Temer: insuperável em medidas impopulares

20/08/2017 16:16
Presidente Temer: insuperável em medidas impopulares
Foto: Agência Brasil
 
O presidente Michel Temer vai passar à história como o insuperável. Pelo menos em impopularidade. É monstruoso o esforço do governo para se superar a cada dia nesse quesito.
 
Nas comemorações do primeiro ano de governo, em maio passado, a situação já não era boa. Mesmo contabilizando avanços na economia, que pegou aos frangalhos, ele pagava o preço do ajuste fiscal e do lançamento das reformas trabalhista e previdenciária.
 
Embora necessárias, essas medidas foram muito mal apresentadas pelo governo e impiedosamente bombardeadas pela oposição e pelos sindicatos.
 
Temer foi à lona com a denúncia do delator-mor da República, Joesley Batista, abraçada de muito bom grado pelo procurador-geral Rodrigo Janot e pela grande mídia.
 
Aumento de impostos
 
O presidente esperneou e conseguiu escapar da denúncia, na Câmara dos Deputados. Antes de sair dessa encruzilhada, porém, aumentou as contribuições do PIS/Cofins sobre os combustíveis. Os preços nos postos dispararam. O que já era ruim ficou pior e sua popularidade foi para o volume morto.
 
Depois, abusando da sorte, o governo cogitou aumentar as alíquotas do Imposto de Renda para fechar as suas contas. Como a reação foi grande e imediata, ele recuou.
 
Tirando de onde não tem
 
Mas o governo não desiste. Agora, vai tirar de onde tem menos – do salário mínimo, hoje de  R$ 937. Pela primeira vez em 15 anos, o salário mínimo não terá aumento acima da inflação.
 
O valor anunciado para 2018 foi de R$ 979. Pois o governo entendeu de cortar R$ 10 reais, reduzindo esse valor para R$ 969.
 
Atualmente, cerca de 45 milhões de pessoas recebem salário mínimo no Brasil, entre elas aposentados e pensionistas, cujos benefícios são, em grande parte, pagos pelo governo federal, através da Previdência.
 
Com o salário mínimo menor, o governo economiza nas despesas com o pagamento desses benefícios. O corte no salário mínimo, se confirmado, deve gerar uma economia de R$ 3 bilhões ao governo no ano que vem.
 
É menos que o valor total da “bolsa-eleição” que está sendo criada pelo Congresso Nacional para 2018 e que o presidente não tem peito para vetar, pois está nas mãos dos congressistas.
 
 
Fonte: Coluna do Jornalista Zózimo Tavares - cidadeverde.com
 
 

Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!