Canção Nova - O que são os dez mandamentos?

06/11/2018 21:14

O que são os dez mandamentos?

Os dez mandamentos em perguntas simples e diretas-

O Catecismo da Igreja Católica afirma que, os dez mandamentos devem ser entendidos como um caminho de vida. Assim, os dez mandamentos são normas que visam a vivência da liberdade dos filhos de Deus, “indicam as condições de uma vida liberta da escravidão do pecado” (n. 2057).

Para que servem?

Servem para nos ensinar “a verdadeira humanidade do homem”, também, “iluminam os deveres essenciais e, portanto, indiretamente, os direitos humanos fundamentais, inerentes à natureza da pessoa humana”. (Catecismo, n. 2070).

Qual a utilidade em minha vida?

São úteis à vida de cada um de nós, porque, o pecado deixou a luz da nossa razão obscurecida, e também, gerou o desvio da vontade. É o que afirma o Catecismo (n. 2071), citando São Boaventura, que foi um monge franciscano do século XIII.

Os dez mandamentos são atuais?

Sim, os dez mandamentos são atuais, o Catecismo afirma que “são obrigações” graves (n. 2072). Logo, o descuido na vivência desses nos colocam as matérias que, precisam ser confessadas quando fazemos nosso exame de consciência.

Quais são os 10 mandamentos?

A base dos 10 mandamentos é o texto bíblico de Êxodo 20, 2-17 e, também, Deuteronômio 5,6-21. A Igreja, no período em que as pessoas tinham menos acesso a textos escritos, porque eram caros, formulou-os de maneira catequética, e é desta forma que utilizaremos em nosso resumo, a base é o Catecismo da Igreja Católica. Os 10 mandamentos são:

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas: porque Deus nos amou primeiro nós devemos corresponder amando-O de volta. O amor a Deus implica rejeição aos falsos deuses. E renúncia a todo tipo de idolatria e superstição. Mas, também, a incredulidade, heresia, apostasia e cisma, sacrilégio e o agnosticismo. Você pode se aprofundar mais nos números 2083 a 2139 do Catecismo.

2 – Não tomar seu Santo nome em vão: “o dom do nome pertence à ordem da confiança e da intimidade” (n. 2143). O respeito ao nome de Deus é o respeito devido a Ele mesmo. Aqui devemos ater-nos aos cuidados, também, referentes à blasfêmia, que é “proferir contra Deus – interior ou exteriormente – palavras de ódio, de censura, de desafio, dizer mal de Deus, faltar-Lhe ao respeito nas conversas, abusar do nome d’Ele” (n. 2148). Evite-se, também, fazer falso juramento usando o nome de Deus.

3 – Guardar Domingos e festas de guarda: “O domingo realiza plenamente, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do sábado judaico e anuncia o descanso eterno do homem, em Deus” (n. 2175). O Catecismo afirma que “a Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã. É por isso que os fiéis têm obrigação de participar da Eucaristia nos dias de preceito, a menos que estejam justificados, por motivo sério. Os que deliberadamente faltam a essa obrigação cometem um pecado grave” (n. 2181).

4 – Honrar pai e mãe: “Deus quis que, depois de Si, honrássemos os nossos pais, a quem devemos a vida e que nos transmitiram o conhecimento de Deus. Temos obrigação de honrar e respeitar todos aqueles que Deus, para nosso bem, revestiu da sua autoridade” (n. 2197). É um mandamento dirigido diretamente aos filhos nas suas relações com os pais. Mas, também, tem seus desdobramentos que podem ser conferidos no Catecismo, na sequência dos números citados acima.

5 – Não Matar: Além do respeito pela vida, que é sagrada, como afirma o Catecismo (n. 2258), esse mandamento ainda implica outros atos, são eles: o aborto, inclusive os que colaboram; a Eutanásia; o Suicídio, sendo que “perturbações psíquicas graves, a angústia ou o temor grave de uma provação, de um sofrimento, da tortura, são circunstâncias que podem diminuir a responsabilidade do suicida” (n. 2282). “Não se deve desesperar da salvação eterna das pessoas que se suicidaram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, oferecer-lhes a ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida” (n. 2283). “A virtude da temperança leva a evitar toda a espécie de excessos, o abuso da comida, da bebida, do tabaco e dos medicamentos. Aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado da velocidade, põem em risco a segurança dos outros e a sua própria, nas estradas, no mar ou no ar, tornam-se gravemente culpados” (n. 2290). Você ainda pode conferir mais sobre esse mandamento na sequência do número anteriormente citado.

