ICESPI REALIZA O 1º CAFÉ TEOLÓGICO

10/06/2016 15:56
REALIZADO O 1º CAFÉ TEOLÓGICO
* Por Josenildo Melo
 
Com o tema com MIsericórdia, me escolheu; o Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí realizou o seu primeiro café teológico. O destaque maior deu-se através da meritória explicação etimológica do termo miseriocórdia por parte do Padre Fabrício, professor do Curso de Teologia do ICESPI. Aconteceu também depois de vários depoimentos misericórdiosos envolvendo os alunos; o instante de integração através de um lanche.
 
Disponibilizamos abaixo o termo misericórdia de conhecimento e domínio público.
 
O que é Misericórdia?
 
A palavra, Misericórdia, em latim, vem da expressão Miser cordis, ou coração de pobre. O Antigo Testamento, ao falar de Misericórdia não usa a palavra ‘coração’, mas útero (rahamim). O misericordioso é aquele que tem espaço interior para acolher a vida, as pessoas. Deus tem materna Misericórdia. Todos fomos gerados em seu divino ‘útero’. Ser misericordioso como Deus é ter espaço no coração para os irmãos.
 
Definição de Misericórdia
 
O dicionário nos dá a seguinte definição: "Misericórdia é tratar com compaixão um inimigo". O homem está numa condição de miséria por causa de sua rebelião contra Deus e merece punição. Entendemos o significado de misericórdia quando o acusado joga-se à misericórdia do juiz. Isto significa que ele é culpado e não tem mérito com que apelar à lei. Esta é a condição exata em que nós nos achamos diante do tribunal de Deus. A misericórdia é a nossa única esperança. Podemos rogar por justiça diante dos homens, mas rogarmos por justiça a Deus (rogarmos que nos dê o que merecemos).
 
Conteúdo Fundamentado
 
Vale ressaltar e enfatizar que o contexto abordado muito bem pelo Padre Fabrício e alguns alunos do Curso de Teologia no primeiro café teológico ultrapassou o conhecimento generalizado do termo. 
 
Tanto Padre Fabrício quanto os alunos procuraram abordar a temática à luz da sagrada escritura. Contextualizaram também quanto o exemplo misericordioso de Jesus Cristo precisa ser bem mais vivenciado no Mundo Contemporâneo.
 
FÉ E RAZÃO 
 
Pra fechar com chave de ouro o primeiro café teológico, os alunos do curso de Teologia e Filosofia muito bem comandados pelo Diretor do ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores; fizeram um excelente momento de oração. Momento este, realmente de graça e sobretudo reconhecimento a Deus pelo dom da sabedoria e inteligência.
 
Participação
 
Conduzindo os trabalhos a Mestre em filosofia e Proofessora do ICESPI; Elenir Figueiredo.
 
Além da presença de alunos do curso de filosofia e teologia, participaram as coordenadoras dos cursos de filosofia e teologia; respectivamente Irmã Santinha e Irmã Glória. O diretor do ICESPI, Ms. Padre Jonilson Torres Resende fez questão de participar.
 
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brasão do Papa Francisco
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
 
 
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
 
 
Queridos irmãos e irmãs, 
Ontem abri aqui, na Basílica de São Pedro, a Porta Santa do Jubileu da Misericórdia, depois de tê-la aberto já na Catedral de Bangui, na República Centro-Africana. Hoje gostaria de refletir junto com vocês sobre o significado desse Ano Santo, respondendo à pergunta: por que um Jubileu da Misericórdia? O que significa isso?
 
A Igreja precisa desse momento extraordinário. Não digo: é bom para a Igreja este momento extraordinário. Digo: a Igreja precisa deste momento extraordinário. Na nossa época de profundas mudanças, a Igreja é chamada a oferecer a sua contribuição peculiar, tornando visíveis os sinais da presença e da proximidade de Deus. E o Jubileu é um tempo favorável para todos nós, para que contemplando a Divina Misericórdia, que supera todo limite humano e resplandece sobre a obscuridade do pecado, possamos nos tornar testemunhas mais confiantes e eficazes.
 
Dirigir o olhar a Deus, Pai misericordioso, e aos irmãos necessitados de misericórdia, significa concentrar a atenção sobre o conteúdo essencial do Evangelho: Jesus, a Misericórdia feita carne, que torna visível aos nossos olhos o grande mistério do Amor trinitário de Deus. Celebrar um Jubileu da Misericórdia equivale a colocar de novo no centro da nossa vida pessoal e das nossas comunidades o específico da fé cristã, isso é, Jesus Cristo, o Deus misericordioso.
 
Um Ano Santo, portanto, para viver a misericórdia. Sim, queridos irmãos e irmãs, este Ano Santo nos é oferecido para experimentarmos na nossa vida o toque doce e suave do perdão de Deus, a sua presença próximo a nós e a sua proximidade sobretudo nos momentos de maior necessidade.
 
