Notícias

Até quarta-feira de cinzas - Por Luiz Carlos

28/02/2017 11:14
Até quarta-feira de cinzas  - Luiz Carlos Azedo   Temer não pode ser ser investigado, mas a eventual comprovação do uso de caixa dois na sua campanha pode ter consequências gravíssima no TSE   A licença do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, às vésperas do...
Leia mais

Desemprego e inflação de serviços – José Márcio

28/02/2017 11:11
Desemprego e inflação de serviços – José Márcio Camargo - O Estado de S. Paulo   O mercado de trabalho brasileiro é caracterizado por uma flexibilidade perversa   Após quase dois anos de recessão e desemprego de dois dígitos, a taxa de inflação de serviços finalmente...
Leia mais

Cuba já levou R$ 8 bilhões com o mais Médicos

28/02/2017 10:19
CUBA JÁ LEVOU R$ 8 BILHÕES COM O MAIS MÉDICOS Alvo de denúncias de ser apenas fachada para o governo cubano, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) já recebeu mais de R$ 8 bilhões do governo do Brasil desde que foi criado o Mais Médicos. Enquanto os profissionais cubanos recebiam apenas...
Leia mais

O tríduo de momo - Arnaldo Jabor

28/02/2017 10:13
O tríduo de momo - Arnaldo Jabor  O Estado de S. Paulo   Uma nuvem cultural e democrática paira acima desse sarapatel de roubos e mentiras   Existe na literatura Americana um método modernista, que William Burroughs usou muito, chamado de “cut and splice”, que consiste...
Leia mais

Lula pode ficar inelegível durante eleição

28/02/2017 09:54
Pelo prazo médio da Lava Jato, Lula pode ficar inelegível durante eleição Estelita Hass Carazzai | Folha de S. Paulo   CURITIBA - Se seguirem o ritmo de outros processos, as ações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que correm pelas mãos de Sergio Moro podem torná-lo...
Leia mais

O suicídio da capivara - Por Luiz Roberto

28/02/2017 09:50
O suicídio da capivara - Luiz Roberto Nascimento Silva  O Globo   Os moradores da orla da Lagoa Rodrigo de Freitas já encontraram alguma vez as capivaras que a habitam ou ao menos ouviram falar delas. Quando me mudei para o bairro, cheguei por bom tempo a duvidar de sua...
Leia mais

Bom começo para as contas – Editorial

28/02/2017 09:10
Bom começo para as contas – Editorial | O Estado de S. Paulo Há notícias boas e animadoras nas contas públicas de janeiro, mas o governo ainda terá um caminho difícil até as metas deste ano. A administração federal tem contido os gastos, a maioria dos Estados e municípios continua no azul e...
Leia mais

Carnaval, retrato da alma brasileira - Marcus Pestana

28/02/2017 09:06
Carnaval, retrato da alma brasileira - Marcus Pestana - O Tempo (MG)   Nada talvez traduza mais a alma do povo brasileiro do que o carnaval. A alegria atávica, a diversidade cultural, o sincretismo religioso invadindo a festa pagã, a criatividade sem limites, a convivência plural de...
Leia mais

Juros na contramão – Editorial | Folha

28/02/2017 08:48
Juros na contramão – Editorial | Folha de S. Paulo Um dos motivos a tornar a recessão brasileira mais longa e aguda que o habitual é o gargalo do endividamento das empresas e famílias. Sob a pressão dos compromissos financeiros, cortam-se gastos e investimentos, retardando a retomada da...
Leia mais

A salgada conta de Dilma – Editorial

28/02/2017 08:42
A salgada conta de Dilma – Editorial | O Estado de S. Paulo No dia 23 de janeiro de 2013, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento em cadeia nacional para anunciar, em tom de campanha eleitoral, a prometida redução nas contas de luz em todas as regiões do País. Ela apresentou a...
Leia mais

