Notícias

Uma mão lava a outra? | Vera Magalhães

18/10/2017 20:01
Uma mão lava a outra? | Vera Magalhães - O Estado de S.Paulo   O PMDB de Michel Temer que salvava Aécio Neves. E o PSDB, de Aécio, salvava Temer? A primeira parte da versão Lava Jato da Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade, se confirmou. Mas a segunda ainda é uma...
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Como a política de identidade destruiu a esquerda

18/10/2017 19:55
Como a política de identidade destruiu a esquerda - RODRIGO CONSTANTINO GAZETA DO POVO - PR - 18/10   As políticas de identidade deixaram de ser um projeto político e se transformaram em um projeto evangélico   Quando um conservador faz críticas ao esquerdismo, a reação...
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Democracia à moda petista – Editorial - Estadão

18/10/2017 16:53
Democracia à moda petista – Editorial | O Estado de S. Paulo O PT considerou, em nota oficial, que as recentes eleições na Venezuela, marcadas por denúncias de fraude e de intimidação, foram “um exemplo de democracia e de participação cidadã”. Assim, mais uma vez, o PT oficialmente se alinha...
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Juiz condena o filho do governador do Piauí

18/10/2017 16:44
POLÍTICA   BARRA GRANDE - Juiz condena o filho do governador a devolver valor gasto em viagem a lazer José Wellington Barroso de Araújo Dias - Governador do Estado do Piauí - Já é governador pela Terceira Vez   Luciano Coelho - Editor de Política - Jornal Diário do...
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Justiça do Trabalho poder ser Extinta

18/10/2017 08:33
18 DE OUTUBRO DE 2017 COM BOICOTE, JUSTIÇA DO TRABALHO PODE SER EXTINTA A Câmara vai reagir duramente à articulação de entidades de juízes do Trabalho para boicotar a reforma trabalhista, que entra em vigor no dia 11. A ideia é votar projeto que extingue a Justiça do Trabalho, “justiça...
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Papa: Diante da morte, conservar a chama da fé

18/10/2017 08:27
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciaco Vaticanista   Papa Francisco \ Audiência Geral Papa na audiência: "Diante da morte, conservar a chama da fé"   Cidade do Vaticano (RV) – Na audiência geral desta quarta-feira (18/10), o Papa Francisco...
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Senado derruba afastamento parlamentar de Aécio

17/10/2017 20:09
GERAL Senado derruba afastamento parlamentar de Aécio Neves imposto pelo STF Agência Brasil GERAL - Senado derruba afastamento parlamentar de Aécio Neves imposto pelo STF Agência Brasil   O plenário do Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do Supremo...
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Pobres saem do sufoco – Editorial

17/10/2017 11:49
Pobres saem do sufoco – Editorial | O Estado de S. Paulo As famílias de baixa renda, geralmente as mais prejudicadas quando os preços disparam, estão sendo beneficiadas pelo recuo da inflação. Aos poucos, e ainda com muito cuidado, voltam a diversificar as despesas, buscando no comércio algo...
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Quem não sabe escutar transforma a fé em ideologia

17/10/2017 11:42
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Missa Santa Marta Papa: quem não sabe escutar transforma a fé em ideologia   Cidade do Vaticano (RV) – “Não cair na insensatez que consiste na incapacidade de escutar a...
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Presidente Michel Temer diz ser vítima de conspiração

17/10/2017 05:45
BRASIL - Temer envia carta ‘desabafo’ a parlamentares e diz ser ‘vítima’ de conspiração   Estadão Conteúdo - Site da Revista IstoÉ Preocupado com os desdobramentos da nova crise entre o Planalto e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, depois da nota distribuída pelo seu...
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Já ouviram falar do Dia Global da Dignidade?

17/10/2017 04:58
GLOBAL SHAPERS - Já ouviram falar do Dia Global da Dignidade? Inês Relvas - Jornal e Site Observador - Portugal   Se tivessem de escrever num papel que atitude mudariam para garantir que os princípios da dignidade são cumpridos e ajudar a garantir a dignidade dos outros à vossa...
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O Nobel de Economia de 2017 - Valor Econômico

17/10/2017 02:25
O Nobel de Economia de 2017 | Luiz Carlos Mendonça de Barros - Valor Econômico   Nesta coluna vou deixar de lado o foco principal das minhas reflexões dos últimos meses - a defesa de que vivemos uma recuperação cíclica clássica iniciada no segundo semestre do ano passado - para...
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Crise Temer x Maia é praticamente combinada

