Notícias

Dora Kramer - É o fim do caminho

12/08/2015 18:53
Por Dora Kramer - É o fim do caminho - O Estado de S. Paulo   Derrocada do PT resulta do menosprezo a normas republicanas e democráticas    Ditos só se tornam ditados porque contêm lições preciosas de correntes de situações já testadas. De onde convém levá-los em consideração na...
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Não há mais governo - Marco Antonio Villa

11/08/2015 20:34
Marco Antonio Villa - Não há mais governo - O Globo   • Novas delações premiadas complicarão o cenário. Prováveis acusados buscam mecanismos para garantir o foro privilegiado   O projeto criminoso de poder está com os dias contados. Deixa como legado escândalos e mais escândalos de...
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Os 7 a 1 de Felipão e os 71% de Dilma

10/08/2015 21:34
Os 7 a 1 de Felipão e os 71% de Dilma Por *Ricardo Galuppo     Quem assistiu ao programa do PT, exibido em cadeia de rádio e TV na noite de quinta-feira passada, teve a impressão de voltar no tempo e reviver os momentos mais quentes da última campanha eleitoral. Numa peça bem editada e...
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"Perdidos na crise"

09/08/2015 10:56
"Perdidos na crise", por Dora Kramer O Estado de São Paulo             Da declaração do vice-presidente da República apontando a necessidade de que “alguém” unifique o País à proposta do PSDB de convocação de novas eleições, passando pelo...
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Editorial O Globo

08/08/2015 17:44
POLÍTICA Um programa sem referência à corrupção, tema central do partido, fraco na argumentação e irônico, artifício da arrogância, evidencia a falta de rumo do partido Editorial O Globo Nem o militar mais furioso da ditadura de 64 fez tanto mal à esquerda quanto o PT, na sua vertente lulopetista....
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Não basta Nota

08/08/2015 11:24
Não basta Nota Para defender o PT contra o plano em curso para desmoralizá-lo e liquidá-lo como instrumento de luta dos trabalhadores, sua direção também precisa mobilizar-se e mobilizar o partido na luta contra a corrupção.   Por Wladimir...
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Chega! Os brasileiros já não aguentam mais essa turma!

07/08/2015 14:16
 É HORA DE FAZER A LUTA ARMADA NAS RUAS! Iremos armados com a força do argumento! Ou: Que ninguém ouse deter os pacíficos! Por Reinaldo Azevedo O PT levou ao ar ontem à noite o seu aloprado e desastrado programa no horário político. Nunca se viu nada igual. Quem estava em casa, nas empresas e...
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PDT e PTB anunciam que vão sair da base aliada na Câmara dos Deputados

06/08/2015 14:51
PDT e PTB anunciam que vão sair da base aliada na Câmara dos Deputados Líder pedetista, André Figueiredo, disse que partido terá postura de ‘independência’ Por Júnia Gama e Isabel Braga BRASÍLIA - Em mais um desdobramento da crise governista no Congresso, o PDT, partido que há anos ocupa o...
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Editorial / O Globo

05/08/2015 20:33
O DNA da corrupção no lulopetismo – Editorial / O Globo  As investigações da Lava-Jato continuam a dissecar o código genético da corrupção lulopetista, e as informações que sustentam a nova prisão do ex-ministro José Dirceu fornecem peças para o quebra-cabeça da incrível operação engendrada...
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"Com o PT, não dá para conversar"

04/08/2015 18:47
"Com o PT, não dá para conversar", Samuel Pessoa • O economista diz que o problema estrutural das contas públicas só poderá ser resolvido em outro governo, porque não dá para fazer pacto com os petistas   Guilherme Evelin – Época   Filiado ao PSDB, o economista Samuel Pessoa costumava...
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Eneagrama e Corrupção

03/08/2015 19:52
Por Getúlio Chaves* Eneagrama e Corrupção             Vivemos hoje uma grave crise política no Brasil provocada pela corrupção e a consequente falta de confiança nos representantes eleitos. De acordo com o estudo da ONG Transparência...
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Essa bomba vai estourar?

02/08/2015 20:27
• Na volta do recesso, a pauta do Congresso está repleta de projetos que podem aumentar ainda mais os gastos públicos. Evitar essa irresponsabilidade é do interesse de todos os cidadãos Leandro Loyola - Época               Como é comum em...
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O involuntário aliado de Dilma - Por Paulo Diniz

02/08/2015 11:32
O involuntário aliado de Dilma A crônica política brasileira, que vem registrando surpresas a uma velocidade incrível, foi surpreendida pelas declarações recentes de Eduardo Cunha: não apenas se assumiu como oposição, como também autorizou a abertura de duas CPIs que desagradam ao governo federal....
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A imprescindível desmontagem da pauta-bomba

01/08/2015 22:56
A imprescindível desmontagem da pauta-bomba Eduardo Cunha, ao ameaçar governo com projetos de aumento de gastos, na prática aproxima Dilma de governadores, pois estados também serão prejudicados POR EDITORIAL – Jornal O Globo – Rio de...
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A vez da CPI - Artigo de Merval Pereira