Aposta no prejuízo – Editorial | O Globo

28/02/2017 08:19
Aposta no prejuízo – Editorial | O Globo O jogo de azar no Brasil sempre ensejou um submundo de grupos criminosos   Os jogos de azar foram banidos do país em 30 de abril de 1946, por decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra, satisfazendo um desejo legítimo da sociedade brasileira....
Leia mais

O desespero do PT – Editorial | O Estado de S. Paulo

28/02/2017 07:54
O desespero do PT – Editorial | O Estado de S. Paulo O Partido dos Trabalhadores (PT), que, mais do que nunca, não passa de um apêndice de Luiz Inácio Lula da Silva, deflagrará uma “guerra” caso seu timoneiro seja condenado pela Justiça em algum dos diversos processos nos quais é réu. Foi o...
Leia mais

Samba do senador doido - Por Chico Alencar

28/02/2017 01:34
Samba do senador doido Por Chico Alencar   O jornalista Sérgio Porto (1923-1968), que se assinava Stanislaw Ponte Preta, era um craque na ironia. Um carnavalesco e tanto. Assim, compôs o “Samba do Crioulo Doido”, de imenso sucesso em 1966: “Foi em Diamantina/ onde nasceu JK/ que a...
Leia mais

Boa notícia é informação - Carlo Alberto

28/02/2017 01:29
Boa notícia é informação O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos   Por Carlos Alberto Di Franco - Jornalista   Impressiona-me o crescente espaço destinado à violência nos meios de comunicação, sobretudo no...
Leia mais

Setenta mil homens com o terço nas mãos

27/02/2017 20:13
Setenta mil homens com o terço nas mãos   Dom Gil Antônio Moreira - Arcebispo de Juiz de Fora   É surpreendente! Se me dissessem isso há 20 anos, não acreditaria. De alguns anos para cá, o número de homens que vão aderindo à prática milenar da oração do Terço, na Igreja...
Leia mais

Propinas rastreadas em 3 anos somam R$ 4 bi

27/02/2017 20:03
Propinas rastreadas em 3 anos somam R$ 4 bi Propinas de R$ 4 bi Em três anos de investigação, Lava-Jato desvendou valores pagos a políticos e servidores   Cleide Carvalho e Gustavo Schmitt | O Globo   -SÃO PAULO- Propina distribuída no posto de gasolina, repassada na...
Leia mais

Reconhecer-se humilde, ponto de partida para Deus

27/02/2017 19:17
Papa: reconhecer-se humilde, ponto de partida para Deus agir Rádio Vaticana   Cidade do Vaticano (RV) – Na tarde deste domingo, 26 de fevereiro, o Papa Francisco realizou uma visita histórica, ao participar das celebrações dos 200 anos da Paróquia anglicana All Saints, em Roma. Foi...
Leia mais

Colocar a confiança em Deus, o grande amigo

27/02/2017 17:09
Angelus: Colocar a confiança em Deus, o grande amigo, o aliado, o Pai Rádio Vaticana   Cidade do Vaticano (RV) – Diante das tantas preocupações que tiram a nossa serenidade e equilíbrio, devemos confiar-nos a Deus. “Ele não resolve magicamente os problemas, mas permite enfrentá-los...
Leia mais

A Quaresma de Janot - Vera Magalhães

27/02/2017 16:52
A Quaresma de Janot - Vera Magalhães - O Estado de S. Paulo   Como diria a canção, todo carnaval tem seu fim. Este ano, junto com a Quaresma, começa a contagem regressiva pela nova “lista do Janot”.   O procurador-geral da República e sua equipe trabalham diuturnamente na...
Leia mais

Ivan Shipov, um herói do Banco Central - Elio Gaspari

27/02/2017 16:29
Ivan Shipov, um herói do Banco Central - Elio Gaspari - O Globo   No ano do centenário do golpe dos bolcheviques em São Petersburgo e do início da Revolução Russa, um domingo de carnaval é boa ocasião para se falar de Ivan Shipov, um burocrata injustamente esquecido na História...
Leia mais

Decretos da Congregação das Causas dos Santos

27/02/2017 16:22
Promulgação de Decretos da Congregação das Causas dos Santos Rádio Vaticana   Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (27/02), o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, ao qual autorizou a promulgar os...
Leia mais