17/10/2017 02:20
17 DE OUTUBRO DE 2017 ‘CRISE’ TEMER X MAIA É PRATICAMENTE COMBINADA É tão autêntica quanto a cabeleira implantada de alguns políticos a suposta “hostilidade” entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente da República. Às vésperas da votação da segunda denúncia contra Michel...
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O país do molha a mão - Por Carlos Brickmann

16/10/2017 20:48
O país do molha a mão O povo não tolera "a corrupção dos outros". (Reprodução)   11% dos brasileiros admitiram pagar propina para ter acesso a serviços públicos.   Por Carlos Brickmann   A procuradora-geral Raquel Dodge disse, ao tomar posse, que o povo “não tolera...
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Cultura punitiva se alastra | Gaudêncio Torquato

16/10/2017 20:24
Cultura punitiva se alastra | Gaudêncio Torquato - Blog do Noblat   A cultura punitiva ganha corpo no país sob um pesado clima de denúncias, intenso bombardeio midiático, elevação de juízes e procuradores ao pódio de “salvadores da Pátria”, invasão de quadros que administram a...
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Rede Vida contará com rede em FM ainda este ano

16/10/2017 15:27
Rede Vida contará com rede em FM ainda este ano As transmissoes serão feitas diretamente de Barretos, Interior de São Paulo   O Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã (Inbrac) – que controla a TV Rede Vida -, por meio do jornalista Monteiro Neto, confirmou o lançamento do...
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Entrevista: O Estado inteligente - Historiador

16/10/2017 15:22
Entrevista:O Estado inteligente O historiador inglês, Adrian Wooldridge, afirma que modelo de governo burocrático e inchado precisa ser repensado. A saída, diz ele, virá do uso intenso da tecnologia   Por Marcelo Sakate | Veja   A crise de credibilidade enfrentada por...
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Atividades do Papa : Francisco na sede da FAO

16/10/2017 15:05
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Atividades Papa Francisco na sede da FAO, em Roma   Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco visitou, na manhã de hoje, segunda-feira (16/10), por ocasião do Dia Mundial...
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Brecha e histórico apontam efeito reduzido de cláusula

16/10/2017 14:40
Brecha e histórico apontam efeito reduzido de cláusula de barreira Raphael Di Cunto e Marcelo Ribeiro | Valor Econômico   BRASÍLIA - A cláusula de desempenho para partidos políticos, que pretende reduzir o número de legendas com voz no Congresso Nacional, pode não ter o efeito...
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Coluna do Cláudio Humberto - Diário do Poder

16/10/2017 00:21
16 DE OUTUBRO DE 2017 ODEBRECHT PODE TER TENTADO ‘COMBINAR’ DEPOIMENTOS Repercute nos tribunais superiores a convocação de ex-executivos da Odebrecht, feita pelo presidente do grupo, Emílio Odebrecht, para supostamente “combinar depoimentos”. A convocação de executivos teria sido para...
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Planos de saúde repetem o truque das aéreas

16/10/2017 00:15
15 DE OUTUBRO DE 2017 PLANOS DE SAÚDE REPETEM O TRUQUE DAS AÉREAS O fim da obrigatoriedade do rol mínimo de procedimentos, nos planos de saúde, prevista na proposta da nova Lei dos Planos de Saúde, faz lembrar a enganação da franquia de bagagem, nas companhias aéreas. A Agencia Nacional de...
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Sínodo Extraordinário para a Região Pan-Amazónica

15/10/2017 18:13
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Papa Francisco \ Atividades Sínodo Extraordinário para a Região Pan-Amazónica   Cidade do Vaticano (RV) – Antes de rezar a oração mariana do Angelus, o Papa fez neste domingo (15/10) um...
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Alckmin procura resgatar discurso do PSDB

15/10/2017 18:06
Alckmin procura resgatar discurso ‘social’ do PSDB A um ano da eleição, governador de São Paulo intensifica programas voltados a eleitores de baixa renda e mira em voto petista num cenário sem Lula   Adriana Ferraz e Ricardo Galhardo | O Estado de S. Paulo   O governador de...
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Reflexão dominical: Banquete nupcial do Cordeiro

15/10/2017 15:30
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   Artigos \ Reflexão Reflexão dominical: Banquete nupcial do Cordeiro   Cidade do Vaticano (RV) - «Deus, Rei por excelência, organiza a festa de casamento de seu Filho Jesus com a Humanidade,...
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O Brasil não é a Catalunha - Marco Antonio Villa

