Deputado denuncia retificação criminosa de nota

13/03/2018 13:37
Deputado denuncia retificação criminosa de nota fiscal
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O deputado Robert Rios (PDT) levou para a tribuna dois fatos novos relacionados com as denúncias feitas na sessão anterior, de irregularidades na prestação de contas do governo de empréstimo junto à Caixa Econômica. Ele disse que o governo excluiu o Tribunal de Contas do acesso online às contas do Estado e que os empresários que construíram obras com recursos de outras fontes retificaram as notas fiscais, reforçando a atitude do secretário de Fazenda, que anulou os empenhos de pagamento de tais obras, para que elas constem como feitas com recursos de empréstimo junto à Caixa Econômica.
 
Segundo Robert Rios, a atitude dos empresários que retificaram as notas fiscais é criminosa e pode resultar em cadeia, pois a intenção foi fazer crer que o pagamento foi feito com recursos da primeira parcela do empréstimo junto à Caixa Econômica. E sobre o empréstimo, Robert Rios repetiu o havia dito na sessão anterior: o governo pediu de volta a prestação de contas da primeira parcela do empréstimo, para evitar que a oposição tivesse acesso aos dados contidos nela.
 
O deputado Rubem Martins (PSB) falou das várias visitas que tem feito à Caixa Econômica Federal, com os colegas Robert Rios e Gustavo Neiva (PSB), onde constatou que o órgão está fazendo vistas grossas sobre a atitude do governo de evitar que a oposição tenha acesso à prestação de contas da primeira parcela do empréstimo. Para Rubem Martins, o governo não está interessado em receber a segunda parcela do empréstimo, mas sim em ficar adimplente. Outro que fez aparte foi o deputado Dr. Pessoa (PSD), que disse estar pronto para entrar na batalha pela apuração dos fatos, para que a justiça possa ser feita.
 
Robert Rios concluiu seu pronunciamento afirmando que não adianta o governo impedir o acesso do TCE aos arquivos online, pois esses arquivos já tinham sido copiados. Sobre a retificação de notas fiscais ele voltou a advertir que o fato pode gerar cadeia, por se tratar de prática de organização criminosa que resultará em delação premiada.
 
 
Raimundo Cazé - Edição: Caio Bruno 
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