olá, eu sou o iPhone. Você provavelmente anda comigo para cima e para baixo, e me considera indispensável. Mal consegue imaginar sua vida sem mim. Toma como certa cada uma de minhas funções, e em minha versão mais moderna...
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A República dos oligarcas - Por Marco Antonio Villa

18/11/2017 07:30
A República dos oligarcas - Por Marco Antonio Villa Site da Revista IstoÉ   A República nasceu sem republicanos. Os principais propagandistas, desde a publicação do manifesto republicano, a 3 de dezembro de 1870, até o 15 de novembro de 1889, pouca influência terão na...
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Dia Mundial dos Pobres com o Jesuíta Papa Francisco

18/11/2017 07:17
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Encontros e Eventos Domingo, 19 de novembro: Dia Mundial dos Pobres com o Papa Francisco   Cidade do Vaticano (RV) - Celebra-se, neste domingo (19/11), o 1º Dia Mundial dos...
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Afastado por assédio pode ganhar 76, 6 mil reais

18/11/2017 07:04
18 DE NOVEMBRO DE 2017 - Coluna do Cláudio Humberto AFASTADO POR ASSÉDIO PODE GANHAR R$76,6 MIL Afastado sob acusação de assédio sexual, o embaixador João Carlos Souza-Gomes, chefe da representação do Brasil na FAO, continua recebendo o salário de US$12.745,98 (sujeito ao abate-teto para...
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Artigo: Donald Trump - o Príncipe Asiático

17/11/2017 21:41
Donald Trump, o Príncipe Asiático Diana Soller - Portugal - Jornal Observador   A relação EUA-China passou a ser central para Washington. Pequim é o Estado que pode comprometer o equilíbrio do sistema internacional e, por isso, está no topo das prioridades da Casa...
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Qual o comando mais criminoso do Rio de Janeiro?

17/11/2017 21:28
Qual o comando mais criminoso do Rio de Janeiro? Jornal do Brasil   Qual o comando mais criminoso do Rio de Janeiro? O comando que frequentou a Alerj? O que comandou o governo durante oito anos? O do Tribunal de Contas? Ou o Comando Vermelho?   Nos três comandos, as cores...
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Fernando Gabeira: Adeus aos salvadores da Pátria

17/11/2017 18:46
Fernando Gabeira: Adeus aos salvadores da Pátria - O Estado de S.Paulo   Não elegeremos anjos em 2018. Mas o pessimismo não nos deve desesperar   De passagem pelo Brasil, um dirigente espanhol do Podemos, Rafael Mayoral, afirmou que a esquerda não vai salvar as pessoas e o...
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Ampliação da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré

17/11/2017 18:39
União destina terreno para ampliação da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém Presidente Temer assinou protocolo que oficializa terreno a Arquidiocese de Belém (Foto: Gabriela Azevedo/G1 PA)   Celebração Religiosa - Área destinada à recepção de romeiros do Círio de...
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Reinaldo Azevedo: Enfim, uma agenda. A de Temer

17/11/2017 15:04
Reinaldo Azevedo: Enfim, uma agenda. A de Temer Folha de S. Paulo   Nos meses em que Temer ficou nas cordas, a agenda avançou. E o os outros não fizeram propostas viáveis.   O presidente Michel Temer tem uma vantagem. Segundo os critérios adotados pelos institutos de...
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Bernardo Mello Franco: O Rio capturado pelo crime

17/11/2017 14:54
 Folha de S. Paulo No filme "Tropa de Elite 2", o personagem Coronel Nascimento sobe à tribuna do Palácio Tiradentes e diz que a maioria dos deputados estaduais do Rio deveria estar na cadeia. A vida imitou a arte nesta quinta-feira, quando a Justiça Federal mandou prender toda a cúpula...
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STF libera candidatura de Maia à reeleição

02/02/2017 11:25
STF libera candidatura de Maia à reeleição Supremo nega quatro pedidos para barrar candidatura de Maia   • Celso de Mello, decano da Corte, rejeita pedidos de liminares para barrar a candidatura do presidente da Casa; deputado do DEM é favorito e tem apoio do...
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Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia

02/02/2017 11:07
Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa e companheira do ex-presidente, durante o Encontro das mulheres e militantes com Lula, na Casa de Portugal do Grande ABC em Santo André (SP) (Leonardo Benassatto/Futura...
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Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado

01/02/2017 20:15
Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado   Peemedebista recebeu 61 votos, contra 10 do seu único adversário, José Medeiros. Novo presidente foi citado em delação da Odebrecht   Por Da redação - Site da Revista Veja O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira...
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Eunício deve ser eleito hoje no Senado - Estadão

01/02/2017 13:29
Eunício deve ser eleito hoje no Senado • Com apoio da base e da oposição, senador do PMDB é defensor da agenda de reformas do governo Michel Temer, de quem se diz amigo   Ricardo Brito | O Estado de S.Paulo   BRASÍLIA - Num contraponto à tensa disputa ao comando da Câmara,...
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Artigo: A grande jogada de mestre ?

01/02/2017 11:40
A grande jogada de mestre ? Por Josenildo Melo   Em se concretizando hoje a filiação de um grande nome da política piauiense; o grande mestre coloca no tabuleiro do xadrez político a concretização de um sonho em prol do Estado do Piauí. E não está errado? Afinal quem é o grande...
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Resposta ao desemprego - Míriam Leitão

01/02/2017 11:22
Resposta ao desemprego - Míriam Leitão - O Globo   O principal problema da economia brasileira hoje é o desemprego. Ele é o fruto mais amargo da grave crise na qual o país entrou por má condução da política econômica. Foi o governo Dilma que jogou o emprego nesta queda livre, mas o...
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Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato

31/01/2017 11:57
Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato entre cinco Novo relator decidirá sobre sigilo de delação da Odebrecht   • Nome deve ser escolhido entre os integrantes da 2ª Turma do tribunal   Letícia Casado, Valdo Cruz | Folha de S. Paulo   BRASÍLIA - Após a...
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Supremo homologa delação da Odebrecht - Estadão

31/01/2017 11:47
Supremo homologa delação da Odebrecht, mas mantém sigilo Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht   • Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa   Breno Pires e Rafael Moraes Moura | O...
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Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões

30/01/2017 12:14
Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões Por Rodrigo Carro | Valor Econômico   RIO - Se privatizarem todas as suas estatais, os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul conseguirão abater quase 50% de sua dívida com a União. Levantamento feito pela agência de...
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Sinais para a sociedade - Merval Pereira

29/01/2017 13:24
Sinais para a sociedade - Merval Pereira - O Globo   Homologar delações da Odebrecht será bom sinal. Caso a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a “lucidade senhora” nas palavras do músico Tom Zé, homologue as delações dos 77 executivos da Odebrecht, ou pelo...
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Consumo puxa economia e faz disparar ações do varejo
Por Juliana Machado | Valor Econômico
 
SÃO PAULO - No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo de eletrodomésticos, vestuário e alimentação proporcionam ganhos extraordinários a seus acionistas. Em movimento coerente com a dinâmica de recuperação da economia, puxada pelo consumo, os papéis dessas empresas tiveram neste ano alta muito superior aos 23,76% do Ibovespa. Magazine Luiza, por exemplo, subiu 423%, Guararapes, 130% e Arezzo, 125%. Outros bons exemplos são Hering, Via Varejo, B2W, Renner e Pão de Açúcar.
 
A queda dos juros e a retomada gradual do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para essas ações. Para analistas ouvidos pelo Valor, a retomada beneficia primeiramente empresas que atendem o consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que muitos consumidores só vão conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começam a adquirir eletrodomésticos e roupas.
 
Especialistas consideram que muitos desses papéis de empresas de varejo ainda têm espaço para ganhos. Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas com cotações ainda relativamente baratas, como Americanas, Hering e Carrefour, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior.
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita dessas empresas teve uma clara recuperação nos últimos trimestres, desempenho que contrasta com companhias que reagem mais diretamente a investimentos, como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
Ações ligadas a varejo disparam em meio à retomada do consumo
No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo discricionário - eletrodomésticos, vestuário e alimentação - ganham destaque. O movimento é coerente com a dinâmica de recuperação da economia, que vem sendo puxada pelo consumo, e não pelo investimento, o que faz com que essas empresas continuem no foco dos gestores, mesmo depois de valorizações expressivas nos últimos meses.
 