15/10/2017 15:27
O Brasil não é a Catalunha Por Marco Antonio Villa   O plebiscito na Catalunha recolocou a questão da unidade territorial do Brasil. Evidentemente que sem a complexidade e a participação popular do que ocorre por lá. No Brasil, hoje, o separatismo está restrito a pequenos nichos sem...
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O SUICÍDIO DA GLOBO - Por Percival Puggina

15/10/2017 14:17
O SUICÍDIO DA GLOBO Por Percival Puggina   Há uns dois meses assinei a revista Época, do Grupo Globo. Já no primeiro exemplar pude perceber para que lado soprava o vento editorial. Aumentei minha contribuição semanal ao lixo seco.    Na edição desta semana, três...
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Mensagem do Presidente Michel Temer

15/10/2017 14:13
'IMPORTANTE ENSINAMENTO'   TEMER DIVULGA MENSAGEM SOBRE CANONIZAÇÃO DE 30 MÁRTIRES BRASILEIROS "SEJAMOS TODOS MENSAGEIROS E CONSTRUTORES DA PAZ E DO ENTENDIMENTO”   Redação - Diário do Poder   Em mensagem divulgada hoje (15), o presidente Michel Temer destaca a...
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Após 2 anos de sufoco, baixa renda volta às compras

15/10/2017 12:57
Após dois anos de sufoco, baixa renda volta às compras Com queda no preço dos alimentos, população de baixa renda volta às compras   Em agosto e setembro, indicador que mede o custo de vida das famílias mais pobres registrou deflação, abrindo espaço para a compra de itens não tão...
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Salomônica | Luiz Carlos Azedo

15/10/2017 12:51
Salomônica | Luiz Carlos Azedo - Correio Braziliense   Se a prisão de parlamentares precisa de aprovação do parlamento, por que as medidas cautelares não seriam também sujeitas a isso?   Terceiro rei de Israel, Salomão é um personagem bíblico citado como um mantra: “Tudo...
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Aos 45 | Vera Magalhães - Estadão

15/10/2017 11:44
Aos 45 | Vera Magalhães  O Estado de S.Paulo   É esse meu desejo: que a próxima quadra seja mais previsível e racional   Estou sentada em frente ao computador para escrever esta coluna no dia em que completo 45 anos e no mês em que faço 24 de exercício diário da...
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O Bóson de Higgs: uma descoberta, muitas dúvidas?

02/08/2015 17:47
Por Josenildo Melo Opinião: O Bóson de Higgs: uma descoberta, muitas dúvidas?               ¹O desenvolvimento da ciência moderna e contemporânea urgiu a questão da autonomia. Com essa última questão entende-se que cada ciência possui...
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O conhecimento é uma forma saudável de prazer?

02/08/2015 13:04
Artigo: o conhecimento é uma forma saudável de prazer? Por Josenildo Melo               Quem buscar conhecer adentra a um mundo vasto, amplo, de contradições e dualidades; no entanto passa a conhecer algo peculiarmente diferente de tudo o...
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Dilma e um agosto infernal

02/08/2015 10:25
                   Por Marcela Mattos e Gabriel Castro, de Brasília   Ainda não está claro se o governo Dilma Rousseff chegou ao fundo do poço ou se a situação vai piorar. Mas boas pistas surgirão no mês que teve início neste...
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'Catequese e meios de comunicação social'

01/08/2015 19:54
Artigo: 'Catequese e meios de comunicação social' Dom Jacinto é um Grande Catequista e com certeza intensificará o relacionamento da Igreja com os Meios de Comunicação Social.  Por Josenildo Melo               Catequese é uma “tarefa...
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Celso Ming - De mal a pior

01/08/2015 19:03
Celso Ming - De mal a pior   - O Estado de S. Paulo   • O atual rombo das contas públicas tem a ver com a administração equivocada dos quatro últimos anos   As contas públicas estão à beira da derrapada. O buraco do primeiro semestre é o maior desde...
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Como encontrar Deus no pós-modernismo?

01/08/2015 18:02
Artigo. Como encontrar Deus no pós-modernismo? Por Josenildo Melo               A idéia de "pós-modernismo" surgiu pela primeira vez no mundo hispânico, na década de 1930, uma geração antes de seu aparecimento na Inglaterra ou nos EUA....
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Miguel Reale Júnior - Desesperança ou esperança?

