Notícias

A conta do desajuste | Luiz Carlos Azedo

21/07/2017 11:08
A conta do desajuste | Luiz Carlos Azedo  Correio Braziliense   A política de conciliação continua vivíssima. Tornou-se, mais uma vez, a tábua de salvação do velho patrimonialismo. Estão aí o clientelismo com gastos públicos e as articulações contra a Lava-Jato   Não...
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Temer me ofereceu o ministério diz novo titular

21/07/2017 10:54
‘Fiquei surpreso quando Temer me ofereceu o ministério’, diz novo titular da Cultura Atualmente diretor da Ancine, jornalista Sérgio Sá Leitão afirma, em entrevista ao 'Estado', que aceitou convite ' mesmo sabendo dos problemas da pasta' por gostar de desafios   Ubiratan Brasil, O...
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Temer falou sobre o aumento na Argentina

21/07/2017 10:05
Temer diz que população entenderá aumento de impostos dos combustíveis Temer falou sobre o aumento ao chegar na ArgentinaAdriano Machado/13.07.2017/Reuters   Ele destacou que o reajuste é para manter a meta fiscal e assegurar o crescimento econômico   Da Agência...
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Moro, o eleitor de Lula | Reinaldo Azevedo

21/07/2017 09:57
Moro, o eleitor de Lula | Reinaldo Azevedo - Folha de S. Paulo   O que constrói um país, para o bem ou para o mal, são os métodos, os meios, com que se vai fazer uma coisa   Lembram-se daquela caricatura grotesca de jornalismo que tinha como mantra "Lula vai ser preso...
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Papa Francisco \ Encontros e Eventos

21/07/2017 08:28
Papa Francisco \ Encontros e Eventos Papa Francisco faz doação à FAO para ajudar países da África oriental   Roma (RV) – Para ajudar as populações da África oriental, o Papa Francisco doou simbolicamente 25 mil euros à FAO, Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a...
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Nonsense | Eliane Cantanhêde - Estadão

21/07/2017 08:09
Nonsense | Eliane Cantanhêde - O Estado de S.Paulo   Temer aumenta impostos, PT e Gleisi Hoffmann apoiam regime Maduro. Incrível!   Nós, os leigos, que não presidimos o País, não presidimos nenhum partido e nem sequer temos mandato parlamentar, não estamos entendendo nada....
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Deflação é ainda menor que a de junho

20/07/2017 19:40
VARIAÇÃO NEGATIVA   PRÉVIA INDICA DEFLAÇÃO DE 0,18%, A MENOR TAXA EM QUASE 20 ANOS DEFLAÇÃO (INFLAÇÃO NEGATIVA) É AINDA MENOR QUE A DE JUNHO   Redação - Diário do Poder   A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou com...
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Juiz Sérgio Moro bloqueia 9 milhões de Lula

20/07/2017 17:48
EX-MILIONÁRIO SÉRGIO MORO BLOQUEIA MAIS R$9 MILHÕES EM PLANO DE PREVIDÊNCIA DE LULA   JUSTIÇA DESCOBRE E BLOQUEIA INVESTIMENTOS MILIONÁRIOS DE LULA   Redação - Diário do Poder   A Justiça Federal bloqueou, nesta quinta-­feira (20), mais R$ 9 milhões em planos de...
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Morre Marco Aurélio Garcia, ex-assessor de Lula

20/07/2017 16:26
Morre aos 76 anos em São Paulo Marco Aurélio Garcia, ex-assessor de Lula e Dilma Marco Aurélio Garcia, ex-assessor de Lula e Dilma, em imagem de 2015 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)   Assessor especial para Assuntos Internacionais dos governos Lula e Dilma sofreu infarto...
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Moro marca novo depoimento de Lula

20/07/2017 15:16
Moro marca novo depoimento de Lula: saiba como será   Juiz da Lava Jato marcou nova audiência com o ex-presidente no processo da compra do terreno para o Instituto Lula   Da Redação - Gazeta do Povo   Já tem data o novo depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da...
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Sérgio Sá Leitão será o novo ministro da Cultura

20/07/2017 14:59
Sérgio Sá Leitão será o novo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão será novo ministro da CulturaDivulgação/Ministério da Cultura   Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil   O atual diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Sérgio Sá Leitão, é o novo ministro da...
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O DEM renasce | Merval Pereira - O Globo

