Geraldo Alckmin QUER Firmino candidato ao Governo

10/12/2017 12:33
PSDB nacional quer Firmino candidato ao governo
Firmino  e Alckmin: o prefeito de Teresina recebeu apelo do presidenciável tucano para que dispute o Palácio de Karnak 
 
A participação do prefeito Firmino Filho na convenção nacional do PSDB, ontem, não foi apenas de delegado estadual do partido, com direito a voto. No contato com o novo comando nacional da sigla – Geraldo Alckmin à frente –, o prefeito recebeu um apelo claro e direto: o PSDB quer Firmino candidato ao governo do estado do Piauí. Firmino não disse sim. E nem não.
 
E deixou totalmente aberta a possibilidade de desincompatibilizar-se no início de abril para disputar o Palácio do Karnak. Na conversa com a equipe que passa a comandar o partido, Firmino disse que não reúne as condições para entrar na disputa. Quem conheceu pormenores da conversa afirma que o prefeito disse que não reúne as tais condições, e acrescentou um "ainda". Esse “ainda” pode fazer toda a diferença.
 
Firmino encontra alguns problemas para deixar a prefeitura e abraçar a tarefa de enfrentar Wellington Dias (PT) pela cadeira principal do Karnak. A primeira delas é uma ampla base de apoio capaz de mobilizar o Piauí em torno de uma nova proposta de governo para o Estado. Essa base, nas contas de Firmino, incluiria o senador Ciro Nogueira (Progressista), com quem mantém uma estreita relação. O problema é que Ciro, até agora, é o principal aliado de Wellington. Teria que mudar de lado.
 
Outro entrave de Firmino é a relação com o PMDB, que se deteriorou enormemente depois da reeleição de Jeová Alencar para a presidência da Câmara Municipal. A tensão chegou a tal ponto que o prefeito trocou farpas públicas com o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho. O detalhe é que o vice de Firmino, Luís Júnior, é indicação do próprio Themístocles. E para abraçar a disputa do governo, o prefeito terá que entregar o posto a seu vice peemedebista.
 
Os aliados próximos do tucano acreditam que ele tem grandes chances de deixar o posto. O “ainda” pronunciado à nova direção do PSDB nacional casa com esse sentimento. Mas mesmos os mais empolgados dos aliados sabem que Firmino precisa contornar essas dificuldades para formar as “condições políticas” que disse não reunir.
 
É possível que o PSDB nacional possa contribuir para construir essas condições. E também o próprio PMDB nacional, apesar da tendência do PMDB local em seguir com Wellington. Essa soma de PSDB e PMDB se daria pelo reduzido leque de opções no centro do espectro ideológico. Há Henrique Meireles (PSD). Há Paulo Rabello de Castro (PSC). Há Geraldo Alckmin.
 
Ou seja: há Geraldo Alckmin.
 
Essa escassez de alternativas pode levar o próprio grupo próximo a Temer a fazer a opção pelo tucano. Seria o nome mais próximo do ideário reformista do presidente.
 
Após tomar posse na presidência do PSDB, Alckmin quer começar sua campanha ao Palácio do Planalto. E quer começar com força: com um discurso afiado, uma ideia de país a defender e apoios políticos consistentes. Traduzindo: quer ter um bom alicerce em cada estado, e isso se torna mais fácil com bons candidatos aos governos, onde for possível.
 
No Piauí a opção é óbvia: Firmino Filho.
 
Fonte: Coluna do Drº Fenelon Rocha - www.cidadeverde.com
 
 

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