A queda da taxa de juros e a retomada, ainda que gradual, do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para as ações. Mas, para analistas ouvidos pelo Valor, essa retomada beneficia primeiramente empresas que atendem ao consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que o consumidor só vai conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começa a gastar com eletrodomésticos ou roupas. Comportamento esse que beneficia empresas como Lojas Americanas, Lojas Renner, Natura e Pão de Açúcar, que fazem parte do Ibovespa. Mas também Marisa, Carrefour, Hering, Arezzo, Magazine Luiza e Guararapes, dona da Riachuelo.
 
Todas essas ações acumulam forte alta este ano, superando, inclusive, o Ibovespa, com valorização de 23,76% no período. O caso mais impressionante é o de Magazine Luiza, cuja ação avançou 422,6%. Entre outros exemplos emblemáticos, estão Guararapes, com alta de 130%, e Arezzo, cujo papel já subiu 124,6%.
 
Ainda assim, para especialistas, muitas dessas ações ainda têm espaço para ganhos adicionais. Em relatório de julho deste ano, o Bradesco BBI apontava trajetória crescente para a Magazine Luiza diante da perspectiva de resultados ainda fortes, ganho de participação de mercado e de rentabilidade.
 
Já Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas relativamente mais atrasadas, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior. Ele destaca Lojas Americanas, que acumula alta de 24,3% no ano - pouco acima do Ibovespa -, Hering (+98%) e Carrefour, que desde a estreia na bolsa, em 20 de julho, sobe 11,41%, abaixo do índice (14,78%).
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita líquida somada de 13 empresas ligadas ao varejo teve uma clara recuperação ao longos dos últimos trimestres, desempenho que contrasta com o de companhias que reagem mais diretamente a investimentos, de setores como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
O bom desempenho está refletido nos dados divulgados ontem pelo IBGE, que confirmam que a recuperação do varejo observada no segundo trimestre tem continuidade. Em julho, as vendas ficaram 1,7% acima da média do segundo trimestre. Isso reforça que o setor continua sendo a principal força motriz para a retomada da atividade brasileira na segunda metade do ano, assim como aconteceu no semestre passado.
 
"Companhias e setores mais conectados com a economia, como consumo discricionário e bens de capital, podem contar com revisões para cima das estimativas de lucro por ação conforme o crescimento econômico seja incorporado aos preços", dizem os analistas do Bank of America Merrill Lynch (BofA) Felipe Hirai e Nicole Inui, em relatório. Eles explicam que a expectativa é que haja crescimento das receitas para o setor de varejo em 2017 e 2018, enquanto as vendas no conceito mesmas lojas, isto é, unidades abertas há pelo menos um ano, também devem registrar expansão de 6,2% este ano e 6,4% em 2018, ante 2,3% registrados em 2016.
 
Peretti, da Santander, confirma que o cenário macroeconômico - inflação baixa, juros em queda, crescimento do salário médio e redução do endividamento das famílias - dá suporte à perspectiva positiva para o consumo e para a própria atividade. "Varejistas são as primeiras a responder", afirma o analista. "Essa dinâmica é importante para todos os segmentos da economia, mas o tíquete médio é um pouco menor nas empresas de varejo, o que significa que a necessidade de crédito do setor é menor do que para os demais."
 
Para Ivo Chermont, economista-chefe da gestora Quantitas, o menor endividamento das famílias deve colaborar ainda mais para a renda disponível para gastos básicos e discricionários. "E isso vai melhorando à medida que os juros forem caindo", diz.
 
A ata do Copom confirmou que a Selic vai continuar em queda, ainda que em um ritmo mais lento. E a maior parte dos economistas acredita que a taxa possa fechar o ano em 7%, abaixo da mínima histórica, de 7,25%.
 
Analistas têm citado as incertezas políticas, que ganham intensidade com a aproximação da eleição presidencial, como um elemento de risco para a continuidade desse cenário favorável para atividade e, consequentemente, para o mercado de ações. Somente com a confirmação da continuidade da agenda de reformas depois de 2018 é que o investimento deve ganhar tração. "Para o crescimento [da economia e das empresas] ser sustentável, vale frisar que precisamos que os investimentos aumentem também. Para isso, além da menor taxa de juros, é fundamental a reorganização fiscal do Brasil. Se não conseguirmos isso, podemos voltar a andar para trás", pondera Chermont prisão, o que não tem respaldo na Constituição. O Senado tem que deliberar sobre isso — disse Gilmar, acrescentando: — Temos que evitar o populismo constitucional, institucional. Devemos nos balizar pela Constituição. Quando começamos a reescrever a Constituição, é preocupaPnte.A traição original- Editorial: O Estado de S. PauloMadri intervém e põe nas urnas destino da Catalunha – Editorial: Valor EconômicoFernando Henrique Cardoso*: Hora de decidirGoverno mostrou que não está imobilizado – Editorial: Valor Econômico
Fernando Gabeira: A trajetória Rio abaixo
- O Globo
 