20/07/2017 10:29
O DEM renasce | Merval Pereira - O Globo   Jurado de extinção por Lula quando ainda era o presidente popular que elegeu o poste Dilma em 2010, ameaçado pela criação do PSD de Gilberto Kassab, que o desidratou, em 2012, o DEM, antigo PFL, teve que trocar de nome para tentar se...
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Temer tirou o sofá da sala | Por Mello Franco

20/07/2017 10:13
Temer tirou o sofá da sala | Bernardo Mello Franco  Folha de S. Paulo   A anedota é antiga. Ao chegar do trabalho, o sujeito abre a porta de casa e encontra a mulher (ou o marido) com o vizinho no sofá. No dia seguinte, resolve tomar uma providência: tira o sofá da...
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A democracia corre risco no País | Alberto Aggio

20/07/2017 08:30
A democracia corre risco no País | Alberto Aggio  Fundação Astrojildo Pereira (FAP)   Os acontecimentos de ontem (18/07) na UFMG que envolveram o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) são muito preocupantes. Servem de alerta a todos os democratas do país e do mundo para uma...
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PT faz ato pró-Lula 2018 nesta quinta-feira

20/07/2017 08:00
PT e movimentos sociais fazem ato pró-Lula 2018 nesta quinta Mobilização está marcada em várias capitais a partir das 17h; em São Paulo, agenda é na Paulista   Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo   Nesta quinta-feira, 20, o PT, sindicatos e movimentos sociais vão...
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No muro, PSOL e REDE viram tucanos da esquerda

20/07/2017 07:41
TEMER NOMEIA FICHA SUJA NA DIRETORIA DA DATAPREV O presidente Michel Temer nomeou diretor da Dataprev (estatal de tecnologia da Previdência) um condenado por improbidade e impedido de ocupar cargo público. Júlio César de Araújo Nogueira foi condenado em dezembro pelo juiz Francisco Ribeiro,...
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Não dá mais pra fingir que está tudo normal

19/07/2017 21:33
Tiroteio em frente ao hospital do Promorar faz três vítimas A violência em Teresina tem sido tema recorrente neste espaço. E não tem como ser diferente, já que a cada dia ela se torna mais acintosa, invadindo espaços inimagináveis. Não é mais apenas nas vias públicas que o teresinense está...
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Lula: BC bloqueia 600 mil, 3 apartamentos e 2 carros

19/07/2017 20:52
BC bloqueia R$ 600 mil, três apartamentos e dois carros de Lula Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisãoReuters   Confisco de bens do ex-presidente foi realizado por determinação do juiz Sérgio Moro   Do R7   O BC (Banco Central) bloqueou R$ 606.727,12...
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Temer libera R$ 102 milhões para passaportes

19/07/2017 20:24
Temer sanciona projeto que libera R$ 102 milhões para emissão de passaportes Verba será liberada à Polícia Federal após a publicação da decisão no Diário Oficial da União   Do R7, com Agência Brasil e Estadão Conteúdo   O presidente Michel Temer sancionou nesta quarta-feira...
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Juiz Moro confisca bens do ex-sindicalista Lula

19/07/2017 18:19
CONDENADO NA CONDENAÇÃO DE LULA, O JUIZ EXIGIU O PAGAMENTO DE R$ 16 MILHÕES (FOTO: ESTADÃO)   MORO CONFISCA BENS E BLOQUEIA R$ 606 MIL DO EX-SINDICALISTA LULA   JUIZ CONFISCA 4 IMÓVEIS DO PRESIDENTE CONDENADO POR CORRUPÇÃO   Redacão - Diário do Poder   O...
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Porandubas Políticas - Por Gaudêncio Torquato

19/07/2017 15:15
Porandubas Políticas Por Gaudêncio Torquato   Abro a coluna com pequena reflexão   O nome de Deus em vão   Deus é sempre a referência de homens que carregam em sua alma a pretensão da onipotência. Franco usava a Providência Divina para se afirmar: "Deus colocou em...
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O roteiro de Alckmin para 2018 | Vera Magalhães

19/07/2017 14:34
O roteiro de Alckmin para 2018 | Vera Magalhães - O Estado de S.Paulo   Focado em ser o candidato do PSDB à Presidência, governador age para ter comando do partido   Principal beneficiado, no PSDB, da queda em desgraça de Aécio Neves, o governador de São Paulo, Geraldo...
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Congregación para la Doctrina de la Fe

18/07/2017 23:40
Francisco \ Encuentros y Eventos Monseñor Morandi nuevo secretario de la Congregación para la Doctrina de la Fe   (RV).- El Papa Francisco ha nombrado Secretario de la Congregación para la Doctrina de la Fe a Monseñor Giacomo Morandi, quien desempeñaba el cargo de subsecretario de...
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Papa: superar todas as formas de racismo

