Empresários temem calote do Governo do Piauí

21/10/2017 16:27
FALÊNCIA - Empresários temem calote do Governo com anulação de empenhos em obras
 
Jornal Impresso - Diário do Povo - Edição dos dias 21 e 22 de outubro de 2017
 
O presidente da Associação Piauiense de Empresários de Obras Públicas (Apeop-PI), Arthur Feitosa , diz que "o Governo do Estado do Piauí inaugura obras e não paga". Arthur Feitosa reclamou que o Estado suspendeu o pagamento dos empenhos alegando falta de dinheiro, mas fez licitação para pagar com recursos do Tesouro de pelo menos R$ 40 milhões em obras novas.
 
Na conta das construtoras, o débito do Estado com o setor é grande e o sistema vai ficar fechado, pelo menos seis meses. "Isso é uma cadeia de acontecimentos. Quando eles atrasam o nosso pagamento, tememos por nossos funcionários e nossos fornecedores. O empresário financia a obra pública com recursos próprios e não pode ficar sem receber".
 
Arthur Feitosa disse que em função do cancelamento dos empenhos, as empresas ficam sem receber. O decreto do Executivo gerou reações dos empresários do setor que tem contratos com o governo. "Muitos dos nossos associados com obras medidas e empenhadas poderão fechar as portas se não receberem esses pagamentos".
 
A Apeop alegou que não adianta entrarem na Justiça na tentativa de receber o dinheiro atrasado, porque demora mais ainda. A preocupação é que muitas empreiteiras que trabalham com obras públicas vão quebrar, porque não tem condições de ficarem tanto tempo sem pagamento.
"O governo do Estado atrasa os repasses de cerca de 70% das empresas da construção civil que prestam serviços em obras públicas. Há caso em que o empresário entregou 100% da obra e recebeu apenas 30 ou 40% pelo serviço. Hoje, no caso da Associação, a gente reúne 78 empresas no Piauí, entre pequenas, médias e grandes empresas. Dessas eu creio que em torno de 70% das empresas têm atraso de pagamento por parte do governo", declarou o presidente.
OPERAÇÃO DE CRÉDITO
 
Wellington quer pedir empréstimos para pagar a Folha
 
Se a Assembleia Legislativa aprovar a mensagem do governo do Piauí, que trata sobre o Refis na íntegra, irá, também, permitir ao Estado pedir empréstimo no futuro para pagar a folha do funcionalismo público. O secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, afirmou que se for necessário, e o projeto estiver aprovado pela Casa, o governador enviará o pedido de autorização para a operação de crédito.
 
Essa permissão para o governo fazer empréstimo para o pagamento dos servidores inativos está no artigo 26 da Mensagem de nº 40, que está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na próxima terça-feira,a CCJ vai voltar a discutir e votar a proposta.
 
Durante a reunião realizada na sala da CCJ da Assembleia Legislativa, na última quarta-feira entre os deputados estaduais e o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, o parlamentar Gustavo Neiva (PSB) chegou a questionar a intenção do governo estadual ter um cheque em branco, aprovado pelo legislativo estadual.
 
Rafael Fonteles deixou bem claro que, caso os deputados aprovem a proposta do governo para obter empréstimo com bancos para pagamento do funcionalismo público, "se houver necessidade utilizaremos sim recurso de empréstimo para pagar a folha, sim".
 
Alguns meses, o governador Wellington Dias já se reuniu com representantes de bancos privados tratando sobre linhas de crédito ao governo do Piauí. Os deputados da oposição acreditam que Wellington Dias pretende conseguir, caso o Legislativo Estadual aprove, empréstimo com a rede bancária privada.
 
Jornal Impresso Diário do Povo do Piauí
Edição do Final de Semana - 21 e 22 de outubro de 2017
 
 
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