Para filho de Lula, ação foi despropositada

27/10/2015 07:42

Carvalho diz que relatório da PF que cita conluio entre ele e lobista é ‘absurdo’

 

Jaqueline Falcão e Sérgio Roxo - O Globo

 

-SÃO PAULO- O advogado Cristiano Martins, defensor de Luis Claudio Lula da Silva, disse que a nova fase da Operação Zelotes é “despropositada”. O defensor nega qualquer relação das empresas do filho caçula do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a LFT Marketing e a Touchdown, com o objeto da investigação.

 

Em nota, Martins diz que “a Touchdown organiza o campeonato brasileiro de futebol americano — torneio que reúne 16 times, incluindo Corinthians, Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo, Santos e Portuguesa —, atividade lícita e fora do âmbito da referida operação. No caso da LFT Marketing Esportivo, que se viu indevidamente associada à edição da MP 471 — alvo da Operação Zelotes —, a simples observação da data da constituição da empresa é o que basta para afastá-la de envolvimento com as suspeitas levantadas”.

A nota ressalta que “a MP foi editada em 2009 e a LFT constituída em 2011”. E informa que “a prestação de serviços da LFT para a Marcondes & Mautoni ocorreu entre 2014 e 2015 — mais de cinco anos depois da referida MP e está restrita à atuação no âmbito de marketing esportivo”. Acrescenta que do contrato entre as empresas resultaram “quatro projetos e relatórios que estão de acordo com o objeto da contratação e foram devidamente entregues à contratante”.

 

O valor recebido está contabilizado e todos os impostos foram recolhidos. A Touchdown e a LFT jamais tiveram qualquer relação com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf )”, diz a nota. O advogado disse ainda que pediu acesso a todo “o material usado para justificar a medida”.

 

O ex-chefe de gabinete da Presidência Gilberto Carvalho classificou de “absurdo” o relatório da Polícia Federal que afirma que ele fez conluio com o lobista Mauro Marcondes.

 

É um absurdo. Espero que a PF mude (o relatório) a partir do meu depoimento de hoje — afirmou Carvalho.

 

O ex-chefe de gabinete disse que foi intimado para depor na manhã de ontem porque algumas anotações de Marcondes indicavam que ele teria influenciado no lobby.

 

Papel apreendido na casa de outro lobista, Alexandre Paes dos Santos, preso ontem, traz a inscrição: “Café: Gilberto Carvalho”, no dia 16 de novembro de 2009.

 

Expliquei para a delegada que a data em que está anotada lá que eu tive um café com o cara, eu estava em Roma com o presidente Lula.

 

Carvalho contou ter destacado ainda que não participava da discussão de mérito e das confecções das MPs. E disse que foi questionado pela delegada se tinha recebido algum presente de Marcondes.

 

Em 2009, havia adotado duas meninas, e, como ficou público, várias pessoas que frequentavam o Planalto mandaram presentes. O Mauro mandou duas bonequinhas para elas. Por sorte, lembrei e falei isso quando a delegada perguntou por que ela tinha uma anotação apreendida em que estava escrito: “não esquecer de mandar duas bonecas para Gilberto Carvalho”.


 


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