18/07/2017 22:19
Papa Francisco \ Encontros e Eventos Papa: superar todas as formas de racismo e de intolerância   Cidade do Vaticano (RV) – “É preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a celebração...
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Cardeal Sandri: Ucrânia, espero um futuro de paz

18/07/2017 18:17
Vaticano \ Eventos Cardeal Sandri: Ucrânia, espero um futuro de paz   Kiev (RV) - O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, concluiu sua viagem à Ucrânia, iniciada no dia 11 deste mês. O purpurado retorna à Roma nesta terça-feira...
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Artigo de Opinião: Qualidade parlamentar !

18/07/2017 17:57
Qualidade parlamentar ! Por Josenildo Melo   A qualidade do mundo político realmente está em baixa? O que de fato significa a etimologia da palavra parlamento? Significa sm (ingl parliament) 1 Câmara ou conjunto das duas câmaras (o Senado e a Câmara dos Deputados) que na maioria dos...
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Robert: Vou arrastar a oposição contra Wellington Dias

18/07/2017 17:50
Pré-candidato ao Senado, Robert Rios avisa: “Vou arrastar a oposição contra Wellington Dias” Em entrevista ao OitoMeia, nesta terça-feira (18/07), Rios deixou ainda mais às claras o seu desejo político, e deu nomes àqueles que irão acompanha-lo, intitulando-os de “forte...
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Moro decide que 16 milhões vão para Petrobras

18/07/2017 17:21
Moro decide que R$ 16 milhões do caso envolvendo suposto triplex de Lula vão para os cofres da Petrobras Valor referente a suposta conta da OAS com o PT inclui preço do apartamento e reformas     O juiz federal Sérgio Moro afirmou nesta terça-feira (18), em resposta aos...
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Temer pede apoio ao PSB para reforma tributária

18/07/2017 16:17
REAPROXIMAÇÃO   TEMER PEDE APOIO AO PSB PARA REFORMA TRIBUTÁRIA E AGRADECE VOTOS NA CCJ LIDERANÇA AVALIA QUE A TENTATIVA DE REAPROXIMAÇÃO NÃO SIGNIFICA UM REALINHAMENTO DO PARTIDO COM A BASE ALIADA   Redação - Diário do Poder   O presidente Michel Temer se...
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Lula e Bolsonaro | Eliane Cantanhêde

18/07/2017 16:10
Lula e Bolsonaro | Eliane Cantanhêde - O Estado de S.Paulo   Não é para eleger Lula nem Bolsonaro que a Lava Jato refunda o Brasil   Enquanto o prefeito João Doria estuda as falas e trejeitos de Emmanuel Macron e tenta mimetizar a eleição dele no Brasil, o deputado Jair...
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STF libera candidatura de Maia à reeleição

02/02/2017 11:25
STF libera candidatura de Maia à reeleição Supremo nega quatro pedidos para barrar candidatura de Maia   • Celso de Mello, decano da Corte, rejeita pedidos de liminares para barrar a candidatura do presidente da Casa; deputado do DEM é favorito e tem apoio do...
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Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia

02/02/2017 11:07
Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa e companheira do ex-presidente, durante o Encontro das mulheres e militantes com Lula, na Casa de Portugal do Grande ABC em Santo André (SP) (Leonardo Benassatto/Futura...
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Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado

01/02/2017 20:15
Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado   Peemedebista recebeu 61 votos, contra 10 do seu único adversário, José Medeiros. Novo presidente foi citado em delação da Odebrecht   Por Da redação - Site da Revista Veja O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira...
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Eunício deve ser eleito hoje no Senado - Estadão

01/02/2017 13:29
Eunício deve ser eleito hoje no Senado • Com apoio da base e da oposição, senador do PMDB é defensor da agenda de reformas do governo Michel Temer, de quem se diz amigo   Ricardo Brito | O Estado de S.Paulo   BRASÍLIA - Num contraponto à tensa disputa ao comando da Câmara,...
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Artigo: A grande jogada de mestre ?