01/08/2015 21:24
Merval Pereira - A vez da CPI   - O Globo   A advogada Beatriz Catta Preta acabou validando sua convocação pela CPI da Petrobras com as acusações que fez a seus membros. Ela agora tem a obrigação de depor, não para dizer quanto ganha ou de onde vem o dinheiro que...
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Agosto, mês das Vocações no Brasil

01/08/2015 13:30
Brasília (RV*) – Estamos iniciando o mês de agosto dedicado às “Vocações”. Esta iniciativa foi instituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1981, com o intuito de refletir e rezar por todas as categorias de vocações da vida cristã, como também de alimentar a consciência...
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Porandubas Políticas - Por Gaudêncio Torquato

01/08/2015 11:58
  Porandubas nº 454 Abro a coluna com duas historinhas, da PB e de PE. Da verve de Sebastião Nery. Se as galerias... Flávio Ribeiro, presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (depois foi governador), estava irritado com as galerias, que aplaudiam e vaiavam durante um debate entre o...
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Os mecanismos de controle do Poder

01/08/2015 11:17
Por Josenildo Melo            A insuficiência e a falta de capacidade assimilatória de estudos mais avançados em termos de inteligência educacional faz com que muitas pessoas simplesmente invoquem o poder ondulatório de comando. Por exemplo: a que órgão você pertence,...
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Por Julio Hegedus Netto - Tempos Difíceis

01/08/2015 10:45
Tempos difíceis Vivemos tempos difíceis. Tanto na esfera econômica, como na política (e até policial), são diárias as notícias negativas. Poucas vezes vivemos num turbilhão como este. Talvez em momentos de ruptura, como no impeachment do Presidente Collor, no golpe de 64, na deposição e suicídio...
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Lógica da Gangue

01/08/2015 10:12
Merval Pereira - Lógica da gangue   - O Globo   A decisão da advogada Beatriz Catta Preta de fechar seu escritório de advocacia e desistir da profissão diante das ameaças que diz ter recebido — depois que o empresário Júlio Camargo acusou o presidente da Câmara,...
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Eu sou vocês amanhã

01/08/2015 00:50
Eliane Cantanhêde - Eu sou vocês amanhã   - O Estado de S. Paulo   Confirmado. Tudo o que a presidente Dilma Rousseff queria ao atrair para o recanto do seu lar todos os governadores do País era pedir apoio a eles para a “travessia” e para concluir o mandato em...
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Comunicado. Boas Férias! Até breve!!

17/07/2015 23:23
Boas Férias! OBS: Mês de Julho é mês de férias; estaremos ausente por alguns dias. Aproveite pra degustar todo o conteúdo já postado em nosso site. Assim que chegar de viagem; colocaremos cada vez mais conteúdo diferenciado a seu dispor. Boa leitura. Até breve! Leia, leia...
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O país avança - Por Merval Pereira

17/07/2015 18:54
*Merval Pereira - O país avança     - O Globo   Há sinais claros de que o país, apesar de tudo, move-se à frente, graças às suas instituições democráticas. A Justiça está operando em todos os níveis para que a sensação de impunidade não prevaleça na...
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Ruptura - Por Eliane Cantanhêde

17/07/2015 15:42
Ruptura - Eliane Cantanhêde Alguém achou a coisa mais natural do mundo o PMDB reunir solenemente toda a sua cúpula só para apresentar as novidades digitais do partido para 2016 e 2018? Pois não teve nada de natural. Foi apenas o pretexto para uma comunicação oficial muito mais importante:...
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O avanço das redes sociais

17/07/2015 14:46
Por Josenildo Melo                                                                    ...
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Papa reconhece virtudes heroicas e Igreja terá 8 novos beatos

17/07/2015 14:35
Por Josenildo Melo  Official Vatican Network Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco autorizou o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, a promulgar oito Decretos de Beatificação. A audiência particular deu-se na tarde desta quinta-feira (16/7), na Casa Santa...
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Agentes do Retrocesso

17/07/2015 12:33
Agentes do retrocesso Por *Marcello Averbug Pairam sobre os habitantes do planeta perigos oriundos de uma infinidade de fontes. Comentarei apenas duas, que se originam nos próprios seres humanos: a direita primata e a esquerda adulterada. Esses dois entes ameaçam a prosperidade econômica, a...
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É possível, com 9%, arrastar-se no poder por três anos e meio

17/07/2015 05:17
*Rosângela Bittar - Com Dilma ou sem Dilma • É possível, com 9%, arrastar-se no poder por três anos e meio   Um momento político grave no Brasil, este de hoje, sem perspectiva de solução a curto prazo devido ao agravamento da crise econômica mundial, suscita três...
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Agora é apenas questão de tempo?

