Temer: Uso de Forças Armadas para conter protesto

25/05/2018 14:17

Temer anuncia uso de Forças Armadas para conter protesto de caminhoneiros

 O presidente Michel Temer anunciou medida nesta 6ª feira (25.mai.2018) - Orientação será feita a governadores

Presidente fez pronunciamento - Disse que manifestantes foram ‘radicais’

Por Gabriel Hirabahasi - Poder360

O presidente Michel Temer anunciou nesta 6ª feira (25.mai.2018) que autorizou o uso das Forças Armadas para desobstruir vias bloqueadas devido aos protestos dos caminhoneiros. Mesmo após o governo fechar acordo com representantes da categoria na noite desta 5ª (24.mai), as manifestações chegaram ao 5º dia seguido e prejudicam o deslocamento e abastecimento no país. A falta de combustível no aeroporto de Brasília já causou o cancelamento de 9 voos.

O presidente fez 1 pronunciamento na início desta tarde. “Quero anunciar que de imediato vamos implantar o plano de segurança para superar os graves efeitos do desabastecimento causados por essa paralisação. Acionei as forças federais de segurança para desbloquear as estradas. E estou solicitando aos governadores que façam o mesmo”, disse Temer.

“Quem bloqueia estradas, age de maneira radical, está prejudicando a população. Será responsabilizado”, declarou.

Temer participaria de reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) nesta manhã, mas não esteve presente. Chegou ao Palácio do Planalto por volta das 10h30. Está reunido com assessores no 3º andar no prédio, discutindo a linha de seu pronunciamento.

Como o governo não recebeu sinais de esvaziamento dos protestos, o presidente decidiu ser mais duro e atacar os caminhoneiros que continuam obstruindo as vias no país.

O ACORDO

Para convencer os caminhoneiros a cessarem os protestos, o governo se comprometeu, entre outros pontos, a zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel até o fim do ano.

A União garantiu também que os reajustes dos combustíveis sejam feitos a cada 30 dias, e não mais diariamente, até o fim de 2018. Estima-se que a compensação financeira da União à Petrobras pela mudança custará cerca de R$ 5 bilhões aos cofres públicos.

Parte da categoria, entretanto, não concorda com as condições negociadas. Nesta manhã, motoristas de caminhões mantiveram protestos em todas as unidades da federação.

AAbcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), por exemplo, diz que insistirá nos protestos até que a alíquota do PIS/Cofins incidente sobre o diesel seja reduzida. A medida ficou de fora do acordo por pressão do governo.

 


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