01/02/2017 11:40
A grande jogada de mestre ? Por Josenildo Melo   Em se concretizando hoje a filiação de um grande nome da política piauiense; o grande mestre coloca no tabuleiro do xadrez político a concretização de um sonho em prol do Estado do Piauí. E não está errado? Afinal quem é o grande...
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Resposta ao desemprego - Míriam Leitão

01/02/2017 11:22
Resposta ao desemprego - Míriam Leitão - O Globo   O principal problema da economia brasileira hoje é o desemprego. Ele é o fruto mais amargo da grave crise na qual o país entrou por má condução da política econômica. Foi o governo Dilma que jogou o emprego nesta queda livre, mas o...
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Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato

31/01/2017 11:57
Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato entre cinco Novo relator decidirá sobre sigilo de delação da Odebrecht   • Nome deve ser escolhido entre os integrantes da 2ª Turma do tribunal   Letícia Casado, Valdo Cruz | Folha de S. Paulo   BRASÍLIA - Após a...
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Supremo homologa delação da Odebrecht - Estadão

31/01/2017 11:47
Supremo homologa delação da Odebrecht, mas mantém sigilo Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht   • Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa   Breno Pires e Rafael Moraes Moura | O...
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Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões

30/01/2017 12:14
Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões Por Rodrigo Carro | Valor Econômico   RIO - Se privatizarem todas as suas estatais, os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul conseguirão abater quase 50% de sua dívida com a União. Levantamento feito pela agência de...
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Sinais para a sociedade - Merval Pereira

29/01/2017 13:24
Sinais para a sociedade - Merval Pereira - O Globo   Homologar delações da Odebrecht será bom sinal. Caso a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a “lucidade senhora” nas palavras do músico Tom Zé, homologue as delações dos 77 executivos da Odebrecht, ou pelo...
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O primeiro lance | César Felício

 Valor Econômico
 
Para elite paulista, trabalhar contra Temer é um erro
 
No jogo eleitoral de 2018, caberá ao PSDB dar o primeiro lance. Como a disputa pela candidatura ficou entre João Doria e Geraldo Alckmin um dos dois, ou ambos, terão que sair dos seus cargos executivos em São Paulo até a primeira semana de abril do próximo ano, para disputar a Presidência ou o Palácio dos Bandeirantes, no caso de Doria. O balé entre os dois, em que as ambições colidem, mas a ruptura é impossível, acaba em oito meses. Antes portanto, de se saber se Luiz Inácio Lula da Silva estará habilitado para disputar a eleição e certamente em situação desvantajosa nas pesquisas.
 
Como Lula no começo de abril ainda estará no páreo, Doria e Alckmin terão ultrapassado o ponto de retorno, em situação de voo cego. Podem enfrentar a campanha em um cenário polarizado, contra um Lula condenado e totalmente bolivariano em um extremo e um candidato de espectro claramente direitista no outro. Ou podem entrar em cena em um quadro pulverizado, com quatro ou cinco candidatos em situação competitiva às vésperas do primeiro turno.
 
Quando Alckmin e/ou Doria se desincompatibilizarem, é razoável supor que já estarão definidas as posições de cada um na chapa tucana, independente da modalidade que o PSDB escolha para tomar sua decisão. Um rearranjo da chapa em agosto, data-limite para se saber se a candidatura de Lula será ou não registrada, é possível, mas pouco provável. Doria pode ter a candidatura ao governo paulista como plano B. Alckmin teria que se conformar com uma cadeira no Senado.
 
O governador começou a fazer política quando Doria tinha 15 anos incompletos. Sabe que quem senta na cadeira de espaldar mais alto no Morumbi jamais foi superado em uma disputa partidária interna. Antagoniza Tasso Jereissati em relação ao destino do governo Temer, mas apoia o senador cearense para permanecer à frente do PSDB. Se Tasso se inviabilizar à frente da sigla, cresce a cotação do governador goiano, Marconi Perillo, outro alckmista. Seu mais tradicional adversário interno, José Serra, está em baixa e é muito, muito distante de Doria.
 
Alckmin costura por dentro, Doria por fora. O prefeito procura lastro na opinião pública, e não no partido. Tenta captar o sentimento do eleitorado que mais pode lhe dar dividendos e literalmente encarna o personagem. Ele não precisa apenas mais que dobrar a intenção de votos na pesquisas em relação a Alckmin, como acontece agora. Necessita também suplantar Marina Silva e Jair Bolsonaro e se destacar de flores exóticas como Joaquim Barbosa, o que ainda não fez.
 
Se a boca do jacaré abrir nas pesquisas, com Doria disparando e Alckmin caindo, adeus às ilusões, conforme admitiram dois interlocutores diretos do governador. O prefeito corre contra o relógio, porque as pesquisas ainda não o credenciam. O governador não tem pressa alguma e daí a inexistência de enfrentamentos seus mais contundentes com Lula, Ciro Gomes, Fernando Henrique, Aécio Neves e a imprensa, para citar alguns alvos de polêmica com o prefeito.
 