17/07/2015 03:15
  Por *Josenildo Melo                                             AGORA É APENAS...
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Porandubas Políticas por Gaudêncio Torquato

17/07/2015 02:27
Porandubas nº 452 Gaudêncio Torquato é Jornalista, consultor de marketing institucional e político, consultor de comunicação organizacional, doutor, livre-docente e professor titular da Universidade de São Paulo e diretor-presidente da GT Marketing e Comunicação. Abro a coluna com PE nos...
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STF libera candidatura de Maia à reeleição

02/02/2017 11:25
STF libera candidatura de Maia à reeleição Supremo nega quatro pedidos para barrar candidatura de Maia   • Celso de Mello, decano da Corte, rejeita pedidos de liminares para barrar a candidatura do presidente da Casa; deputado do DEM é favorito e tem apoio do...
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Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia

02/02/2017 11:07
Família autoriza doação dos órgãos de Marisa Letícia A ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, esposa e companheira do ex-presidente, durante o Encontro das mulheres e militantes com Lula, na Casa de Portugal do Grande ABC em Santo André (SP) (Leonardo Benassatto/Futura...
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Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado

01/02/2017 20:15
Eunício Oliveira é eleito presidente do Senado   Peemedebista recebeu 61 votos, contra 10 do seu único adversário, José Medeiros. Novo presidente foi citado em delação da Odebrecht   Por Da redação - Site da Revista Veja O novo presidente do Senado, Eunício Oliveira...
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Eunício deve ser eleito hoje no Senado - Estadão

01/02/2017 13:29
Eunício deve ser eleito hoje no Senado • Com apoio da base e da oposição, senador do PMDB é defensor da agenda de reformas do governo Michel Temer, de quem se diz amigo   Ricardo Brito | O Estado de S.Paulo   BRASÍLIA - Num contraponto à tensa disputa ao comando da Câmara,...
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Artigo: A grande jogada de mestre ?

01/02/2017 11:40
A grande jogada de mestre ? Por Josenildo Melo   Em se concretizando hoje a filiação de um grande nome da política piauiense; o grande mestre coloca no tabuleiro do xadrez político a concretização de um sonho em prol do Estado do Piauí. E não está errado? Afinal quem é o grande...
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Resposta ao desemprego - Míriam Leitão

01/02/2017 11:22
Resposta ao desemprego - Míriam Leitão - O Globo   O principal problema da economia brasileira hoje é o desemprego. Ele é o fruto mais amargo da grave crise na qual o país entrou por má condução da política econômica. Foi o governo Dilma que jogou o emprego nesta queda livre, mas o...
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Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato

31/01/2017 11:57
Cármen Lúcia quer sortear relatoria da Lava Jato entre cinco Novo relator decidirá sobre sigilo de delação da Odebrecht   • Nome deve ser escolhido entre os integrantes da 2ª Turma do tribunal   Letícia Casado, Valdo Cruz | Folha de S. Paulo   BRASÍLIA - Após a...
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Supremo homologa delação da Odebrecht - Estadão

31/01/2017 11:47
Supremo homologa delação da Odebrecht, mas mantém sigilo Ministra Carmen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht   • Presidente do STF, contudo, decidiu manter o sigilo dos depoimentos dos executivos e ex-executivos da empresa   Breno Pires e Rafael Moraes Moura | O...
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Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões

30/01/2017 12:14
Estatais do Rio, MG e RS valem R$ 34 bilhões Por Rodrigo Carro | Valor Econômico   RIO - Se privatizarem todas as suas estatais, os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul conseguirão abater quase 50% de sua dívida com a União. Levantamento feito pela agência de...
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Sinais para a sociedade - Merval Pereira

29/01/2017 13:24
Sinais para a sociedade - Merval Pereira - O Globo   Homologar delações da Odebrecht será bom sinal. Caso a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a “lucidade senhora” nas palavras do músico Tom Zé, homologue as delações dos 77 executivos da Odebrecht, ou pelo...
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Consumo puxa economia e faz disparar ações do varejo
Por Juliana Machado | Valor Econômico
 
SÃO PAULO - No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo de eletrodomésticos, vestuário e alimentação proporcionam ganhos extraordinários a seus acionistas. Em movimento coerente com a dinâmica de recuperação da economia, puxada pelo consumo, os papéis dessas empresas tiveram neste ano alta muito superior aos 23,76% do Ibovespa. Magazine Luiza, por exemplo, subiu 423%, Guararapes, 130% e Arezzo, 125%. Outros bons exemplos são Hering, Via Varejo, B2W, Renner e Pão de Açúcar.
 
A queda dos juros e a retomada gradual do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para essas ações. Para analistas ouvidos pelo Valor, a retomada beneficia primeiramente empresas que atendem o consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que muitos consumidores só vão conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começam a adquirir eletrodomésticos e roupas.
 
Especialistas consideram que muitos desses papéis de empresas de varejo ainda têm espaço para ganhos. Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas com cotações ainda relativamente baratas, como Americanas, Hering e Carrefour, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior.
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita dessas empresas teve uma clara recuperação nos últimos trimestres, desempenho que contrasta com companhias que reagem mais diretamente a investimentos, como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
Ações ligadas a varejo disparam em meio à retomada do consumo
No momento em que a bolsa de valores brasileira ganha impulso e o Ibovespa rompe níveis históricos, ações de companhias de varejo básico e consumo discricionário - eletrodomésticos, vestuário e alimentação - ganham destaque. O movimento é coerente com a dinâmica de recuperação da economia, que vem sendo puxada pelo consumo, e não pelo investimento, o que faz com que essas empresas continuem no foco dos gestores, mesmo depois de valorizações expressivas nos últimos meses.
 
