Deputado Evaldo Gomes (PTC) critica falta de água em Teresina

27/08/2015 22:00

Deputado critica falta de água em Teresina

O problema relacionado à falta de água em Teresina e a importância da resolução do problema no sistema de abastecimento na capital, foi o tema central do discurso de Evaldo Gomes (PTC), na manhã de hoje, 27, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi). O deputado fez duras críticas à gestão tucana na capital e lembrou que a concessão é da Prefeitura que faz vistas grossas ao problema para parecer que é do Governo do Estado.

O deputado enfatizou que já percorreu vários bairros da capital, onde pode observar o sofrimento das famílias, com a falta do líquido em suas residências. Ele citou como exemplo o Parque Brasil III, localizado na zona Norte de Teresina, onde as pessoas têm água nas torneiras, apenas duas horas por dia.

“A concessão da água é de responsabilidade do município. O Governo do Estado tem 50% de parcela de responsabilidade, mas a concessão é do município, e o problema está se agravando. Nada contra o prefeito nem contra o Estado, mas os dois precisam sentar, conversar e tentar resolver esse problema”, salientou o parlamentar.

Evaldo Gomes falou sobre a ETA (Estação de Tratamento de Água) que ainda não está funcionando por falta de energia e questionou sobre os recursos, se estes seriam tão grandes, para que o programa de saneamento não possa funcionar. Ele criticou a presidente Dilma Rousseff, que segundo ele, teve expressiva votação no Piauí e que “virou as costas” para o Estado.

“A presidente Dilma ajudou o Estado de São Paulo, com a  crise no abastecimento de água e não ajuda a sanar a dívida do Piauí, da Agespisa, que é de 1 bilhão de reais", disse. Evaldo Gomes lembrou que para resolver o problema da falta de água no Estado são necessários 3,8 bilhões e em Teresina é de 1 bilhão e setecentos mil reais. 

O parlamentar iniciou seu discurso tecendo elogios à TV Cidade Verde, por uma matéria veiculada na emissora, em relação ao abastecimento de água na capital e o comparativo, na matéria da TV, da cidade de Campo Grande-Mato Grosso do Sul.

Evaldo Gomes disse que a reportagem mostrou que o abastecimento de água, em Campo Grande, há anos atrás era de 20% e que hoje é de 75%, e que Teresina tem atualmente, uma cobertura de apenas 18% no abastecimento. “Esse debate sobre a água em Teresina se arrasta há muito tempo. Quero buscar essa discussão, para que possamos encontrar uma saída. Precisamos fazer um debate maduro, sem culpados e nem inocentes”, disse.

Apartes

O deputado Firmino Paulo (PSDB) pediu aparte para defender a Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) e dizer que cabe a PMT a regular a execução dos serviços, através da Agespisa. Ele afirmou que infelizmente a capital não tem, ainda, um abastecimento a contento, mas que ele, enquanto parlamentar tem cobrado ações e tentado, através do diálogo entre Prefeitura e Governo do Estado, resolver essas questões

O Dr. Pessoa (PSD) também parabenizou a TV Cidade Verde pela matéria sobre o abastecimento de água em Teresina e disse que tudo não passa de um problema político e de falta de compromisso. “É uma vergonha a capital do Piauí  ter apenas 17% de saneamento”, disse o parlamentar.

O deputado Robert Rios (PDT) também fez elogios à TV Cidade Verde e criticou as gestões da Agespisa. “A Agespisa tem sido um órgão perverso com o Piauí e que o Governo do Estado deveria devolver a concessão dos serviços para os municípios. O parlamentar criticou também a atitude do  prefeito Firmino em relação ao Governo do Estado. Segundo ele, é um “casamento imperfeito”. “Que casamento é esse, entre o prefeito Firmino Filho e Wellington Dias, onde uma parte quer a prisão e processo da outra?”, disse o deputado, observando que se sente constrangido em defender a Agespisa, já que os servidores, estão à favor do Partido dos Trabalhadores.

O deputado Júlio Arcoverde (PP) falou sobre o contrato de concessão entre a Prefeitura de Teresina e a Agespisa, que é de 30 anos, que estabelece normas, condutas e penalidades na execução das metas estabelecidas pelo contrato. Ele lembrou do governo de Wilson Martins, que segundo ele, chegou a iniciar um processo de conhecimento de sistemas de abastecimento que estavam dando certo em outros Estados e que poderiam ser implantados na Agespisa, mas que o governador parou porque percebeu que o sindicato dos trabalhadores da empresa não quiseram a parceria público/privado. “Temos que abrir a “mente” do sindicato para a salvação da empresa. Se as empresas tivessem feito tudo dentro do cronograma, os serviços estariam de melhor qualidade”, reiterou o deputado Júlio Arcoverde.

O deputado Rubem Martins (PSB) falou da subdelegação no Governo de Wilson Martins, que de acordo com ele, a subdelegação andou bem, mas percebeu a intenção de privatização da Agespisa. “Acompanhei de perto esse entendimento”, disse.

Com informações de Lindalva Miranda - Edição: Caio Bruno

 

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