Governo do Piauí não cumpre acordo e prejudica militares

13/12/2017 10:22
Governo não cumpre acordo e prejudica salário de militares
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Vice-presidente disse que caos na segurança é causado por falta de gestão
 
Autor: Manoel José - Portal Capital Teresina
 
O major Diego Melo, vice-presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do Piauí (AMEPI), denunciou ao Jornal Diário do Povo, a grave situação pela qual passa a Segurança Pública do Piauí. Segundo ele, um dos principais problemas está relacionado à valorização dos policiais e bombeiros militares que estão com vencimentos defasados há anos.
 
“Quando o atual governo iniciou seu mandato em janeiro em 2015, havia um reajuste legal que deveria, por força de lei, ter sido implantado em maio de 2015, mas que o atual governo não implantou, e somente após manifestações da Associações de Oficiais e Praças é que foi implantado o reajuste em sua totalidade”, explicou o major.
 
Em 2016, as lideranças das Associações apresentaram ao Governo uma proposta de reajuste para o quadriênio (2016/2017/2018/2019) e cobraram uma resposta. Contudo, o Governo ignorou a solicitação das Associações e somente em 22 de dezembro de 2016, quando o Governo colocou a PEC de aumento da contribuição previdenciária dos servidores na Assembleia Legislativa (ALEPI), é que o Governo chamou as lideranças das Associações dos Militares no Palácio de Karnak para negociar.
 
“Na ocasião, eles prometeram apresentar uma tabela de reajuste salarial após o primeiro quadrimestre de 2017, que deveria ter sido apresentada em maio deste ano, sendo que novamente o Governo não cumpriu o prometido, apresentando apenas um reajuste unilateral, referente a 2016, deixando defasados os salários dos militares pela inflação de 2015 e 2017, bem como sem previsão de reajuste para o ano eleitoral de 2018 e 2019”, disse.
 
Em 2016, a AMEPI ingressou com um Mandado de Injunção em desfavor do Governo do Estado, requerendo o direito constitucional do reajuste inflacionário de 2015 dos militares estaduais.
 
Ainda, na tentativa de avançar na negociação do reajuste, em agosto de 2017 as Associações Militares apresentaram nova proposta de reajuste salarial ao Governo. Contudo, nenhuma resposta foi dada pelos secretários de Wellington Dias (PT).
 
“As Associações Militares, em especial a AMEPI, expressa seu pesar e sua indignação pela atitude do Governo do Estado do Piauí em sacrificar os militares, desrespeitando e desvalorizando, quem diuturnamente luta pela segurança. Entre os anos de 2015 e 2017 já perdemos 37 PMs na luta contra o crime, mas mesmo assim, continuamos sem sermos valorizados pelo Governo”, finaliza major Diego Melo. 
 
Publicado também matéria no Jornal Diário do Povo
 
 

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