Notícias

Manifestações e reforma | Murillo de Aragão

29/04/2017 19:01
Manifestações e reforma | Murillo de Aragão - O Estado de S.Paulo   Protesto não tocou a alma da cidadania   As manifestações pelo Brasil não lograram atingir seu objetivo, que era o de paralisar o País de forma ampla em protesto contras as reformas encaminhadas pelo...
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Papa conclui viagem internacional ao Egito

29/04/2017 17:09
Papa conclui viagem internacional ao Egito Rádio Vaticana   Cairo (RV) - O Papa Francisco concluiu, na tarde deste sábado (29/04), sua 18ª viagem apostólica internacional que desta vez o levou ao Egito.    Após a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional do...
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Papa ao clero: a inveja é um câncer que arruína o corpo

29/04/2017 17:05
Papa ao clero: a inveja é um câncer que arruína o corpo  Rádio Vaticana   Cairo (RV) - O Papa Francisco encontrou-se, na tarde deste sábado (29/04), no Seminário Patriarcal, no Cairo, com o clero, religiosos e seminaristas para um encontro de oração.    Francisco...
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Porandubas Políticas por Gaudêncio Torquato

29/04/2017 16:59
Porandubas Políticas Por Gaudêncio Torquato   Abro a coluna com uma historinha hilária de PE.   Verbo não "vareia"   A Câmara Municipal de Paulista/PE vivia sessão agitada em função da discussão de um projeto enviado pelo prefeito, que pedia crédito para...
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Sem adesão popular | Merval Pereira

29/04/2017 16:55
Sem adesão popular | Merval Pereira - O Globo   A greve de ontem, que antes de ser “geral” foi mais um imenso protesto de sindicatos e associações de classe, pode ter sido um sucesso do ponto de vista classista, mas não houve indicações de adesão popular às causas prioritárias do...
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Greve Geral fez barulho, mas não parou o país

29/04/2017 16:20
‘GREVE GERAL’ FEZ BARULHO, MAS NÃO PAROU O PAÍS Já no início da manhã o Palácio do Planalto celebrava o fiasco da “greve geral” convocada por sindicalistas ligados à CUT, braço sindical do PT. Protestos foram realizados, mas o País não parou, segundo avaliação do sistema de monitoramento do...
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Moro devolve ao planalto 26 objetos que Lula levou

29/04/2017 16:15
QUE VERGONHA, LULA MORO DEVOLVE AO PLANALTO 26 OBJETOS DE VALOR QUE LULA LEVOU COM ELE   SERÃO DEVOLVIDOS AO GOVERNO ESCULTURAS, COROA, ESPADA, MOEDAS...   Redação - Diário do Poder   O juiz federal Sérgio Moro autorizou a Presidência da República a incorporar ao...
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Os segredos que Palocci vai revelar - IstoÉ

29/04/2017 15:22
Os segredos que Palocci vai revelar Germano Oliveira e Eduardo Militão - Site da Revista IstoÉ   O ex-ministro Antonio Palocci é um pote até aqui de mágoa. Na última semana, movido por esse sentimento que o consome desde setembro de 2016, quando foi preso em Curitiba, o homem forte...
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A delação de Palocci é um terremoto à vista - Veja

29/04/2017 13:19
A delação de Palocci é um terremoto à vista Antonio Palocci, preso há 214 dias (Vagner Rosário/VEJA)   O ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff está disposto a contar tudo o que sabe   Por Da Redação - Site da Revista Veja   O ex-ministro Antonio Palocci...
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Greve afeta transporte e comércio - Estadão

29/04/2017 13:10
Greve afeta transporte e comércio e termina com atos de vandalismo Manifestação contra reformas afeta as grandes cidades e termina em violência   Greve começou na madrugada desta sexta e, com adesão de trabalhadores do setor de transporte, ruas das principais cidades ficaram vazias...
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Protesto de centrais afeta transportes e tem violência

29/04/2017 10:33
Protesto de centrais afeta transportes e tem violência Sindicalistas bloqueiam vias e estradas; no Rio, ônibus foram queimados   Temer lamenta ‘graves incidentes’ no Rio e reafirma compromisso com reformas   A greve geral convocada pelas centrais sindicais contra as...
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Greve atinge transportes e escolas em dia de confronto

