Deputada Tereza Cristina (DEM) comandará Agricultura

07/11/2018 23:30

Deputada ruralista comandará Agricultura

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Folha Press - BemParaná

BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A deputada Tereza Cristina (DEM-MS) foi anunciada nesta quarta (7) como a ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro (PSL).

Ela é a primeira mulher a compor o primeiro escalão do governo. A nomeação ocorre após críticas de que a equipe de transição do presidente eleito era composta apenas por homens, o que poderia sinalizar o mesmo cenário na Esplanada a partir de 2019.

Um dos principais aliados de Bolsonaro, o general Augusto Heleno afirmou que não há novidade maior do que a escolha de uma mulher para o comando de um ministério.

"Não tem novidade. Você quer maior novidade: uma mulher num ministério, e Ministério da Agricultura, que é fundamental, um sustentáculo do PIB?", disse o futuro ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) após reunião com o presidente eleito, em Brasília.

Quando lhe questionaram se o gênero foi levado em conta para a escolha da deputada, Heleno disse que, "se for competente e for mulher, não tem problema nenhum".

Nome defendido pela bancada ruralista, a parlamentar é presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e, segundo aliados, terá a prerrogativa de dar o aval para o titular do Meio Ambiente.

"A fusão [do Meio Ambiente com a Agricultura] não haverá", afirmou o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), vice-presidente da FPA. "Ele [Bolsonaro] não disse que indicaríamos o nome do novo ministro do Meio Ambiente, mas que homologaríamos esse nome."

A junção das pastas de Agricultura e Meio Ambiente era promessa de campanha de Bolsonaro. O presidente eleito, porém, já recuou em relação ao tema e, após pressão de ambientalistas e aliados do agronegócio, indicou que manteria os ministérios separados.

Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do projeto de lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos.

Em junho, ela ganhou o apelido de "Musa do Veneno", durante comemoração da aprovação do projeto que facilita o uso de agrotóxicos na comissão especial da Câmara. Ela ganhou o epíteto, irônico, dos colegas das da bancada ruralista, porque a oposição chama o texto de "PL do Veneno".

Tereza Cristina não tem a simpatia de um importante aliado de Bolsonaro, o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antônio Nabhan Garcia. Ele havia sido cotado para o posto.

Engenheira-agrônoma e empresária, Tereza Cristina tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB).

A indicação foi bem-aceita pelo agronegócio.

Em nota, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) afirmou que Tereza Cristina terá condições de trabalhar a favor do agronegócio e construir uma agenda conjunta com o setor para o desenvolvimento agropecuário.

Marcelo Vieira, presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), diz que Tereza Cristina é grande gestora. O desafio dela, segundo ele, será o de montar uma boa equipe.

"Temos deficiências que precisam ser resolvidas, entre elas as de regulação e as vindas do mercado externo."

Tereza Cristina não era a preferência de Antonio Galvan, presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso). Ele preferia Nabhan Garcia, da UDR, mas disse que a deputada é produtora e tem bagagem administrativa. "Vamos estar juntos a partir de agora."

André Nassar, presidente-executivo da Abiove (Associação Nacional das Indústrias de Óleos Vegetais), diz que é uma parlamentar que combina visão política e técnica.

Para Antônio Alvarenga, presidente da SNA (Sociedade Nacional de Agricultura), os desafios que ela vai enfrentar são grandes, como a questão tributária, o aprimoramento do seguro rural e o mercado externo.

Tereza Cristina, 64

Deputada federal reeleita para o segundo mandato em 2018, comanda a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e presidiu a comissão especial que analisou projeto de lei que flexibiliza regras para uso de agrotóxicos; foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de MS; é engenheira-agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa (MG)

 

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