PAPA: Igreja que seja o amor misericordioso de Deus

16/08/2018 23:28

Papa quer uma Igreja que seja “o amor misericordioso de Deus”

Dom Antonio Luciano, bispo da Diocese de  Viseu

Entrevista à VATICAN NEWS do novo bispo da diocese portuguesa de Viseu, D. António Luciano.

Domingos Pinto-Lisboa

“Muito positivo. Tenho começado a trabalhar nos bastidores ouvindo pessoas e olhando para a diocese com muito otimismo, com muita esperança, mas ao mesmo tempo tomando também consciência das realidades concretas para poder com a ajuda do Senhor dar às pessoas aquilo que elas esperam do seu bispo”.

É a expetativa sublinhada à VATICAN NEWS do novo bispo de Viseu no início do seu trabalho, na sua nova diocese, onde tomou posse no passado dia 22 de julho, sucedendo a D. Ilídio Leandro que pediu a resignação ao Papa Francisco por motivos de saúde.

Já sobre a realidade social da sua diocese, D. António Luciano considera que é preciso “tentar saber quem temos, os pobres que temos, que já assistimos e que podemos assistir”.

“As realidades são novas, são diferentes, e às vezes, também se apresentam um pouco escondidas”, diz o prelado que considera que pode haver “pobreza envergonhada, mas também pobreza real. Não só pobreza material, mas também pobreza de valores que são precisos para a família, para a relação entre as pessoas umas com as outras”.

Do ponto de vista pastoral, D. António Luciano sublinha  ”um cuidado muito grande pelas pessoas, pelos padres, pelos leigos, por aqueles que trabalham ao serviço da diocese”, e destaca no pontificado de Francisco  “a certeza que temos alguém que está a olhar por nós, a cuidar de nós, que está vigilante”.

Um papa “que nos está a chamar para cooperar com ele nesse rosto que ele quer a Igreja tenha no mundo de hoje, um rosto transparente, que seja o amor misericordioso de Deus”, diz o prelado.

Ainda uma palavra para a realidade portuguesa, onde, explica o novo Bispo de Viseu, “as desigualdades são acentuadas” e que “é preciso corrigi-las, e ao mesmo tempo distribuir o pão por todos aqueles que realmente precisam”.

“Muitos bens estarão nas mãos de alguns. Agora é preciso também que alguns abram o coração e partilhem com aqueles que têm menos”, conclui D. António Luciano.

 


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