Os mecanismos de controle do Poder

01/08/2015 11:17

Por Josenildo Melo

           A insuficiência e a falta de capacidade assimilatória de estudos mais avançados em termos de inteligência educacional faz com que muitas pessoas simplesmente invoquem o poder ondulatório de comando. Por exemplo: a que órgão você pertence, que função você exerce? Quem lhe indicou? Caramba, isso em pleno século XXI, o chamado século da humanidade no sentido literal do termo empregado ou voluptosamente alardeado.

            Denomina-se mecanismo a um conjunto de elementos rígidos, móveis uns relativamente a outros fazendo com que a máquina elevatória da educabilidade funcione de forma leve, tranquila, serena e humana. Um pulso de onda é uma perturbação que se propaga através de um meio. Uma onda pode ser mecânica se ela se propaga em um meio material (como o som, ou a onda em uma corda), ou não (como a luz, que é uma onda eletromagnética, e que se propaga no vácuo). Tenho a sensação de que a máquina estatal me parece algo que teima em ser meramente burocrática para impedir o acesso aos outros.

            Mas não devia ser assim pois isso conduz à marginalidade. O sentido etimológico dessa palavra é: o processo social de se tornar ou ser tornado marginal (relegado ou confinado a uma condição social inferior, à beira ou à margem da sociedade). Ser marginalizado significa estar separado do resto da sociedade, forçado a ocupar as beiras ou as margens e a não estar no centro das coisas. Na cultura brasileira, marginal refere-se a pessoas que por algum motivo não estejam inseridas no convívio social, como os delinquentes, os assaltantes, os mendigos e pessoas que tem grande pobreza e escassez de recursos.

            O poder é passageiro. As faculdades cerebrais gastam-se, diminuem; a vista encurta-se, os ouvidos endurecem – não percebem as harmonias. Os olhos já não se deleitam nas cores, os pés já não podem levar às montanhas, as idéias obscurecem-se e, as últimas etapas da escada da vida, o homem as sobe sozinho, triste, melancólico! Depois de olhar uma vida em que teve muita dor, muitas crises, muitas desuniões, pensa-se às vezes no fracasso. Crê-se no amor aproximativo e vê-se a política como maior mecanismo de controle social afastativo, separando verdadeiros aliados. No Jardim de Mentiras falam em amor em todos os canais de TV mais o que qualquer intelectual percebe é simplesmente a disputa do “pedaço de ouro”. Isso é viver? Uma existência assim pode por acaso satisfazer-nos?

            Os mecanismos de controle do Poder somente dão um pouco de descanso ao povo simples no carnaval; os mandatários do Poder deviam saber que a humildade consiste em pôr-se em seu verdadeiro lugar, reconhecer-se tão inteligente, tão virtuoso, tão hábil quanto cada um crê sê-lo; dar-se conta das superioridades que cada um crê ter, mas sabendo-se em absoluta dependência de Deus e que tudo recebeu para o bem comum. Esse é o grande princípio: toda superioridade é para o bem comum (Santo Tomás).

            Em Política os MECANISMOS DE CONTROLE DO PODER deveriam fazer jus ao derivativo grego etimológico da pólis. Assim sendo passariamos a entender o funcionamento do Estado e da sociedade, como uma comunidade baseada em referência humana e não mera capacidade articular de votos merecidamente conquistados. 

 

Fonte: PORTAL AZ