01/08/2015 17:34
sábado, 1 de agosto de 2015 Desesperança ou esperança? No artigo de março (7/3, A2) suscitei, para alguns até com exagero, caber a renúncia de Dilma Rousseff, já então destituída de legitimidade para governar, e a dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, sujeitos a investigação...
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Brasil enfrenta tempestade perfeita na economia

01/08/2015 15:01
  Por Giuliano Guandalini e Bianca Alvarenga   As análises econômicas mais realistas e desapaixonadas indicavam, fazia algum tempo, que a crise na economia brasileira era um acidente prestes a acontecer. Por seis anos seguidos, o governo pisou fundo demais no acelerador dos gastos...
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Rádio Pioneira de Teresina

01/08/2015 14:35
http://www.radiopioneira.am.br/
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Consumo puxa economia e faz disparar ações do varejo
Por Juliana Machado | Valor Econômico
 
SÃO PAULO - No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo de eletrodomésticos, vestuário e alimentação proporcionam ganhos extraordinários a seus acionistas. Em movimento coerente com a dinâmica de recuperação da economia, puxada pelo consumo, os papéis dessas empresas tiveram neste ano alta muito superior aos 23,76% do Ibovespa. Magazine Luiza, por exemplo, subiu 423%, Guararapes, 130% e Arezzo, 125%. Outros bons exemplos são Hering, Via Varejo, B2W, Renner e Pão de Açúcar.
 
A queda dos juros e a retomada gradual do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para essas ações. Para analistas ouvidos pelo Valor, a retomada beneficia primeiramente empresas que atendem o consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que muitos consumidores só vão conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começam a adquirir eletrodomésticos e roupas.
 
Especialistas consideram que muitos desses papéis de empresas de varejo ainda têm espaço para ganhos. Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas com cotações ainda relativamente baratas, como Americanas, Hering e Carrefour, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior.
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita dessas empresas teve uma clara recuperação nos últimos trimestres, desempenho que contrasta com companhias que reagem mais diretamente a investimentos, como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
Ações ligadas a varejo disparam em meio à retomada do consumo
No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo discricionário - eletrodomésticos, vestuário e alimentação - ganham destaque. O movimento é coerente com a dinâmica de recuperação da economia, que vem sendo puxada pelo consumo, e não pelo investimento, o que faz com que essas empresas continuem no foco dos gestores, mesmo depois de valorizações expressivas nos últimos meses.
 
A queda da taxa de juros e a retomada, ainda que gradual, do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para as ações. Mas, para analistas ouvidos pelo Valor, essa retomada beneficia primeiramente empresas que atendem ao consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que o consumidor só vai conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começa a gastar com eletrodomésticos ou roupas. Comportamento esse que beneficia empresas como Lojas Americanas, Lojas Renner, Natura e Pão de Açúcar, que fazem parte do Ibovespa. Mas também Marisa, Carrefour, Hering, Arezzo, Magazine Luiza e Guararapes, dona da Riachuelo.
 
Todas essas ações acumulam forte alta este ano, superando, inclusive, o Ibovespa, com valorização de 23,76% no período. O caso mais impressionante é o de Magazine Luiza, cuja ação avançou 422,6%. Entre outros exemplos emblemáticos, estão Guararapes, com alta de 130%, e Arezzo, cujo papel já subiu 124,6%.
 
Ainda assim, para especialistas, muitas dessas ações ainda têm espaço para ganhos adicionais. Em relatório de julho deste ano, o Bradesco BBI apontava trajetória crescente para a Magazine Luiza diante da perspectiva de resultados ainda fortes, ganho de participação de mercado e de rentabilidade.
 
Já Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas relativamente mais atrasadas, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior. Ele destaca Lojas Americanas, que acumula alta de 24,3% no ano - pouco acima do Ibovespa -, Hering (+98%) e Carrefour, que desde a estreia na bolsa, em 20 de julho, sobe 11,41%, abaixo do índice (14,78%).
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita líquida somada de 13 empresas ligadas ao varejo teve uma clara recuperação ao longos dos últimos trimestres, desempenho que contrasta com o de companhias que reagem mais diretamente a investimentos, de setores como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
O bom desempenho está refletido nos dados divulgados ontem pelo IBGE, que confirmam que a recuperação do varejo observada no segundo trimestre tem continuidade. Em julho, as vendas ficaram 1,7% acima da média do segundo trimestre. Isso reforça que o setor continua sendo a principal força motriz para a retomada da atividade brasileira na segunda metade do ano, assim como aconteceu no semestre passado.
 