29/04/2017 10:26
Greve atinge transportes e escolas em dia de confronto Protestos atingem 130 cidades e terminam em confronto no Rio e SP   - Folha de S. Paulo   SÃO PAULO, RIO - Confrontos e depredações, estradas e avenidas bloqueadas, além de dezenas de manifestantes...
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Íntegra do discurso do Papa às autoridades egípcias

28/04/2017 19:31
Íntegra do discurso do Papa às autoridades egípcias Rádio Vaticana   Cairo (RV) - O Papa Francisco iniciou, nesta sexta-feira (28/04), a sua 18ª viagem apostólica internacional que desta vez o levou ao Egito.  Segue a íntegra do discurso proferido pelo Santo Padre às...
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O primeiro dia do Papa no Cairo: gratidão e amizade

28/04/2017 19:28
O primeiro dia do Papa no Cairo: gratidão e amizade  Rádio Vaticana   Cairo (RV) – Como o slogan da visita anunciava, o Papa Francisco viveu seu primeiro dia no Egito como mensageiro de paz.   Este foi o tema recorrente de seus pronunciamentos nos três discursos...
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Número de partidos tem de cair em 2018

28/04/2017 09:02
Número de partidos tem de cair em 2018, dizem analistas Participantes do 'Debate Estadão' dizem que cláusula de barreira e fim de coligações proporcionais são necessários   Adriana Ferraz e Daniel Weterman | O Estado de S.Paulo   SÃO PAULO - Não dá mais para esperar....
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Aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil

28/04/2017 07:13
Mensagem da CNBB aos trabalhadores (as) do Brasil: “Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas” AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL MENSAGEM DA CNBB   “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)   A Conferência Nacional dos...
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A reação dos políticos | Luiz Carlos Azedo

27/04/2017 17:07
A reação dos políticos | Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense   Com o volume de provas recolhidas pela Lava-Jato, está cada vez mais difícil separar as contas das campanhas de Dilma e de Temer   O Senado aprovou ontem, por 54 votos a 19, o projeto de lei que endurece as...
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Mudança incompleta | Míriam Leitão

27/04/2017 14:16
Mudança incompleta | Míriam Leitão  O Globo   Reforma trabalhista tem várias lacunas, mas vai na direção correta. A reforma trabalhista não resolve os inúmeros problemas do mercado de trabalho, mas dá passos importantes. Permanece sem solução a maior das questões, a de um...
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O povo tem direito de se manifestar diz Cardeal

27/04/2017 13:39
Cardeal Odilo Pedro Scherer: “O povo tem direito de se manifestar, de pedir esclarecimentos” Durante a primeira entrevista coletiva à imprensa da 55ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), os jornalistas questionaram os bispos sobre manifestações populares e sobre a Reforma da...
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Expectativa x realidade | Vera Magalhães

27/04/2017 06:38
Expectativa x realidade | Vera Magalhães - O Estado de S. Paulo   Os políticos abatidos pelo listão da Odebrecht adotaram o pragmatismo político e já estão revendo os cálculos eleitorais para o ano que vem   Passada a temporada de negativas indignadas, os políticos abatidos...
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Vaticano fará ecoar ao mundo a voz da 55ª Assembleia

26/04/2017 18:46
Rádio Vaticano fará ecoar ao mundo a voz da 55ª Assembleia Geral Silvonei José e o Papa Francisco   A Rádio Vaticano, conhecida como a “Rádio do Papa”, estará presente na 55ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontece de 26 de abril a 05 de maio, no Santuário Nacional de...
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A 55ª Assembleia Geral da CNBB - Dom Sérgio

26/04/2017 18:34
Dom Sergio: “que o povo brasileiro tenha vida neste tempo tão desafiador de crise política e econômica” A 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi aberta nesta quarta-feira, dia 26 de abril, durante cerimônia realizada no Centro de Eventos Padre Vitor...
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A força do Planalto | Luiz Carlos Azedo

26/04/2017 17:31
A força do Planalto | Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense   O fim do imposto sindical representa uma verdadeira reforma, pois teria como repercussão imediata o enxugamento e a redução do número de sindicatos   Palácio do Planalto deu uma demonstração de força ontem na...
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Leia o novo artigo: Todos contra as reformas?