CNBB lança Campanha da Fraternidade 2017

27/02/2017 14:47
CNBB lança Campanha da Fraternidade 2017 na quarta-feira, em Brasília "Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida" é o tema desta edição   Com o tema "Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida", a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente,...
Leia mais

Coluna do Jornalista Cláudio Humberto

27/02/2017 14:30
BRASIL, COMO EUA, DEVE FIXAR MANDATO PARA O STF Nos Estados Unidos, o mandato dos membros da Suprema Corte é vitalício. No Brasil, a idade-limite para permanência de um ministro no Supremo Tribunal Federal agora é 75 anos, após a aprovação da “PEC da bengala”. Essas duas regras podem mudar:...
Leia mais

Carnaval – Aécio Neves - Folha de São Paulo

27/02/2017 14:04
Carnaval – Aécio Neves - Folha de S. Paulo   É uma festa bonita de ver. De Norte ao Sul do país, nas ruas e praças das grandes capitais ou no interior, os brasileiros se entregam ao carnaval com uma paixão contagiante. Não importa se vestido como um rei para desfilar na avenida ou...
Leia mais

Promoção e defesa da Família - News Va

27/02/2017 13:42
Papa aos Párocos: promoção e defesa do Sacramento do Matrimônio e da Família Rádio Vaticana   Cidade do Vaticano (RV) – Em sua série de audiências sucessivas, o Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado (25/02), na Sala Clementina do Vaticano, os participantes no Curso de Formação...
Leia mais

Promover a dignidade dos marginalizados

27/02/2017 13:37
Papa à Comunidade de Capodarco: promover a dignidade dos marginalizados Rádio Vaticana   Cidade do Vaticano (RV) – O Papa concluiu sua série de audiências, na manhã deste sábado (25/02), recebendo na Sala Paulo VI, cerca de 2.600 peregrinos da Comunidade italiana de Capodarco, que,...
Leia mais

Quem sobrará... - Ricardo Noblat

27/02/2017 13:17
Quem sobrará... - Ricardo Noblat - O Globo   “Viva Lula. Viva o PT. Viva a corrupção.” João Doria, prefeito de São Paulo, em resposta aos que o hostilizaram no carnaval.   A história contada pelo primeiro amigo, o advogado José Yunes, parceiro do presidente Michel Temer há...
Leia mais

Doutrina da orgia – Dora Kramer - Veja

27/02/2017 13:06
Doutrina da orgia – Dora Kramer - Veja   Adeptos do vicio pregam virtude   A pretexto de manifestar repúdio à hipocrisia, determinados personagens costumam render homenagens à franqueza. Neste tipo de comportamento se expõe com nitidez quanto à transgressão travestida de...
Leia mais

Os (dez)mandos do populismo - Gustavo Krause

27/02/2017 11:37
Os (dez)mandos do populismo - Gustavo Krause - Blog do Noblat   Há quem diga que populismo não é uma doutrina, mas uma síndrome. Carece de elaboração orgânica e sistemática; as definições se ressentem de ambiguidade conceitual; a divisão arbitrária ocorre entre povo e “não-povo”...
Leia mais

Os criadores e a criatura – Vinicius Mota

27/02/2017 11:06
Os criadores e a criatura – Vinicius Mota - Folha de S. Paulo   Pelos critérios de apoio legislativo e coerência partidária entre Congresso e Executivo, o governo Temer está entre os mais fortes da Nova República. O contraste com sua popularidade rasteira e as constantes baixas no...
Leia mais
1 | 2 | 3 | 4 | 5 >>

Página inicial

STF libera candidatura de Maia à reeleição

02/02/2017 11:25
STF libera candidatura de Maia à reeleição Supremo nega quatro pedidos para barrar candidatura de Maia   • Celso de Mello, decano da Corte, rejeita pedidos de liminares para barrar a candidatura do presidente da Casa; deputado do DEM é favorito e tem apoio do...
Leia mais

Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia

02/02/2017 11:07
Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa e companheira do ex-presidente, durante o Encontro das mulheres e militantes com Lula, na Casa de Portugal do Grande ABC em Santo André (SP) (Leonardo Benassatto/Futura...
Leia mais

Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado

01/02/2017 20:15
Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado   Peemedebista recebeu 61 votos, contra 10 do seu único adversário, José Medeiros. Novo presidente foi citado em delação da Odebrecht   Por Da redação - Site da Revista Veja O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira...
Leia mais

Eunício deve ser eleito hoje no Senado - Estadão

01/02/2017 13:29
Eunício deve ser eleito hoje no Senado • Com apoio da base e da oposição, senador do PMDB é defensor da agenda de reformas do governo Michel Temer, de quem se diz amigo   Ricardo Brito | O Estado de S.Paulo   BRASÍLIA - Num contraponto à tensa disputa ao comando da Câmara,...
Leia mais

Artigo: A grande jogada de mestre ?

01/02/2017 11:40
A grande jogada de mestre ? Por Josenildo Melo   Em se concretizando hoje a filiação de um grande nome da política piauiense; o grande mestre coloca no tabuleiro do xadrez político a concretização de um sonho em prol do Estado do Piauí. E não está errado? Afinal quem é o grande...
Leia mais

Resposta ao desemprego - Míriam Leitão

01/02/2017 11:22
Resposta ao desemprego - Míriam Leitão - O Globo   O principal problema da economia brasileira hoje é o desemprego. Ele é o fruto mais amargo da grave crise na qual o país entrou por má condução da política econômica. Foi o governo Dilma que jogou o emprego nesta queda livre, mas o...
Leia mais

Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato

31/01/2017 11:57
Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato entre cinco Novo relator decidirá sobre sigilo de delação da Odebrecht   • Nome deve ser escolhido entre os integrantes da 2ª Turma do tribunal   Letícia Casado, Valdo Cruz | Folha de S. Paulo   BRASÍLIA - Após a...
Leia mais

Supremo homologa delação da Odebrecht - Estadão

31/01/2017 11:47
Supremo homologa delação da Odebrecht, mas mantém sigilo Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht   • Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa   Breno Pires e Rafael Moraes Moura | O...
Leia mais

Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões

30/01/2017 12:14
Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões Por Rodrigo Carro | Valor Econômico   RIO - Se privatizarem todas as suas estatais, os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul conseguirão abater quase 50% de sua dívida com a União. Levantamento feito pela agência de...
Leia mais

Sinais para a sociedade - Merval Pereira

29/01/2017 13:24
Sinais para a sociedade - Merval Pereira - O Globo   Homologar delações da Odebrecht será bom sinal. Caso a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a “lucidade senhora” nas palavras do músico Tom Zé, homologue as delações dos 77 executivos da Odebrecht, ou pelo...
Leia mais
1 | 2 | 3 | 4 | 5 >>

O desespero do PT – Editorial | O Estado de S. Paulo

O Partido dos Trabalhadores (PT), que, mais do que nunca, não passa de um apêndice de Luiz Inácio Lula da Silva, deflagrará uma “guerra” caso seu timoneiro seja condenado pela Justiça em algum dos diversos processos nos quais é réu. Foi o que anunciou seu porta-voz mais fiel, o ex-ministro Gilberto Carvalho, em entrevista ao jornal Valor.
 
Carvalho não se preocupou, em nenhum momento, em contestar as acusações que pesam contra o Padrinho, pois obviamente não é disso que se trata – e se nem os ativos advogados de Lula da Silva conseguem alinhavar argumentos em sua defesa, por que Carvalhinho o faria? Para Carvalho, como para os petistas em geral, o único crime pelo qual Lula será condenado é o de ter ajudado os pobres. Por essa razão, ele entende que haverá uma mobilização tão grande em defesa de Lula que “eles pensarão duas vezes antes de fazer bobagem”, isto é: os tribunais não terão coragem de confirmar sua eventual condenação. Não há outra maneira de entender as inspiradas palavras de Carvalho – leia-se Lula. Ele aposta que a mística em torno do grande líder será capaz de levar a militância às ruas para intimidar os magistrados.
 