"Companhias e setores mais conectados com a economia, como consumo discricionário e bens de capital, podem contar com revisões para cima das estimativas de lucro por ação conforme o crescimento econômico seja incorporado aos preços", dizem os analistas do Bank of America Merrill Lynch (BofA) Felipe Hirai e Nicole Inui, em relatório. Eles explicam que a expectativa é que haja crescimento das receitas para o setor de varejo em 2017 e 2018, enquanto as vendas no conceito mesmas lojas, isto é, unidades abertas há pelo menos um ano, também devem registrar expansão de 6,2% este ano e 6,4% em 2018, ante 2,3% registrados em 2016.
 
Peretti, da Santander, confirma que o cenário macroeconômico - inflação baixa, juros em queda, crescimento do salário médio e redução do endividamento das famílias - dá suporte à perspectiva positiva para o consumo e para a própria atividade. "Varejistas são as primeiras a responder", afirma o analista. "Essa dinâmica é importante para todos os segmentos da economia, mas o tíquete médio é um pouco menor nas empresas de varejo, o que significa que a necessidade de crédito do setor é menor do que para os demais."
 
Para Ivo Chermont, economista-chefe da gestora Quantitas, o menor endividamento das famílias deve colaborar ainda mais para a renda disponível para gastos básicos e discricionários. "E isso vai melhorando à medida que os juros forem caindo", diz.
 
A ata do Copom confirmou que a Selic vai continuar em queda, ainda que em um ritmo mais lento. E a maior parte dos economistas acredita que a taxa possa fechar o ano em 7%, abaixo da mínima histórica, de 7,25%.
 
Analistas têm citado as incertezas políticas, que ganham intensidade com a aproximação da eleição presidencial, como um elemento de risco para a continuidade desse cenário favorável para atividade e, consequentemente, para o mercado de ações. Somente com a confirmação da continuidade da agenda de reformas depois de 2018 é que o investimento deve ganhar tração. "Para o crescimento [da economia e das empresas] ser sustentável, vale frisar que precisamos que os investimentos aumentem também. Para isso, além da menor taxa de juros, é fundamental a reorganização fiscal do Brasil. Se não conseguirmos isso, podemos voltar a andar para trás", pondera Chermont prisão, o que não tem respaldo na Constituição. O Senado tem que deliberar sobre isso — disse Gilmar, acrescentando: — Temos que evitar o populismo constitucional, institucional. Devemos nos balizar pela Constituição. Quando começamos a reescrever a Constituição, é preocupaPnte.
 

 

Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega
Senado revê decisão do STF e Aécio recupera mandato
Julia Lindner Renan Truffi Thiago Faria | O Estado de S. Paulo.
 
BRASÍLIA - O plenário do Senado decidiu, por 44 votos a 26, rejeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal e permitir que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) volte a exercer o mandato. Eram necessários pelo menos 41 parlamentares a favor ou contra o tucano – caso contrário, a votação teria de ser feita em outra data. O PMDB deu apoio decisivo para a vitória de Aécio, com 18 votos de uma bancada de 22 senadores, a maior da casa. O PSDB, partido do qual o mineiro é presidente nacional licenciado, deu 10 dos 11 votos da bancada. Horas antes da sessão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia concedido liminar para que a votação fosse aberta. Por determinação da Primeira Turma da Corte, Aécio estava afastado e cumprindo recolhimento domiciliar. Para conseguir os votos para retomar o mandato, ele teve apoio até de colegas que deixaram o hospital. Em nota, o tucano disse que recebeu com “serenidade” a decisão que, segundo ele, “restabeleceu princípios essenciais de um Estado democrático”.
 
O plenário do Senado rejeitou ontem, por 44 votos a 26, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e devolveu a Aécio Neves (PSDB-MG) o exercício do mandato parlamentar. O placar foi apertado. Eram necessários pelo menos 41 senadores a favor ou contra o tucano para deliberar sobre o tema.
 
Aécio estava afastado da Casa e em recolhimento noturno desde 26 de setembro por determinação da Primeira Turma da Corte. Anteontem, senadores chegaram a cogitar o adiamento da votação por causa da dificuldade de o tucano conseguir os votos para retomar o mandato.
 