Alckmin procura estar em sintonia com a preocupação primordial do coração do empresariado e do sistema financeiro, que é a estruturação de um modelo econômico consistente do ponto de vista fiscal e favorável à livre-iniciativa. A história das finanças públicas na longa gestão tucana em São Paulo lhe abre portas nos ambientes mais exclusivos da elite econômica.
 
Estes agentes não acreditam que a queda de Michel Temer favoreça a aprovação da reforma da Previdência e de mudanças na legislação tributária. Não apostam que Rodrigo Maia permaneça imune à instabilidade.
 
A última fortaleza de Temer não é a turma do Centrão em Brasília. Esta não tem princípios, que o diga Eduardo Cunha, que teve 450 votos favoráveis à sua cassação no plenário da Câmara. A cidadela do presidente está nas torres altas da Berrini, da Marginal de Pinheiros e dos lugares mais aprazíveis da região de Santo Amaro. Nestes ambientes, Temer ainda é visto como o instrumento para se atingir determinados fins. Ou a tal "ponte para o futuro" que o presidente procurou encarnar. A tese da pinguela que caiu, propagandeada pelo ex-presidente Fernando Henrique, não empolgou nestes círculos.
 
Alckmin recebeu pressões para largar a mão de Temer e empurrar o governo federal para o abismo, mas também foi pressionado, e de maneira eloquente, a manter o compromisso com as prioridades que estavam sobre a mesa antes do 17 de maio. A cidadela de Temer hoje é um esteio do qual Alckmin nunca poderá abrir mão, se quiser chegar lá.
 
A predileção pelo governador paulista nos centros de decisões empresariais não significa um obstáculo intransponível para Doria. O voluntarismo e a compulsão em jogar para a plateia que o prefeito exerce os assusta um pouco. O discurso de que está na hora de um gestor é recebido com imenso tédio no coração do empresariado, em que existe a perfeita noção de que política é conciliação e composição, que gestão de negócios se rege por outros parâmetros e que um empresário, em geral, não dá um bom político.
 
Os agentes econômicos, entretanto, seguem o princípio basilar de Deng Xiaoping, reformador do comunismo chinês: "não importa a cor do gato, desde que ele mate os ratos".
 
Doria pode ser a opção preferencial no caso de extrema turbulência, hipótese que não pode ser desprezada quando se olha o horizonte de 2018. Ele se fragiliza caso Lula desapareça do quadro de candidatos, já que o antipetismo é seu "leitmotiv". Mas o contexto de uma campanha sem o petista no próximo ano é desconhecido. Na aposta do empresariado, com alguma reforma aprovada o ambiente econômico melhora, diminui a descrença e a radicalização e um moderado ganha mais espaço. Pode ser a hora de um político que ganhou credenciais como gestor, como é o caso de Alckmin. Se o cenário do próximo ano for diluviano, abre-se o caminho para a aposta em um comunicador.
Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega

O assalto | José de Souza Martins

- Valor Econômico / Eu & Fim de Semana
 
A corrupção de que tem sido vítima o povo brasileiro, desde que o mensalão deu a entender que o país é dominado pelas mediações da rapina, ainda não foi compreendida. O roubo maior é o do nosso imaginário, nossa alma, daquilo que nos identifica e une como povo. É a transformação do Brasil em dois países antagônicos. O drama político atual precisa ser compreendido para acharmos a saída do buraco em que nos meteram. O ponto de partida é o da consciência de que a política acabou.
 
Meter a mão no dinheiro público não foi invenção dos que chegaram ao poder nos anos 2000. O país sempre soube os nomes dos aproveitadores, conhecia-lhes a cara e neles continuava votando. De certo modo, os larápios da cultura populista não roubavam para si mesmos. Populismo queria dizer, justamente, pacto entre quem manda e quem é mandado, carta-branca para o lícito e o ilícito.
 
O populismo fez do povo cúmplice de todas as anomalias do nosso sistema político. Uns porque comprados com os milhares de empregos públicos bem remunerados, de livre provimento. Outros porque comprados com diferentes modalidades de favorecimento não baseadas no mérito, mas no compadrio, na cumplicidade, na troca de favores. Outros, porque iludidos pela expectativa de favorecimento em caso de necessidade, desde um túmulo no cemitério local até o empreguinho para o filho desprovido de talento.
 
