Diário do Povo: Wellington precisa de R$ 180 milhões

22/09/2017 17:18
POLÍTICA
 
FINANÇAS DEFICITÁRIAS
 
Wellington precisa de R$ 180 milhões para não atrasar a folha de pagamento
 
Governo foi surpreendido com a queda das receitas
 
LUCINAO COELHO - Repórter de Política
 
O governador Wellington Dias informou que precisará de R$ 180 milhões para não atrasar o pagamento da folha do funcionalismo público estadual. Segundo ele, essa foi a perda nos repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE), que levou as finanças do Estado ao desequilíbrio. Para manter o pagamento, as obras poderão ser paralisadas e os pagamentos suspensos.
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Wellington frisou que serão adotadas medidas econômicas para poder manter os pagamentos em dia. As áreas mais afetadas serão os investimentos, com a paralisação ou elastecimento no pagamento das obras em andamento. "Um dos pontos que temos que cuidar é que despesas vamos cortar. Se tiver que paralisar os pagamentos as obras para um longo prazo maior, vamos fazer", frisou o governador.
 
Ele revelou que foi surpreendido com uma queda de receita no último quadrimestre, que não era esperada. "Esperávamos uma reação da receita partilhada com a União. As receitas próprias do Estado se mantém com crescimento, mas a realidade do Brasil é diferente. O Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados, que são a base do FPE, teve uma queda gigante, entre 16% e 19%", lamentou Wellington.
 
Segundo ele, essa queda teve um impacto forte nas finanças do Estado, já que o FPE corresponde a metade da receita do Estado. "São perdas rápidas e temos que tirar esse dinheiro entre R$ 160 milhões e R$ 180 milhões, de algum lugar para não atrasar os principais compromissos do Estado, que são a folha de pessoal e os serviços funcionando", assinalou.
 
"Vamos trabalhar para aumentar a receita. Queremos captar receita com parte da dívida ativa, que pode ser antecipada. Com a quitação da União para o Estado com a negociação da Eletrobras/Cepisa. E buscar alternativas para outros pontos que temos que cuidar. Temos que ver que despesas vamos cortar. E se tiver que paralisar ou elastecer as obras para um prazo maior, teremos que fazer", finalizou Wellington Dias.
 
 
Fonte: Jornal Impresso Diário do Povo do Piauí
Edição do dia 22 de setembro de 2017, sexta-feira
 
 
 

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