Coluna do Influente Jornalista Arimatéia Azevedo

18/08/2018 10:56

O candidato novo - COLUNA ARIMATÉIA AZEVEDO

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Pelo atual processo de fazer política no Brasil em que a cultura política é do ‘toma lá dá cá’, causa espécie o surgimento de um candidato à presidência da República que até parece estar disputando a eleição em países como a Noruega e Finlândia. Pois ele tem um nome: João Amoedo, um candidato que dispensa recursos públicos para tocar a campanha, abomina o Fundão (O Fundo Partidário que distribui R$ 3 bilhões aos demais candidatos), descarta coligações convenientes e só admite no partido quem for ficha limpa. E quem seria esse atrevido, para querer mudar a velha prática política nacional? Ele é apenas um empresário do setor financeiro, com fabuloso sucesso pessoal, com uma conta bancária de R$ 500 milhões, devidamente declarados à Justiça Eleitoral e com uma visão econômica muito bem encaixada nas necessidades do país, onde faltam exatamente pessoas com o calibre de conhecimento e experiência desse candidato. Numa campanha eleitoral que está caracterizada pela pulverização das intenções de votos do eleitorado entre 13 candidatos com o melhor deles não passando dos 17% - com 60% de indecisos – o eleitor pode ver reeditada em 2018o que ocorreu em 1989. Naquela eleição, a primeira, pós-abertura democrática, todos os grandes líderes nacionais se apresentaram para a disputa, sobressaindo-se, porém, um ilustre desconhecido, Fernando Collor de Mello, das Alagoas, com a campanha dita moralizadora da ‘caça aos marajás’, que terminou ganhando a eleição. Não convém comparar Collor com Amoedo, mas é preciso considerar que assim como Collor em 89, Amoedo inicia sua campanha sendo um ponto fora da curva, com modesta preferência do eleitorado, sem coligações que possam garantir-lhe presença ao menos no horário eleitoral e sem estrutura partidária no território nacional. Mas ele indica a direção que quer seguir e que coincide exatamente com a grande aspiração nacional, de surgir um novo na política. Literalmente, Amoedo, além de ser do Partido Novo, a sua mensagem é de absoluta e radical mudança nas práticas políticas vigentes.  

Data AZ

Estão registradas na Justiça Eleitoral mais de uma dezena de pesquisas realizadas pelo Data AZ por municípios. 
Começam a ser divulgadas a partir de terça-feira. 

O estepe

Fernando Haddad, o candidato estepe do PT a presidente, estava ontem em Teresina. Participou de uma caminhada no Dirceu com os candidatos do partido a governador e a vice, Wellington Dias e Regina Sousa, e antes anunciou que a Comissão de Direitos Humanos da ONU determinou que Lula seja candidato.

Recomendação

Não sendo um órgão da ONU nem mesmo a própria organização um tribunal com poderes para determinar o que quer que seja em seus membros soberanos, Haddad valeu-se de uma  já muito surrada narrativa sobre o ex-presidente ser vítima de injustiça.

Pisando em ovos

Quem esteve ontem em Teresina também foi o ministro da Saúde, Gilberto Ochhi. Ele participou de eventos públicos, mas cancelou uma agenda de visita ao local onde vai ser construído o Hospital Materno-Infantil de Teresina. Ele se faria acompanhar de Wellington Dias e Ciro Nogueira. Mas ouviu-se a recomendação de conduta vedada. 
Os três preferiram não arriscar.

Cartório

Ciro Nogueira foi ontem a um cartório na zona Leste e registou uma plataforma de atuação parlamentar com 11 metas, que incluem desde obras estruturantes até geração de mais empregos para jovens, mulheres e negros, seguindo estudos internacionais que apontam para crescimento do PIB quando se dá renda e trabalho a esses três segmentos.

A vice raiz

Na entrevista que concedeu ao “AZ nas Eleições”, Cassandra Moraes Sousa, além de mostrar um grande conhecimento sobre a realidade do Piauí, deu uma estocada nas demais candidatas a vice. Disse que não é vice Nutella e sim vice raiz.

No sangue

A escolha de Cassandra recoloca no palco principal da política seu pai, o ex-governador e ex-senador Mão Santa, atual prefeito de Parnaíba. E reforça a ideia de uma chapa de nomes novos, mas com uma longa tradição política, já que o companheiro de chapa, Luciano Nunes, sobrinho-neto do ex-governador Tibério Nunes.

Aloprou

Um velho cardeal do PT, vendo o rolo de corrupção em que Luís Carlos, da Locar, está metido, chega à conclusão que “de um simples batedor de cópias na Seduc, ele avançou demais!”

Réus solidários

Está na forma, na fase de alegações finais, apenas esperando a sentença, uma ação de improbidade administrativa movida pelo MPF na Justiça Federal contra Wilson Martins e Wellington Dias e, seus respectivos secretários de Fazenda, Silvano Alencar e Antônio Neto.
O procurador da República Kelston Lages defende a condenação de todos.

Teje preso!

A Strans parou um carro particular no centro alegando que o motorista transportava ‘passageiro irregular’. O dono do veículo mostrou que era sua mulher (que chorava muito) que havia saído do hospital. 
Eita lobbye forte esse dos taxis.

Reação perigosa

As coisas não andam bem para a coligação governista no interior. 
Em Uruçuí, no encontro de prefeitos, o chamado G13, receberam os homens com a faixa “Cadê o dinheiro do agronegócio?”. Se sente insatisfação de prefeitos em outros municípios. 
Marcelo Castro apenas ria de tudo.

Oeiras

Na região de Oeiras tem prefeito que já está de mala pronta para apoiar o candidato do PSDB, Luciano Nunes. Haveria a disposição, por exemplo, do apoio do prefeito José Raimundo, de Oeiras, ao tucano, mas ninguém confirma.

Inhuma

Em Inhuma, Luciano recebeu o apoio do ex-prefeito Alilo Leal, dos vereadores Cleber de Sousa, Valentim Neto e Luís Alberto, além do vice-prefeito Valderson Dantas.

Ping-pong 

Sortilégios do poder

Do anedotário político mineiro. José Aparecido, que foi quase tudo na República, conversava sobre os sortilégios da política e do poder, Pedro Aleixo, que era vice-presidente da República quando da doença do general Da Costa e Silva, mas foi impedido de assumir.
Aparecido: “Doutor Pedro, o senhor era presidente da Câmara dos Deputados aos 34 anos e fecharam o Congresso. Depois, vice-presidente foi impedido de assumir”.
Aleixo: “Pois é, Aparecido, ninguém escolhe o local onde o raio cair. Ele caiu duas vezes sobre mim”.

Expressas 

O começo da campanha eleitoral tem sido morno, menos por culpa dos candidatos e mais por razões burocráticas.

 


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