Brasil: O ano de 2017 em retrospectiva

12/12/2017 15:04
Brasil: O ano de 2017 em retrospectiva
Brasil: O ano de 2017 em retrospectiva - Principal Jornal da China
 
Para o Brasil, 2017 foi um ano repleto de desapontamento e esperança. Embora a operação Lava-Jato levasse à retirada dos cargos de vários altos funcionários, a popularidade do presidente Michel Temer não voltou a subir - 5%, o seu nível mais baixo. Ao mesmo tempo, a recuperação econômica devolveu a esperança aos brasileiros que apostam agora nas eleições gerais de 2018.
 
A queda da taxa inflacionária, o aumento dos empregos, a diminuição da taxa Selic, e a recuperação do poder de compra dos consumidores, são fatores que sinalizam a recuperação da economia brasileira, tendo diversas instituições internacionais, incluindo o FMI, dado uma avaliação positiva às expectativas do Brasil.
A recuperação econômica foi atribuída a uma série de medidas de reforma promovidas pelo governo, tais como o reajuste da política monetária, a redução da despesa pública e a remodelação da economia. No entanto, a reforma da providência encara ainda grandes dificuldades, talvez graças ao conflito político encontrado pelo governo de Temer.
 
Um outro problema que surgiu no ano de 2017 foi a questão da segurança pública. No ano passado, o governo federal trabalhou para melhorar a segurança, visando garantir a realização dos Jogos Olímpicos, tendo mobilizado o exército e a Força Nacional de Segurança Pública. Com a retirada de ambos, a insegurança aumentou em várias cidades, sobretudo no Rio de Janeiro, onde até ao mês de dezembro, mais de 120 policiais foram mortos.
 
A eleição presidencial marcada para o ano que vem é vista como uma réstia de esperança pelos brasileiros. Porém, até ao momento, a situação eleitoral não é ainda muito clara. A última sondagem aponta que o ex-presidente Lula da Silva (PT) detém a maior popularidade (34%), enquanto o deputado federal Jair Bolsonaro conquistou apenas 18%. Os outros candidatos tinham menos de 10% popularidade.
É ainda incerto se Lula poderá ser um candidato presidencial visto ter sido sentenciado por corrupção e lavagem de dinheiro, em julho passado, e a sua defesa ter apelado ao tribunal. Se for julgado por ter cometido crimes de segunda instância, será preso e não poderá assumir qualquer público durante 19 anos, perdendo, assim, a possibilidade de candidatura à presidência. Segundo a justiça do Brasil, o julgamento da segunda instância será realizado antes das eleições gerais.
 
Bolsonaro, que ocupa o segundo lugar da corrida, ganhou o apoio da população devido à sua firmeza contra a corrupção e os crimes de droga. Contudo, o mesmo alegou também que, caso vença as eleições, voltará a recuperar a dependência brasileira dos EUA, tendo causado protestos no país.
 
Para Evandro Carvalho, professor de direto internacional da Fundação Getúlio Vargas, a polarização da ideologia dificulta a tarefa brasileira de encontrar um candidato reconhecido pela maioria, seja o esquerdista Lula ou o direitista Bolsonaro.
 
Evandro frisou ainda que os brasileiros não se sentem desapontados e acreditam que o país tem ainda muitas oportunidades. “Os brasileiros esperam que surja um bom candidato, que possa punir os corruptos e abandonar a fixação entre classes por forma a permitir que o país renasça”. 
 
 

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