Quando menino, vi as luzes do Rio e me apaixonei. A escola nos trouxe para uma excursão a Petrópolis. A professora, generosamente, permitiu que o ônibus avançasse um pouco para nos maravilhar com a visão. Mais tarde, li no romance “Judas, o obscuro”, de Thomas Hardy, uma experiência semelhante: o personagem também admirava a cidade grande longe, fixado em suas luzes.
 
Assim que minha segurança profissional permitiu, ainda quase adolescente, mudei-me para o Rio, apenas com a mala de roupas, decidido a nunca mais sair. Ao voltar do exílio, apesar do avanço cultural em São Paulo, decidi, ou algo decidiu dentro de mim, ficar. Sei apenas que moro aqui, tive filhas e neto no Rio e não pretendo sair.
 
Mas a crise que o Rio vive é a mais grave que presenciei. Às vezes, repito aqui a pergunta de Vargas Llosa sobre o Peru, nas primeiras linhas de seu romance “A cidade e os cachorros”: quando é que o Rio se estrepou? É um reflexão que pode começar com a mudança da capital, passar pelas várias experiências de populismo de esquerda para acabar se fixando no encontro do PT com Cabral e toda a sua quadrilha. Entre eles, um coadjuvante de peso: o petróleo.
 
Às vezes, pergunto se fiz tudo o que poderia para evitar esse desastre. Confesso que, apesar de denunciá-los em várias campanhas, não tinha a verdadeira dimensão da rapina que iriam promover no Rio. Lembro-me que, em 2010, a “Folha de S.Paulo” publicou uma fala em que eu tentava descrever o projeto de Cabral. Comparava-o à tática das milícias que dão segurança a uma determinada área e são livres para cometer crimes. Disse que o instrumento dessa barganha eram as UPPs. A opinião pública ficaria satisfeita e Cabral teria as mãos livres para a pilhagem.
 
Questionei Cabral em vários debates de TV, sobre corrupção na saúde, politicas sociais etc. Não poderia imaginar que o arrogante adversário gastava R$ 4 milhões mensais com suas despesas particulares. O esquema monstruoso que contou com generosas verbas federais, royalties do petróleo e uma desvairada política de isenção de impostos corrompeu todas as dimensões do governo e talvez mesmo da vida cultural do Rio, entendida num sentido mais amplo.
 
Cabral caiu com seus asseclas. Em seguida, tombaram os conselheiros do Tribunal de Contas. Começa a cair agora a base de sustentação parlamentar de Cabral, Picciani à frente. O círculo da corrupção estava fechado. Não havia brechas. Era uma trama criminosa perfeita, com todos os seus anéis de legitimação. Nada ficou de pé, exceto sombras do passado, como Pezão e uma Assembleia, com raras exceções, totalmente desmoralizados.
 
A performance de Pezão como morto-vivo é patética. Ele indicou um deputado para o TCE. O procurador recusou-se a defender essa escolha: era inconstitucional. O procurador foi demitido por defender a Constituição. Felizmente, o deputado indicado por Pezão está para ser preso. Foi indicado ao TCE porque é cúmplice do assalto. A lógica da quadrilha ainda domina o estado. Em outras palavras, o Rio foi arruinado pela maior quadrilha da História, e coube aos remanescentes do grupo reconstruí-lo. Eles não sabem nem querem fazer isto. Seu único objetivo é escapar da Justiça.
 
No livro “Sobre a tirania”, de Timothy Snyder, o autor mostra 20 lições do século XX. Uma delas pode ser adaptada para o Rio: mantenha a calma quando o impensável chegar. Snyder fala do terrorismo nessa lição. O impensável chegou ao Rio não na forma do terrorismo, mas na ruína profunda de suas instituições. Ele explode na violência cotidiana, crise econômica, desemprego e miséria.
 
