Rede e PPS representam contra Delcídio

02/12/2015 08:29

Rede e PPS pedem processo no Conselho de Ética contra Delcídio

 

No Supremo, ministro abre mais dois inquéritos sobre senador do PT

 

Maria Lima, Carolina Brígido - O Globo

 

-BRASÍLIA- Acompanhado dos líderes Ronaldo Caiado (DEM) e Cássio Cunha Lima (PSDB), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou ontem uma representação ao Conselho de Ética pedindo a cassação do senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso pela Operação Lava-Jato. A representação só foi assinada pela Rede, por meio da porta-voz do partido no Distrito Federal, Gabriela Barbosa Batista, e pelo PPS, com assinatura do presidente Roberto Freire (PPS-SP).

 

Randolfe explicou que a opção foi que PSDB e DEM só assinassem o apoiamento, uma vez que membros do Conselho de Ética que pertencem aos partidos signatários não podem participar do sorteio para a relatoria, assim como os parlamentares do estado e do partido de Delcídio.

 

Se todos os partidos subscrevessem a representação, ficaríamos sem ninguém para disputar a relatoria no Conselho. Mas já tínhamos anunciado desde quinta-feira que, na ausência de uma iniciativa da Mesa, nós encaminharíamos o pedido ao Conselho — disse o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB).

 

É uma situação constrangedora para a Casa, mas o comportamento do senador Delcídio depõe contra o decoro. E, se o Parlamento demorar a se posicionar, o descrédito do Executivo será trazido para dentro do Parlamento — defendeu o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO).

 

Horas antes de Rede e PPS protocolarem a representação pedindo a abertura de processo para cassação, o presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto de Souza (PMDBMA), desengavetou um processo que estava parado na assessoria jurídica da Casa desde 2013 contra Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e João Capiberibe (PSB-AP). Randolfe é justamente o senador que vem encabeçando o movimento pela cassação de Delcídio.

 

Mais dois inquéritos

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem a abertura de mais dois inquéritos sobre os desvios de dinheiro na Petrobras. O primeiro é contra Delcídio Amaral; o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDBAL); e o senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O segundo é contra Jader, Renan e o deputado Aníbal Gomes (PMDBCE). O grupo é suspeito de ter cometido corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de um terceiro inquérito sobre Delcídio. Caberá a Teori Zavascki decidir se atende ou não ao novo pedido. A tendência é pela abertura de inquérito, já que a praxe no STF é atender as solicitações do chefe do Ministério Público. Os três casos estão sob sigilo. No último pedido, Janot informa que quer investigar o parlamentar por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Com as novas investigações, haverá no STF 35 inquéritos sobre a Lava-Jato. Ao todo, são 68 investigados. Desses, há 23 deputados, 14 senadores, um ministro de Estado e um ministro do Tribunal de Contas da União.


 


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