Este Jubileu, em suma, é um momento privilegiado para que a Igreja aprenda a escolher unicamente “aquilo que a Deus mais agrada”. E o que é aquilo que “a Deus mais agrada”? Perdoar os seus filhos, ter misericórdia deles, a fim de que esses possam, por sua vez, perdoar os irmãos, brilhando como tochas da misericórdia de Deus no mundo. Isso é o que agrada mais a Deus. Sant’Ambrogio em um livro de teologia que tinha escrito sobre Adão, toma a história da criação do mundo e diz que Deus, todos os dias, depois de ter feito uma coisa – a lua, o sol ou os animais – diz: “E Deus viu que isso era bom”. Mas quando fez o homem e a mulher, a Bíblia diz: “Viu que isso era muito bom”. Sant’Ambrogio se pergunta: “Mas por que diz ‘muito bom’? Por que Deus ficou tão contente depois da criação do homem e da mulher?”. Porque no fim tinha alguém para perdoar. É belo isso: a alegria de Deus é perdoar, o ser de Deus é misericórdia. Por isso neste ano devemos abrir os corações, para que este amor, esta alegria de Deus nos preencha desta misericórdia. O Jubileu será um “tempo favorável” para a Igreja se aprendermos a escolher “aquilo que a Deus agrada mais”, sem cair na tentação de pensar que haja algo mais importante ou prioritário. Nada é mais importante que escolher “aquilo que a Deus agrada mais”, isso é, a sua misericórdia, o seu amor, a sua ternura, o seu abraço, as suas carícias!
 
Também a necessária obra de renovação das instituições e das estruturas da Igreja é um meio que deve nos conduzir a fazer a experiência viva e vivificante da misericórdia de Deus que, sozinha, pode garantir à Igreja ser aquela cidade colocada sobre um monte que não pode permanecer escondida (cfr Mt 5, 14). Brilha somente uma Igreja misericordiosa! Se esquecêssemos, mesmo que por um só momento, que a misericórdia é “aquilo que mais agrada Deus”, todo esforço nosso seria em vão, porque nos tornaríamos escravos das nossas instituições e das nossas estruturas, por mais renovadas que possam ser. Mas seríamos sempre escravos.
 
“Sentir forte em nós a alegria de termos sido renovados por Jesus, que como Bom Pastor veio nos buscar porque estávamos perdidos” (Homilia nas Primeiras Vésperas do Domingo da Divina Misericórdia, 11 de abril de 2015): este é o objetivo que a Igreja se coloca neste Ano Santo. Assim reforçaremos em nós a certeza de que a misericórdia pode contribuir realmente para a edificação de um mundo mais humano. Especialmente nestes nossos tempos, em que o perdão é um convidado raro nos âmbitos da vida humana, o chamado à misericórdia se faz mais urgente e isso em todo lugar: na sociedade, nas instituições, no trabalho e também na família.
 
Certo, alguém poderia fazer essa objeção: “Mas, Padre, a Igreja, nesse Ano, não deveria fazer algo a mais? É certo contemplar a misericórdia de Deus, mas há muitas necessidades urgentes!”. É verdade, há muito a fazer, e eu primeiro não me canso de recordar isso. Mas é necessário considerar que, na raiz da falta de misericórdia, há sempre o amor próprio. No mundo, isso toma a forma da busca exclusiva dos próprios interesses, dos prazeres e honras unidos à vontade de acumular riquezas, enquanto na vida dos cristãos se reveste muitas vezes de hipocrisia e de mundanidade. Todas essas coisas são contrárias à misericórdia. As investidas do amor próprio, que tornam a misericórdia estrangeira no mundo, são tantas e numerosas que muitas vezes nem somos capazes de reconhecê-las como limites e como pecado. Eis porque é necessário reconhecer ser pecador, para reforçar em nós a certeza da misericórdia divina. “Senhor, eu sou um pecador; Senhor, eu sou uma pecadora: venha com a tua misericórdia”. Essa é uma oração belíssima. É uma oração fácil de dizer todos os dias: “Senhor, eu sou um pecador; Senhor, eu sou uma pecadora: venha com a tua misericórdia”.
 
Queridos irmãos e irmãs, desejo que, neste Ano Santo, cada um de nós faça experiência da misericórdia de Deus, para ser testemunhas daquilo “que agrada mais a Ele”. É ingênuo acreditar que isso possa mudar o mundo? Sim, humanamente falando é tolice, mas “aquilo que é loucura de Deus é mais sábio que os homens e aquilo que é fraqueza de Deus é mais forte que os homens” (1 Cor 1, 25).
 
 
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*Josenildo Melo é Assistente Social. Jornalista. Estudante de Direito e Filosofia
 
 
 

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