26/04/2017 16:51
Leia o novo artigo: Todos contra as reformas? Por Josenildo Melo   Reforma é a ação e o efeito de reformar ou de se reformar. Este verbo, por sua vez, significa voltar a formar, refazer, modificar algo, emendar ou corrigir. Algo está errado? Será se somente o governo federal está...
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SOS Previdência! | José Márcio Camargo*

25/04/2017 18:43
SOS Previdência! | José Márcio Camargo* - O Estado de S. Paulo   Afinal, onde estão médicos, cientistas, educadores, sanitaristas, etc., diante do lobby contra a reforma?   Poucas coisas conseguem comandar tanto consenso em Economia quanto a afirmação de que o crescimento...
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O erro repetido | Míriam Leitão - O Globo

25/04/2017 18:32
O erro repetido | Míriam Leitão - O Globo   Está acontecendo com a reforma da Previdência de Temer o que aconteceu com todas as outras. As pressões corporativas aumentam, o governo cede em partes, e cada vez há mais concessões a fazer. Depois, o governo decide que qualquer reforma é...
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O alcance da reforma trabalhista | José Pastore*

25/04/2017 18:08
O alcance da reforma trabalhista | José Pastore* - O Estado de S. Paulo   A aprovação desse projeto de lei trará efeitos benéficos de curto e longo prazos para os brasileiros   Há exatos trinta anos, em parceria com o professor Helio Zylberstajn, dizíamos: “O sistema...
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Tarefa inacabada | Gustavo Müller

25/04/2017 17:58
Tarefa inacabada | Gustavo Müller - O Globo   Todos os presidentes pós-1988 tentaram em maior ou menor grau reformas constitucionais   Em sua obra sobre a República Velha, Edgard Carone definiu como marca daquele período a luta entre a Constituição e a política. De um lado,...
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Burke sobre viagem ao Egito: não há preocupação

25/04/2017 04:31
Burke sobre viagem do Papa ao Egito: não há preocupação Cidade do Vaticano (RV) - Não há preocupação com a visita do Papa ao Egito: Francisco utilizará automóvel normal, não blindado. O porta-voz vaticano, Greg Burke, deu alguns detalhes sobre a 18ª viagem apostólica internacional do...
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A democracia sitiada | Sérgio Abranches

24/04/2017 21:22
A democracia sitiada | Sérgio Abranches  Folha de S. Paulo / Ilustríssima   Quando começou a escrever "Ruling the Void" (governando o vácuo), em 2007, o politólogo Peter Mair tocou no ponto nevrálgico da crise que atinge a democracia em todo o mundo. Especialista em política...
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STF libera candidatura de Maia à reeleição

02/02/2017 11:25
STF libera candidatura de Maia à reeleição Supremo nega quatro pedidos para barrar candidatura de Maia   • Celso de Mello, decano da Corte, rejeita pedidos de liminares para barrar a candidatura do presidente da Casa; deputado do DEM é favorito e tem apoio do...
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Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia

02/02/2017 11:07
Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa e companheira do ex-presidente, durante o Encontro das mulheres e militantes com Lula, na Casa de Portugal do Grande ABC em Santo André (SP) (Leonardo Benassatto/Futura...
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Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado

01/02/2017 20:15
Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado   Peemedebista recebeu 61 votos, contra 10 do seu único adversário, José Medeiros. Novo presidente foi citado em delação da Odebrecht   Por Da redação - Site da Revista Veja O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira...
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Eunício deve ser eleito hoje no Senado - Estadão

01/02/2017 13:29
Eunício deve ser eleito hoje no Senado • Com apoio da base e da oposição, senador do PMDB é defensor da agenda de reformas do governo Michel Temer, de quem se diz amigo   Ricardo Brito | O Estado de S.Paulo   BRASÍLIA - Num contraponto à tensa disputa ao comando da Câmara,...
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Artigo: A grande jogada de mestre ?

