Pescar os homens e as mulheres é a lógica da Igreja

08/02/2016 12:55

Papa: pescar os homens e as mulheres é a lógica da Igreja

Cidade do Vaticano -  No quinto domingo do tempo comum, o Papa Francisco procedeu, às 12 horas de Roma,  a celebração da oração mariana do Ângelus na Praça de S. Pedro repleta de fiéis e peregrinos vindos de diversas partes da Itália e do mundo para assistir a esta habitaul cerimónia do Ângelus.

Francisco iniciou a sua alocução comentando o Evangelho deste domingo (Lc 5, 1-11), sobre a narração da vocação dos primeiros discípulos de Jesus. O fatto, sublinhou Francisco, decorreu num contexto de vida quotidiana: na margem do lago da Galilea estavam alguns pescadores, que após uma noite de pesca sem resultado, estavam lavando e arrumando as redes. Eis então que Jesus sobe  na barca de um deles, Simão Pedro, pede-lhe que se afaste um pouco da terra e depois sentou-Se e do barco inicia a sua pregação. Quando terminou de falar disse então a Simão: <>. Simão, disse Francisco, tinha já conhecido Jesus e sobretudo tinha experimentado a potência prodigiosa da sua palavra e por isso respondeu a Jesus dizendo: <>. Esta fé de Simão, sublinhou o Papa, não foi desiludida, mas sim premiada. De fato, apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se.

Perante este evente extraordinário, oberservou ainda Francisco, os pescadores encheream-se de admiração. Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: <>. Aquele sinal prodigioso o tinha convencido que Jesus não é só um grande Mestre, cuja palavra é verdadeira e potente, mas Ele é o Senhor, é a manifestação de Deus. E esta presença, esta proximidade, sucista em Pedro um forte sentido da  mesquinhez e indignidade. Do ponto de vista humano ele pensa que deve existir uma distância entre o pecador e o Santo. Mas na verdade, sublinhou Francisco, próprio a sua condição de pecador requer que o Senhor não se afaste dele, do mesmo modo que um médico não pode fastar-se de quem está doente.

Ora, a resposta de Jesus a Simon Pedro, disse o Santo Padre, é encorajadora e decidida: <>. E de novo Pedro, confiando na palavra de Jesus, deixou tudo e seguiu o Mestre e Senhor. O mesmo fizeram Tiago e João filhos de Zebedeu que eram companheiros de Pedro.

E neste caso, acrescentou ainda Francisco, penso sobretudo ao sentido da misericórdia que deve animar todos os confessores ao exemplo dos Santos Pio da Pietralcina e Leopoldo Mandic.

Eis então que o Evangelho de hoje, conlui dizendo Francisco, interpela-nos a questionar sobre o seguinte: confiamos realmente na palavra do Senhor ou então deixamo-nos desencorajar pelas nossas falências? Neste ano da misericórdia somos chamados a confortar todos aqueles que se sentem pecadores e indignos perante Deus e desencorrajados à causa dos próprios erros dizendo-lhes as mesmas palavras de Jesus: <>. Possa a Virgem Maria ajudar-nos a compreender cada dia mais que, ser discípulo significa pôr os nossos pés nas sendas do Mestre, nas sendas da graça divina que re-genera a vida de todos.

Após a recitação do Angelus Francisco dirigiu um vibrante apelo em favor das popolações “da amada Síria” obrigadas a abandonarem tudo para fugir aos horrores da guerra. <>. E o Papa convidou aos presentes de rezarem juntos a Mãe do Senhor pelas popolações sírias.

Em seguida Francisco recordou que hoje em Itália, se celebra a Jornada para a Vida, sob o tema “a misericoórdia faz nascer a vida”. Unindo-se aos esforços levados a cabo pelos Bispos italianos e pelos vários sujeitos institucionais, educativos e sociais em favor da vida, Francisco disse que a “nossa sociedade precisa de ser ajudada a sarar todos os atentados á vida, tendo a coragem de observar uma mudança interior que se manifeste através das obras da misericórdia.

O Papa recordou ainda que amanhã se celebra também a Jornada de Oração e de reflexão sobre o tráfico humano e fez votos para que sejam empreendidos todos os esforços no sentido pôr termo a este  crime e a esta intolerável vergonha.

Finalmente, Francisco, recordou aos presentes que amanhã se celebra em todo o Extremo Oriente e em várias partes do mundo, o novo ano. O Papa aproveitou a ocasião para dirigir os votos de paz e serenidade à todos sobretudo no seio das próprias famílias que constituem o primeiro lugar no qual se vivem e se transmitem valores do amor e da fraternidade, da convivência e da partilha, da atenção e da cura do outro. Possa o novo anos, acrescentou Francisco, trazer frutos de compaixão, de misericórdia e de solidariedade.

E Francisco saudou todos os peregrinos, grupos parroquiais e associações provenientes das diversas partes da Itália, mas também da Espanha, de Portugal e tantos outros países, presentes na Praça de S. Pedro para assistir a cerimónia da oração mariana do Ângelus deste quinto domingo do ano comum. De todos se despediu pedindo que não se esqueçam de rezar por Ele e sobretudo pela sua próxima viagem apostólica ao México e ao encontro que terá, no aeroporto de Havana, em Cuba, com o o “seu caríssimo irmão Kiril” Patriarca de Moscovo.

 


 


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