Dilma: 2016 será um ano de reformas e ajustes

01/01/2016 17:13

Dilma: 2016 será um ano de reformas e ajustes

Por O Dia

O Dia
Em artigo, Dilma Rousseff falou o que espera da situação política e econômica para 2016

Em artigo, Dilma Rousseff falou o que espera da situação política e econômica para 2016

Lula Marques/ Agência PT

Em texto publicado no jornal 'Folha de S. Paulo', presidente diz que espera o apoio do Congresso para aprovar alterações no orçamento, reconhece erros e promete mudanças para 2016

Neste primeiro dia do ano, a presidente Dilma Rousseff reavaliou o ano que passou e planejou novos desafios para 2016. Em um artigo publicado no jornal "Folha de São Paulo", nesta sexta-feira (1º), a presidente afirmou que este ano será de muitos ajustes e reformas.

No texto, Dilma diz esperar o apoio do Congresso Federal para aprovar as reformas no orçamento para que haja o equilíbrio das contas. Ela reconheceu que cometeu erros em 2015. No entanto, afirmou que eles só foram agravados por fatores da economia internacional e pela "instabilidade política que se aprofundou por uma conduta muitas vezes imatura de setores da oposição que não aceitaram o resultado das urnas e tentaram legitimar sua atitude pelas dificuldades enfrentadas pelo País".

A presidente disse que neste ano o governo vai dar continuidade a redução de gastos e que vai insistir nas negociações para as reformas tributária, trabalhista e previdenciária. Ao longo do texto, Dilma coloca como prioridade o combate a inflação. Ela reafirmou, o que disse no Twitter, nessa quinta-feira (31), que 2015 foi muito duro e que é preciso reavaliar as expectativas.

Ao longo do artigo, citou ainda a crise econômica, que, segundo ela, coincidiu com os problemas internacionais. Ela comentou a queda dos produtos brasileiros exportados, a desaceleração da economia diante da alta do dólar e a pressão da inflação alta.

Apesar de um ano negativo, a presidente diz que está convicta que ao final de 2016 o Brasil estará melhor que indicam as previsões atuais. Mesmo com a tentativa de impeachment, Dilma afirmou não guardar mágoas e nem rancores.

Para 2016, assumiu o compromisso de ter um superavit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto), e afirmou que a prioridade do governo federal é de enfrentar a inflação. Todas as previsões sem transferir a conta para os que mais precisam, segundo ela.

Ao final fez questão de lembrar o combate da corrupção e afirmou que elas devem continuar, mas assegurando o direito de defesa - dos acusados -, punindo os responsáveis sem destruir empresas e empregos.

Dilma lembrou o trabalho do governo federal em 2015 que entregou moradias, beneficiou a população com o Bolsa Família, realizou obras em rodovias, portos e nos aeroportos.

Dilma Rousseff finalizou dizendo que "o Brasil é maior do que os interesses individuais e de grupos. Por isso, quero me empenhar para o que é essencial: um Brasil forte para todo o povo brasileiro".

Fonte: O Dia

 

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