01/02/2017 11:40
A grande jogada de mestre ? Por Josenildo Melo   Em se concretizando hoje a filiação de um grande nome da política piauiense; o grande mestre coloca no tabuleiro do xadrez político a concretização de um sonho em prol do Estado do Piauí. E não está errado? Afinal quem é o grande...
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Resposta ao desemprego - Míriam Leitão

01/02/2017 11:22
Resposta ao desemprego - Míriam Leitão - O Globo   O principal problema da economia brasileira hoje é o desemprego. Ele é o fruto mais amargo da grave crise na qual o país entrou por má condução da política econômica. Foi o governo Dilma que jogou o emprego nesta queda livre, mas o...
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Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato

31/01/2017 11:57
Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato entre cinco Novo relator decidirá sobre sigilo de delação da Odebrecht   • Nome deve ser escolhido entre os integrantes da 2ª Turma do tribunal   Letícia Casado, Valdo Cruz | Folha de S. Paulo   BRASÍLIA - Após a...
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Supremo homologa delação da Odebrecht - Estadão

31/01/2017 11:47
Supremo homologa delação da Odebrecht, mas mantém sigilo Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht   • Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa   Breno Pires e Rafael Moraes Moura | O...
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Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões

30/01/2017 12:14
Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões Por Rodrigo Carro | Valor Econômico   RIO - Se privatizarem todas as suas estatais, os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul conseguirão abater quase 50% de sua dívida com a União. Levantamento feito pela agência de...
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Sinais para a sociedade - Merval Pereira

29/01/2017 13:24
Sinais para a sociedade - Merval Pereira - O Globo   Homologar delações da Odebrecht será bom sinal. Caso a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a “lucidade senhora” nas palavras do músico Tom Zé, homologue as delações dos 77 executivos da Odebrecht, ou pelo...
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No limite do achincalhe | João Domingos

- O Estado de S. Paulo
 
Com a Operação Lava Jato, muitas coisas têm brotado dos subterrâneos. Algumas delas, em forma de raízes fortalecidas pelo medo da prisão e pela maturação do tempo: as delações premiadas. Tal fenômeno mostra que, de todos os bens acumulados pelos suspeitos, a liberdade é o mais indispensável. Tão indispensável que a fidelidade a alguém ao qual se foi muito próximo pula para o último plano.
 
As delações do ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral, do casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, marqueteiros de uma campanha do ex-presidente Lula e de duas de Dilma Rousseff, e dos executivos e ex-executivos da Odebrecht provam tudo isso. Nenhuma amizade foi capaz de segurar a intangível busca pela liberdade.
 
Chegou agora a vez de o ex-ministro Antonio Palocci buscar um jeito de sair da prisão. Esqueça o partido, esqueça os amigos. Palocci disporia de informações que poderiam comprometer Lula seriamente com as propinas pagas pela Sete Brasil, empresa surgida em 2010, cujo plano era construir 29 sondas para o pré-sal e atrair, até 2020, cerca de US$ 25 bilhões, algo em torno de R$ 80 bilhões. Fundos de pensão pressionados pelo governo federal, bancos estatais e privados, Odebrecht e Queiroz Galvão investiram na Sete R$ 8 bilhões. Hoje a empresa está em processo de recuperação judicial.
 
Palocci foi ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma. Fora do governo, manteve uma empresa de consultoria influente. Não é nada demais. Como ex-ministro deveria carregar apenas segredos de Estado e por eles se responsabilizar. Mas as coisas não são bem assim. Houve no Brasil, nos últimos tempos, um conluio entre o público e o privado de tal monta que o governo quase foi privatizado. Parte da própria legislação brasileira está sob suspeita de ter sido comprada.
 
Entrar para um ministério pode ser o sonho de muita gente, talvez até a abertura de portas para a riqueza. Mas é também uma aventura perigosa. O economista Gil Castello Branco foi cotado para assumir o Ministério da Transparência logo que se falou na possibilidade de Michel Temer chegar à Presidência da República. Ele disse não antes que o convite oficial fosse feito. Castello Branco, da ONG Contas Abertas, foi o primeiro a descobrir que o governo de Dilma Rousseff havia feito manobras para melhorar os resultados primários, depois conhecidas por pedaladas fiscais. Resultaram no impeachment de Dilma.
 
Especialista em contas públicas, Castello Branco é mais do que credenciado para assumir uma pasta como a da Transparência. Refugou porque, na opinião dele, o ministério, qualquer um, é uma máquina de moer homens de bem. Diz ele: “Quanto mais alto o cargo, maiores as tentações”.
 