O sistema político brasileiro já era uma trama de iniquidades antidemocráticas forte o bastante para assegurar poder a pessoas espertas e suas famílias, o poder oligárquico dos régulos de província e de periferia.
 
Mas as coisas mudaram, e muito. A corrupção foi modernizada e reinventada. A ideologia dos assaltantes do poder não é de esquerda nem de direita. Pode orientar-se ora para um lado, ora para outro. Mais frequentemente é ideologia de extremo centro, dos que estão dos dois lados, de preferência do lado de quem tem a caneta que assina portarias, decretos, medidas provisórias, nomeações.
 
A ideologia é baseada na estranhíssima concepção de que assalto de direita é mau e deve ser combatido. Mas assalto de esquerda é bom e justo, vinga as injustiças de que foram vítimas os pobres em 500 anos de história do Brasil. Supostamente, roubar dos ricos para beneficiar os pobres, falcatrua ideológica na qual os pobres de espírito acreditam. A grande mudança na concepção de corrupção da última dúzia de anos é a de que ela é agora concebida como um direito compensatório. Os beneficiados já não são aproveitadores desonestos. Eles são agora heróis do país. Quando pilhados com a boca na botija, processados, presos, condenados, ergue-se o clamor de que são vítimas de injustiça. Agora, o réu é a vítima, o juiz é o culpado.
 
A neocorrupção virou o Brasil de cabeça para baixo, tudo está ao contrário. Ela se baseia num conjunto de justificativas inovadoras e elaboradas. Para que se disseminem é necessário que desacreditemos em tudo em que acreditávamos até há alguns anos. Nem as religiões escaparam. A partir do momento em que seus púlpitos ficaram descabidamente disponíveis para o discurso partidário de alguns, a fé se tornou uma mistificação para santificar quem fé não tem nem tem respeito pelos que a tem.
 
Já não sabemos qual é a diferença entre a virtude e o pecado, entre o céu e o inferno. As religiões passaram a ser religiões de resultados, de conveniência. Os que se privaram de inúmeros gozos, supostamente pecaminosos, em nome de sua crença viram-na igualada à fé temporária e provisória dos oportunistas do afã de poder. Para que ter fé e ter valores, afinal de contas, se já não há nenhuma diferença entre as ovelhas e os bodes? Tem muito sentido a advertência de Guimarães Rosa: "E Deus mesmo, se vier, que venha armado".
 
Uma decorrência dessas inversões de mundo é a da mudança do código de valores fundamentais que são a referência de todos os outros valores que norteiam a vida política e a vida social. A lógica essencial da vida social foi invertida. Como em "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, no baile do estábulo, em que os representantes dos bichos, os porcos, dançavam alegremente com o antigo latifundiário e inimigo, já não se sabe quem é porco e quem é gente.
 
Ainda não sabemos qual a extensão da inversão na alma e na consciência das vítimas. Quem viaja de ônibus, de trem e de metrô já tem alguma ideia da convulsão que atormenta os espíritos e já se manifestou nas últimas eleições. Mesmo quem foi surpreendido pela enxurrada de votos contra o partido dominante ainda não percebeu que os votos não eram para os vencedores, mas contra seus adversários. Os eleitos foram usados pelo eleitorado para expressar a nova mentalidade do Brasil de cabeça para baixo.
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José de Souza Martins é sociólogo. Membro da Academia Paulista de Letras. Entre outros livros, autor de “Linchamentos – A Justiça Popular no Brasil” (Contexto).
Interesses cruzados | Leandro Colon
- Folha de S. Paulo
 
A linha de corte criada por Michel Temer para definir a vida de ministros implicados pela Odebrecht deu certo fôlego ao Planalto, mas entregou à Procuradoria-Geral da República responsabilidade sobre o futuro do governo.
 
A regra tem preservado os ministros investigados, mesmo que, para abertura dos inquéritos, o Supremo tenha considerado a existência de indícios de que cometeram crimes.
 
Pelos critérios do presidente, o ministro que for denunciado pela PGR será afastado temporariamente. A demissão deve ocorrer no caso de o Supremo transformá-lo em réu.
 
Oito ministros estão na lista de inquéritos. É improvável que o tribunal julgue até o fim de 2018 possíveis denúncias contra todos eles.
 
A regra de Temer é frágil porque, uma vez fora do governo, dificilmente um ministro retorna. O presidente sabe que uma denúncia da PGR, e não uma decisão do STF, pode estabelecer quem sai da Esplanada.
 
