Vivemos hoje a mesma prática política de antigamente

12/01/2018 10:22
Chico Leal – Opinião Jornal da Teresina - http://www.notempo.com.br/
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No Brasil, pelo menos uma coisa não tem passado e nem presente. E o futuro, se existir, será sempre de sobressaltos.
 
Estamos falando da prática política, isto é, da maneira de fazer política.
 
Infelizmente vivemos hoje a mesma prática política de antigamente.
 
Nada mudou.
 
Desde a República Velha, que compreende o período de 1889 até 1930, continuamos praticando o mesmo tipo de política.
 
Continuamos aceitando a política do favor; continuamos aceitando a política da compra de votos, a política do emprego mais fácil.
 
Se na República Velha podia-se alegar a falta de informação num país agrário e sem comunicação, continuamos hoje – 90 anos depois – com a mesma desculpa.
 
Continuamos enxergando o eleitor como uma pessoa desinformada, manipulada e incapaz até mesmo de reconhecer um homem de bem.
 
Graças a isso, graças a essa cegueira coletiva, chegamos aonde chegamos.
 
E graças a isso, graças a essa cegueira coletiva, não conseguimos mais avançar.
 
Continuamos, como na República Velha, dando prioridade às oligarquias que preferem gastar seu tempo em projetos pessoais.
 
No Piauí, os exemplos são vários.
 
Graças a essa nossa cegueira coletiva conseguimos manter no topo sempre aquelas famílias que fizeram da política um meio de vida.
 
A nossa cegueira coletiva prefere o politico que ao chegar ao poder emprega toda a família, como se o estado fosse obrigado a sustentar a todos com o nosso dinheiro.
 
Continuamos dando preferência aqueles que na eleição seguinte querem eleger a mulher, querem eleger o filho, o pai ou o irmão.
 
E o pior: quando não elegem seus parentes passam a exigir que o governo os coloquem em bons cargos.
 
Pouco importa a situação financeira do estado.
 
O que importa mesmo é massagear o próprio ego.
 
É mostrar que tem força, pouco importando se o seu pimpolho ocupa apenas um cargo decorativo, um cargo que provoca mais risadas do que prestígio.
 
Num mundo globalizado como o que vivemos não mais é possível o eleitor manter-se nas trevas da ignorância política.
 
Não é mais possível, a estas alturas, alegar inocência nesse processo.
 
A informação hoje é um produto acessível a todos, muito diferente da época da República Velha.
 
Não há como se alegar desinformação como justificativa para continuar com aquele voto viciado em troca de um favor ou de um pequeno agrado em dinheiro.
 
Não podemos mais ser aquele exemplo de que se os porcos pudessem votar o homem com o balde de comidas seria eleito sempre, não importando quantos porcos ele já tenha abatido no recinto ao lado.
 
 
Fonte: http://www.notempo.com.br/
 
 

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