Sempre defendi que PSDB não votasse na linha do 'quanto pior melhor', diz Serra

15/11/2015 10:11

Senador acrescentou que não acredita na possibilidade de Dilma optar pela renúncia, apesar da 'impaciência' do povo brasileiro

 

Gabriela Lara - O Estado de S. Paulo


PORTO ALEGRE - O senador José Serra (PSDB-SP) disse neste sábado, 14, que o fato de o partido ter rompido com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sinaliza que os deputados tucanos também estão revisando sua postura de voto, o que ele considera positivo. "Eu sempre defendi, desde o início, que o PSDB não votasse na linha do 'quanto pior melhor' no que se refere a projetos-bomba. Isso não tem a ver com o governo. Tem a ver com o Brasil, a médio e longo prazo", disse a jornalistas em passagem pela capital gaúcha, onde participou de um evento promovido pelo diretório estadual do partido.

 

"É possível fazer oposição sem causar danos de maneira permanente ao País só para enfraquecer o governo", disse, referindo-se a votações que podem pôr em risco as finanças da União. "Aliás, não precisa fazer muita coisa para enfraquecer o governo, ele já nasceu fraco e permanece fraco e vai continuar sendo fraco", disse.

 

Segundo o senador, hoje o Brasil não tem um governo funcionando normalmente. "Tem uma presidente cuja preocupação é ficar no cargo. Esta é a ação essencial do governo", afirmou. Serra acrescentou que não acredita na possibilidade de Dilma optar pelo caminho da renúncia, apesar da "impaciência" do povo brasileiro com a atual administração.

 

"É verdade que a Dilma tem a maioria do País contra ela, é quase 9 contra 1, e isso cria uma impaciência muito grande. O que eu vejo na rua por todo lado é as pessoas dizendo que precisa mudar o governo. Agora, você tem limites constitucionais, você tem um ritual, você tem o Congresso, tem leis, tem o Judiciário. Às vezes as coisas não andam no ritmo que a impaciência das pessoas gostaria", afirmou.

 

PMDB. Serra elogiou o documento lançado recentemente pelo PMDB com propostas para a economia que destoam das defendidas pelo PT. "O documento em linhas gerais é bom. Você pode divergir ou concordar em diferentes pontos, mas é bom", disse.

 

O senador também comentou que o PSDB já tem um programa desse tipo, que foi apresentado na eleição do ano passado, e disse desconhecer qualquer iniciativa dos tucanos no sentido de lançar novas diretrizes de política econômica. "Acho que o (documento) do PMDB tem mais significado por ser um partido que até agora estava na base do governo. É interessante que se diferencie do programa do governo", avaliou.

 

Esta semana, o presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, disse que o partido pretende apresentar ao País uma revisão da plataforma de sua campanha presidencial em 2014, com propostas como pacto federativo e reforma tributária, além de enfoque social.


 


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