Reportagem da Folha deste domingo (23) mostrou que Temer pretende indicar um aliado do procurador-geral, Rodrigo Janot, à sucessão do próprio, marcada para setembro.
 
Janot poupou o presidente dos inquéritos da Odebrecht por considerar que ele tem "imunidade temporária" no cargo. O peemedebista é citado como personagem de reunião vinculada a acerto de propina.
 
O procurador tem feito circular a versão de que não quer um terceiro mandato. Seus aliados agem nos bastidores para garantir o substituto, enquanto os adversários de Janot na procuradoria articulam nomes.
 
Temer vai escolher um dos indicados da listra tríplice da associação de procuradores, sem precisar optar pelo mais votado pela classe.
 
Em meio a reformas importantes no Congresso, o presidente quer segurar até quando for possível ministros de peso e sob investigação, como Eliseu Padilha e Moreira Franco.
 
E não interessa ao grupo de Janot dentro da PGR perder a condução da Lava Jato a partir de setembro.

Você pagará mais impostos | Celso Ming

- O Estado de S.Paulo
 
Depois de um período de ensaios, o governo decidiu afinal aumentar a alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis para arrecadar R$ 10,4 bilhões adicionais.
 
Essa nova expropriação de recursos do consumidor não vem, como inadvertidos poderiam entender, para zerar o rombo. Vem apenas com o objetivo de melhorar a possibilidade de manter o déficit deste ano nos R$ 139 bilhões, como ficou estabelecido na PEC do Teto dos Gastos, o que ainda não está garantido.
 
As explicações técnicas para a tomada dessa decisão são de domínio público. A principal delas foi a de que ficou necessária para compensar a forte quebra da arrecadação federal, maior do que a prevista no Orçamento. E mesmo o alívio com a arrecadação de junho ainda é insuficiente. Essa quebra de arrecadação tem duas causas. A primeira delas é a recessão, também mais demorada e mais profunda do que aquela com que se contava, que derrubou os negócios e, portanto, derrubou as fontes geradoras de arrecadação.
 
A outra é o atraso no recolhimento de impostos pelas empresas. Entre as justificativas do projeto de lei que pretende aprovar nova rodada do Refis, espécie de anistia aos devedores do Fisco, está a de que apenas a parcela em juízo é de R$ 1,3 trilhão, quase equivalente à arrecadação de um ano, número que inclui os atrasados de pessoas físicas. Estimativas não oficiais que correm por aí são de que pelo menos 40% das empresas estão com recolhimentos de impostos e contribuições em atraso e pressionam por novo Refis e novas anistias, na base do aperta o governo que ele cede.
 
Desse ponto de vista, estamos diante de um círculo perverso: o sistema estimula os atrasos no recolhimento de impostos, porque sempre parece disposto a responder a eles com bondades fiscais, contando para isso com políticos que se beneficiam delas; os atrasos derrubam a arrecadação; cobram-se novos impostos para cobrir a quebra de arrecadação; mais impostos aumentam os atrasos... E assim seguem os giros da roda.
 
Independentemente disso, a determinação de cumprir as metas é, por si só, bem-vinda na medida em que trata de atacar a mãe dos males que prostram a economia brasileira. Mas esse aperto adicional sobre a renda e o orçamento do consumidor produz consequências que não podem ser consideradas apenas efeitos colaterais de pouca importância.
 
Uma dessas consequências é o aumento da carga tributária. Tudo ou quase tudo já foi dito sobre a ação nefasta desse fator sobre a competitividade do produto brasileiro e sobre as distorções que provoca na economia. Novo aumento de impostos implica piorar esse quadro.
 
Outra consequência negativa é a retirada de mais recursos de um mercado já tremendamente esfolado pela recessão. Quem argumenta que se trata apenas de troca de canal de municiamento do consumo, que sai do cidadão comum e vai para o governo – e que, desse ponto de vista, os recursos voltarão para o mercado –, não está levando em conta que o governo é quase sempre um consumidor mais ineficiente do que as pessoas comuns.
 
O governo está desdenhando o impacto sobre a inflação, que é outra consequência. Está dizendo que o momento é de baixa forte da inflação e que um adicional sobre os preços dos combustíveis não vai matar ninguém. Não é bem assim, aumento de impostos sobre os combustíveis é inflação em fim de ciclo já na chocadeira.
 
A alegação de que esse aumento de impostos é provisório, destinado apenas a apagar um incêndio, é conversa mole. Nesse campo, tudo o que é provisório tende a ficar definitivo. Governo adora arrecadar mais, mesmo quando poderia resolver o problema por outros meios.
 