Tudo o que Castello Branco fala é baseado em experiências próprias. Em 1989, funcionário de carreira dos Correios, ele foi chamado para tocar uma superintendência que cuidava dos imóveis funcionais. Logo descobriu que Maria Isabel C. Afonso Pereira mantinha um imóvel em Brasília, mas ficava lá no Maranhão. Ele requisitou o apartamento de volta para a União. Em pouco tempo, o governador do Maranhão, Epitácio Cafeteira, ligou para a repartição e mandou desfazer tudo. Perguntou se alguém ali sabia o que era o C. do nome de Isabel. Informou então que o C era de Cafeteira. E que Isabel era sua mulher.
 
Castello Branco foi exonerado e nomeado para a Secretaria do Patrimônio. Quis cobrar dos que ocupam terrenos de marinha, da União, uma taxa compatível. Foi obrigado a sair. Viu o balanço dos Correios pular de negativo para positivo numa manobra política. Levou o caso ao ministro. Perdeu o cargo. “Ou você se achincalha, ou tem de ir embora. Eu preferi ir embora e montar a ONG.”
 
Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega
Greve compulsória – Editorial | O Estado de S. Paulo
Como era previsível, milhões de trabalhadores tiveram de aderir compulsoriamente à tal “greve geral” convocada pelas centrais sindicais para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária. A título de defender os direitos desses mesmos trabalhadores, os sindicalistas cassaram-lhes o elementar direito de trabalhar, por meio da paralisação dos transportes coletivos. E aqueles que tentaram chegar ao trabalho de outras maneiras foram igualmente impedidos ou tiveram imensa dificuldade graças ao bloqueio criminoso de ruas, avenidas e estradas realizado por “movimentos sociais” que se comportam como bandos de delinquentes. Quando e onde nenhuma dessas táticas funcionou, os sindicalistas partiram para a pancadaria pura e simples.
 
Os acontecimentos de ontem serviram para mostrar que, embora haja uma insatisfação generalizada com o atual governo, a representatividade dos organizadores da balbúrdia travestida de “greve geral” é pífia. A maioria dos brasileiros tem manifestado, nas pesquisas de opinião, seu desagrado com as reformas – naturalmente impopulares –, mas deixou claro ontem que não compactua com a violência nem com a exploração mesquinha de sua insatisfação por parte de grupelhos político-sindicais. Com seus principais líderes acuados por inúmeras denúncias de corrupção e depois de terem provocado a maior crise econômica da história brasileira quando estiveram no governo, deixando mais de 14 milhões de desempregados, esses tipos sabem que, no voto, não têm mais como ganhar – então partem para o grito.
 
Não faltaram imagens e situações para simbolizar essa disposição truculenta da tigrada. Em São Paulo, pequenos grupos de baderneiros queimaram pneus para interromper o trânsito em diversos pontos, impedindo a livre circulação de quem queria chegar ao trabalho. A mesma tática foi usada em várias outras capitais.
 
No caso de São Paulo, a polícia foi rápida e interveio para liberar a passagem, prendendo vários desses vândalos. No entanto, como eles não desistem, havia a perspectiva de mais violência até o final do dia de ontem, em manifestações cujo único propósito era tumultuar ainda mais a vida dos paulistanos.
 
Em muitas cidades, sindicalistas, como verdadeiros mafiosos, obrigaram comerciantes a fechar as portas e agrediram quem ousasse desafiá-los. Houve pancadaria dentro do Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, protagonizada por integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) devidamente uniformizados, assustando os passageiros que apenas queriam embarcar para cumprir seus compromissos. Também no Rio, decerto contrariados com o fato de que o transporte não parou, os sindicalistas depredaram ônibus.
 
Tudo isso indica claramente o fracasso de um movimento de espertalhões que pretendia sequestrar o descontentamento da população para utilizá-lo como arma contra o governo que tenta consertar o estrago legado pelo PT. Nada disso significa, é claro, que eles vão desistir e se resignar. Ao contrário: continuarão a agredir a verdade dos fatos e a tentar confundir a opinião pública para se apresentarem como solução dos problemas que eles mesmos criaram.
 
