Jair Bolsonaro (PSL) tornou-se o candidato preferido

09/10/2018 15:46

MERCADO - Com 'ressaca' e indicação de governo Bolsonaro com nomes do mercado, dólar cai

Com 'ressaca' e indicação de governo Bolsonaro com nomes do mercado, dólar cai pouco

Forte otimismo - no radar está a sinalização do candidato à Presidência, líder do 1º turno, de que busca executivos do setor privado para a sua equipe econômica

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A euforia no pregão de ontem, puxada pelo "efeito Bolsonaro", foi interrompida nesta terça-feira (9), mesmo após a indicação de que o presidenciável, líder do primeiro turno, busca executivos do setor privado para compor seu governo e equaciona até nomes ligados a chapas de rivais.

Pelas 9h40, o dólar caía 0,24% para R$ 3,757, depois de iniciar em alta de 0,19%, para R$ 3,773. Na véspera, a moeda dos EUA terminou cotada a R$ 3,766, com queda de 2,35%, no maior tombo desde 8 de junho e o valor mais baixo desde 8 de agosto.

O otimissmo é contido pelas preocupações com as contas públicas italianas, que podem fazer a União Europeia punir o país, abrindo mais uma crise no grupo europeu, e pelos receios de novas altas dos juros nos EUA, que tendem a atrair para lá capital investido no país.

Além disso, também já era esperado que uma reação positiva mais forte à votação expressiva em Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, e a guinada à direita do Congresso, acontecesse logo no primeiro pregão após a eleição de domingo (7).

No radar do mercado está a notícia do jornal "Folha de S. Paulo" que dá conta de que Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, que obteve 46% dos votos no primeiro turno, está buscando executivos do mercado financeiro, muitos ligados a Paulo Guedes, seu assessor econômico, o "posto Ipiranga da economia", para compor seu governo e ficarem à frente de estatais. 

Segundo a publicação, entre os nomes cotados estão Alexandre Bettamio, presidente-executivo para a América Latina do Bank of America, João Cox, presidente do conselho de administração da TIM, e Sergio Eraldo de Salles Pinto, da Bozano Investimentos (gestora de investimentos presidida por Guedes). Roberto Campos Neto, diretor do Santander e neto do renomado economista liberal, e Maria Silvia Bastos Marques, presidente-executivo da Goldman Sachs no Brasil e ex-presidente do BNDES, também estão na lista. Além de Salim Mattar, dono da Localiza, que apoiou João Amoêdo, do Novo, e  Eduardo Mufarej, ex-sócio da gestora de investimentos Tarpon e hoje integrante do RenovaBR.

Bolsonaro tornou-se o candidato preferido do mercado financeiro já no primeiro turno à medida que o tucano Geraldo Alckmin perdeu força nas pesquisas eleitorais. A indicação do liberal Paulo Guedes como seu mentor econômico, que sustenta um discurso favorável às privatizações e às reformas, é a explicação para essa escolha.  Boa parte do mercado também rejeita a volta de um governo petista e sua gestão heterodoxa da economia.
 


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