O PT sabe que, se os processos contra Lula forem tratados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa, e não porque a Lava Jato “persegue” Lula, mas sim porque, ao que tudo indica, sobram provas contra ele. Não é à toa que a equipe de advogados destacados para defender Lula, em vez de dedicar-se a refutar as acusações, foi até a ONU para denunciar a suposta perseguição política que estaria sendo empreendida pelo juiz Sérgio Moro contra seu cliente. Além disso, usa as audiências com Moro para irritar o magistrado, tentando fazê-lo sair do sério, o que daria argumentos para sustentar a tese de que ele age contra Lula por motivações pessoais.
 
Para essa gente, a democracia e suas instituições – especialmente a Justiça e a imprensa livre – são inimigas, pois trabalham com fatos, e os fatos a respeito do PT e de Lula são incontestáveis: o partido e seu demiurgo não apenas são os responsáveis pela pior crise econômica da história brasileira, mas também são as estrelas do maior escândalo de corrupção que já se viu no País. Logo, os petistas empenham-se em criar os chamados “fatos alternativos” – nome que se dá a mentiras e distorções criadas para embaralhar a realidade.
 
Assim, Gilberto Carvalho agride a realidade sem nenhum pudor. Primeiro, quer fazer crer que o PT foi na verdade vítima de grande injustiça por parte da “elite”, que “enxergava no PT a raiz e o máximo da corrupção e agora está vendo quem de fato assaltou o País”. Ao dizer que não foi o PT que “de fato” assaltou o País, Gilberto Carvalho aposta suas fichas na tese de que os brasileiros são todos idiotas. Comporta-se como se o PT não fosse o responsável pelo estado da arte que atingiu a corrupção no Brasil.
 
Segundo Gilberto Carvalho, a economia afundou depois que a presidente Dilma Rousseff “começou a mexer no andar de cima”, isto é, quando “fez a redução de juros, não privatizou as elétricas e começou a ir para cima da taxa de lucro das concessões”. Foi então que “o capital começou a perder e acabou a brincadeira”. Isso “acendeu esse ódio” e “radicalizou-se tanto que acabaram destruindo a economia do País”. Ou seja, Carvalho realmente pretende convencer os cidadãos, notadamente os desempregados, de que a responsabilidade pela crise não é dela, e sim de seus inimigos. Segundo Carvalho, o governo de Michel Temer está “destruindo a rede social de proteção que fizemos” e, por isso, “pode começar a ter sublevação social”.
 
É aí que entraria Lula, o Pacificador. O problema é que os “fatos alternativos” dos petistas podem não ser suficientes para esconder a dura realidade de que, além de Lula – que pode não concorrer em razão de seus enroscos com a Justiça –, o PT não tem outro candidato. “Depois do Lula, quem?”, perguntou Gilberto Carvalho. Ao admitir que, sem Lula, o PT pode apoiar Ciro Gomes ou Roberto Requião à Presidência, o ex-ministro deu a exata dimensão do desespero petista.
 
 
Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega
Aposta no prejuízo – Editorial | O Globo
O jogo de azar no Brasil sempre ensejou um submundo de grupos criminosos
 
Os jogos de azar foram banidos do país em 30 de abril de 1946, por decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra, satisfazendo um desejo legítimo da sociedade brasileira. Nessas sete décadas, não faltaram projetos de lei propondo a legalização do jogo. Eles florescem essencialmente em épocas de crise econômica, como a atual, quando argumentos como incremento de arrecadação e geração de empregos ganham mais apelo — especialmente num cenário de estados falidos.
 
Mas os possíveis benefícios da legalização dos jogos de azar não compensariam os inúmeros malefícios. Historicamente, no Brasil, esse negócio sempre esteve atrelado a um submundo de organizações criminosas, que corrompem, matam, lavam dinheiro e agem como autênticos mafiosos nas disputas pelo controle da atividade.
 
