Domingo também é dia de trabalho diz Presidente

14/01/2018 19:18
Meirelles 'aguenta bem o tranco da economia', diz Temer, após caminhada
No Twitter, Temer diz que se reuniu com ministros para avaliar o 'cenário econômico'
Jornal do Brasil
 
O presidente Michel Temer fez uma caminhada do Palácio do Jaburu ao Palácio da Alvorada, ao lado dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, da Secretaria-Geral, Moreira Franco, e da Justiça, e Torquato Jardim. Na volta, Temer não estava mais acompanhado por Meirelles. Questionado por jornalistas se o ministro da Fazenda não tinha "aguentado o tranco", Temer respondeu: "Aguenta sim, conversamos bastante. Ele aguenta bem o tranco da economia."
 
Meirelles ficou no centro das atenções esta semana, após a agência de classificação de risco norte-americana Standard & Poor's (S&P) ter rebaixado a nota do Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento, de BB para BB-, com perspectiva estável. O ministro vem, desde então, afirmando que o rebaixamento não vai afetar o crescimento econômico, e que os indicadores vão mostrar que o país continuará na rota de evolução.
 
A assessoria da Presidência informou que Temer e os ministros se reuniram neste domingo no Alvorada para discutir a pauta econômica. O subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, também participou do encontro, já que o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) está de férias.
 
Em sua conta no Twitter, Temer informou que a reunião avaliou “o cenário econômico, as medidas para reduzir a inflação, a geração de empregos, além da necessidade da reforma da Previdência”.
Rebaixamento
 
Ao anunciar o rebaixamento na última quinta-feira (11), a S&P argumentou que o país demora para implementar reformas que, na visão do mercado financeiro, reduziriam riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. 
 
A agência de risco destacou que, “apesar de vários avanços da administração [Michel] Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento.
 
A perspectiva estável indica que a agência terá de esperar pelo menos seis meses para alterar a nota. O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.
 
Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento. As outras duas principais agências de classificação de risco, Fitch e Moody’s, também norte-americanas, ainda não alteraram a nota do país e continuam a manter o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento.
 
 

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