Intervenção pode ser inócua sem atos de Guerra

19/02/2018 00:10
18 DE FEVEREIRO DE 2018 - Coluna do Cláudio Humberto
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INTERVENÇÃO PODE SER INÓCUA SEM ATOS DE GUERRA
A intervenção na segurança pública pode não produzir os efeitos esperados a menos que o general Braga Netto, o interventor, entenda que as forças militares estarão em guerra e atue como preconiza o general Augusto Heleno, primeiro comandante das forças da ONU no Haiti, para quem seu primeiro ato deveria ser avisar que as pessoas armadas, como traficantes que se exibem com fuzis e metralhadoras, serão consideradas inimigas da sociedade e poderão ser alvejadas.
   
ESTADO DE DEFESA
O modelo de intervenção federal adotado no Rio só faz sentido, dizem os especialistas, se for um primeiro passo para o Estado de Defesa.
   
GLO REFORÇADA
O decreto de intervenção não passa de “GLO reforçada”, como a que vigorou até dezembro. É a sigla de Garantia da Lei e da Ordem.
   
CETICISMO
O general Heleno pede segurança jurídica, para que os militares não sejam alvo de processos, por cumprirem a missão de vencer o inimigo.
   
MOBILIDADE AÉREA
É essencial, diz Augusto Heleno, garantir ao interventor meios aéreos, como helicópteros armados, e forças especiais de elite disponíveis.
   
TEM ATÉ FURTO NA FICHA DO ESPANCADOR DE MULHERES
É maior do que se imagina a ficha na polícia do diplomata Renato de Ávila, cujos colegas chamam de “espancador de mulheres”. Responde a múltiplas acusações de lesão corporal, ameaça, injúria, furto etc. Apesar da repulsa que provoca, inclusive no Sindicato dos Diplomatas, ele segue impune e trabalhando, na assessoria do subsecretário-geral para Ásia e Oriente Médio. E ainda processa o Itamaraty na Justiça.
   
MARIA DA PENHA NELE
Os anos se passam e Renato de Ávila reitera em sua agressividade contra mulheres. É uma espécie de réu-padrão na Lei Maria da Penha.
   
LONGA TRAJETÓRIA
Há contra o diplomata acusações desde 2003 (duas denúncias de lesão corporal e uma de agressão, até 2017, que inclui cárcere privado.
   
CHAVE DE CADEIA
Há um ano, Renato foi denunciado por violação de domicílio, furto, injúria, lesão corporal, dano, violência doméstica, Lei Maria da Penha.
   
CAIXA ‘DETONA’ EM PROPAGANDA
A Caixa Econômica Federal acha relevante gastar em propaganda quase meio bilhão de reais (R$450 milhões) no próximo ano. Para ter tanto dinheiro disponível, a Caixa cobra altas taxas da clientela. Em 2017, torrou R$390 milhões (R$32 milhões ao mês) com isso.
   
DINHEIRO SOBRANDO NA CAIXA
Em 2014, ano da reeleição de Dilma, a Caixa Econômica Federal gastou R$570 milhões, recorde histórico. Em 6 anos, entre 2011 e 2017, a Caixa torrou R$2,68 bilhões em publicidade e propaganda.
   
TRIBUTO À IRRELEVÂNCIA
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) não deve ter o que fazer: gastou dinheiro do contribuinte em projeto que pretende impedir que pessoas sejam adicionadas em grupos de WhatsApp etc sem autorizar.
   
GRAVIDADE RELATIVA
O jornalista Carlinhos Brickmann lembra que índices atuais da violência no Rio (6,13 mortes violentas por 100 mil habitantes) são inferiores aos de 8,63 de 1995, “quando ninguém falou em intervenção”.
   
CENSURA PRÉVIA
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) apresentou projeto de censura prévia para proibir que partidos políticos mudem de nome, com o objetivo de “escapar à má fama” adquirida. Caso do PT, por exemplo.
   
INTERVENÇÃO MAIS FÁCIL QUE PEC
Para ser aprovado no Congresso, o decreto de intervenção federal no Rio deve ser aprovado por maioria simples (50% mais um dos presentes). Serão duas votações: na Câmara, com quórum mínimo de 257 deputados e no Senado, com quórum de 41 senadores.
   
DEZ ANOS DE IMPUNIDADE
Completam-se neste domingo dez anos da morte, em Brasília, de Maria Cristina Alves Silva, nas mãos do cirurgião Lucas Seixas Doca Jr. Não há ainda sentença na Justiça e o Conselho Regional de Medicina nada fez. Outras três mulheres perderam a vida. A mais recente, Jaqueline Almeida, 32, motivou nova denúncia do Ministério Público do DF, dia 2.
   
PURO PAPO
Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o atraso para março na análise da reforma da Previdência “não será um desconforto pequeno”. Ele acha que a discussão deve começar ainda em fevereiro.
   
PARAÍSO FISCAL
No Brasil, governo estadual decreta falência, como o do Rio, e ainda recebe reforço de caixa do governo federal.
 
   

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