Ideologia Direitista

15/07/2015 00:29

Por Josenildo Melo

                                               IDEOLOGIA DIREITISTA

            O Brasil e o Estado do Piauí possui espaço pra ideologia direitista? Só possui; principalmente no atual momento em que vive a política brasileira e piauiense. Primeiramente precisamos entender a ideologia direitista e seu pensamento. Quando falamos de Direita não falamos de moralismo piegas; a percepção da ideologia direitista é no sentido de percepção de que a política brasileira e piauiense tem espaço pra todas as vertentes, inclusive a Direita.

            O termo Direita é mal compreendido dentro da cultura brasileira e é associado muitas vezes a correntes ideológicas completamente opostas em certos aspectos. A ótica deve ser a percepção para designar os defensores do livre mercado, ou seja, aqueles que são contra um estado grande e intervencionista na economia.   Um direitista geralmente vai se posicionar em favor de: Menor burocracia – para facilitar a abertura e operação dos negócios, incluindo simplicidade no sistema de cobrança de impostos, facilidade e flexibilidade na contratação e demissão de mão-de-obra e menor exigência de documentos por parte do governo.

            Estado de direito – para garantir estabilidade nos contratos e segurança na realização de negócios. A garantia da propriedade privada é condição essencial. Menor carga tributária – para aumentar a competitividade das empresas e a riqueza nas mãos da população. Leis que facilitam o investimento, o financiamento e o crédito – fomentando a abertura de novos negócios, o aporte de capital nos negócios e a oferta e obtenção de recursos financeiros para fins lícitos. Leis que dificultam ou impedem o uso da força nas relações de mercado – pois o livre mercado só existe com a liberdade nas relações de troca entre comprador e vendedor.

                Em linhas gerais, um direitista acredita que as pessoas são capazes de decidir livremente sobre o que comprar, o que vender e a que preço. O estado deve ter pouca ou nenhuma atitude paternalista não devendo, portanto, tentar prevenir todo e qualquer problema que possa ocorrer nas relações econômicas. As “regras do jogo” devem ser simples e claras e o estado deve garantir que as leis sejam cumpridas. No caso de lesados nas relações econômicas, a parte interessada deve utilizar a via judicial. 

                No Brasil, o termo direita é ainda associado a conservadorismo, nacionalismo e autoritarismo. Todas essas associações são apenas fruto de distorções culturais provenientes de uma educação sofrível e aparelhada. Existem direitistas que são progressistas, revolucionários, globalistas, liberais e libertários, contrastando totalmente com os esteriótipos criados. O total desconhecimento destes termos por grande parte da população acaba alimentando preconceitos que são incentivados pela esquerda para que não se conheça a realidade ideológica dos movimentos socialistas.

            Os termos liberal econômico e neoliberal são corretos para designar correntes de direita. Porém, liberal é mais adequado para designar pessoas que defendem um controle social baixo por parte do governo e a garantia das liberdades individuais principalmente em questões como educação, autodefesa, liberdade religiosa e liberdade de expressão. Um liberal pode ser de esquerda, no caso de defender um estado intervencionista na economia (exemplo de partido liberal de centro-esquerda é o partido Democrata dos EUA). 

            As ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza. Era a primeira fase da Revolução Francesa (1789-1799). Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo e à elite.

            O ato de escrever sobre este tema não vislumbra apenas o contexto momentâneo de análise no contexto político; é perceptível que o Brasil e o Estado do Piauí viverão novamente momentos intensos de disputas ideológicas em 2018. Pelo andar da carruagem é importante preparar o espírito para discussões acaloradas sobre o termo direita e esquerda. Inúmeros renomados intelectuais acreditam que 2018 será o divisor de água entre posicionamentos entre ser de direita ou esquerda. O espaço brasileiro e piauiense é campo fértil pra ideologia direitista!