Ataques terroristas matam pelo menos 153 e levam pânico a Paris

14/11/2015 08:33

Restaurantes, casa de shows e estádio onde a seleção francesa jogava com a Alemanha foram alvo • Hollande decreta estado de emergência e fecha fronteiras • Obama oferece ajuda • Dois brasileiros estão entre as dezenas de feridos • Suspeitas recaem sobre o Estado Islâmico

 

Num dos maiores ataques terroristas da Europa,atentados simultâneos atingiram ontem diferentes locais de Paris e mataram ao menos 153 pessoas – 112 só na casa de shows Bataclan, informa Andrei Netto. Entre as dezenas de feridos estão dois brasileiros. O Stade de France foi atingido por explosões durante amistoso de França e Alemanha. O presidente francês, François Hollande, foi retirado às pressas do estádio. Em pronunciamento na TV, ele declarou estado de emergência. Fronteiras foram fechadas, aulas suspensas e mais de 1,6 mil militares estão nas ruas. Até ontem, nenhum grupo havia reivindicado os atentados, mas as suspeitas recaíam sobre o Estado Islâmico. Cinco terroristas estariam entre os mortos. Líderes de todo o mundo manifestaram solidariedade. Em janeiro, ataque ao Charlie Hebdo deixou 12 mortos


Paris amanhece após pior pesadelo terrorista da história da França

 

Balanço oficial é de 128 mortos e 200 feridos, dos quais 80 se encontram em estado grave; oito terroristas foram mortos na onda de ataques

 

O Estado de S. Paulo

 

PARIS - A cidade de Paris amanheceu neste sábado, 14, após viver na noite de ontem o pior massacre terrorista da história da França, com um balanço provisório de 128 mortos e 200 feridos, dos quais 80 se encontram em estado grave.

 

Sete dos oito terroristas que se tem conhecimento que participaram dos ataques morreram ao detonarem os explosivos que carregavam consigo, enquanto o oitavo foi abatido pela polícia.

 

Os agressores realizaram seis ataques quase simultâneos na capital: tiroteios em vários bares e cafés do centro, uma tomada de reféns na casa de shows Bataclan, na qual morreram pelo menos 70 pessoas, e três explosões nas imediações do Stade de France, onde a seleção nacional disputava um amistoso contra a Alemanha.

 

O pior balanço se registrou na casa de shows Bataclan, onde quatro terroristas foram neutralizados após assassinarem várias pessoas no local. Os agressores entraram no recinto com os rostos descobertos e portavam submetralhadoras.

 

Outros três terroristas morreram em explosões nas imediações do recinto esportivo quando detonaram as bombas que carregavam consigo.

 

O presidente da França, François Hollande, fez dois pronunciamentos aos meios de comunicação após a tragédia, primeiro no Palácio Eliseu, onde anunciou o fechamento das fronteiras e o estado de emergência, e, depois, na casa de shows Bataclan, onde garantiu que não terá "piedade" com os terroristas.

 

Hoje, o presidente participa de uma reunião do Conselho de Defesa Nacional às 9h locais (6h de Brasília) e suspendeu sua viagem à cúpula do G-20 na Turquia devido às circunstâncias excepcionais, que requerem medidas sem precedentes.

 

Além de fechar as passagens fronteiriças, a França mobilizou 1,5 mil militares, estabeleceu protocolos de urgência nos hospitais e proibiu a realização de espetáculos em Paris, pelo menos, neste sábado. / EFE


 


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