Ser consagrado não é um status social diz o Papa

01/02/2016 17:40

Papa Francisco: ser consagrado não é um status social

Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (01/02), na Sala Paulo VI, no Vaticano, os participantes do Jubileu da Vida Consagrada.

 

O Pontífice disse aos consagrados que eles são chamados a proclamar a realidade de Deus sobretudo com suas vidas e não somente com palavras. “Religiosos e religiosas, homens e mulheres consagrados ao serviço do Senhor que exercem na Igreja a estrada de uma pobreza forte, de um amor casto que os leva a uma paternidade e maternidade espiritual para toda a Igreja, uma obediência”, disse Francisco ressaltando três elementos: profecia, proximidade e esperança.

A profecia é dizer às pessoas que existe um caminho de felicidade, grandeza, uma estrada que nos enche de alegria, que é o caminho de Jesus. É o caminho de estar próximo a Jesus. A profecia é um dom, um carisma que se deve pedir ao Espírito Santo. Profecia significa que existe algo de verdadeiro, belo, grande e bom ao qual todos somos chamados.” 

O Santo Padre, então, exortou os religiosos a estarem próximos a cada homem e mulher.

A vida consagrada deve conduzir à proximidade com as pessoas, proximidade física, espiritual, conhecer as pessoas”, recordando que “seguir Cristo significa carregar sobre si o ferido que encontramos ao longo da estrada, ir à procura da ovelha perdida, estar próximo às pessoas, partilhar suas alegrias e suas dores, mostrar com o nosso amor o rosto paterno de Deus e o carinho maternal da Igreja. Proximidade: qual é o primeiro próximo de um consagrado ou consagrada? O irmão ou irmã da comunidade. Este é o seu primeiro próximo. É uma proximidade bonita, boa e com carinho.”

O terrorismo das fofocas é uma maneira de distanciar os irmãos e irmãs da comunidade”, disse o pontífice. “Quem fofoca é um terrorista dentro da própria comunidade, porque joga a palavra como uma bomba contra este e contra aquele. Isso não é proximidade, mas fazer guerra. É provocar distâncias, anarquia na comunidade. Se no Ano da Misericórdia vocês não se comportarem como um terrorista fofoqueiro ou fofoqueira, será um sucesso para a Igreja, um sucesso de santidade grande”, frisou ainda o Papa.

A seguir, o Santo Padre convidou os consagrados a acolher as vocações com seriedade. “Por que o ventre da vida consagrada se torna tão estéril? Algumas congregações fazem inseminação artificial, ou seja, recebem. Sim vem, vem, vem. Depois começam os problemas.” 

Segundo Francisco, “é preciso discernir bem se esta é uma verdadeira vocação e ajuda-la a crescer”. “Ser consagrado não significa subir os degraus da sociedade, não é um status social que faz olhar os outros de cima para baixo”, disse ainda o Papa.

O Santo Padre frisou que “contra a tentação de perder a esperança, que nos dá esta esterilidade, é preciso rezar mais”. Rezar sem cessar. “A nossa congregação precisa de filhos, a nossa congregação precisa de filhas. O seu coração, diante da falta de vocações, deve rezar intensamente. O Senhor que foi tão generoso não faltará com a sua promessa”, concluiu o pontífice.

Nossa colega Bianca Fraccalvieri esteve na Sala Paulo VI e conversou com a Irmã Teresinha Santin, scalabriniana, em missão no acolhimento a refugiados na cidade siciliana de Siracusa. 

A Irmã Regina Célia, agostiniana, tocou a mão do Papa e deu o seu depoimento, emocionada.

 

 

 


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