Temer tenta trégua com PMDB do Rio

22/12/2015 13:07

Após troca de acusações, as alas do PMDB pró e contra o impeachment iniciaram uma tentativa de reconciliação em jantar que reuniu, em São Paulo, o vice Michel Temer e o prefeito e o governador do Rio, Eduardo Paes e Luiz Fernando Pezão.

Após acusações, Temer e PMDB do Rio ensaiam reaproximação

 

Avaliação é que guerra interna dos últimos dias enfraquece o partido

 

Fernanda Krakovics Simone Iglesias - O Globo

 

 

-RIO e BRASÍLIA -Depois da guerra aberta nos últimos dias, as alas do PMDB favoráveis e contrárias ao impeachment da presidente Dilma Rousseff iniciaram uma reaproximação. A avaliação é que a divisão interna enfraquece o partido.

 

Um jantar na noite de anteontem reuniu o vice-presidente Michel Temer; o prefeito do Rio, Eduardo Paes; o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão; o ex-governador Sérgio Cabral; e o ex-ministro Moreira Franco. O encontro aconteceu na casa do vicepresidente, em São Paulo.

 

Ao abrir a conversa, Cabral expôs, segundo participantes do jantar, a dificuldade financeira que o Estado do Rio enfrenta e ressaltou que haverá Olimpíadas no ano que vem, para dizer que, do ponto de vista administrativo, o PMDB fluminense não tem condições de brigar com a presidente Dilma.

 

Ainda de acordo com participantes do encontro, Cabral afirmou que, diante da crise econômica e da fragilidade financeira de estados e municípios, é fundamental que o PMDB mantenha a unidade, já que é o partido que tem maior capilaridade.

 

Temer está preocupado em garantir sua reeleição para a presidência do partido em março. No jantar, o PMDB do Rio sinalizou com apoio. Essa aliança ficou em xeque depois que o vice-presidente trabalhou para destituir o deputado Leonardo Picciani (RJ) da liderança do partido na Câmara. Com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Picciani e o PMDB do Rio tentam barrar o impeachment.

 

Em outra frente, Moreira almoçou ontem com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, Jorge Picciani, pai do líder do PMDB na Câmara. Os dois já haviam se encontrado semana passada.

 

Se não houver unidade, vai ter explosão. Não sei se vamos virar Hiroshima ou Nagasaki. Temos que trabalhar pela unidade — disse Moreira ao GLOBO.

 

Apesar de senadores do PMDB articularem o lançamento do ex-senador José Sarney (PMDB-MA) para a presidência do partido, pessoas próximas ao presidente do Senado afirmam que ele deve esperar “a poeira baixar” e tentar recompor sua relação com o vice, para reunificar a sigla.

 

 


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