Dos senadores que votaram para derrubar as medidas cautelares impostas ao colega, ao menos 19 (43,2%) são alvo da Operação Lava Jato. Aécio é denunciado por corrupção passiva e obstrução da Justiça na caso J&F – ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões em propina, segundo a denúncia da ProcuradoriaGeral da República (PGR), a Joesley Batista. O tucano nega.
 
A maior parte dos implicados na força-tarefa (dez) é do PMDB, partido que mais deu votos a favor do senador mineiro – foram 18 no total da maior bancada da Senado (22). Aécio é um dos principais fiadores da aliança do PSDB ao governo Michel Temer – o partido está rachado no apoio ao Palácio do Planalto.
 
Ontem, durante a votação, Temer jantava com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB). Segundo Doria, o presidente ficou “satisfeito” com a decisão do Senado.
 
Defesa. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), por exemplo, foi um dos cinco parlamentares a discursar em defesa do tucano. Mesmo em recuperação de uma cirurgia, ele descumpriu recomendação médica para participar da sessão e ajudar a “salvar” o colega (mais informações na página A5). “Quis Deus que eu tivesse a saúde para que, depois de operado, estivesse aqui hoje também para falar desta tribuna como último orador”, disse o senador no discurso.
 
A votação foi realizada menos de uma semana após o plenário do Supremo decidir que o Congresso pode avaliar afastamento de mandato de parlamentares ou medidas que afetem direta ou indiretamente o exercício do mandato. As cautelares contra Aécio haviam gerado uma crise entre STF e Senado, apaziguada com o julgamento da semana passada.
 
Jucá adotou um tom conciliador com o STF e disse que o Senado não propôs “impunidade” ao negar as cautelares. “Aqui, se nós tomarmos a decisão ‘não’, se nós não aceitarmos a decisão do Supremo, nós não estaremos suspendendo a investigação, nós não estaremos passando a mão na cabeça de ninguém, nós não estaremos tirando nenhuma capacidade de investiga- ção de qualquer órgão investigativo deste País”, afirmou.
 
Aliado de Aécio, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) usou argumento semelhante em favor de seu correligionário.. “É importante dizer que o processo terá sequência. O senador continuará sob jurisdição do STF, o inquérito está em curso, poderá ou não ser transformado em ação penal. Para que não fique essa discussão falsa de que é impunidade.” O PSDB, partido do qual o mineiro é presidente nacional licenciado, deu dez dos 11 votos da bancada para Aécio. O senador Ricardo Ferraço (ES) se ausentou da sessão.
 
Alvaro Dias (Podemos-PR) criticou a decisão do Senado. “Não votamos contra o senador (Aécio). Votamos em respeito à independência dos Poderes e em respeito a quem cabe a última palavra sobre a interpretação da Constituição, que é o STF, e não o Senado”, afirmou.
 
Questionado se a decisão do Senado era corporativista, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), se esquivou: “A decisão é decisão do plenário. Cabe a mim apenas dirigir os trabalhos. Presidente não vota”.
 
Pela manhã, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu liminar determinando que o Senado fizesse de forma aberta a votação. “Os parlamentares devem prestação de contas a seus eleitores. Então, qualquer que seja o posicionamento do parlamentar, a sociedade tem que ter conhecimento.”
 
Carta. Antes da votação, Aécio encaminhou uma carta aos colegas em que disse ser inocente, submetido a “violência” e a uma “trama ardilosa”. “A determinação dessas cautelares, sem que nem sequer houvesse denúncia aceita contra mim, e o mais grave, sem que eu nem sequer pudesse apresentar as provas de minha defesa, se sustenta em uma gravação feita de forma clandestina, portanto criminosa, por um réu confesso, Joesley Batista”, disse no texto.
 
Colaboraram Rafael Moraes Moura, Breno Pires, Tânia Moraes e Pedro Venceslau
Interesses cruzados | Leandro Colon
- Folha de S. Paulo
 
A linha de corte criada por Michel Temer para definir a vida de ministros implicados pela Odebrecht deu certo fôlego ao Planalto, mas entregou à Procuradoria-Geral da República responsabilidade sobre o futuro do governo.
 
A regra tem preservado os ministros investigados, mesmo que, para abertura dos inquéritos, o Supremo tenha considerado a existência de indícios de que cometeram crimes.
 
Pelos critérios do presidente, o ministro que for denunciado pela PGR será afastado temporariamente. A demissão deve ocorrer no caso de o Supremo transformá-lo em réu.
 