Por isso, não surpreende que o principal chamamento para a tal “greve geral” tenha partido do próprio PT, que para tanto fez uso até do horário eleitoral a que tem direito na TV, pago com dinheiro do contribuinte. E por isso não surpreende que o chefão petista, Lula da Silva, tenha aproveitado o ensejo de uma greve que ele considerou um “sucesso total” para anunciar-se candidato a presidente: “Hoje eu posso dizer com certeza: quero ser candidato a presidente outra vez. Vou pedir ao povo brasileiro a licença para votar em mim”.
 
Lula e PT apelam descaradamente ao embuste, transformando em “grevistas” os cidadãos impedidos de trabalhar pelo gangsterismo sindical, porque sabem que não lhes restam muitas alternativas – num cenário em que o outrora poderoso partido luta para não se transformar em nanico nas próximas eleições e em que o demiurgo petista tem mais chance de ir para a cadeia do que para o Palácio do Planalto.
Interesses cruzados | Leandro Colon
- Folha de S. Paulo
 
A linha de corte criada por Michel Temer para definir a vida de ministros implicados pela Odebrecht deu certo fôlego ao Planalto, mas entregou à Procuradoria-Geral da República responsabilidade sobre o futuro do governo.
 
A regra tem preservado os ministros investigados, mesmo que, para abertura dos inquéritos, o Supremo tenha considerado a existência de indícios de que cometeram crimes.
 
Pelos critérios do presidente, o ministro que for denunciado pela PGR será afastado temporariamente. A demissão deve ocorrer no caso de o Supremo transformá-lo em réu.
 
Oito ministros estão na lista de inquéritos. É improvável que o tribunal julgue até o fim de 2018 possíveis denúncias contra todos eles.
 
A regra de Temer é frágil porque, uma vez fora do governo, dificilmente um ministro retorna. O presidente sabe que uma denúncia da PGR, e não uma decisão do STF, pode estabelecer quem sai da Esplanada.
 
Reportagem da Folha deste domingo (23) mostrou que Temer pretende indicar um aliado do procurador-geral, Rodrigo Janot, à sucessão do próprio, marcada para setembro.
 
Janot poupou o presidente dos inquéritos da Odebrecht por considerar que ele tem "imunidade temporária" no cargo. O peemedebista é citado como personagem de reunião vinculada a acerto de propina.
 
O procurador tem feito circular a versão de que não quer um terceiro mandato. Seus aliados agem nos bastidores para garantir o substituto, enquanto os adversários de Janot na procuradoria articulam nomes.
 
Temer vai escolher um dos indicados da listra tríplice da associação de procuradores, sem precisar optar pelo mais votado pela classe.
 
Em meio a reformas importantes no Congresso, o presidente quer segurar até quando for possível ministros de peso e sob investigação, como Eliseu Padilha e Moreira Franco.
 
E não interessa ao grupo de Janot dentro da PGR perder a condução da Lava Jato a partir de setembro.
A ‘greve geral’ das corporações – Editorial | O Globo
A tática de bloquear vias impediu o acesso aos locais de trabalho, mas gerou um fato político ao qual o governo deu a resposta certa: não suspende as reformas
 
A chamada greve geral convocada contra as reformas da Previdência e trabalhista foi um retrato dos interesses que se sentem contrariados com as mudanças. São grupos que defendem a manutenção de vantagens de sindicatos e de segmentos da máquina do estado que se beneficiam de ganhos na aposentadoria e nos salários.
 
A greve foi um espelho da resistência de corporações sindicais, e outras, a revisões cruciais para que a economia volte a crescer, e os 14,2 milhões de desempregados comecem a reocupar vagas no mercado de trabalho. Todos vítimas de uma crise derivada da irresponsabilidade fiscal dos governos lulopetistas, dos quais essas corporações também se beneficiaram.
 
A violência verificada ontem no Centro do Rio está dentro deste quadro de negação dos problemas pelos quais o país passa, e reflete a defesa de benefícios que o Estado do Rio de Janeiro, quebrado, não pode mais sustentar.
 
Tem sido este o padrão de manifestações enquanto tramita, com dificuldade, na Assembleia Legislativa (Alerj), a aprovação de contrapartidas à ajuda da União, por sua vez ainda na dependência do Congresso. Nada adianta queimar ônibus, ato em prejuízo da grande massa que usa o meio de transporte.
 
