Prisão de Jorge Picciani e mais 2 deputados da Alerj

16/11/2017 16:31
TRF2 aceita pedido de prisão de Jorge Picciani e mais dois deputados da Alerj
Presidente da Alerj é acusado de usar o cargo para coruupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas
Jornal do Brasil
 
Em votação na tarde desta quinta-feira (16), os ministros do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) atenderam ao pedido do Ministério Público Federal e votaram a favor da prisão preventiva do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), o deputado Jorge Picciani (PMDB) e dos deputados Paulo Melo (PMDB) e Alberto Albertassi (PMDB).
 
Assim que forem expedidos os mandados de prisão, os parlamentares devem ser imediatamente presos. Em seguida, a Alerj irá analisar, quando for notificada (o que deve ocorrer em até 24 horas), se os deputados permanecerão presos.
 
Parlamentares aliados de Picciani já articulavam uma forma de evitar a prisão do parlamentar. A estratégia tem como base a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao julgar o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) feito pela Procuradoria-Geral da República, decidiu que caberia à Casa à qual pertence o parlamentar a palavra final sobre pedidos de prisão, afastamento do cargo e outras medidas cautelares.
 
Segundo a Procuradoria Regional da República da 2ª Região, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, seu antecessor Paulo Melo e o segundo vice-presidente, Edson Albertassi, formam uma organização que vem se estruturando de forma ininterrupta desde a década de 1990. O grupo contaria com a participação ainda do ex-governador Sérgio Cabral, que também foi deputado estadual e já presidiu a Alerj.
 
Ainda de acordo com a Procuradoria, eles “vêm adotando práticas financeiras clandestinas e sofisticadas para ocultar o produto da corrupção, que incluiu recursos federais e estaduais, além de repasses da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor)”.
 
Votaram com o relator, desembargador Abel Gomes, os desembargadores Messodi Azulay, Paulo Espírito Santo, Marcelo Granado. O presidente da 1ª Turma, desembargador Ivan Athié, que não seria obrigado a votar, também acompanhou o voto, fechando a questão por unanimidade (5 votos) a favor da prisão e o afastamento dos deputados de seus cargos.
 
 

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