Atravessador torna ETANOL mais caro no Brasil

20/11/2017 06:37
20 DE NOVEMBRO DE 2017 - Coluna do Cláudio Humberto
ATRAVESSADOR TORNA ETANOL MAIS CARO NO BRASIL
O Brasil e o consumidor perdem muito dinheiro e desperdiçam tempo, por causa de uma resolução de 2009 proibindo o produtor de vender diretamente ao consumidor o etanol que fabrica, como se faz no mundo inteiro. No Brasil, prevalece o lobby do atravessador (distribuidora), que compra o etanol por preço baixo e o entrega aos postos de combustível a preço elevado, tornando-o bem mais caro para o consumidor final.
   
SITUAÇÃO ESDRÚXULA
O etanol viaja até milhares de quilômetros até voltar ao posto a 10 metros da destilaria que o produziu, custando várias vezes mais caro.
   
ADULTERAÇÃO NO CAMINHO
No passeio de centenas e até milhares de quilômetros até chegar ao posto, há o risco, consumado todos os dias, de o etanol ser adulterado.
   
MUNDO INTEIRO
O mundo todo permite a venda direta de etanol aos postos. No Brasil, influentes lobistas tornam esse negócio exclusivo de atravessadores.
   
RESOLUÇÃO DA VERGONHA
A resolução que beneficia o atravessador no Brasil tem o nº4 e foi adotada em 2009 pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
   
PAZ NA ITÁLIA: ALOYSIO ‘ENCAPSULOU’ CASO BATTISTI
O ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores), em visita à Itália, usou de sua habilidade para “encapsular”, conforme linguagem diplomática, o caso Cesare Battisti, terrorista italiano condenado à prisão perpétua e protegido pelo ex-presidente Lula. O chanceler conversou longamente com o homólogo italiano Angelino Alfano, colocando o assunto em pratos limpos de modo a não afetar as relações entre os dois países.
   
PÉ-DE-OUVIDO
Após a reunião protocolar, com assessores de ambos os governos, Aloysio Nunes e Angelino Alfano tiveram um pé-de-ouvido a sós.
   
É COM A JUSTIÇA
O chanceler Angelino Alfano compreendeu que o caso Battisti saiu da esfera do governo e será definido pelo Supremo Tribunal Federal.
   
AMICUS CURIAE
A Itália, antes representada no caso pelo admirado criminalista Nabor Bulhões, deve designar um amicus curiae para expor o caso no STF.
   
BURACO É MAIS EM BAIXO
O apresentador Luciano Huck jamais confirmou sua pré-candidatura, e há grande chance de não fazê-lo. É só pensar um pouco e os novatos descobrem que presidente pode muito, mas não pode tudo. E precisa tratar deputados e senadores a pão de ló. Ou não governa.
   
DESAPEGA, FHC
Ex-presidente há 15 anos, FHC continua dando palpites sobre política, mas poucos ainda lhe dão ouvidos. Levantamento do Paraná Pesquisas indica que, para 69,7% suas declarações “não importam”.
   
NA PONTA DA LÍNGUA
O Sindicato dos Servidores do Ipea fará um debate sobre “Que serviço público queremos?”, dia 27, na Câmara. Nem precisa de debate: o País quer um serviço público menor, que funcione e custe muito menos.
   
NERVOSISMO
Provocam grande nervosismo em setores militares as suspeitas de superfaturamento na compra bilionária de caças Gripen, investigado pelo Ministério Público Federal. A acusação de tráfico de influência motivou o bloqueio de R$24 milhões de Lula e do filho Luiz Cláudio.
   
NÃO É DE HOJE
Lorota recente em Brasília dá conta de que o presidente Michel Temer “entregou” o controle da verba publicitária a Moreira Franco. O ministro toma decisões nessa área do governo há pelo menos oito meses.
   
OITIVA MARCADA
Na CPMI da JBS, está marcado para as 9h desta quarta (22) o depoimento de Eduardo Pellela, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot. Pellela não atendeu a um convite e acabou convocado.
   
PROPAGANDA DO CAOS
A “agência reguladora” Adasa, cujas incompetência e imprevidência provocaram o colapso no abastecimento d’água de Brasília, gasta uma fortuna com propaganda prevendo o ano de 2018 ainda pior que 2017.
   
AQUECIMENTO
O mercado imobiliário também volta a aquecer em todo o País. Em Campinas, o Arborais Residencial, loteamento de alto padrão lançado pela empresa 3Z Realty, vendeu 70% dos lotes em 24 horas.
   
PENSANDO BEM…
…se é por falta de reforma, o presidente Michel Temer poderia fazer uma que não depende do Congresso: cortar metade dos ministérios.
 
 

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