A queda da taxa de juros e a retomada, ainda que gradual, do crescimento econômico compõem a equação que provocou a recente recuperação da bolsa e mantém boas perspectivas para as ações. Mas, para analistas ouvidos pelo Valor, essa retomada beneficia primeiramente empresas que atendem ao consumo de menor valor, menos dependente do crédito e que tira proveito da melhora da renda real provocada pela queda da inflação.
 
A leitura é de que o consumidor só vai conseguir trocar de carro dentro de um ano e comprar um apartamento em 2019, mas já começa a gastar com eletrodomésticos ou roupas. Comportamento esse que beneficia empresas como Lojas Americanas, Lojas Renner, Natura e Pão de Açúcar, que fazem parte do Ibovespa. Mas também Marisa, Carrefour, Hering, Arezzo, Magazine Luiza e Guararapes, dona da Riachuelo.
 
Todas essas ações acumulam forte alta este ano, superando, inclusive, o Ibovespa, com valorização de 23,76% no período. O caso mais impressionante é o de Magazine Luiza, cuja ação avançou 422,6%. Entre outros exemplos emblemáticos, estão Guararapes, com alta de 130%, e Arezzo, cujo papel já subiu 124,6%.
 
Ainda assim, para especialistas, muitas dessas ações ainda têm espaço para ganhos adicionais. Em relatório de julho deste ano, o Bradesco BBI apontava trajetória crescente para a Magazine Luiza diante da perspectiva de resultados ainda fortes, ganho de participação de mercado e de rentabilidade.
 
Já Ricardo Peretti, da Santander Corretora, chama a atenção para o fato de que há algumas empresas relativamente mais atrasadas, pelas quais o interesse do investidor pode ser maior. Ele destaca Lojas Americanas, que acumula alta de 24,3% no ano - pouco acima do Ibovespa -, Hering (+98%) e Carrefour, que desde a estreia na bolsa, em 20 de julho, sobe 11,41%, abaixo do índice (14,78%).
 
Levantamento feito pelo Valor Data mostra que a receita líquida somada de 13 empresas ligadas ao varejo teve uma clara recuperação ao longos dos últimos trimestres, desempenho que contrasta com o de companhias que reagem mais diretamente a investimentos, de setores como bens de capital e siderurgia, ou das incorporadoras, que dependem da capacidade de endividamento de longo prazo do consumidor.
 
O bom desempenho está refletido nos dados divulgados ontem pelo IBGE, que confirmam que a recuperação do varejo observada no segundo trimestre tem continuidade. Em julho, as vendas ficaram 1,7% acima da média do segundo trimestre. Isso reforça que o setor continua sendo a principal força motriz para a retomada da atividade brasileira na segunda metade do ano, assim como aconteceu no semestre passado.
 
"Companhias e setores mais conectados com a economia, como consumo discricionário e bens de capital, podem contar com revisões para cima das estimativas de lucro por ação conforme o crescimento econômico seja incorporado aos preços", dizem os analistas do Bank of America Merrill Lynch (BofA) Felipe Hirai e Nicole Inui, em relatório. Eles explicam que a expectativa é que haja crescimento das receitas para o setor de varejo em 2017 e 2018, enquanto as vendas no conceito mesmas lojas, isto é, unidades abertas há pelo menos um ano, também devem registrar expansão de 6,2% este ano e 6,4% em 2018, ante 2,3% registrados em 2016.
 
Peretti, da Santander, confirma que o cenário macroeconômico - inflação baixa, juros em queda, crescimento do salário médio e redução do endividamento das famílias - dá suporte à perspectiva positiva para o consumo e para a própria atividade. "Varejistas são as primeiras a responder", afirma o analista. "Essa dinâmica é importante para todos os segmentos da economia, mas o tíquete médio é um pouco menor nas empresas de varejo, o que significa que a necessidade de crédito do setor é menor do que para os demais."
 
Para Ivo Chermont, economista-chefe da gestora Quantitas, o menor endividamento das famílias deve colaborar ainda mais para a renda disponível para gastos básicos e discricionários. "E isso vai melhorando à medida que os juros forem caindo", diz.
 
A ata do Copom confirmou que a Selic vai continuar em queda, ainda que em um ritmo mais lento. E a maior parte dos economistas acredita que a taxa possa fechar o ano em 7%, abaixo da mínima histórica, de 7,25%.
 
