Editorial – Jornal O Tempo

06/09/2015 05:51

Editorial – Jornal O Tempo

Descrédito ampliado

Se fosse confiada à presidente Dilma Rousseff a administração de qualquer negócio da iniciativa privada, a chance de fracasso seria enorme, a julgar pela forma autoritária como ela conduz a economia do país.

Sob pena de o negócio ir à bancarrota após sofridas tentativas de recuperação, as finanças privadas não admitem deslize, nem em nome de uma suposta transparência, como Dilma alegou ao apresentar o rombo orçamentário de 2016.

O empresário carrega enormes responsabilidades junto aos seus fornecedores, clientes e empregados. Se não perseguir a eficiência e a austeridade, metas claras de expansão e de investimento, sua empresa não conseguirá competir.

Inchado e pouco competitivo, ineficiente e gastador, incompetente e, às vezes, mal-intencionado devido à ingerência política, assim pode ser visualizado o retrato da administração pública.

Ao embutir pela primeira vez déficit de R$ 30,5 bilhões, que pode ser o dobro disso, a proposta encaminhada ao Congresso pela presidente é mais do que uma confissão de descontrole das contas públicas. Demonstra que o país está longe de superar a crise, espantando o investidor.

As “pedaladas” rumo ao déficit no ano que vem dificilmente serão revertidas, pois o governo federal promete continuar gastando mais do que arrecada, e as fontes previstas de receita não se sustentam. Nesse contexto, o ajuste tende a não produzir resultados, desgastando toda a equipe.

Pouco ou quase nada adianta reduzir o número de ministérios, de 39 para 29, se a Esplanada e as repartições continuarem povoadas de milhares de servidores que nada têm a fazer.

Continuar barganhando apoio de senadores e deputados em troca pura e simples da liberação de emendas, verbas, favores e cargos, está provado, não consulta os interesses da nação. Essa prática só serve aos oportunistas. Se Dilma quiser afastar o fantasma do impeachment, concluir seu mandato e melhorar a imagem, precisa fazer mais. Precisa cortar fundo nos gastos e dar exemplo de que a austeridade é a linha mestra.

 


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