Lava Jato: nova operação volta a prender ex

23/01/2018 10:09
Lava Jato: nova operação volta a prender ex-secretário de Obras Alexandre Pinto
Eduardo Paes e Alexandre Pinto em inauguração de reservatório, em 2013
Investigação apura desvio de verba pública nas obras do BRT TransBrasil
 
Jornal do Brasil
 
Na manhã desta terça-feira (23), operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), prendeu preventivamente o ex-secretário de Obras da gestão de Eduardo Paes no Rio, Alexandre Pinto. A investigação tem como alvo esquemas de recebimento de propina e desvio de recursos públicos em obras contratadas pela Secretaria de Obras do Rio. O alvo principal seria as obras do BRT TransBrasil. Foram identificadas também remessas ilegais de recursos ao exterior. A operação, batizada de Mão à Obra, é um desdobramento da Operação Rio 40 Graus, que já havia prendido Alexandre Pinto em agosto. Ele foi libertado em novembro.
 
Aproximadamente 80 policiais federais cumprem, no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília; seis mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal/RJ. 
 
Além do secretário, outras quatro pessoas foram presas nesta terça, duas delas em São Paulo. Foram presos preventivamente Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras; Vagner de Castro Pereira, ex-subsecretário municipal de Obras e presidente da Comissão de Licitações da secretaria; e o doleiro Juan Luís Bertran Bittlonch. Foram presos temporariamente, em São Paulo, Rui Alves Margarido, sócio da construtura Dynatest; e Eder Parreira Vilela, gerente administrativo da construtura Dynatest.
 
As investigações indicam a participação de ex-secretários municipais e o ex-subsecretário municipal em esquemas que envolviam recebimento de propina e desvio de recursos de grandes obras executadas pela SMO na capital fluminense.  O alvo principal seria as obras do BRT TransBrasil, que ainda está em construção e tem custo previsto de R$ 1,4 bilhão. A investigação aponta que o esquema de propina era comandado por Alexandre Pinto.
Pinto já havia sido preso em agosto do ano passado, em sua casa num condomínio de luxo, na Taquara, na Zona Oeste do Rio. A investigação apurava também esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina a servidores públicos nas esferas federal e municipal envolvendo as obras do BRT Transcarioca e o do Programa de Despoluição da Bahia de Jacarepaguá.
 
De acordo com o Ministério Público Federal, para ocultar os valores recebidos indevidamente, o ex-secretário contava com o auxílio da mulher, dos filhos e da mãe. Familiares de Alexandre Pinto compraram imóveis e carros para lavar o dinheiro. A aquisição dos bens foi ocultada da declaração do Imposto de Renda de Alexandre Pinto, uma vez que a mulher e os filhos eram dependentes junto à Receita Federal. Também foram feitas transações financeiras não declaradas para ocultar a movimentação do dinheiro.
 
De acordo com a investigação, Alexandre Pinto frequentava postos de gasolina e padarias, onde combinava o pagamento das propinas. O Ministério Público aponta que a taxa também era chamada de "oxigênio", nome usado para pagamentos de propina na esfera estadual. "Verificamos que, a exemplo do que ocorria na Secretaria Estadual de Obras, a cobrança da famigerada 'taxa de oxigênio' na pasta municipal de Obras", destacou o procurador federal Rafael Barreto.
 
A Polícia Federal informou na época que as investigações indicavam o pagamento de pelo menos R$ 35,5 milhões em vantagens indevidas a autoridades públicas e servidores públicos municipais pertencentes ao grupo criminoso. 
 

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