Analistas têm citado as incertezas políticas, que ganham intensidade com a aproximação da eleição presidencial, como um elemento de risco para a continuidade desse cenário favorável para atividade e, consequentemente, para o mercado de ações. Somente com a confirmação da continuidade da agenda de reformas depois de 2018 é que o investimento deve ganhar tração. "Para o crescimento [da economia e das empresas] ser sustentável, vale frisar que precisamos que os investimentos aumentem também. Para isso, além da menor taxa de juros, é fundamental a reorganização fiscal do Brasil. Se não conseguirmos isso, podemos voltar a andar para trás", pondera Chermont prisão, o que não tem respaldo na Constituição. O Senado tem que deliberar sobre isso — disse Gilmar, acrescentando: — Temos que evitar o populismo constitucional, institucional. Devemos nos balizar pela Constituição. Quando começamos a reescrever a Constituição, é preocupaPnte.A traição original- Editorial: O Estado de S. PauloMadri intervém e põe nas urnas destino da Catalunha – Editorial: Valor EconômicoFernando Henrique Cardoso*: Hora de decidirGoverno mostrou que não está imobilizado – Editorial: Valor Econômico
Racha impede governo de ter candidato no Chile
Com quatro partidos no campo de centro- esquerda, ex- presidente Piñera tem caminho facilitado
 
Janaína Figueiredo / O Globo
 
- BUENOS AIRES- Esta semana, o candidato à Presidência do Chile Alejandro Guillier, o mais bem posicionado para disputar um eventual segundo turno com o ex- presidente e também candidato Sebastián Piñera ( 20102014), participou da inauguração de um hospital ao lado da presidente Michelle Bachelet. A imagem surpreendeu, já que nesta campanha, pela primeira vez desde a redemocratização do Chile, em 1990, o Palácio de la Moneda não lançou candidato à sucessão, confirmando a maior crise vivida pela centro- esquerda chilena em quase três décadas.
 
Na reta final, a presidente não conseguiu esconder sua preferência por Guillier, e sua atitude foi criticada por Piñera, o grande favorito no domingo. O governo respondeu dizendo que o ex- chefe de Estado também foi convidado, e a realidade é que este pequeno gesto de Bachelet não alterará em nada um cenário eleitoral amplamente favorável ao candidato da coalizão de direita Chile Vamos.
 
‘ADVERSÁRIO É A ABSTENÇÃO’
 
A inédita fragmentação da centroesquerda — que nesta eleição terá quatro candidatos — somada à perspectiva de uma baixíssima participação eleitoral, colocou Piñera no melhor dos mundos. Nos últimos dias, o ex- socialista e fundador do Partido Progressista Marco Enríquez Ominami, que disputará a Presidência pela terceira vez, foi claro neste sentido:
 
— Nosso grande adversário não é Piñera, e sim a abstenção.
 
Para ele e a maioria dos analistas, “quantos menos chilenos votarem (o voto é voluntário), mais chances terá Piñera de vencer no primeiro turno”. De acordo com recentes pesquisas, Guillier obteria entre 20% e 25% dos votos, contra até 45% do ex- presidente (que precisa de 50% mais um dos votos para eleger- se no primeiro turno). Juntos, os outros três candidatos de centro-esquerda ficariam com cerca de 20%. Está claro que o racha da coalizão de governo, que obrigou Bachelet a ficar fora da campanha, foi catastrófica.
 
— O começo desta crise foi em 2009, quando Ominami saiu do Partido Socialista e lançou seu próprio partido. Em 2013, quando Bachelet decidiu incorporar os comunistas à sua aliança de governo, o racha se tornou inevitável — explicou ao GLOBO Marco Moreno, reitor da Faculdade de Governo da Universidade do Chile.
 
Para ele, “o que vemos hoje é consequência de lideranças fracas, que não foram capazes de gerar entendimento e um acordo que permitisse uma candidatura única”.
 
Uma candidatura do ex-presidente socialista Ricardo Lagos ( 2000- 2006), opinou Moreno, poderia ter evitado o desastre.
 
— Lagos, que teria sido melhor candidato para enfrentar Piñera, abandonou a corrida porque Guillier estava melhor nas pesquisas. Isso deu aos democratas-cristãos a desculpa perfeita para terem uma candidatura por fora da aliança.
 
PROPOSTA DE CONSTITUINTE
 
Essa candidatura é a da senadora Carolina Goic, que segundo recentes pesquisas não chega a 10% das intenções de voto. Acima dela está a jornalista Beatriz Sánchez, da grande novidade política no Chile: a esquerdista Frente Ampla, inspirada no partido espanhol Podemos e na Frente Ampla do Uruguai. Beatriz participou de primárias, venceu e assumiu uma candidatura que, no começo, despertou certo entusiasmo. Nos últimos meses, porém, esse impulso diminuiu, e tornou- se evidente que a nova esquerda chilena não irá muito longe em sua primeira eleição. No melhor dos casos, Beatriz ficará em terceiro lugar, e a Frente Ampla, integrada por 14 partidos e movimentos, conseguiria de cinco a seis cadeiras na Câmara (que passará a ter 155 integrantes).
 
— A Frente Ampla mostrou incapacidade para articular tantas posições num único espaço — disse Roberto Méndez, professor da Universidade Católica do Chile.
 
A esquerda radical chilena tem propostas como a convocação de uma Assembleia Constituinte para enterrar definitivamente a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973- 1990).
 
— Depois desta eleição, a centro-esquerda chilena deverá, necessariamente, passar por uma reestruturação. Quem ficará e quem sairá não sabemos — apontou Moreno.
 