Desde cedo, os organizadores da greve trataram de bloquear estradas, vias importantes nas cidades, estações terminais de coletivos etc., para impedir a circulação das pessoas.
 
A intenção era evitar ao máximo o acesso aos locais de trabalho. Se sindicatos não têm representatividade para que braços sejam cruzados por decisão própria, que se bloqueiem ruas e estradas. Assim foi feito. A Ponte Rio-Niterói chegou a ser paralisada por piquete. Em São Paulo, a tática foi a mesma, também com o uso de barreiras feitas com pneus em chamas. No final da tarde, a CUT, central sindical do PT, estimou que 35 milhões fizeram greve. Impossível saber ao certo.
 
Mas não se pode desprezar o fato político, por mais previsível que fosse ele, com seus esperados participantes — militantes desgostosos da possibilidade do fim do imposto sindical, por exemplo.
 
Autoridades do governo Temer, no decorrer do dia, transmitiram a mensagem correta de que o governo não recuaria nas reformas, confirmada depois por nota do presidente. Até porque não pode, diante da situação do país. Houve mesmo quem fizesse um paralelo com o enfrentamento firme da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, em meados dos ano 80, dos mineiros em greve. O governo não cedeu a uma longa paralisação, e Thatcher pôde continuar com seu programa de reformas.
 
Guardadas as diferenças de época e de países, o exemplo remete para a necessidade, principalmente do Congresso, de entender as causas dessa resistência e perceber que a grande maioria que não foi às ruas ontem é que será prejudicada em qualquer recuo.

A greve e as reformas – Editorial | Folha de S. Paulo

Com paralisações expressivas no transporte público e a adesão de categorias tradicionalmente ligadas à militância sindical, a greve geral convocada para esta sexta-feira (28) alterou o cotidiano das principais cidades brasileiras, havendo de ter satisfeito as expectativas de seus organizadores.
 
Foi, entretanto, relativamente modesta a dimensão dos atos públicos que, em clima de véspera de feriado, acompanharam o movimento —caracterizado pelo governo como iniciativa circunscrita à insatisfação dos sindicatos com as reformas previdenciária e, em especial, trabalhista.
 
A Câmara dos Deputados, afinal, acaba de aprovar projeto que, entre outras providências, extingue o imposto que financia as entidades de empregados e patrões.
 
Ao final do dia, incidentes lamentáveis de violência mancharam as manifestações. No Rio, ônibus foram incendiados; em São Paulo, houve danos a casas e lojas, além de confronto entre mascarados e policiais nas proximidades da residência do presidente Michel Temer (PMDB).
 
Com o que se tem, é difícil antever o impacto da greve no andamento da ambiciosa agenda legislativa do Palácio do Planalto. A tarefa já se mostrava árdua o suficiente antes dos protestos.
 
A reforma da CLT passou na Câmara com o apoio de 296 dos 513 deputados, número que, embora expressivo, não basta para que se aprovem as mudanças propostas na Previdência. Para estas, que dependem de emenda à Constituição, serão necessários mais 12 votos —e a capacidade de enfrentar resistências mais disseminadas.
 
Em nenhum país do mundo, propostas de redução dos direitos relativos à aposentadoria contarão com apoio popular. Governantes, em geral, só as apresentam quando as finanças públicas já estão em trajetória insustentável. Este é, sem dúvida, o caso do Brasil.
 
A alternativa que se coloca é aprovar a proposta governamental ou deixar o sistema como está.
 
O impacto negativo de uma derrota da emenda se faria sentir, em termos imediatos, no prolongamento da recessão, na queda dos investimentos e no aumento das taxas de juros. O mercado credor, afinal, cobrará já pela percepção de que o governo está a correr risco grave de insolvência.
 
Mais adiante, um colapso completo na capacidade financeira do Estado para cumprir funções básicas, como educação, saúde e segurança, teria o potencial de gerar uma crise de insatisfação popular incomparavelmente mais grave do que a que hoje se verifica.
 
O país corre contra o tempo —e não há paralisação que possa alterar a dura verdade desse fato.


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Jornalista Josenildo Melo

Teresina - Piauí - Brazil

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