Não dá para ignorar, também, os efeitos secundários ruins. Mais imposto sobre combustíveis estimula o contrabando, especialmente por meio das porosas fronteiras do Brasil, e também a sonegação, um pouco como passou a acontecer também com os cigarros.

Nonsense | Eliane Cantanhêde

- O Estado de S.Paulo
 
Temer aumenta impostos, PT e Gleisi Hoffmann apoiam regime Maduro. Incrível!
 
Nós, os leigos, que não presidimos o País, não presidimos nenhum partido e nem sequer temos mandato parlamentar, não estamos entendendo nada. Michel Temer aumenta impostos enquanto abre os cofres para a base aliada? E Gleisi Hoffmann faz juras de amor ao regime Maduro, que está matando pessoas e destruindo a Venezuela?
 
Aumentar impostos é coisa para governos fortes, com apoio popular e votos garantidos no Congresso Nacional. Não é exatamente o caso de Temer, que amarga em torno de 7% de popularidade, índice ainda pior do que o de Collor e o de Dilma Rousseff às vésperas do impeachment.
 
Além disso, Temer está a dias da votação da denúncia da PGR no plenário da Câmara e enfrenta sérios problemas no Congresso, onde ele tem uma base aliada imensa, mas nem sempre fiel. Os partidos dizem uma coisa, os seus deputados e senadores podem fazer outra. Vide o ex-presidente do Senado e ex-líder do PMDB Renan Calheiros. O PMDB é o partido de Temer, mas o peemedebista Renan é cada vez mais ostensivamente contra Temer.
 
Anunciado o pacote de aumento do PIS/Confins sobre a gasolina e mais um corte de R$ 5,9 bilhões em gastos, Temer embarcou para a Argentina, onde o Brasil vai assumir a presidência do Mercosul e ajudar a transformar o encontro num foro contra Nicolás Maduro e a favor dos venezuelanos.
 
Enquanto isso, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, acaba de participar de um outro Foro, o de São Paulo, na Nicarágua, onde se reuniram 118 partidos de 26 países das Américas. Acreditem ou não, ela fez exatamente o oposto do que se pretende no Brasil e no Mercosul: levou o apoio petista ao regime injusto e sangrento de Maduro.
 
Com boa vontade, dá até para entender que Gleisi tenha defendido o ex-presidente Lula, que é o grande pastor de almas do PT, acaba de ser condenado a 9 anos e 6 meses de prisão e ainda é réu de mais quatro processos. Vá lá, até porque Gleisi só virou presidente do PT por obra e graça de Lula.
 
Mas defender Maduro?! Em nome do PT, Gleisi manifestou “apoio e solidariedade a ele frente à violenta ofensiva da direita”. E defendeu “a consolidação cada vez maior da revolução bolivariana”. Quase macabro.
 
Maduro não só aprofundou o caos na Venezuela, destruiu a economia, acabou com os produtos e jogou a população na rua da amargura (e nas fronteiras brasileiras) como, por fim, está matando manifestantes que resistem à ditadura e ao colapso do país. São dezenas de mortos. Ficar com Maduro é ficar contra o povo venezuelano.
 
O risco de Temer é o azedume contra o Planalto piorar ainda mais. Aumento de imposto é um prato feito para a oposição, irrita a população e os setores produtivos. Ainda mais se o governo abre as burras para garantir votos da Câmara contra a denúncia do procurador Rodrigo Janot e empurra a conta da crise fiscal para a maioria da sociedade.
 
E o risco de Gleisi é não ganhar nada e perder muito. O PT e Lula já tinham mesmo o apoio incondicional da esquerda do continente, mas podem perder ainda mais votos e simpatia dos brasileiros que simplesmente não suportam os absurdos cometidos na Venezuela em nome de uma ideologia.
 
Mas, enfim, Temer, Meirelles, Gleisi e o PT são vacinados, maiores de idade e sabem muito bem o que fazem. Ou deveriam saber.
 
Marco Aurélio. Por falar em Venezuela, o professor Marco Aurélio Garcia, morto ontem, aos 76 anos, foi um dos ideólogos da guinada em direção aos “bolivarianos” no governo Lula, mas sumiu no de Dilma, por absoluta inexistência de política externa. Era um homem culto e, justiça seja feita, passou incólume pelas lambanças da Lava Jato.


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Jornalista Josenildo Melo

Teresina - Piauí - Brazil

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