Nomeação infeliz – Editorial | Folha de S. Paulo
Em episódio que marcou os estertores do governo petista, a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou a escolha de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para a chefia da Casa Civil.
 
Como ficou mais que evidente à época, tratava-se de manobra que tinha como um de seus objetivos garantir foro privilegiado ao ministro recém-nomeado, em cujo encalço estava a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
 
Eis que agora o Palácio do Planalto, sob o comando de Michel Temer (PMDB), decide conceder status ministerial a Moreira Franco, peemedebista citado ao menos 34 vezes em delação premiada de um ex-dirigente da construtora Odebrecht.
 
Há que se guardar, por óbvio, as proporções entre as circunstâncias, os personagens envolvidos e as consequências esperadas em um e outro caso. Mas o eventual sentido administrativo da medida de Temer permanece muito menos visível que o benefício concedido ao correligionário.
 
Moreira Franco é um dos auxiliares mais próximos ao presidente. Ocupava o cargo, estratégico para a política econômica, de secretário-executivo do Programa de Parceria em Investimentos (PPI), ao qual cabe desfazer os gargalos no setor de infraestrutura.
 
Assumirá a recriada Secretaria-Geral da Presidência, à qual estará subordinado o mesmo PPI, além das estruturas de comunicação, administração e cerimonial.
 
Sobre ele pesa a suspeita —que evidentemente ainda precisaria ser corroborada por provas— de ter auferido propinas, sob o codinome "Angorá", para fazer avançarem os interesses da empreiteira quando era ministro da Aviação Civil do governo Dilma.
 
Boas razões embasam o princípio do foro privilegiado —pelo qual ministros de Estado, entre outras autoridades de primeiro escalão, só podem ser processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma proteção contra a litigância de má-fé por parte de inimigos políticos.
 
A garantia constitucional, entretanto, não pode se converter em atalho para a impunidade, o que muitas vezes ocorre devido ao acúmulo de processos que se arrastam no STF.
 
Como revelou uma pesquisa efetuada por este jornal, em novembro passado havia nada menos que 362 inquéritos e 84 ações envolvendo profissionais da política na corte.
 
Por ineficiência geral da Justiça e chicanas jurídicas dos interessados, o foro é visto com desconfiança pela opinião pública. Quaisquer que tenham sido seus propósitos, a nomeação infeliz anunciada por Michel Temer acaba por contribuir para essa imagem nega
Grupos que buscam renovação na política podem se unir em 2018
Joelmir Tavares / Folha de S. Paulo
 
SÃO PAULO - Grupos que nasceram para buscar renovação política começam a pensar na possibilidade de se unirem para evitar o risco de que o barco em que estão a bordo naufrague.
 
Criados nos últimos meses, diante do cenário de descrença em políticos e partidos, movimentos como o Agora!, o Acredito e a Frente pela Renovação discutem uma aproximação sem anular a identidade de cada um —embora haja mais semelhanças do que diferenças entre eles.
 
"A gente tem que integrar esses movimentos. Se a gente não se juntar, ou se só um der certo, vai todo mundo falhar", defende Pedro Henrique de Cristo, do Brasil 21, autointitulado um coletivo de "inovação da democracia".
 
A possibilidade com que lideranças dos grupos trabalham é a de unir esforços no apoio ao lançamento e divulgação de candidaturas de nomes que estão entrando na vida pública e de concorrentes comprometidos com a chamada "nova política".
 
Seriam, basicamente, postulantes alinhados a ideias como o combate à corrupção, transparência na gestão e conexão maior com os eleitores.
No caldeirão ativista há desde iniciativas que projetam lançar dez candidaturas, caso do Nós, que se articula na periferia paulistana, até os que estarão por trás de centenas de postulantes no país todo, como o RenovaBR, fundo que bancará a formação de lideranças, mas sem atuar diretamente nas campanhas.
 
Representantes de 12 desses grupos participaram no sábado (11), na Câmara Municipal de São Paulo, de um debate durante o evento independente Virada Política.
 
Foi a primeira ocasião em que porta-vozes de tantas dessas organizações dialogaram em público. Membros delas ouvidos pela Folha admitem o risco de uma eventual disputa de protagonismo entre os coletivos. Numa rixa, avaliam, todos perderiam. Daí o raciocínio de que, mesmo tendo nascido isolados, deveriam se fortalecer mutuamente.
 
"Todo mundo que está aqui quer mudar o Brasil. Os 'comos' todo mundo vai aprender no caminho", disse no evento Juliana Cardoso, do Agora!. "Mas é importante que a gente saia do ponto de partida de mãos dadas, para que a gente mude a realidade." Um dos membros do Agora! é o apresentador Luciano Huck.
 
"O ponto principal que vai nos unir é levar as pessoas para participar mais da política e votar", afirmou Marina Lima, do coletivo Construção. "A pessoa não precisa ser ativista, ela precisa votar. Esse vai ser o maior desafio." Para ela, "o campo progressista precisa estar organizado" e pensar em pontos de convergência e afinidade para fazer frente a grupos radicais e de direita.
 