Em outras circunstâncias, a única saída seria uma intervenção federal. Mas o governo de Brasília é também um remanescente do esquema gigantesco que arruinou o país. Não tem força nem legitimidade. A última esperança está na própria sociedade. Uma ilusão a enfraquece: esperar 2018 para realizar a mudança.
 
Em outros estados, isso pode fazer sentido. Não consigo imaginar como o Rio resistirá a mais um ano de bandidos no poder e a todas as consequências da presença da quadrilha no governo. De que adianta prender deputados como Picciani se a Assembleia está pronta para soltá-los?
 
No espírito de manter a calma quando o impensável chegar, a sociedade precisa discutir logo não apenas as grandes saídas, mas também a solução emergencial. O problema central é este: o que fazer com as grandes quadrilhas que dominam o estado? Como tomar iniciativas imediatas, para não ter de mudar daqui no futuro próximo? Não tenho resposta pronta. Sei apenas que é preciso enfrentá-los, derrubá-los e substituí-los. Isso precisa ser feito agora.
 
Já disse no alto de um caminhão de som, em debates e palestras: é insuportável viver num país onde os bandidos fazem a lei. O Rio é o núcleo dramático dessa desgraça nacional.
 
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Fernando Gabeira é jornalista

 

 
Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega
Sergio Fausto*: Duas falsas narrativas
- O Estado de S.Paulo
 
A esquerda populista e a direita truculenta ao menos têm as suas. O centro não se articula
 
Na disputa político-eleitoral brasileira se destacam, até o momento, duas narrativas. Ambas falsas. De um lado, a vitimização de Lula. De outro, a normalização de Bolsonaro. A primeira consiste em transformar o ex-presidente em alvo de uma conspiração armada pelas “elites” para levá-lo à condenação judicial e à inabilitação eleitoral. “Elites”, como sabemos, é uma figura de retórica deliberadamente imprecisa com a qual o PT joga segundo as suas conveniências (não me lembro de o termo ter sido empregado para designar empreiteiras ou frigoríficos amigos do rei). A segunda narrativa reside em travestir de liberal convicto um político notório por declarações e projetos de lei que nada têm que ver com o liberalismo, nem econômico, muito menos político.
 
Tanto uma narrativa como a outra respondem a cálculos político-eleitorais perfeitamente racionais do ponto de vista dessas candidaturas. Se prosperarem, ambas causarão grave dano ao País.
 
Estou convencido de que, ao fim e ao cabo, Lula será barrado pela lei das inelegibilidades, que proíbe a candidatura de indivíduos com a “ficha suja”, ou seja, condenados em segunda instância por crimes previstos na Lei Complementar 135/2010, entre eles os de corrupção, lavagem de dinheiro, etc. As lideranças do PT devem saber disso. Apostam na candidatura de Lula porque ela é a única capaz de manter a perspectiva da volta rápida do partido ao poder. Trata-se de uma ilusão necessária, sem a qual a crise e as divisões do partido se aprofundariam. Mais ainda, nessa linha de raciocínio, a transmutação de Lula em líder proscrito atende aos interesses de conservação do PT a prazo mais longo. Partidos, assim como as nações, necessitam de mitos que permitam produzir sentido de pertencimento e coesão entre seus membros, sobretudo quando confrontados por dissidências internas ou ameaças externas (neste caso, o castigo eleitoral).
 
Mesmo sem levá-lo de volta ao poder agora, a vitimização de Lula poderá ajudar o PT a conservar a sua unidade, a manter parte de sua força de atração sobre outros partidos e grupos de esquerda e a preservar algo de sua conexão com o eleitorado “lulista”, maior que o petista. Ao menos é no que parecem crer e apostar os dirigentes do PT, pouco dispostos aos riscos da autocrítica e da renovação partidária. Mal comparando, o objetivo último dessa estratégia é converter o lulismo num peronismo tropical. O defeito da comparação, indicativo do caráter farsesco da narrativa, é que Perón foi de fato apeado do poder por um golpe de Estado, em 1955, e proscrito da vida política argentina por quase 20 anos. Nada semelhante aconteceu aqui.
 