 
Estão aí os exemplos do jogo do bicho e dos caça-níqueis. Atividades ilegais, mas que são exercidas amplamente, em alguns casos à luz do dia, sob as vistas grossas de autoridades e da própria sociedade.
 
Em maio de 1993, 14 chefões do jogo do bicho foram condenados pela juíza Denise Frossard por crime de formação de quadrilha. A decisão histórica, além de colocar os bicheiros na cadeia, teve a importância de revelar como agia o “tribunal” da contravenção, em que bicheiros se reuniam para combinar a morte de seus adversários.
 
Por trás das clandestinas máquinas de caça-níqueis, também se esconde hoje uma rede de criminalidade que se faz notar pelos homicídios decorrentes da disputa pelos pontos de jogo. A julgar pelo histórico de assassinatos, é difícil acreditar que a simples legalização da atividade faria com que os inimigos selassem a paz.
 
Mas há outros aspectos a serem levados em conta. Está comprovado que jogos de azar aumentam os casos de endividamento das famílias. Já aconteceu no Brasil, no tempo em que eles eram liberados, e ocorre em outros países.
 
Aqueles que defendem a legalização da atividade apresentam exemplos e números que mostram apenas um lado da questão. A cidade americana de Las Vegas, meca dos jogos, por exemplo, está localizada num país que tem um sistema de controle de lavagem de dinheiro muito mais eficiente do que o nosso.
 
Além disso, nossas cidades têm outras vocações. Desfrutam de natureza exuberante. Se a questão é aumentar a arrecadação e o fluxo turístico, a discussão precisa ser outra. Deve-se perguntar por que não se trata o turismo de forma profissional, por que não se dá segurança ao turista, por que a infraestrutura é tão precária, por que alguns serviços são tão ruins e por que não se consegue viabilizar economicamente cidades localizadas em cenários paradisíacos.
 
Cidades que tinham suas economias atreladas ao jogo, como as estâncias hidrominerais do Sul de Minas, certamente sofreram impacto com o fechamento dos cassinos. Mas isso foi há 70 anos. Nesse período, o país mudou, a internet revolucionou costumes, novas vocações surgiram. Deixar-se iludir por uma atividade que há muito foi rechaçada pela sociedade brasileira é apostar na volta de um passado sombrio.
 
 
Problemas estruturais – Editorial | O Globo
• Não há ideologia capaz de refutar a lógica que leva o sistema brasileiro à falência
 
Era inexorável a contaminação político-ideológica do debate sobre as reformas necessárias para retirar o país da crise fiscal, sendo uma das principais a da Previdência. Mesmo em tempos menos tensos isto não deixaria de ocorrer. Como acontece na Europa ocidental — região de economias e sociedades desenvolvidas —, sempre que é necessário rever mecanismos de seguridade social.
 
É o caso do Brasil. Mas aqui há o agravante de a missão de fazer estas reformas ter ficado com o governo de Michel Temer, vice de Dilma Rousseff (PT), retirada do Planalto por um processo de impeachment, apoiado, entre outros, pelo partido de Temer (PMDB), e instaurado por crimes de responsabilidade cometidos pela presidente ao desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal.
 
Há, portanto, uma carga adicional nas críticas feitas à reforma da Previdência, forçada por simples lógica aritmética: as despesas com benefícios previdenciários e pensões ultrapassam a receita proveniente das contribuições dos trabalhadores no setor formal da economia (com carteira assinada), e são estruturalmente crescentes. No ano passado, o déficit quebrou a barreira dos R$ 100 bilhões, com projeções muito preocupantes. E o desemprego não explica tudo.
 
As razões que impõem esta reforma — que chega tarde, daí precisar ser dura —, de fundo demográfico, são idênticas às que volta e meia impelem países desenvolvidos a fazer o mesmo, e com iguais desdobramentos: incompreensão de muitos e temor dos políticos. Este é um dos momentos em que se vê a diferença entre a estatura dos homens públicos.
 
