Lava Jato vai investigar escritório de Teixeira - R7

23/02/2018 19:09
Lava Jato vai investigar escritório de compadre de Lula
Roberto Teixeira é amigo próximo do ex-presidente Lula
Roberto Teixeira é amigo próximo do ex-presidente Lula - Raquel Cunha/Folhapress 
 
Roberto Teixeira é amigo próximo do ex-presidente Lula
Raquel Cunha/Folhapress - 18.8.2014
Advogado Roberto Teixeira recebeu honorários de R$ 68 milhões da Fecomércio-RJ, alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira
 
BRASIL  por REUTERS
 
O escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será investigado pela força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro após a prisão nesta sexta-feira (23) do presidente da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), Orlando Diniz, acusado de diversos crimes como desvio de recursos, lavagem de dinheiro e de gastar R$ 180 milhões em honorários advocatícios.
 
O escritório de Teixeira recebeu cerca de R$ 68 milhões de reais em honorários da Fecomércio-RJ, quantia que chamou a atenção dos investigadores.
 
Paralelamente, os procuradores descobriram na Operação Jabuti, realizada nessa sexta-feira, que outro escritório, o de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, recebeu R$ 20 milhões por serviços supostamente não prestados.
 
O escritório dela, alvo de outras operações da Lava Jato, teria sido usado no governo de Cabral para lavar dinheiro do esquema de propina e corrupção.
 
“Vamos ampliar a investigação para saber se a atividade de advogado foi efetivamente prestada pelo escritório (de Roberto Teixeira), se houve prática ilícita... vamos procurar saber que tipo de serviço foi prestado para justificar um pagamento de R$ 68 milhões”, disse o procurador Felipe Bogado.
 
Por conta dessa nova operação, Cabral será novamente denunciado pelo MPF pela prática de corrupção passiva uma vez que o ex-governador, que está preso no Paraná, teria ajudado Diniz na lavagem de dinheiro desviado. Cabral e aliados em troca nomearam para cargos na Fecomércio-RJ funcionários fantasmas batizados de “jabutis” que custaram quase R$ 8 milhões desde 2007.
 
Outro lado
 
O escritório diz que "todos os valores recebidos pelo Teixeira, Martins & Advogados a título de honorários advocatícios foram contabilizados e os impostos foram recolhidos".
 
"A relação entre cliente e advogado é protegida por sigilo legal, inclusive em relação aos termos da contratação. O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, além de não ter atribuição legal para promover qualquer investigação sobre os termos ou valores da contratação entre o Teixeira, Martins & Advogados e a Fecomércio-RJ, jamais poderia ter dado publicidade a esses dados, como ocorreu na data de hoje. Aspectos relativos à contratação foram manipulados. O escritório tomará todas as medidas necessárias para coibir o abuso", acrescenta a nota enviada, 
 
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