Na mesma roda, o representante da Frente pela Renovação (integrada pelo Vem pra Rua, indutor de atos pelo impeachment de Dilma Rousseff), Álvaro Rossi, disse que os movimentos podem trabalhar juntos, mas não precisam se unificar. "É importante valorizar nossas diferenças."
 
O MBL (Movimento Brasil Livre), ausente da Virada, também fala em apresentar candidaturas, com a meta de eleger 15 deputados federais.
 
LADO A LADO
 
A possibilidade de que os movimentos dividam espaços físicos também é discutida. A ideia é articulada por Cristo, do Brasil 21, que diz sondar locais em São Paulo (Bixiga e Capão Redondo), no Rio (Humaitá e Complexo do Alemão) e em Brasília. "Pensei: por que não convidar mais movimentos e compartilhar?", diz ele.
 
Juntos os grupos já estão em torno do pensamento de que a oxigenação deve ter critérios e que não basta "renovar por renovar". "O foco é alterar práticas e ideias", diz Tábata Amaral, do Acredito.
 
Embora afinado com o discurso, Caio Tendolini, da Bancada Ativista, mostra cautela: "A real é que não acredito que a gente vá renovar o Brasil ano que vem. Vamos ser sinceros. A gente está só na primeira temporada dessa série"
Celso Ming: São as incertezas, senhores
- O Estado de S.Paulo
 
O País está imerso em indefinições e isso ameaça, outra vez, empacar a vida econômica.
 
Uma dessas indefinições tem a ver com o tratamento a ser dado ao rombo crescente da Previdência Social (veja gráfico ao lado). Até quem pensa com apenas dois neurônios sabe que à frente há um abismo e, depois do abismo, o imponderável.
 
Ou sai imediatamente a reforma ou ficará mais perto o dia em que o Brasil inteiro se transformará num gigantesco Rio de Janeiro, onde os salários estão atrasados, o 13.º deste ano ficará para quando der e as aposentadorias, se chegarem, chegarão no pinga-pinga – e, obviamente, num cenário em que a bandidagem ganhará mais campo aberto.
 
O astral da economia tinha melhorado porque, embora lenta e insegura, a recuperação vinha dando bons sinais. Mas essa recuperação da confiança se baseia numa aposta: na de que pelo menos alguma coisa da reforma da Previdência viria antes das eleições. Não seria a virada definitiva do jogo hoje perdedor; seria apenas o primeiro passo de muitos que ainda terão de ser dados para reequilibrar as finanças da Previdência Social.
 
E foi com base nessa aposta que os investimentos reapareceram, que a Bolsa avançou em setembro e outubro e que outras aplicações de risco passaram a ser consideradas viáveis nos mercados, não só no financeiro.
 
Mas bastou que o presidente da República admitisse publicamente que a reforma poderia ficar para depois, para que fosse colocado em dúvida o sucesso da aposta sobre a qual se apoiou boa parte da retomada da confiança e para que o azedume se reinstalasse em todos os setores da economia.
 
Ainda há aqueles que não acreditam na aritmética. São os que se aferram a pretensos direitos adquiridos, aqueles para os quais pagamento de aposentadoria é cláusula pétrea. Não é, senhoras e senhores. Não há mais milagres da multiplicação dos pães e dos peixes. É a receita que define a despesa, e não o contrário. Nas condições atuais, não há pagamento futuro garantido de aposentadorias e pensões.
 
Quanto ao projeto de reforma da Previdência propriamente dita, estamos diante de duas hipóteses. Ou se aprova uma parcela das propostas em discussão, talvez apenas a imposição de idade mínima para aposentadoria; ou não se aprova nada. No primeiro caso, será um passo insuficiente para devolver a confiança no futuro das contas públicas, mas, pelo menos, será um passo na direção correta.
 
Se a reforma for rejeitada ou se o projeto continuar indefinidamente encalhado em Brasília, o risco de novo desastre será muito alto. O País ficará sujeito a aumento de impostos ou, simplesmente, ao calote da dívida pública, algo que, antes mesmo das agências de classificação de risco, o mercado financeiro se encarregará de prever.
 
Para quem tem um dinheiro aplicado no mercado financeiro, este cenário confuso imporá novas incertezas. A derrubada da inflação e dos juros empurra o aplicador para as opções de risco e, no entanto, diante desse céu exposto a turbulências, como se conformar com retorno cada vez mais baixo das aplicações financeiras?
A incontrolável propensão do setor público ao inchaço – Editorial: O Globo
É sintomático que apenas no Judiciário haja pedidos de criação de 5.516 novos cargos e de gratificações, inclusive de contratações sem concurso
 
Marca registrada da burocracia estatal brasileira, o crescimento do número de funcionários resiste a tudo. Mesmo a momentos como o atual, de grave crise financeira do Estado. A mais recente comprovação deste viés, noticiada pelo GLOBO no início da semana, é o acumulo de pedidos de contratações, bem como de gratificações, encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
Desde 2013, quando a economia já sinalizava dificuldades, chegaram ao CNJ 15 pedidos de abertura de 5.516 novos cargos e gratificações. No pacote, incluem- se juízes, com salários iniciais de R$ 27,5 mil, e muitos cargos de livre provimento — ou seja, a serem preenchidos sem a necessidade de concursos públicos —, com remunerações entre R$ 6 mil e R$ 14,6 mil. Atendidas as demandas, as já excessivas despesas da União com pessoal cresceriam R$ 606 milhões em um ano.
 
