Potências suspendem sanções ao Irã após cumprimento de acordo nuclear

17/01/2016 13:49

 

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas recebeu no sábado relatório da agência nuclear da ONU confirmando que o Irã cumpriu compromissos assumidos no âmbito de um acordo nuclear com as potências mundiais, levando ao fim automático para a maioria das sanções das Nações Unidas, segundo diplomatas.

 

 

O recebimento do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pelo conselho encerra sete resoluções anteriores da ONU, que agora serão substituídas por uma resolução adotada em 20 de julho, que contém algumas restrições da ONU.

 

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou a implementação do acordo nuclear.

 

"Esta conquista demonstra que as preocupações internacionais com a proliferação são melhor tratadas por meio do diálogo e da diplomacia paciente", disse o porta-voz de Ban Ki-moon, em comunicado.

 

Sob a resolução de 20 de julho, o Irã está agora "chamado" a abrir mão de trabalhos com mísseis balísticos, projetados para transporte de armas nucleares, por até oito anos.

 

Críticos do acordo dizem que os termos do acordo não tornam essa questão obrigatória.

 

As restrições à tecnologia de mísseis balísticos estarão em vigor por oito anos e as relativas a armas pesadas, por cinco. Um embargo de armas que impede o Irã de comprar e vender armas permanece por cinco anos.

 

A União EUropeia iniciou no sábado o processo de suspensão das sanções econômicas e financeiras contra o Irã, abrindo caminho para empresas europeias regressarem ao país de 80 milhões de habitantes.

 

Diplomatas da UE disseram que a suspensão formal das sanções deve ser rápida, seguindo automaticamente relatório da AIEA que afirma que Teerã havia reduzido seu programa nuclear, como havia sido acordado.

 

Também no sábado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que os EUA vão agora permitir que filiais estrangeiras de empresas norte-americanas comercializem com o Irã como parte do alívio nas sanções concedidas no âmbito do acordo.

 

(Por Michelle Nichols, Yeganeh Torbati, Joel Schectman, Gabriela Baczynska e Barbara Lewis)