Oito ministros estão na lista de inquéritos. É improvável que o tribunal julgue até o fim de 2018 possíveis denúncias contra todos eles.
 
A regra de Temer é frágil porque, uma vez fora do governo, dificilmente um ministro retorna. O presidente sabe que uma denúncia da PGR, e não uma decisão do STF, pode estabelecer quem sai da Esplanada.
 
Reportagem da Folha deste domingo (23) mostrou que Temer pretende indicar um aliado do procurador-geral, Rodrigo Janot, à sucessão do próprio, marcada para setembro.
 
Janot poupou o presidente dos inquéritos da Odebrecht por considerar que ele tem "imunidade temporária" no cargo. O peemedebista é citado como personagem de reunião vinculada a acerto de propina.
 
O procurador tem feito circular a versão de que não quer um terceiro mandato. Seus aliados agem nos bastidores para garantir o substituto, enquanto os adversários de Janot na procuradoria articulam nomes.
 
Temer vai escolher um dos indicados da listra tríplice da associação de procuradores, sem precisar optar pelo mais votado pela classe.
 
Em meio a reformas importantes no Congresso, o presidente quer segurar até quando for possível ministros de peso e sob investigação, como Eliseu Padilha e Moreira Franco.
 
E não interessa ao grupo de Janot dentro da PGR perder a condução da Lava Jato a partir de setembro.

Senado anula decisão do STF e reverte afastamento de Aécio

Senado derruba medidas cautelares contra Aécio Neves
 
Talita Fernandes, Angela Boldrini | Folha de S. Paulo
 
BRASÍLIA - Em votação apertada, o Senado decidiu por 44 votos a 26 revogar as medidas cautelares impostas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a Aécio Neves (PSDB-MG).
 
O tucano estava afastado das atividades parlamentares e proibido de deixar sua residência à noite desde o fim de setembro. Gravado por Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões, o senador foi denunciado sob acusação de obstrução de Justiça e corrupção passiva.
 
No total, 71 senadores apareceram para deliberar sobre o caso. Eram necessários 41 votos para a manutenção ou reversão das medidas.
 
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), abriu a sessão pouco depois das 17h, e afirmou que a votação seria repetida caso não atingisse o número mínimo de votos.
 
O entendimento não existiu na votação que manteve preso o senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), em 2015. Naquele caso, a maioria era necessária apenas para derrubar a decisão do STF, não para mantê-la —se o placar fosse de 40 a 29 pela prisão, por exemplo, seria mantida a decisão.
 
ADIAMENTO
 
A deliberação já havia sido adiada duas vezes. Às vésperas, houve prolongado debate sobre nova postergação, uma vez que preocupava os senadores governistas o possível baixo quorum da sessão, já que havia a perspectiva de muitas faltas.
 
No entanto, apesar do cenário apertado, os tucanos decidiram não pedir novo adiamento por avaliar que o desgaste de Aécio aumenta entre seus pares à medida que o tempo passa. Com a incerteza do placar, o tucano chegou a enviar carta para os colegas, pedindo o apoio e apelando ao corporativismo da Casa, já que muitos dos senadores também estão em investigação.
 
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), voltou a Brasília nesta terça apenas para votar. Ele passou as últimas duas semanas em São Paulo tratando uma diverticulite.
 
Além dele, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que diz ter sofrido um acidente de mula e a princípio não viria, apareceu para votar, em uma cadeira de rodas. Ele votou para manter Aécio afastado.
 
O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), que passou mal e teve de ser internado, chegou a tempo de decidir a favor de Aécio.

Com ajuda de Temer, Aécio reassume mandato no Senado

PSDB supera divergências e apoia volta do parlamentar
 
Planalto comemora resultado e espera retribuição de tucanos para ganhar mais força na Câmara contra denúncia de Janot
 
Após grande mobilização que envolveu o presidente Michel Temer e dirigentes de PSDB e PMDB, o Senado derrubou decisão do STF e devolveu o mandato ao senador Aécio Neves, que estava em recolhimento noturno desde 26 de setembro. O tucano obteve 44 votos, três a mais que o necessário, e contou com o apoio até de senadores que saíram do hospital para votar. O Planalto avalia que a vitória dará força a Temer na Câmara, onde ele enfrentará a segunda denúncia de Janot.
 