Diante de contas expressas em bilhões de reais, pode- se achar pouco. Mas não é, se considerarmos que a União já faz grande esforço para encerrar este e o próximo ano com déficits primários ( sem os juros da dívida) de R$ 159 bilhões, causa do crescimento ainda sem rédeas da dívida pública em relação ao PIB, um dos principais termômetros da solvência de um país. No caso do Brasil, perigosamente em alta. É crucial conter esta corrida ao precipício.
 
De forma sintomática, esses milhares de pedidos de mais vagas e verbas de pessoal vêm do Judiciário, em que, na esfera federal, estão alocados bem mais que 100 mil funcionários. Outro aspecto é que os tribunais, por características próprias, costumam ser refratários à modernização de métodos de gestão. Nem todos, é certo.
 
A independência do Judiciário, garantida pela Constituição, necessária para conceder liberdade ao juiz na interpretação da lei, às vezes é usada a fim de blindar tribunais contra a modernização administrativa. Por isso, nem sempre metas estabelecidas pelo CNJ são atingidas, porque não se adotam novos métodos de trabalho.
 
O fato é que, mesmo nesta crise, conceitos como os de eficiência, de produtividade, de avaliação dos serviços continuam a passar ao largo do Estado.
 
Tudo leva à reprodução mecânica do Orçamento, de R$ 3,5 trilhões este ano, sem qualquer preocupação com a qualidade dos gastos. Tampouco dos serviços prestados por mais de 2 milhões de servidores, apenas na esfera federal.
 
Nessa discussão, costumam- se apresentar comparações internacionais em que o Brasil não fica distante de outros países em termos de quantidade de servidores em relação à população e de folha de salários comparada ao PIB.
 
Trata- se de falsear a realidade, de tentativas de se escamotear, por exemplo, a má distribuição de servidores brasileiros entre atividades- meio e fim; de jogar fumaça sobre a discrepância entre salários de segmentos do funcionalismo e a qualidade do serviço prestado, por exemplo. A crise deveria estimular este debate.

Incerteza trabalhista – Editorial: Folha de S. Paulo

Em uma análise rigorosa, seria inapropriado o uso de medida provisória para legislar sobre relações trabalhistas. O instrumento, afinal, destina-se a providências emergenciais, não a temas de tamanha complexidade.
 
De todo modo, foi essa a saída política que viabilizou a aprovação célere, pelo Senado, da reforma da CLT que começou a vigorar neste mês. A MP, editada na terça (14), foi prometida pelo presidente Michel Temer (PMDB) para tratar de aspectos controversos não examinados pelos senadores.
 
O acerto, contudo, contrariou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Um tanto por afirmação de poder, outro por preferências programáticas, o parlamentar não quer ver alterado o texto definido por seus pares.
 
Como se já não fosse missão árdua o bastante promover o maior redesenho da legislação trabalhistas desde os anos 1940, a tensão entre o Executivo e as duas Casas legislativas cria incertezas adicionais para o mundo real das empresas e de seus funcionários.
 
Nem mesmo há segurança quanto à extensão do impacto do que já foi aprovado pelo Congresso —que dirá acerca do futuro da MP e das inevitáveis disputas judiciais decorrentes dos novos regulamentos.
 
Num exemplo quase prosaico, o Planalto sancionou a reforma sem se dar conta de que esta revogava a Lei da Gorjeta, cuja vigência se iniciou apenas em maio deste ano. Restabelecida de modo provisório, a regulação dessas gratificações será novamente escrutinada por deputados e senadores.
 
O episódio envolve somente um dos mais de 900 artigos da septuagenária CLT (o 457º); cerca de cem acabaram de ser alterados, suprimidos ou introduzidos.
 
Outros casos —como os direitos dos funcionários intermitentes, que pela nova regra não incluem o seguro-desemprego certamente se tornarão alvo de questionamentos na Justiça especializada, boa parte dela hostil às mudanças.
 
Seria ingenuidade, claro, imaginar que a imprescindível atualização das leis trabalhistas pudesse ocorrer sem percalços e conflitos. O país demorou em demasia a enfrentar tais tabus, e só o fez na esteira de uma recessão brutal.
 
Governo e Congresso deveriam facilitar a tarefa de convencimento, porém, com clareza e transparência. Nesse sentido, é contraproducente publicar uma medida provisória, sem mais explicações, em edição extraordinária do "Diário Oficial", no início da noite da véspera de um feriado.
 
A reforma, já se disse aqui, será consolidada na prática diária, à medida que patrões e empregados se ajustem a novas relações. Às autoridades cabe demonstrar firmeza de propósitos e a disposição de dirimir dúvidas e desconfianças.

PARCERIA ESTRATÉGICA

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