Na TV, Temer dirá que PMDB não tem medo da verdade

30/08/2015 19:53

Na TV, Temer dirá que 'PMDB não tem medo da verdade que virá'

Vice-presidente protagonizará uma das oito inserções que o partido exibirá.
Em outra propaganda, Eduardo Cunha falará que 'cada um tem sua verdade'.

 

Do G1, em Brasília

 

Em uma série de inserções que o PMDB exibirá nesta semana na TV com a temática "a verdade é sempre a melhor escolha", o vice-presidente da República e presidente nacional do partido, Michel Temer, afirmará que sua legenda "não tem medo da verdade que virá". O peemedebista, que permanece na articulação da macropolítica do Palácio do Planalto, é um dos 11 líderes do PMDB que protagonizarão as oito diferentes propagandas produzidas para veicular na televisão.

 

Além de Temer, irão estrelar as inserções do partido os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), entre outros caciques peemedebistas. Os vídeos serão veiculados na terça (1º), quinta (3) e sábado (5), segundo a agência Pública Comunicação, responsável pela produção dos filmes. Cada propaganda tem duração de 30 segundos.

 

Em um dos filmes, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirma que "o Brasil está pronto para acertar as contas com a verdade". "Nada pode barrar a verdade", enfatiza.

 

Na sequência, Temer destaca: "o PMDB não tem medo da verdade que virá". A propaganda se encerra com a mensagem de um locutor: "O Brasil quer e vai avançar."

Em nenhuma das oito inserções os líderes do PMDB mencionam qual seria a verdade que estaria por vir ou mesmo o motivo de as propagandas focarem o tema "verdade".

 

Denunciado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara diz que "cada um tem a sua verdade" e ele tem a dele. Sem citar as acusações de que recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, Cunha destacará no filme que "chegou a hora de escolher que Brasil queremos".

 

Em novembro, o PMDB discutirá em um congresso nacional se deixa a base de apoio ao governo Dilma Rousseff. Opositor do Palácio do Planalto, Eduardo Cunha é um dos maiores defensores do desembarque da legenda da gestão petista.

 

"Cada um tem a sua verdade. Eu tenho a minha. E como presidente da Câmara, tenho como verdade que é meu dever sua independência, cumprir rigorosamente a Constituição e, acima de tudo, priorizar o que é de interesse da sociedade. Democracia é isso, é nisso que eu acredito. Chegou a hora da verdade. Chegou a hora de escolher que Brasil queremos", anuncia Cunha na propaganda.

 

Apesar de não existir consenso dentro do PMDB sobre um eventual rompimento com o governo, em trechos das propagandas televisivas o partido dará sinais de que pode seguir o exemplo do presidente da Câmara e migrar para a oposição.

Em uma das propagandas, peemedebistas dirão que o Brasil tem de "mudar de direção", depois de ter feito "apostas que não deram certo". A fala foi gravada pelo senador Romero Jucá (RO), pela presidente do PMDB Mulher, Fátima Pelaes, e pelo ex-ministro Moreira Franco.

"O Brasil fez apostas que não deram certo. E agora precisa mudar de direção. Aceitar a verdade é a única maneira de mudar", dizem os políticos do PMDB.

 

Ulysses


Um dos maiores expoentes da história do PMDB, o ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães é citado em uma das propagandas peemedebistas.

 

"Dois mandamentos do Dr. Ulysses Guimarães estão na ordem do dia. O primeiro deles é que, diante de uma crise, a melhor atitude a ser tomada é o diálogo", diz a deputada federal Simone Morgado (PA).

 

Ex-ministro do governo Dilma, Moreira Franco complementa a frase da parlamentar paraense: "Hábil e conciliador, ele [Ulysses] dizia: 'vamos sentar e conversar'. No outro, ele é claro e direto: 'a nação quer mudar, a nação deve mudar, a nação vai mudar'."

 

Renan Calheiros

O presidente do Senado também protagoniza um dos vídeos do PMDB. No filme, ele diz que opiniões divergentes são "necessárias" em uma democracia, sem mencionar nenhum episódio.

 

Nas últimas semanas, desde que Renan voltou a se reaproximar do Palácio do Planalto, ele e o presidente da Câmara têm trocado farpas publicamente. O mal-estar teve início com críticas do presidente do Senado às "pautas-bombas" aprovadas pelos deputados federais e se intensificou na última semana com divergências sobre a possível redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

 

"Verdade seja dita: numa democracia pode haver, e é até necessário que haja, diferenças, opiniões divergentes. O importante é que prevaleça uma agenda que faça diferença na vida dos brasileiros. Governos passam e o Brasil sempre vai ser maior do que qualquer governo. O que a gente tem que defender são os interesses do país", diz Renan na propaganda.

 

 


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