No atual debate sobre a reforma da Previdência, uma corrente tenta desqualificar o déficit com argumentos fantasiosos. Dependendo da forma como se torturem as estatísticas, elas mostram qualquer cenário. Até que a Previdência brasileira é superavitária. Basta, por exemplo, retirar do INSS a aposentadoria rural, e tachá-la de benefício social, alocado em alguma rubrica fora do INSS. É simples, mas mentiroso. Não se consegue esconder que as despesas do Estado, não importa onde estejam registradas, geram um déficit enorme, na faixa dos 9% do PIB. E se tirarmos dos gastos os juros, uma conta elevada, mesmo assim há um rombo acima de 2% do PIB. Mais: das despesas primárias (sem os juros), os gastos previdenciários já são mais de 40%. Logo, é preciso revê-los.
 
Sob o aspecto demográfico, a Previdência, como está, fica ainda mais insustentável. Pois, num país em que a expectativa de vida da população está felizmente em alta e já passa dos 75 anos, o fato de a idade média de se aposentar ser de 58 anos é um problema estrutural grave. E, como a faixa jovem da população tende proporcionalmente a ficar menor, é indiscutível que o INSS estará falido em algum tempo. Afinal, mais pessoas receberão benefícios por mais tempo e menos contribuirão para o INSS. Não há ideologia que refute esta verdade e desqualifique a proposta de uma idade mínima (65 anos) para a habilitação à aposentadoria, como na maioria dos países.

A salgada conta de Dilma – Editorial | O Estado de S. Paulo

No dia 23 de janeiro de 2013, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento em cadeia nacional para anunciar, em tom de campanha eleitoral, a prometida redução nas contas de luz em todas as regiões do País. Ela apresentou a medida como sendo o final feliz de sua política para o setor elétrico, cuja implantação havia se iniciado no ano anterior, com a controvertida Medida Provisória (MP) 579/2012. Desde sua edição, a MP vinha recebendo fortes críticas, em razão da desorganização que estava causando no setor.
 
No pronunciamento oficial, Dilma Rousseff fez troça de seus críticos. “Estamos vendo como erraram os que diziam meses atrás que não iríamos conseguir baixar os juros nem o custo da energia e que tentavam amedrontar o nosso povo, entre outras coisas, com a queda do emprego e a perda do poder de compra do salário”, disse a presidente. Como agora é mais que evidente – quatro anos depois do episódio –, os críticos de Dilma estavam certos e ela, errada. Até hoje o voluntarismo da presidente afastada por crime de responsabilidade gera nefastos efeitos para a população.
 
Proximamente o consumidor sentirá na pele mais uma consequência da desastrada política de Dilma Rousseff. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o pagamento na conta de luz de indenizações às transmissoras de energia elétrica, no valor de R$ 62,2 bilhões. A origem desses valores está relacionada a investimentos em melhoria e expansão de linhas e subestações anteriores ao ano 2000, que até hoje não foram integralmente pagos. A questão envolve Dilma Rousseff, já que mais da metade do atual valor – R$ 35 bilhões, segundo cálculos da Aneel – está diretamente relacionada aos efeitos financeiros de sua política para o setor elétrico.
 
Para reduzir a conta da energia elétrica em 2013, Dilma atrasou o pagamento dessas indenizações. No seu pronunciamento na TV, Dilma omitiu esse ponto, mas agora a conta chegou. “O fato de não ter sido pago naquela época imputou hoje valor considerável para o consumidor, que não teve gestão na decisão de pagar ou não”, disse Reive Barros, diretor do órgão regulador. A Aneel estima um aumento entre 1,13% e 11,45%, com um impacto médio de 7,17% na conta de luz.
 
O valor exato do reajuste, que vigorará a partir do mês de julho, é ainda desconhecido, já que o preço cobrado do consumidor depende de outros itens, como, por exemplo, subsídios, custo de geração da energia de Itaipu e a variação cambial. O prazo, no entanto, já é conhecido. A cobrança da indenização na conta de luz durará pelos próximos oito anos. Até 2025 o consumidor lembrará todo mês da manobra eleitoreira de Dilma Rousseff na conta de luz.
 