Não creio que a estratégia petista venha a produzir os frutos pretendidos. Mas fará estragos no meio do caminho. O mais grave será pôr em xeque a independência do Poder Judiciário e, por essa via, a legitimidade do regime democrático. Chegará o partido ao ponto de não reconhecer o(a) presidente(a) eleito(a) em outubro de 2018 se Lula for legalmente impedido de disputar as eleições? Promoverá uma campanha internacional de denúncia sobre a suposta ilegitimidade das eleições presidenciais brasileiras, o que seria risível, não fosse perturbador, dado o apoio do PT às arbitrariedades do governo Maduro? Como se não bastasse, a vitimização de Lula dificultará ainda mais a necessária criação de uma necessária força de esquerda, democrática e não populista, capaz de destilar a experiência do PT e (re)lançar-se na política brasileira.
 
Passemos a Bolsonaro, que merece menos parágrafos por sua menor relevância. Ele é sintoma do medo que se disseminou pelo Brasil, sentimento em parte derivado de fatores reais, em parte instrumentalizado para provocar pânico na sociedade e assim gerar dividendos políticos em favor de uma agenda ultraconservadora.
 
O apoio pré-eleitoral ao deputado não reflete apenas a deterioração das condições de segurança pública. Os que o apoiam se sentem ameaçados também pelo que consideram perturbações de uma ordem tradicional idealizada. O que os une é a adesão à truculência na área da segurança pública e à reação a mudanças no plano do comportamento (parte delas refletidas em direitos, como o casamento gay). Bolsonaro sustenta orgulhosamente uma agenda reacionária em relação às drogas (não distinção entre pequenos consumidores e traficantes), à liberdade de expressão (cerceamento, em nome dos bons costumes) e à definição de família (restritiva dos direitos dos homossexuais). Defende armar a população e criar a figura penal da legítima defesa do patrimônio para inocentar quem cometer homicídios para proteger bens de sua propriedade. Quer abrir definitivamente as portas ao faroeste caboclo, na cidade e no campo.
 
É esse personagem, que fez elogio a um conhecido torturador, abundou sempre em declarações homofóbicas e sexistas e se disse favorável ao fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso por causa da privatização de empresas estatais, é esse personagem, repito, que pretende apresentar-se agora com os trajes de um adepto do liberalismo. Nessa operação transformista conta com a assessoria de alguns economistas, de pouca importância, é verdade, e com certa complacência do chamado “mercado”. Essa complacência mostra como o liberalismo econômico, quando desacompanhado do liberalismo político, corre o risco de perder a bússola democrática e cair no colo de forças políticas de extrema direita.
 
A “normalização” de Bolsonaro se alimenta do espectro que ronda o horizonte eleitoral, Lula, e, sobretudo, da incapacidade que as forças de centro têm demonstrado para se articular em torno de uma candidatura e de um programa para 2018.
 
As narrativas da esquerda populista e da direita truculenta são falsas. Mas ao menos elas têm uma. O centro precisa elaborar a sua. Antes que seja tarde.
 
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* Sergio Fausto é superintendente executivo da Fundação FHC, colaborador do Latin American Program do Baker Institute of Public Policy da Rice University, membro do Gacint-USP
Celso Ming: São as incertezas, senhores
- O Estado de S.Paulo
 
O País está imerso em indefinições e isso ameaça, outra vez, empacar a vida econômica.
 
Uma dessas indefinições tem a ver com o tratamento a ser dado ao rombo crescente da Previdência Social (veja gráfico ao lado). Até quem pensa com apenas dois neurônios sabe que à frente há um abismo e, depois do abismo, o imponderável.
 
Ou sai imediatamente a reforma ou ficará mais perto o dia em que o Brasil inteiro se transformará num gigantesco Rio de Janeiro, onde os salários estão atrasados, o 13.º deste ano ficará para quando der e as aposentadorias, se chegarem, chegarão no pinga-pinga – e, obviamente, num cenário em que a bandidagem ganhará mais campo aberto.
 
O astral da economia tinha melhorado porque, embora lenta e insegura, a recuperação vinha dando bons sinais. Mas essa recuperação da confiança se baseia numa aposta: na de que pelo menos alguma coisa da reforma da Previdência viria antes das eleições. Não seria a virada definitiva do jogo hoje perdedor; seria apenas o primeiro passo de muitos que ainda terão de ser dados para reequilibrar as finanças da Previdência Social.
 
E foi com base nessa aposta que os investimentos reapareceram, que a Bolsa avançou em setembro e outubro e que outras aplicações de risco passaram a ser consideradas viáveis nos mercados, não só no financeiro.
 
