Conhecer é Compreender?

15/07/2015 13:37

Por Josenildo Melo

                                                CONHECER É COMPREENDER?           

            Somos conhecedores da sapiência e poder de sabedoria de todos os nossos leitores; no entanto, além de escrevermos aos nossos conceituados e influentes apreciadores da cultura, desejamos também que nossos textos cheguem a todos os “cantos do mundo”. Afinal, humildemente, nada melhor do que conhecer pra de fato compreender. Essa é a real intenção!

            O que é Direita? Direita é uma palavra que pode representar um posicionamento político, partidário e ideológico que tem tradicionalmente como característica, a defesa dos interesses da sociabilidade burguesa. É muito natural defensores da Direita no mundo Europeu! 

            Desde o turbulento evento denominado Revolução Francesa, o qual, de acordo com alguns historiadores, inaugurou a Idade Contemporânea, os conceitos de direita e esquerda fazem-se presentes nos debates políticos e ideológicos, sobretudo no mundo ocidental.

            Durante o processo revolucionário começado na França, os Girondinos, considerados mais moderados e conciliadores, ocupavam o lado direito da Assembléia, enquanto os Jacobinos, radicais e exaltados, ocupavam o lado esquerdo. Essa é a origem da nomenclatura que categoriza os posicionamentos políticos no interior dos sistemas políticos contemporâneos.

            Segundo Cláudio Fernandes o desenvolvimento das ideias de autores considerados de direita, como Donoso Cortez e Charles Maurras, bem como o daqueles considerados de esquerda, como Karl Marx e Bakunin, e outros, estimulou gerações de intelectuais, movimentos políticos e ativistas que levaram às últimas consequências a crença em sua ideologia.

            Os ideólogos de esquerda pretendem um mundo de políticas que instaurem a justiça social, ou o igualitarismo, ou a socialização dos meios de produção econômica, ou qualquer outra ação que remeta à ideia de igualdade. Já os ideólogos de direita pretendem perfectibilizar o mundo a partir de uma perspectiva idealizada da tradição, de valores nacionais ou religiosos.

            Contudo, essa divisão pode limitar a compreensão de perspectivas mais complexas sobre a política. Geralmente, a alcunha “direitista” é aplicada sem muita acuidade crítica ao pensamento conservador. Do mesmo modo, a alcunha de “esquerdista” é aplicada às reflexões e propostas progressistas. Direitista e Esquerdista, não raro, associam-se com liberais.

            Do ponto de vista político e ideológico, progressistas e conservadores divergem, mas concordam, por vezes, quanto à economia. O problema é mais complexo do que se imagina!

            As raízes do pensamento conservador e progressista remontam ao século XVIII, especificamente às figuras de Edmund Burke e Jean-Jacques Rousseau respectivamente. O 1º é uma das principais fontes do pensamento conservador contemporâneo, e o segundo, do pensamento progressista, que se bifurca em liberais moderados, reformistas e revolucionários.

            Por muitos anos renomados estudiosos já proclamavam a “morte” dos termos Direita e Esquerda. Porém, no Brasil e particularmente no Estado do Piauí, os termos direita e esquerda voltarão com toda a força nas eleições de 2016 e 2018. Atualmente, independentemente das conceituações etimológicas dos termos; Direita receberá o rótulo quem de fato não ficar em cima do muro e assumir posições (analistas afirmam que os conservadores possuem votos menos voláteis e grande poder de influência cultural e econômica) e Esquerda receberá o rótulo todo aquele que faz parte do sistema político atual que comanda o Brasil e o Estado do Piauí.

            As rotulações futuristas não serão objetos de demérito; apenas afirmação e reafirmação de posicionamentos políticos e ideológicos. E quem não se enquadrar nos adjetivos de esquerda e direita? Possivelmente terão dificuldades de conseguirem êxitos. O eleitor atual e futuro passou da fase de indefinições e posicionamentos manobráveis. Conhecer é Compreender!