Há ainda outro ponto importante. O custo para o País da política implantada pela presidente Dilma Rousseff para o setor elétrico foi bem mais alto que os R$ 35 bilhões. Além do que o consumidor pagará agora em razão do atraso no pagamento das indenizações às transmissoras, o Tesouro Nacional bancou, por um longo período, parte da redução da conta de luz. Ou seja, recursos públicos, oriundos da arrecadação de impostos, foram utilizados para custear a artificial diminuição no valor da conta de luz.
 
Tratava-se de uma ilusão a redução do preço da energia, que continuava custando o mesmo valor. A única mudança era que parte do valor era paga pelo contribuinte de maneira indireta, por meio dos recursos do Tesouro Nacional. Esse modo inventado por Dilma para maquiar o valor real da conta de luz agravou ainda mais o déficit fiscal, com os conhecidos efeitos desse desequilíbrio nas contas do governo – mais inflação, juros mais altos, menos confiança na capacidade de o Estado honrar suas dívidas, menos investimentos.
 
A presidente Dilma Rousseff não reduziu a conta de luz. Na verdade, o que ela fez foi obrigar o País a pagar, com altos juros, o preço de sua política populista e eleitoreira. A conta, na verdade, só ficou mais salgada. Até 2025.

 

Juros na contramão – Editorial | Folha de S. Paulo

Um dos motivos a tornar a recessão brasileira mais longa e aguda que o habitual é o gargalo do endividamento das empresas e famílias. Sob a pressão dos compromissos financeiros, cortam-se gastos e investimentos, retardando a retomada da economia.
 
Nesse contexto, uma redução substancial dos juros torna-se ainda mais decisiva para o retorno do crescimento. Tal agenda, contudo, não se limita ao abrandamento da política do Banco Central.
 
Como se sabe, a taxa fixada pelo BC, a Selic, baliza os juros pagos pela rede bancária aos poupadores e os cobrados dos devedores, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Em princípio, a queda da taxa deve levar todas as demais para baixo; na prática, a transmissão não tem se dado de maneira tão direta.
 
Com a inflação finalmente sob controle, abriram-se perspectivas favoráveis para o corte acelerado da Selic –que, desde outubro, caiu de 14,25% a 12,25% anuais. Projetam-se 9,5% até o final deste ano; mesmo uma baixa a 8% em 2018 deixou de ser implausível.
 
As hipóteses mais otimistas pressupõem que a agenda de reformas, sobretudo a previdenciária, continue em marcha. Conta-se ainda com algum ajuste dos orçamentos em todos os níveis de governo.
 
Para que a economia real de fato se beneficie, porém, é preciso que famílias e empregadores sintam a diferença no custo dos empréstimos e financiamentos. Quanto a isso, sinais de progresso são tênues.
 
Conforme relatório do BC, os juros cobrados de pessoas físicas e jurídicas –já muito distantes de qualquer padrão civilizado– elevaram-se ainda mais em janeiro. Em operações cotidianas, empresas pagaram taxa média de 28,8% ao ano; consumidores tiveram de arcar com asfixiantes 72,7%.
 
Tais discrepâncias são antigas. Governo e setor bancário prosseguem debatendo o tema nos termos de sempre: os culpados seriam a elevada inadimplência, a ineficiência na recuperação de garantias e os pesados impostos.
 
Isso, no entanto, é apenas parte da história. Pouco se fala, por exemplo, da elevada concentração bancária, que facilita comportamento oligopolista.
 
Pior, mal se avançou numa medida que beneficia de maneira direta os clientes –o cadastro positivo, que permite aos bons pagadores apresentar seu histórico de crédito em qualquer lugar. Os bancos dizem aprovar a ideia, mas parecem temer o compartilhamento de informações exclusivas que detêm.
 
Há distorções cultivadas ao longo de décadas de juros anômalos. O contraste entre a queda da Selic e a resistência das elevadas taxas cobradas dos consumidores explicita a urgência de corrigi-las.
 
 


Contato

Jornalista Josenildo Melo

Teresina - Piauí - Brazil

josenildomelo@bol.com.br


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!