Mas bastou que o presidente da República admitisse publicamente que a reforma poderia ficar para depois, para que fosse colocado em dúvida o sucesso da aposta sobre a qual se apoiou boa parte da retomada da confiança e para que o azedume se reinstalasse em todos os setores da economia.
 
Ainda há aqueles que não acreditam na aritmética. São os que se aferram a pretensos direitos adquiridos, aqueles para os quais pagamento de aposentadoria é cláusula pétrea. Não é, senhoras e senhores. Não há mais milagres da multiplicação dos pães e dos peixes. É a receita que define a despesa, e não o contrário. Nas condições atuais, não há pagamento futuro garantido de aposentadorias e pensões.
 
Quanto ao projeto de reforma da Previdência propriamente dita, estamos diante de duas hipóteses. Ou se aprova uma parcela das propostas em discussão, talvez apenas a imposição de idade mínima para aposentadoria; ou não se aprova nada. No primeiro caso, será um passo insuficiente para devolver a confiança no futuro das contas públicas, mas, pelo menos, será um passo na direção correta.
 
Se a reforma for rejeitada ou se o projeto continuar indefinidamente encalhado em Brasília, o risco de novo desastre será muito alto. O País ficará sujeito a aumento de impostos ou, simplesmente, ao calote da dívida pública, algo que, antes mesmo das agências de classificação de risco, o mercado financeiro se encarregará de prever.
 
Para quem tem um dinheiro aplicado no mercado financeiro, este cenário confuso imporá novas incertezas. A derrubada da inflação e dos juros empurra o aplicador para as opções de risco e, no entanto, diante desse céu exposto a turbulências, como se conformar com retorno cada vez mais baixo das aplicações financeiras?
Samuel Pessôa: Reforma possível
 Folha de S. Paulo
 
Meu colega Nelson Barbosa lembrou em seu artigo que haverá necessidade de reformar a Previdência mesmo que o governo consiga aprovar uma versão mais reduzida da atual reforma.
 
Nelson afirmou: "As principais linhas da reforma devem ser a recuperação da receita do INSS, o aumento do tempo mínimo de contribuição, a fixação da idade mínima para a aposentadoria e, mais importante: o alinhamento entre regras aplicáveis ao trabalhador do setor público e do setor privado".
 
Noticia-se na imprensa que o governo desenha um modelo reduzido (em comparação ao relatório que havia sido aprovado na comissão da Câmara em abril) de reforma previdenciária, excluindo os temas mais polêmicos da elevação da idade de elegibilidade ao benefício assistencial, BPC/Loas, e das alterações na aposentadoria rural.
 
Adicionalmente, espera-se que, nessa versão reduzida, mantenha-se um importante passo em direção ao alinhamento dos dois sistemas. Refiro-me ao dispositivo que estabelece que os servidores que ingressaram no serviço público federal antes de 2003, ou seja, aqueles que têm a expectativa de direito à integralidade do salário na aposentadoria e à paridade do benefício com o salário da ativa, tenham que trabalhar até 65 anos –homens– e 62 anos –mulheres.
 
Finalmente, o governo faz grande esforço para reduzir a desoneração da folha de salários, iniciativa do primeiro mandato da presidente Dilma, que custou muito à Previdência e não teve impactos apreciáveis sobre o desempenho da economia. A aprovação do projeto de reoneração da folha de salários recuperará em R$ 11 bilhões por ano a receita da Previdência.
 
Parece-me, portanto, que há espaço para a construção de um projeto reduzido que seja consensual, inclusive para a atual oposição, que, como nos lembra Nelson, era governo até meados de 2016 e trabalhou por uma reforma muito parecida com a que tramita atualmente no Congresso.
 
Em sua coluna, ao recuperar o histórico das reformas das últimas duas décadas, um fato escapou a Nelson. A reforma tucana, que, após não conseguir aprovar a idade mínima, teve que se contentar com o fator previdenciário, contou com a oposição vigorosa do petismo. Diferentemente, as reformas no período do petismo contaram com o apoio tucano.
 
É possível que a oposição se recuse a aprovar essa versão reduzida da proposta, que, como nota Nelson, representa um compromisso que, em princípio, congrega praticamente todas as forças políticas do Congresso Nacional -inclusive a oposição, incluindo o petismo, os deputados da Rede etc.
 
