Datafolha: cresce otimismo com a economia

17/07/2016 15:12
• Pesquisa também mostra que entrevistados preferem Michel Temer na Presidência à volta de Dilma
- O Globo
 
Os brasileiros estão mais otimistas em relação ao futuro da economia, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem no site do jornal “Folha de S.Paulo”. A confiança dos entrevistados está associada à queda da inflação, à diminuição do risco de desemprego e ao aumento do poder de compra. É o maior índice de otimismo medido pelo instituto desde dezembro de 2014.
 
A pesquisa também avaliou o momento político do país. Metade dos brasileiros prefere o presidente interino, Michel Temer (PMDB), na Presidência à volta de Dilma Rousseff (PT). Apenas 32% dos 2.792 eleitores ouvidos querem a petista no comando do país. Outros 18% responderam que não gostariam de nenhum dos dois no cargo ou defenderam a convocação de outra eleição. Nesse grupo também está incluído quem não quis responder à pergunta.
 
Sobre a economia, o Índice Datafolha de Confiança (IDC) cresceu 11 pontos nos últimos cinco meses, registrando 98 pontos, a melhor pontuação desde o final de 2014, quando chegou a 121 pontos. Segundo a “Folha”, o IDC registrou melhora em cinco dos sete indicadores que compõem o índice geral.
 
O maior salto foi em relação à expectativa de avanço da situação econômica do país, em que o IDC passou de 78 para 112 pontos. Em referência à perspectiva pessoal dos entrevistados, o aumento foi de 17 pontos, de 128 para 145. Pela metodologia do Datafolha, índices acima de 100 são considerados positivos e, abaixo, negativos.
 
O levantamento aponta que os problemas do cotidiano como emprego, poder de compra e inflação continuam sendo considerados negativos. Mas todos os índices melhoram na comparação com levantamento feito em fevereiro deste ano.
 
Pela primeira vez desde abril de 2015, o número de entrevistados pelo Datafolha que acreditam que a situação econômica do país vai melhorar superou aqueles que acham o contrário: 38% deles estão no primeiro grupo, enquanto 30% estão no segundo. Os que creem que vai continuar como está correspondem a 27%. Nos últimos meses, segundo 64% dos entrevistados, a situação econômica do país piorou; para 8% melhorou; e 26% acham que ficou como estava.
 
Em relação ao governo Temer, a avaliação é similar à de quando Dilma foi afastada: apenas 14% acham sua gestão ótima ou boa. Em abril, 13% tiveram a mesma opinião em relação à petista. Já a reprovação pessoal do peemedebista é muito inferior à de Dilma, quando ela ainda estava no cargo: 31% a 65%, respectivamente.
 
A pesquisa mostrou também que uma parcela de 32% dos brasileiros cita espontaneamente a corrupção como o principal problema do país. Na sequência aparecem saúde (17%), desemprego (16%, índice mais alto desde março de 2009), violência e falta de segurança (6%) e educação (6%). Em dezembro de 2014, após a reeleição de Dilma, apenas 9% viam a corrupção como o principal problema.
 
O Datafolha fez ainda uma nova rodada da disputa eleitoral para 2018, com quatro cenários. Em todos, o ex-presidente Lula lidera no primeiro turno, mas perde em eventual segundo turno contra a ex-senadora Marina Silva (Rede) ou contra o ministro da Relações Exteriores, José Serra (PSDB). Quando o candidato tucano é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ou o senador mineiro Aécio Neves, Lula parece tecnicamente empatado no segundo turno.
 
A rejeição de Lula também foi a maior entre os nomes testados pela pesquisa. O petista aparece com 46% de rejeição; Aécio e Temer, com 29%; José Serra e Jair Bolsonaro, com 19%; e Marina, com 17%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou menos.
 
 
 

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