Luciano começa a apontar o dedo para o governo

20/02/2018 17:15
Luciano começa a apontar o dedo para o governo
Depois de um mês em articulação com lideranças políticas, o deputado Luciano Nunes (PSDB) parece ter se consolidado como uma alternativa real das oposições ao governo do Estado. Os gestos do deputado nos últimos dias, no entanto, indicam que começa a dar um segundo passo na estratégia de colocar-se como opção ao Palácio de Karnak, em confronto direto com o governador Wellington Dias (PT). Essa nova etapa tem, a um só tempo, dois propósitos: aponta de forma mais direta os problemas da gestão petista e busca maior aproximação com a militância.
 
O esforço em chamar a atenção para os problemas da atual gestão fica evidente na informação que o próprio parlamentar divulgou ontem: pela manhã, Luciano recebeu em seu gabinete da Assembleia Legislativa representante do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Thiago Reis. O tema foi a dificuldade vivida por esses trabalhadores, que – conforme Thiago – são resultantes de atrasos salariais.
 
Ainda segundo Thiago Reis, os trabalhadores das empresas prestadoras de serviços terceirizados estão há dois meses sem receber salário. Isso, segundo o deputado, porque o governo vem atrasando o pagamento dos fornecedores. Vale lembrar, essas empresas são fundamentais para o funcionamento de órgãos como o Hospital Getúlio Vargas, Universidade Estadual do Piauí, Junta Comercial e Detran. Para carimbar o governo, Luciano Nunes também usou a tribuna para cobrar do Governo do Estado a regularização dessa situação.
 
Já a intenção de se aproximar da militância ganha corpo em uma ação que começa na sexta-feira, em Piripiri. Nessa data, o PSDB inicia uma série de seminários regionais cujo tema é “O Piauí pode dar certo - ideias para transformação”.  A partir daí, Luciano terá um evento desse tipo praticamente a cada semana.
 
Os seminários não chegam a ser uma novidade. Há registros desse tipo de ação desde a década de 90, embora o exemplo mais exitoso seja o de Wilson Martins, em 2009 e 2010, pavimentando a eleição ao governo. Mas Luciano diz que pretende aproveitar cada seminário para fazer mais que discursos ou palestras. Quer ouvir o cidadão, em contato direto com a população em cada cidade.
 
O deputado do PSDB sabe que o governador Wellington Dias parte bem na frente nessa corrida até outubro. Se para Wellington é uma corrida de longa distância com um sprint de sete meses, Lucano terá que fazer todo o percurso nesse pouco tempo. Daí, quer aproveitar esses seminários para ganhar velocidade.
 
Não tem muito o que escolher: é correr ou correr. Ou melhor, é correr ou voar, porque Wellington segue em marcha, à frente, com a vantagem que os últimos três anos de governo lhe possibilitaram, favorecido ainda mais pela falta de um nome de referência na oposição.
 
 

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