Senado ‘liberta’ Aécio
 
Colegas derrubam decisão do STF que afastava tucano e o obrigava a ficar em casa à noite
 
Maria Lima e Cristiane Jungblut | O Globo
 
-BRASÍLIA- Após vários dias de mobilização envolvendo o presidente Michel Temer, dirigentes do PSDB, o PMDB e líderes de partidos governistas, o Senado devolveu ontem o mandato a Aécio Neves (PSDBMG). Por 44 votos a 26, apenas três a mais que os 41 necessários, o Senado derrubou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia afastado Aécio do mandato e lhe imposto o recolhimento noturno.
 
A tropa de choque a favor de Aécio teve como principais expoentes os peemedebistas Romero Jucá (RR), líder do governo; Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA). Segundo informações da Mesa do Senado, Aécio pode voltar ao mandato imediatamente. O nome dele voltou a lista dos senadores em exercício minutos depois da votação.
 
Antes da sessão, Aécio enviou carta a senadores, se dizendo vítima de uma “trama ardilosa”. Sem entrar no mérito do recebimento dos R$ 2 milhões em malas de dinheiro entregues por Joesley Batista, o principal argumento dos que votaram com Aécio foi que ele ainda não é réu, não foi ouvido pelo STF e não poderia ser condenado sem julgamento.
 
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) chegou a criar uma manobra regimental, com nova interpretação da Constituição, para forçar a votação de todos. Por ela, os adversários do tucano precisariam dos mesmos 41 votos para manter a decisão do STF contra Aécio. Caso nenhum dos dois lados obtivesse tal apoio, haveria nova votação futuramente.
 
— Fiz o que o regimento determina. No voto aberto, é uma decisão às claras. Como cabia ao Senado, os senadores entenderam por bem fazer essa decisão — disse Eunício, negando atitude corporativa.
 
TUCANO COMEMORA
Após a votação, Aécio divulgou nota:
 
“O senador Aécio Neves recebeu com serenidade a decisão do plenário do Senado Federal que lhe permite retomar o exercício do mandato conferido pelo voto de mais de 7 milhões de mineiros. A decisão restabeleceu princípios essenciais de um Estado democrático, garantindo tanto a plenitude da representação popular, como o devido processo legal, assegurando ao senador a oportunidade de apresentar sua defesa e comprovar cabalmente na Justiça sua inocência em relação às falsas acusações das quais foi alvo”.
 
Foi montada uma estratégia de guerra para conquistar os votos pró-Aécio. Desde que chegou da Rússia, na segundafeira à tarde, Eunício vinha se reunindo com aliados do tucano, e o presidente Michel Temer entrou em campo abertamente para ajudar. A mobilização deu resultado: no PMDB, foram 18 votos a favor de Aécio e apenas dois contra.
 
Após o resultado, interlocutores de Temer comemoraram a vitória, apostando que ela dará força ao presidente no plenário da Câmara, onde ele enfrenta, na próxima semana, a denúncia por obstrução de Justiça e organização criminosa. Segundo essas avaliações, o apoio do PMDB para que o senador voltasse ao mandato “será retribuído”.
 
Aliados de Temer acreditam que aumentará o apoio ao presidente na bancada do PSDB na Câmara. Na votação da primeira denúncia, o partido ficou dividido, praticamente ao meio.
 
— Essa vitória repercute na votação da denúncia porque mostra que o PSDB comandado por Aécio ainda tem muita força. A tendência é que isso aumente o número de votos de tucanos a favor de Temer, até porque o Alckmin tirou a digital do processo — afirmou um assessor do presidente.
 
Apesar do voto unânime em favor de Aécio, a avaliação no PSDB é que ele retorna muito enfraquecido ao mandato. Além de ainda enfrentar um novo processo no Conselho de Ética do Senado, Aécio deve ser pressionado a renunciar prontamente, e de forma definitiva, à presidência do partido. A avaliação geral é que o PSDB sai desgastado perante a opinião pública pela defesa do senador.
 
Na discussão, Antonio Anastasia (MG), afilhado político de Aécio, fez a defesa mais enfática do colega, alegando que o Senado não estava tratando de um caso particular, mas da aferição de pesos e contrapesos entre os poderes.
 
Ao telefone com senadores e na companhia de deputados da bancada de Minas Gerais que foram à sua casa tão logo o Senado proclamou o resultado da votação, Aécio comemorou o fim do que chamou ser um “pesadelo”. Segundo os deputados mineiros, Aécio se prepara para reassumir o mandato hoje mesmo. (Colaborou Leticia Fernandes)

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