Oposição tenta atrair aliados do governo para alavancar impeachment

09/09/2015 08:51

Oposição tenta atrair aliados do governo para alavancar impeachment

Partidos de oposição – PSDB, DEM, PSC, SD e PPS – somam 116 deputados, mas processo exige 342 votos para ser aberto

 

Por Marcela Mattos, de Brasília

 

Deputados de oposição marcaram para quinta-feira um ato para oficializar o movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, onde terá início um eventual processo de afastamento da petista. Em busca de dar amplificação à proposta com o reforço da sociedade, o primeiro passo será lançar um site para captar apoiadores por meio de petições eletrônicas e da publicação de vídeos e textos explicativos, postados também por pessoas comuns. Ao mesmo tempo, os parlamentares vão intensificar o processo de "prospecção" e tentar atrair congressistas de partidos aliados ao governo para atingirem os votos necessários para o prosseguimento da ação.

Fazem parte do movimento pró-impeachment deputados de cinco partidos de oposição: PSDB, DEM, PSC, SD e PPS. Considerando que o apoio ao impeachment seja unânime , os opositores, juntos, somam 116 deputados. Para a abertura de um processo, são necessários ao menos 342 votos. Nos bastidores, já se fala em mais de 200 apoios esperados em partidos como o PMDB, PTB e PP, aliados do Planalto que ocupam o alto escalão, e também entre os independentes, como o PSB.

Para os integrantes do movimento, a insatisfação dos aliados ao governo somada ao rombo nos caixas, o que impossibilita os tradicionais métodos de cooptação, como liberação de emendas e cargos, são a senha para angariar novos apoios. "A gente sabe que o Brasil quebrou com esse método. Como a presidente vai usar a máquina, se temos um déficit de 30 bilhões de reais?", afirma o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). "Quem é capaz de dizer o número da base? Sempre foi a 'base da chantagem', mas agora isso não vai mais funcionar."

Inicialmente, as conversas com os parlamentares considerados da base se darão de forma individual. O "corpo a corpo" já começou nos corredores da Casa - e também em reuniões fora do Parlamento - e a expectativa é que, após o lançamento do site, a mobilização seja ainda maior. "A gente está trabalhando de forma intensa com os partidos numa relação pessoal com os parlamentares, independentemente do partido. Há um eco muito bom e muito favorável. Isso porque é grande a insatisfação com o governo da presidente Dilma e há uma certa percepção de que a ingovernabilidade está estabelecida", afirmou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

Site - Ainda sem um nome definido, o site que vai concentrar as ações pelo afastamento da presidente Dilma está previsto para ser lançado nesta quinta-feira com um caráter suprapartidário. O objetivo é buscar aproximação com representantes de movimentos sociais, juristas e até celebridades para dar um caráter popular e afastar as críticas de que o movimento seria uma tentativa de "terceiro turno" das eleições.

"Não é um movimento que tem um coordenador. Todos falam em nome do grupo, não somos os protagonistas primeiros. O grande protagonista é a própria sociedade brasileira", afirmou o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP). O projeto também conta com o apoio do senador Aécio Neves (PSDB-MG), adversário de Dilma nas últimas eleições. Nesta tarde, representantes do grupo se reuniram com o tucano para apresentar os últimos detalhes da plataforma digital.

 


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