Afirmar que essa é uma reforma golpista não parece ajudar. Temos um enorme deficit público. Quem vencer em 2018 receberá de Temer um deficit primário de 2% do PIB, e não o superavit de 3% que Malan legou a Palocci. Adiar a reforma para o próximo governo significa aprofundar esse buraco em mais 0,2% do PIB, com consequências negativas sobre expectativas, crescimento, juros e inflação.
 
Quem tem alguma perspectiva de poder precisa apoiar a versão reduzida da reforma. Aliás, essa é a melhor alternativa para o país qualquer que seja o projeto eleito em 2018. A ausência de reforma resultará em uma imensa crise fiscal.
 
Insistir no discurso golpista tendo pela frente um ajuste fiscal relevante e necessário, de cinco pontos percentuais do PIB, significa apenas manter a lógica da vendeta na política que tanto tem custado ao país.
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Samuel Pessôa é economista

Merval Pereira: Confusão jurídica

- O Globo
 
Para STF, decisão do caso Aécio não vale para Alerj. Vamos entrar agora na fase de amplo debate jurídico-político para definir com quem está a razão no caso dos deputados de vários Estados, os mais notórios os do Rio de Janeiro, que se utilizaram de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) para se verem livres de medidas cautelares impostas pela Justiça, como a suspensão dos mandatos.
 
Vários ministros do Supremo, abertamente como é o caso de Marco Aurélio Mello, ou veladamente, como a maioria, anunciam que o acórdão sobre essa decisão do Supremo deixará claro que ela só se refere a parlamentares federais, ou seja, deputados e senadores, e não pode ser estendida aos deputados estaduais e vereadores.
 
A Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) vai recorrer ao STF para anular a decisão da Assembleia do Rio de Janeiro e de outros Estados que utilizaram uma interpretação ampliada da decisão do Supremo, que consideram equivocada.
 
Mesmo que o artigo 27, parágrafo 1º da Constituição Federal defina que “será de quatro anos o mandato dos deputados estaduais, aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas”, segundo a direção da AMB o STF em outras situações já definiu que a imunidade dos deputados estaduais e de vereadores não tem a mesma extensão da imunidade de deputados federais e senadores.
 
Isto quer dizer, segundo especialistas, que as regras de inviolabilidade e imunidade de que desfrutam deputados federais e senadores não são tão amplas para os deputados estaduais, que são protegidos apenas “por qualquer de suas opiniões, palavras e votos”, conforme o artigo 53 da Constituição.
 
Por outro lado, o Supremo já decidiu que (...) “O Poder Judiciário dispõe de competência para impor aos parlamentares, por autoridade própria, as medidas cautelares a que se refere o art. 319 do Código de Processo Penal, seja em substituição de prisão em flagrante delito por crime inafiançável, por constituírem medidas individuais e específicas menos gravosas; seja autonomamente, em circunstâncias de excepcional gravidade”.
 
Portanto, a suspensão do mandato a que os três deputados estaduais foram condenados pelo TRF-2 poderia ser aplicada sem precisar de autorização da própria Assembleia, pois a decisão do Supremo se refere apenas aos parlamentares federais, que, condenados a medidas cautelares, precisam do aval da Casa Legislativa a que pertencem.
 
Já a prisão, mesmo que em flagrante por crime inafiançável, esta seria proibida também em relação aos deputados estaduais e vereadores, só podendo se concretizar se a Assembleia Legislativa ou a Câmara de Vereadores autorizar, como consta da Constituição.
 
É evidente que, dessa confusão política, deve-se tirar a lição de que as decisões do Supremo, por sua repercussão, precisam ficar claras antes mesmo que o acórdão seja divulgado, pois os julgamentos são televisionados. Ao mesmo tempo, parece indevida uma decisão de repercussão geral sem que o acórdão esteja publicado.
 
Os deputados estaduais e vereadores que se beneficiaram de uma interpretação apressada da decisão do Supremo estão ilegalmente soltos, pois não é uma ação das Assembleias e Câmaras de Vereadores que determina a soltura dos presos.
 
No caso dos três do PMDB do Rio, a decisão deveria ter sido do TRF-2, que determinou as penas. O tribunal de recursos deveria ter recebido o comunicado sobre o resultado da votação da Assembleia e, a partir dela, decidir, com base na sua interpretação, e não na dos deputados estaduais, o que determina a legislação em vigor. Pelo visto, a Assembleia Legislativa do Rio deveria ter votado sobre a prisão dos deputados, e não sobre o afastamento do mandato.

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