6 – Não pecar contra a Castidade: A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na unidade do seu corpo e da sua alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar, e, de um modo mais geral, à aptidão para criar laços de comunhão com outrem. Compete a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar a sua identidade sexual. A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais orientam-se para os bens do matrimônio e para o progresso da vida familiar” (n. 2332-2333). A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa, ou seja, sua unidade interior, corporal e espiritual. A sexualidade torna-se pessoal e verdadeiramente humana, quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo total e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher. A virtude da castidade engloba a integridade da pessoa e a integralidade da doação (cf. n. 2337). Implica a aprendizagem do domínio de si. O Catecismo da Igreja Católica afirma ainda que “a castidade conhece leis de crescimento e passa por fases marcadas pela imperfeição, muitas vezes até pelo pecado” (n. 2343). Ofende a Castidade os pecados da luxúria, que é a vivência desregrada dos prazeres, a masturbação, a fornicação, a pornografia e a prostituição. Além de outros que você pode conferir, também, na sequência dos números citados anteriormente.

7 – Não furtar: Este mandamento “proíbe tomar ou reter injustamente o bem do próximo e prejudicá-lo nos seus bens, seja como for. Prescreve a justiça e a caridade na gestão dos bens terrenos, e dos frutos do trabalho dos homens” (n. 2401).

8 – Não levantar falso testemunho: “O oitavo mandamento proíbe falsificar a verdade nas relações com outrem. Essa prescrição moral decorre da vocação do povo santo, para ser testemunha do seu Deus, que é e deseja a verdade. As ofensas contra a verdade, exprimem por palavras ou por atos, a recusa em empenhar-se na retidão moral: são infidelidades graves para com Deus e, nesse sentido, minam os alicerces da Aliança” (n. 2464).

9 – Não desejar a mulher do próximo: “O coração é a sede da personalidade moral: ‘Do coração procedem as más intenções, os assassinatos, os adultérios, as prostituições’ (Mt 15, 19). A luta contra a concupiscência carnal passa pela purificação do coração e pela prática da temperança” (n. 2517). O Batismo confere a quem o recebe, a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado tem de continuar a lutar contra a concupiscência da carne, e os desejos desordenados. Com a graça de Deus, pela virtude e pelo dom da castidade pode-se crescer na pureza, pois, a castidade permite amar com um coração reto, pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o verdadeiro fim do homem. Com um olhar simples, procure-se descobrir e cumprir em tudo a vontade de Deus; pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentidos e da imaginação; pela rejeição da complacência em pensamentos impuros, que o levariam a desviar-se do caminho dos mandamentos divinos e pela oração. A pureza exige o pudor.

O pudor é parte integrante da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Designa a recusa de mostrar o que deve ficar oculto. Ordena-se à castidade e comprova-lhe a delicadeza. Orienta os olhares e as atitudes em conformidade com a dignidade das pessoas e com a união que existe entre elas. O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor. Convida à paciência e à moderação na relação amorosa, e exige que se cumpram as condições do dom e do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia. Inspira a escolha do vestuário, mantém o silêncio ou o recato, onde se adivinha o perigo duma curiosidade malsã. O pudor é discrição.

10 – Não cobiçar as coisas alheias: O décimo mandamento desdobra e completa o nono, que tem por objeto a concupiscência da carne. Proíbe cobiçar o bem dos outros, raiz de onde procede o roubo e a fraude, proibidos pelo sétimo mandamento. A “concupiscência dos olhos” (1 Jo 2, 16) conduz à injustiça, proibida pelo quinto mandamento. A cobiça, bem como a fornicação, tem a sua origem na idolatria, proibida nos três primeiros mandamentos da Lei. O décimo mandamento incide sobre a intenção do coração e resume, com o nono, todos os preceitos da Lei.

Para um bom exame de consciência

Assim, de maneira bem resumida, temos material para trabalharmos nosso exame de consciência diário. Todos os dias antes de dormir você pode fazer a experiência de pensar o seu dia. Faça perguntas para você mesmo: “Onde acertei? Onde errei? O que preciso melhorar? Que passo posso dar”?

Você pode, diariamente, ir se exercitando na oração para crescer em contrição. Por isso, sugiro que você reze todos os dias após o seu exame de consciência o ato de contrição com a proposta de se confessar o mais rápido possível. Você pode rezar da seguinte maneira o ato de contrição:

Meu Deus, eu me arrependo, de todo coração de todos meus pecados e os detesto, porque, pecando não só mereci as penas que justamente estabelecestes, mas, principalmente, porque ofendi a Vós, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso, proponho firmemente, com a ajuda da vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecar. Amém

Deus abençoe você!

Padre Edison de Oliveira

Padre Edison de Oliveira é membro da Comunidade Canção Nova, formado em Filosofia e Teologia, ordenado em 28 de agosto de 2016 na Diocese de Lorena-SP.

 

Todos os direitos autorais de imagem e texto são de responsabilidade da Canção Nova

 


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