Bancada leal a Dilma não impede o Impeachment

21/11/2015 08:38

DEPOIMENTO COMPROMETE DILMA COM PASADENA

 

Caiu como uma bomba, no Tribunal de Contas da União, o depoimento que compromete a presidente Dilma com a compra superfaturada da refinaria americana de Pasadena, que provocou prejuízos de US$ 800 milhões (ou R$ 3 bilhões) ao Brasil. O conselho de administração da Petrobras, presidido por Dilma, analisou e aprovou o negócio um dia após ser fechado, segundo contou Aghostilde Mônaco de Carvalho, funcionário da Petrobras, que depôs sob acordo de delação premiada.

PRESIDENTE NO COMANDO
A pressa na aprovação da compra de Pasadena pelo conselho de administração coloca Dilma como um dos responsáveis pelo negócio.

ESPANTO NO TCU
O depoimento de Aghostilde foi lido pelo ministro Vital do Rêgo, relator da tomada de Contas Especial na Petrobras. Causou estupefação.

ELA SABE QUE É GRAVE
Dilma tem tanto medo do assunto que, no início do escândalo, ela até divulgou nota culpando “parecer falho” de Nestor Cerveró pelo negócio.

DELAÇÃO PREMIADA
Aghostilde assessorava Nestor Cerveró, na diretoria Internacional da Petrobras, e prestou depoimento ao Ministério Público Federal.

BANCADA LEAL A DILMA NÃO IMPEDE O IMPEACHMENT
O Palácio do Planalto colocou na ponta do lápis a votação que manteve o veto ao reajuste dos servidores do Judiciário, contou os deputados governistas incondicionais, do tipo que vota favorável ao governo independente de emendas e cargos, e o resultado foi desesperador: só 132 são leais à presidente Dilma. Isso significa que o governo precisa negociar cada votação, aumentando o desgaste com os aliados.

NO SUFOCO
No caso do Judiciário, o veto de Dilma foi mantido por 6 votos: foram 132 votos a favor da manutenção do veto, 251 contra.

SINAL VERMELHO
O governo não pensa em outra coisa. Para impedir o impeachment, Dilma precisaria de ao menos 172 votos contrários.

NÃO PASSA NADA
O governo não tem condição de aprovar nenhuma PEC (308 votos). No caso da Desvinculação das Receitas da União, já recorreu à oposição.

GOSTO DE PIZZA
No plano para enterrar todas as CPIs, a Câmara deve estendê-las até 17 de dezembro. Eduardo Cunha pretende levá-las até o último dia das atividades do Congresso, apenas para dar aparente satisfação.

COMBATE AO CONTRABANDO
Efraim Filho (DEM-PB) colhe assinaturas para a Frente Parlamentar de Combate ao Contrabando. Ele já garantiu apoio de 220 parlamentares e de 70 entidades de setores. Na quinta, haverá audiência na Câmara.

ABRAÇO DE AFOGADOS
Deputados acham que é obra do líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), a decisão de não condenar os golpistas acampados no Congresso. Sampaio é aquele que levou o PSDB a se abraçar a Eduardo Cunha.

FOME ZERO
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) lamentava a demora de 40 minutos para que o restaurante do plenário da Câmara liberasse o almoço. Faminto, saiu às pressas e não esperou “tanto tempo”.

BROXA NA MÃO
O Ministério das Cidades adiou para março o repasse aos municípios de recursos para melhorar a mobilidade urbana. Sem dinheiro, os prefeitos não querem nem ouvir falar em Dilma.

AÍ TEM COISA
O deputado Danilo Fortes (PSB-CE) estranha a pressa do governo em limpar a pauta do Congresso, o que não fez durante o ano inteiro. “O governo está com pressa para votar as pedaladas”, desconfia.

PERO NO MUCHO
O senador José Pimentel (PT-CE) celebra a decisão do PMDB, que adiou o rompimento com o governo. “O PMDB é governo. Temos uma articulação muito integrada”, afirma.

CRISE AMIGA
O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) define a crise econômica como maior aliada de Dilma no Congresso. “A maioria dos parlamentares vota medidas fiscais por causa da crise”, pondera.

PENSANDO BEM…
…se tantas autoridades enroladas em escândalos se safarem, a “Lava Jato” merecerá ser rebatizada de “Lavou, tá Novo”.

 

 


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